O judoca israelense, Arik Zeevi, depois de ter sido derrotado no torneio olímpico, chorou longamente diante das câmeras, em uma atitude absolutamente normal para quem dispensa horas e horas de dedicação e não consegue a almejada vitória.Acontece que o choro do atleta gerou sentimentos de desprezo e repulsa em seu país natal, Israel.
Os noticiários daquela nação deram ênfase ao episódio, dizendo que Zeevi, de 31 anos, conhecido como um "homem forte" e um dos esportistas mais famosos do país, teve uma atitude "feminina" que desafiou a cultura "viril" que predomina em um país onde a força é um valor bastante cultivado.
Ora, francamente, nos dias atuais, constitui verdadeira cegueira cultural acreditar que o choro é uma atitude de fraqueza.
Chorar não é um sentimento feminino. Não é motivo de vergonha. Atire a primeira pedra o "homem" que não se enche de lágrimas em um momento de emoção, ou então aceite a realidade de não pertencer à raça humana.
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