De onde vem essa música Que ouço tão distante? Bem-te-vis alegres gritam para os céus: Bem-te-vi! Bem-te-vi! Eu sorrio e penso: Um dia eu te amei... Nunca te vi!
LUZ De onde vem essa música Que ouço tão distante? Bem-te-vis alegres gritam para os céus: Bem-te-vi! Bem-te-vi! Eu sor...
De onde vem essa música?
De onde vem essa música Que ouço tão distante? Bem-te-vis alegres gritam para os céus: Bem-te-vi! Bem-te-vi! Eu sorrio e penso: Um dia eu te amei... Nunca te vi!
ENTRE VERSOS E TINTAS Gosto de me perder, De alhear-me do mundo real E penetrar o portal Do meu universo ideal. O me...
Versos e tintas
Gosto de me perder, De alhear-me do mundo real E penetrar o portal Do meu universo ideal. O meu mundo é composto De versos e tintas. Palavras soltas, Cores infinitas. Colho as palavras, Como quem colhe as flores da primavera, E compõe um lindo ramalhete. Escolho as tintas, Como quem se apodera das cores do arco íris, Em uma linda quimera. Assim me perco entre versos e tintas. E pinto a poesia que brota de mim, Em imagens, Poemas... É assim que eu me mostro, Gosto de me perder, Para que assim eu me encontre, E fique assim de alma serena. DIAS DE SOL
Ultimamente, os dias têm sido de Sol. E as manhãs claras, estivais, Trazem-me a sensação de alegria, De calmos domingos ensolarados. As flores multiplicam-se, Como beijos dos enamorados, E alegram a paisagem, Antes sombria. Eu caminho por entre as flores, Sentindo a poesia me tomar, E bailo ao som de uma canção sussurrada. Enterneço-me com as rimas de amor. Adiante, sei que nuvens férteis Observam-me a dança, Todavia não temo mais a procela, Porque, a alma anda iluminada. O chover quando vier, Fertilizará o solo do sentimento, E as raízes de amor, Haverão de mais aprofundar-se Neste coração de verão. EQUILIBRISTA
Coloco meu coração Na palma da tua mão E deixo que me leves Aonde teu sonho vai. Fico assim: Equilibrando-me, Entre os teus sorrisos, Entre o piscar de teus olhos, E agarro-me às lembranças, Para que a realidade Não me jogue ao chão. Caminho na corda bamba Entre o real e o ideal. E o vento me balouça. E de longe vem uma música Que me faz dançar. E como bailarina, Rodopio, E deixo-me levar, Pela alegria, Em um longo “pas de deux” Em que me acompanha a poesia, Na grande aventura do amar. DUALIDADES
Eu troco palavras com meu silêncio. Caminho rumo a lugar nenhum. Navego célere em mar de calmaria. Busco o luar na noite do Nadir, Escondo-me da luz do meio-dia. Encontro a realidade na fantasia. Embriago-me na gota dágua, No vinho encontro lucidez Sacio-me de nada comer. Danço sobre minhas lágrimas, Enfrento a tormenta sem medrar. Extraio coragem da minha tibiez. Sou feita de antíteses, São muitos os contrários, São tantos os mistérios. Que vez em quando, Quedo-me a buscar em meus escaninhos, Onde foi que perdi a chave de mim. DELICADEZA
É como a pétala da flor, Bela e frágil como a asa da borboleta. Suave como a brisa da manhã. Macia como a seda chinesa. Assim, quero para mim Toda delicadeza. Que a música seja prece Em meus ouvidos, E que as palavras fluam dos meus lábios, Como finas bolhas de sabão, Que eu possa caminhar nas nuvens E que meus passos sejam leves, Macios como puro algodão. E que meus olhos possam contemplar Todas as flores e as cores que a Natureza Possa em sua mágica tela pintar. E que minhas mãos reproduzam essa beleza, Na arte, na vida, no servir e trabalhar. E que eu conheça os sabores, Do doce ao salgado, Do amargo ao suave, E que assim tempere, Na medida certa, o amor Que eu puder dar. Quero beber da Vida, E conhecer todas as cores e sons, Entendendo a sua delicadeza, E assim, tornando-me leve, E que eu me transforme em luz Que brilhará no peito De todos a quem eu puder me dar. CLARICE E EU
Clarice tão forte, tão intensa, tal imortal! Eu, poetisa pequena, lírica, quase banal... Clarice e eu Ela me estende a mão, E me coloca agora sob a sua proteção. Clarice é do conto, romances, rompantes! Eu navego na poesia, Sou tímida, introspectiva, porém, nunca vazia. Clarice me conta o conto, Eu trago o poema pronto. Clarice é intrigante, atemporal, fascinante! Não economiza a vida, sorve-a, mexe na ferida! Eu, poetisa fascinada, Absorvo a poesia como o elixir da vida, E no lirismo puro, procuro curar minhas feridas. Clarice e eu, Em tempos diversos, Em estilos diferentes, Em pontos que se tocam, Realidade presente. Clarice e eu, Uma nova aventura, Um novo caso de amor, Encontro na Literatura, Na poesia mais pura, Na Hora da Estrela, Nas asas de um condor! ADORÁVEL
