cinco poeminhas de chuva * (* para meus sobrinhos pequeninos joão vítor e gabriel luís ) 1 sem problemas raios e...

Pedro lava o céu

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cinco poeminhas de chuva* (*para meus sobrinhos pequeninos joão vítor e gabriel luís) 1 sem problemas raios e trovões iluminam meu poema 2 se chove maior o escarcéu joao fotografa o mundo pedro lava o céu 3 no dilúvio nenhum sofrimento noé só viu chuva de vento 4 antes vazia a casa é outra com anne se chora haja tsunami 5 desde bebê o rompimento da represa nada mais chuvoso que o xixi de teresa rodrigueanas*
1 a dona admirava formigas fixada mesmo era por trombas de elefantes não via a hora de provar a maioridade do bem dotado infante. 2 pra lá de bovaryana só amava exóticas frutas a mulher do general lhe prestava continência mas só preferia recrutas. 3 estranho amor esses por parte de pai irmãos ela só o alimentava na boca sobretudo morangos mel e mamão. 4 desse nó cego ninguém o desata o noviço não sabe de onde veio sua tara por neide a beata. 5 dorme com a sogra e esquece a doce candura da esposa-menina nenhuma míngua o melhor da sogra começa com a língua.
*a partir de um poema de Chico Lino Filho
morto (poema de finados)
dizem se morto livre estou a voar fora do corpo depois de morto só o corpo se isola então a alma é pássaro fora do corpo (nossa gaiola) pra morrer lição não há (a alma no corpo resiste à aula) e de novo o que mais triste existe é a alma-corpo feito jaula a alma não se ajusta tanto ao corpo como a água ao copo como o morto ao esquife de madeira livre do corpo que já viveu a alma existe sem luxo segue qual pássaro seu vôo em curso além do que morreu a vida inteira. o homem do saco
sujo ambulante cavaleiro andante nenhum anda em trapos abundantes ele e o saco são um um dente exposto à boca nada mendiga cabelos loiros finos como se de milho espiga rola pela cidade ruas esquinas avenidas é parte do meio em todo lugar come e dorme (o mundo não uma mesa posta) o homem do saco não diz a que veio carrega seu mundo às costas mas nunca de saco cheio.

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