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“Eu adoro palavra... Eu fiquei com muita vontade de aprender mais palavras. Avião, girafa, pudim, açude, caju, serra, cidade....Eu ado...
Coisas que escrevi para Nelson
Tudo começou quando descobri que o famoso medicamento Merthiolate não arde mais. Como assim? Sou do tempo em que quando íamos passar ...
Morreremos muito melhorados
POEMA Ele vem como vidência, Oração... Contém história. Como as pedras, têm memória, Solidez e resistência. Presto a ele, reverên...
Lá vem o poema
Estava resolvido a não contar a ela da visita que faria ao consultório da endocrinologista. Há muito sabia que ter a mulher na cade...
Ter vivido sem comer em vão
POEMAS DO LIVRO “XXI Sombras (Editora COUSA – 2023) Para meus filhos Canto primeiro Habita em mim um sem número de dester...
O Estalo da Palavra (XXXV)
O que faz alguém verdadeiramente feliz? Elias se perguntava desde pequeno. Sentia-se como um pássaro em uma gaiola — seguro, mas limit...
O Segredo da Felicidade
A história da filosofia é um rico entrelaçado de ideias e reflexões que moldaram a forma como compreendemos o mundo e a nós mesmos....
A evolução do pensamento ético na filosofia
Na Grécia Antiga, onde a filosofia começou a se desenvolver, pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles estabeleceram bases fundamentais para o pensamento ocidental. Sócrates, com seu método dialético,
Título: O SILÊNCIO DOS LIVROS Autor Fausto Luciano Panicacci
O silêncio dos livros
UNIVERSÁTIL Como ser humano Sendo uno, Se no indivíduo Eu duelo o plural, se no versátil Há o singular? Se, com todo siso...
Poemas esparsos (II)
Pode parecer estranho o título deste texto, mas é isso mesmo. No emaranhado de situações que é a vida que levamos, não damos conta ...
O dia que chama
Na noite em que o cronista foi para praia, a Lua crescente andava lentamente e havia poucas nuvens no céu. Era possível contar as est...
Olha para o céu, cronista
A “sociedade dos inimigos” é um conceito elaborado pelo filósofo e professor austro-britânico, Karl Raimund Popper (1902 - 1994), em ...
''Sociedade dos Inimigos''
“Animus é originário do latim, e era usado para descrever ideias como alma racional, vida, mente, poderes mentais, coragem ou desejo. ...
A Inteligência Artificial e a sua possibilidade diante do Espírito
Há dois momentos em “ Lira dos vinte anos ”, de Álvares de Azevedo: um tipicamente romântico, no qual o poeta revela obediência aos ...
Melancolia e ironia em Álvares de Azevedo
A lagosta se refugia sob as pedras quando sua carapaça se torna apertada, pois seu crescimento exige uma nova proteção. Da mesma form...
Seu próprio molde
Contar e ouvir histórias são atividades muito antigas. As narrativas orais estão presentes na gênese de toda literatura e, em particu...
Contos de Fadas
O velho Eudes chega às setenta primaveras com a disposição de sempre. O espírito é leve e muita é a disposição para correr o mundo atrá...
Eudes Rocha Júnior: 70 anos de amor à arte
Na famosa novela de Tolstói, o personagem Ivan Ilitch, já moribundo, encontra consolo em um simples gesto de compaixão de um servo o c...
O que permanece?
— Que você faz com um pão velho e duro como esse, que não dá pra comer? – perguntei a Da Luz. — Nunca tive esse problema, seu Luiz, ...
Relendo o coronel José Rufino
Talvez a impossibilidade de descrever as belezas da vida com precisão fez com que compositores como Richard Strauss, Debussy, Deliu...
Nova Zelândia: A beleza em excesso
Podemos até despertar certo ciúme naqueles que consideram outros países mais bonitos do que a Nova Zelândia. Mas confessamos que é difícil encontrar, em alguma de nossas lembranças de viagens, experiências tão deslumbrantes como nas três oportunidades que tivemos de colocar os pés nesta ilha isolada do mundo, entre o Pacífico e o Mar da Tasmânia.
Nossa curiosidade pela Nova Zelândia se iniciou através do que deste país paradisíaco se fala mundialmente: Primeiro lugar na lista dos lugares menos corruptos do mundo, um dos mais elevados índices de qualidade de vida e de maior respeito à Natureza.
As impressões trazidas foram tão preciosas que se mantiveram na ala carinhosa das melhores lembranças de nossa memória. E eis que, cinco anos mais tarde, estávamos novamente pelas terras dos Maoris - tribo nativa que veio da Polinésia e lá se firmou em uma grande comunidade. Felizmente, a colonização pelos ingleses se deu em bases, de certo modo, mais amigáveis do que em outros exemplos coloniais, com acordos bilaterais proveitosos, e o resultado é o que se vê no dia-a-dia: harmonia e direitos preservados com respeito às origens e ao agraciado habitat deste belo país.
Passados oito anos, lá estamos de volta àquela verdadeira "Ilha da Fantasia". Viajar para lá é uma aventura multifacetada. Primeiro, pela enorme distância que se percorre dutante 22 horas de voo no total. A opção via Chile é a mais curta, saindo de João Pessoa. São três horas para São Paulo, de São Paulo para Santiago mais cinco, e, de Santiago para Auckland, o destino final e a maior cidade do país, somem-se quatorze. Entretanto, apesar do longo percurso, é um sacrifício que indubitavelmente nos traz inúmeros e prazerosos benefícios. O primeiro, é preciso lembrar, foi poder constatar a sinceridade do que disseram simultaneamente os citados amigos. “A Nova Zelândia é o país mais bonito do planeta”. Ainda que, cá entre nós, possa ser equiparado à Suíça, Islândia e Noruega. Eis uma difícil escolha.