Eu diria que você é assim, adorável. Como um céu azul de primavera, Como o campo depois da chuva, Como o mar numa manhã de sol. Eu diria que você é puro charme, Como as bolhas que espocam do champanhe, Como uma tarde em Paris, Como fino jazz em um vinil verdadeiro. Eu diria que seu olhar azul capta a beleza, Você navega seu mundo com firmeza, E tem consciência de tal poder. Eu diria que a arte te pôs no mundo, E você o saboreia livremente, Apreciando o seu gosto profundo.
VOO Sinto-me em pleno ar. Pequena gaivota a flutuar nos céus, Lenço branco a baloiçar no vento, A deslizar pelo firmamento.
Já vim de outros portos
Sinto-me em pleno ar. Pequena gaivota a flutuar nos céus, Lenço branco a baloiçar no vento, A deslizar pelo firmamento.
Um pouco de Natal Ponha um pouco de Natal Na sua preocupação, Acenda velas de tranquilidade, Deixe que venham a paz e a oração....
Seja sua própria árvore
Ponha um pouco de Natal Na sua preocupação, Acenda velas de tranquilidade, Deixe que venham a paz e a oração.
ADEUS ADEUS Lá vem o trem, De longe vem apitando, Vem avisando gemendo, Adeus, adeus! E a estação vai deixando.
Por onde caminha o meu olhar?
Lá vem o trem, De longe vem apitando, Vem avisando gemendo, Adeus, adeus! E a estação vai deixando.
PESSOAS LIVROS O Mundo é uma grande biblioteca, E Deus é um mágico escritor, Que cria livros de páginas em branco, Que ...
Ele tinha o sorriso no rosto
O Mundo é uma grande biblioteca, E Deus é um mágico escritor, Que cria livros de páginas em branco, Que vão sendo escritas com a tinta do amor. Pessoas são livros, Que escrevem a sua própria história, Há pessoas romances, Há pessoas tragédias, Há pessoas mistério, Há as que são comédia. Há livros de tanta riqueza, Que são enciclopédias, De saber e heroísmo. Há outros que são tão pobres, Que parecem estar em branco, Pois o tempo todo são apagados, Pela borracha do egoísmo. Há livros de belas histórias, Que admiramos sua glória E buscamos copiar, Outros são histórias feias, Tristes e mal escritas, Cheias de pobreza e desdita, Que quase ninguém quer ler, E ficam num canto da estante, Tentando se esconder. Mas Deus é escritor bondoso E ama os livros tristonhos, Vez em quando os reencapa, E lhes dá páginas novas, Que podem ser escritas, Com tintas mais belas e brilhantes, Em letras de amor triunfante, Modificando-lhes a história. Eu sou também um livro De capa simples, modesta, Escrevo-me a cada dia, Com sonhos e fantasias, Gosto de falar de amor, A dor aparece um tantinho, Mas vou com muito carinho, Fazendo da vida uma festa, Que escrevo com alegria, Pois minha maior ventura, É ser livro de poesia. FLUIR
Fluir... Deixar fluir, Deixar a vida prosseguir. Ninguém pode conter O oceano entre as mãos. Entreguemo-nos à vida, Pelos caminhos do coração. Para que negar o amor? Para que negar a dor? Ninguém consegue Esconder-se de si mesmo Somente caminhará em círculo Simplesmente caminhará A esmo. Deixemos então fluir, Seja a dor, Seja o amor, Caminhemos até o fim da estrada, Cantemos todos os poemas, Choremos todas as lágrimas. Porque viver é entregar-se, Viver é mergulhar, No infinito mar de sentimentos, De sonhos, de esperanças. Viver é deixar fluir. Negar-se é ser covarde, ´ É ver a vida passar pela janela, Convidando-nos à felicidade E a ela voltarmos às costas, Preferindo olhar o vazio A extasiar-se com o brilho Da mais bela estrela. ESTRELA CADENTE
Passaste ontem pela minha janela, Como imenso foco de luz, Clareando a noite escura. Pomo de ouro que o céu cruzou, Tanta beleza e energia, Que o amor em mim despertou. E da forma que viestes, A tudo ofuscando, E embelezando o firmamento, Sumiste. Assim, sem aviso, sem que eu esperasse, Deixando-me a alma em tormento. Eras tu, apenas uma estrela cadente, Que se inflama no céu e depois somes, E na tua própria beleza e energia Te consomes. E eu, menestrel desavisado, Fiquei a olhar para o céu, Ofuscado. Acreditando que havias levado, Todas as outras estrelas, Na tua passagem instantânea. E dei de entristecer, Sentindo-me roubado, Pois o que pode fazer um menestrel, Sem a Lua e as estrelas, Para à noite ele cantar? Porém, (agora sorrio a dizer) Tudo foi apenas, Questão de ofuscamento, Pois lá em cima, no céu, No mais alto firmamento, Ainda estavam minhas estrelas. Estava também a Lua, Ora redonda, ora fininha, Sorrindo da minha bobagem, Das lágrimas de criancinha, Que um dia derramei, Por uma estrela cadente. SUAVE
para Carlos Romero Era uma criatura suave De olhos e palavras mansas. Tinha no rosto o sorriso E na alma a alegria de viver.
Os sinos do campanário Dobram os velhos sinos A cantarem êneos fados, No campanário carcomido, Pelas rezas dos tempos passados.
Pelas rezas dos tempos passados



Dobram os velhos sinos A cantarem êneos fados, No campanário carcomido, Pelas rezas dos tempos passados.
A profundidade de um olhar Quem sabe o que se vai encontrar Na profundidade de um olhar? Será uma promessa? Será uma esperança? Será uma...
A profundidade de um olhar



Quem sabe o que se vai encontrar Na profundidade de um olhar? Será uma promessa? Será uma esperança? Será uma negação?
Ela era linda! Mais que o amanhecer, Mais que as noites de luar. A sua beleza era tanta, Que fez Afrodite invejar.
Eros e Psique, uma história de amor



GENTILEZA Tristezópolis era uma cidade de gente tristonha. Ali só tinha pessoas mofinas e gente mal-humorada. A vida era sem graça e ...
Existem palavras mágicas



Tristezópolis era uma cidade de gente tristonha.
Ali só tinha pessoas mofinas e gente mal-humorada.
A vida era sem graça e enfadonha.
Chegada Eu não trago as mãos vazias. Trago-as cheias de sonhos E de flores que colhi A beira do caminho.
As flores de setembro



Eu não trago as mãos vazias.
Trago-as cheias de sonhos
E de flores que colhi
A beira do caminho.
Bom humor Sorriso que brota dos olhos E brinca nos lábios. Palavra fluida e leve. Margaridas que se aquecem ao sol, Manhã de verão, ...
Bom humor e outras poesias



Sorriso que brota dos olhos
E brinca nos lábios.
Palavra fluida e leve.
Margaridas que se aquecem ao sol,
Manhã de verão,
Mas também cabe o friozinho do inverno,
Acompanhado de um vinho bom.
Se tiver de partir, não seja adeus e sim até breve.
Dependendo do olhar, tudo pode ser perfeito,
Viver pode ser uma grande aventura,
O céu será sempre bonito, independente da cor.
É preciso apenas esperança no peito
Criatividade no pensar
E uma dose de bom humor.
Vamos dançar? Se pudesse, hoje, te tiraria para dançar... Dançaríamos juntinhos, De rosto colado, E em teu ouvido, Eu cantaria baix...
Vamos dançar?



Se pudesse, hoje, te tiraria para dançar...
Dançaríamos juntinhos,
De rosto colado,
E em teu ouvido,
Eu cantaria baixinho.
Poema urgente Não que seja este Meu último poema, Ou talvez seja! Quem sabe da vida? Quem sabe da morte?
Tempo de urgência
Não que seja este
Meu último poema,
Ou talvez seja!
Quem sabe da vida?
Quem sabe da morte?
Colapso quântico Viajando no infinito, Desde os mais distantes evos. Seguem duas almas afins, Nascidas do Amor Primevo.
Pequenos segredos



Viajando no infinito,
Desde os mais distantes evos.
Seguem duas almas afins,
Nascidas do Amor Primevo.
Parafraseando Cecília Também tenho fases de lua... Fases de me enclausurar,
Para Cecília Meireles
Também tenho fases de lua...
Fases de me enclausurar,
Canção enluarada Espero a noite que não tarda, E com as rimas da saudade Componho-te um poema branco. Deixei a rima em algum canto esq...
Canção enluarada

E com as rimas da saudade
Componho-te um poema branco.
Deixei a rima em algum canto esquecida.
A Hora da Estrela Encontro-me comigo À hora da estrela. E um sem número de verdades Desfilam diante de um eu atônito.
Cada pedaço de mim
Espelho Seria um espelho Ou um poço profundo, Que refletia imagens Que ainda não sei decifrar.
Retratos pálidos
Ave fugidia Ave tão fugidia Avezinha selvagem, Pousa na minha janela Para depois se evadir Deixando a solidão nela.



