A diversidade de paisagens, que mudam a cada 50 quilômetros, da água para o vinho, ou melhor, dos mares para os lagos, de montanhas para geleiras, de cascatas para gêiseres, é uma das coisas que mais encantam. Qualidade de vida, nem se fala. Serviços públicos impecáveis, trânsito que flui sereno e educado, pouca densidade demográfica e uma noção de cidadania intrinsecamente agregada ao espírito das pessoas, sempre amáveis e sorridentes.
Acredito que o melhor de todas as coisas que lá podemos desfrutar foi a intensa sensação de proximidade com a natureza em seu estado praticamente original. Talvez pelas condições primitivas e intocadas em que se encontram suas florestas e praias como, por exemplo, Kare-Kare, na qual estivemos 3 vezes, sempre com impactante sensação mística de sagrada reverência por aquele mágico lugar de areias negras, montanhas imensas e um mar tão selvagem e exuberante como seria qualquer impressão que se pudesse ter de um retrato de Deus.
A emoção lá sentida possui aspectos que transcendem o deslumbramento visual experimentado ao ver cidades onde a beleza da monumentalidade arquitetônica se exalta acima da paisagem natural. Conquanto exultemos, apaixonados, diante de grandes e históricas edificações projetadas pelo ser humano, o ensimesmamento diante das exuberantes cordilheiras, geleiras, florestas, lagos e cascatas neozelandesas, que permanecem intactas, é imensamente superior.
É encantador constatarmos que ali a humanidade soube se organizar com bem dosados princípios de justiça, respeito mútuo e cuidado com o meio ambiente. Sem o luxo típico do acúmulo e dos exageros do consumo, e sem a distribuição extremamente desigual dos bens a si concedidos.
Lá, como muito bem disse o cronista Carlos Romero, "o único excesso é o da beleza".
Prezados leitores, prosseguimos com a nossa série sobre o perfil da sociedade da antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves, antiga Pa...
Os ingênuos e nascidos escravizados na antiga Paróquia de N. S. das Neves no ano de 1833 (III)
Religiões há que, em princípio, privilegiam tanto a violência que, não raro, a consideram santa. Em contrapartida, o sexo é considera...
Sobre Maria
A Marcílio e Alessandra Franca A pedido do meu amigo, Marcílio Franca, em 2019, fiz a tradução de “À Paz”, hino da autoria do in...
Entre Erínias e Eumênides
Venho de uma família de ativistas culturais do interior da Paraíba, cujos irmãos e meu pai eram músicos e minha mãe locutora de uma di...
Poética Evocare: A voz da poesia em performances artísticas
Não sei vocês, mas comigo dá-se que quando eu começo a pensar em qualquer assunto vou muito além do que seria razoável. Como não faço ...
O perigo de me deixarem pensar
Gosto das conversas compridas com o amigo João. Mais, ainda, quando ocorrem no quintal dele, bem pertinho do café e do bolo de fubá d...
O navio e o café com bolo
POEMAS DO LIVRO “XXI Sombras (Editora COUSA – 2023) MONÓLOGO Pode ser meia a dor que te consome? Viver, apreender pala...
O Estalo da Palavra (XXXIV)
(Editora COUSA – 2023)
Pode ser meia a dor que te consome? Viver, apreender palavras, guardá-las no silêncio. O mormaço já está distante e os grãos da areia não povoam mais a mesma praia. A mãe, um vazio sem nome, os passos trocados do pai. A memória se movimenta para trás das cortinas e o esquecimento ocupa o palco dos nomes.
Maria Teresa Horta , escritora portuguesa, faleceu há poucos dias deixando o mundo literário, feminista, das mulheres, mais pobre. M...
A última carta de Maria Teresa Horta
A vida é complexa e cheia de experiências, aprendizados e interações que moldam não apenas quem somos, mas também como nos relacionamo...
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Vi de relance as torres da velha cidade por um novo ângulo. Perdidas do alto, de lado, ainda assim imponentes, a catedral, a igreja, a...
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Sempre fui afeito à palavra. Desde criança, gostava de refletir acerca de seus significados, questionava sobre o meu desconhecimento ...
Eu, professor
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Estou chocada. Imensamente chocada com a notícia de mais um suicídio. Mais uma jovem mulher de nossa cidade pôs fim à vida. Conhecida...
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⏤ Qual o número da sua poltrona? – pergunta-me uma loura educada, sotaque gaúcho, em pé no pórtico de um túnel por onde vou descer ...
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Os reis egípcios refletiam profundamente sobre a vida e a morte, considerando seu papel sagrado, legitimado por uma extensa rede de...
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Moral e Sociedade , publicada em 1973, é uma obra de coautoria do filósofo e escritor francês Roger Garaudy (1913 - 2012), que exempli...
Materialismo, consumismo e a crise moral
Se a paz escapa Não é Deus Se a fome reina Não é Deus Se miséria vive Não é Deus Se a inundação O estrago do furacão A ...























































