(Editora Mondrongo – 2019)
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POEMAS DO LIVRO “SONETOS EM CRISE” (Editora Mondrongo – 2019) Nota do autor Crise do soneto ou crise do poeta? Falamos da imp...
O Estalo da Palavra (XVIII)
(Editora Mondrongo – 2019)
Bem aventurados os corajosos de plantão que seguem incontidos na emoção de uma nova experiência lúdica ou fugaz, para suas vidas, rest...
Acerto de contas
A estética da subjetivação do “cuidar de si” refere-se ao processo de constituição da pessoa, no qual ela desenvolve um senso de perten...
Estética do 'cuidar de si'
Na capa do livro, logo abaixo do título, está escrita em letras pequenas mas perfeitamente visíveis a palavra ficção. Vejam bem. N...
Mister Welsh e o 'bambino'
Todos sofremos desencantos e passamos por momentos desafiadores, em temporadas de dificuldades que, às vezes, demoram um pouco mais.
De onde vem o socorro?
Setembro era o mês de Nathanael Alves, 11 de setembro o seu dia. Se vivo fosse estaríamos levantando o cálice a estes 90 anos. Cálice, ...
Os 90 anos de Nathanael
Empoderamento. Neologismo criado por Paulo Freire que tem origem no termo inglês “empowerment” que define um conceito fundamental ...
Empoderamento feminino
Descobri uma preciosidade. Pense num privilégio de desfrutar do convívio diário com o nosso ilustre escritor e político paraibano, Jos...
Inédito: Dr. Ítalo Kumamoto e a convivência com José Américo de Almeida
A configuração normal em língua portuguesa é SVO (sujeito-verbo-objeto). Qualquer alteração nessa ordem, por menor que seja, pode p...
Inversões sintáticas
Viva, Baubo! Não há nada mais feminino do que o humor erótico e sujo. Por que as mulheres aprenderam a se envergonhar disso? Por que ...
Viva, Baubo!
O motor ainda não havia esfriado. Pudera, depois de uma considerável quantidade de quilômetros de percurso, o anjo de duas rodas apen...
A Dama do Asfalto
O eu-lírico, na poesia de Augusto dos Anjos, não é pessimista in totum , embora possamos detectar um certo grau de pessimismo, ...
Psicologia de um Vencido ou Evoluir é sofrer
Talvez os leitores lembrem de uma história que contei sobre um americano que chega numa pequena cidade, procura a pensão xexelenta e...
A metástase do Brasil
A última chuva abraça a primavera trazida por ventos que lembram agosto. Contudo, as pessoas continuam a seguir em frente...
Sobre os tempos
“Cego danado, esse Geminiano. Já velho roubou moça para casar e deu dois bacharéis a Pilar”. O comentário do Coronel José Paulino...
Conversa com Abelardo
Para meu filho Lucas Foi em 1985. Estava com o meu primeiro filho, Lucas, com pouco mais de um ano. Mas tomei coragem e deixei-o na ...
O primeiro Rock in Rio a gente nunca esquece
A vida é uma caminhada repleta de altos e baixos, onde cada experiência, seja positiva ou negativa, tem um papel fundamental em nossa ...
Há sempre um arco-íris a ser descoberto
Acabo de ler Rita Lee: uma biografia (GloboLivros, 2016), já em sua 17ª impressão. Consta-me que teria já vendido, contando todas ...
Menina Veneno
Livro Borboletei (2024) Autora Annecy Venâncio
Rosarium para Jeannette Priolli Portal da Coroa de Rosas Íntimo ritual sagrado corola da rosa fechada nas pétalas orv...
Rosarium
Bem, é só um pequenino momento fotográfico. Em poses, uns de pé, outros sentados. Não me lembro quem acionou a Kodak. Um de nós. Ficou...
Recordando no agora
Perguntaram-me qual é a minha métrica para escolher livros. Fiquei pensativo, porque nunca parei, de fato, para “medir” as escolhas...
A métrica dos livros
Os escritores José Américo de Almeida e José Lins do Rego eram amigos inseparáveis. Entre ambos, existia uma amizade literária que per...
José Américo e José Lins
Meu caro amigo e confrade José Mário. Inicio agradecendo a sua participação, mesmo estando distante, no meu curso, Uma Introd...
Um velho de aspeito venerando...
Meu caro amigo e confrade José Mário.
Inicio agradecendo a sua participação, mesmo estando distante, no meu curso, Uma Introdução a Os Lusíadas, programado para dois sábados (21 e 28/09), num total de seis horas-aula, aberto a qualquer público interessado e ministrado no âmbito de nossa Academia Paraibana de Letras, patrocinadora do evento, em comemoração ao quinto centenário de nascimento de Luís Vaz de Camões.
Era a época do carrancismo, de muito apego as tradições e aos costumes, do poder pela força. Quando o adulado coronel, barrigudo, manda...
Casamento simulado
Outrora eram somente os santos e as figuras históricas. Hoje praticamente todo profissional tem o seu dia. Mesmo fora das ...
Dia dos Amantes
POEMAS DO LIVRO “O ORNITORRINCO DO PAU OCO” (Editora Cousa – 2018) CUMULUS Quero te dizer de uma nuvem acontecida, das l...
O Estalo da Palavra (XVII)
Na ausência de um momento saudável regado à saúde, família, amigos e um lar, desenhamos uma história com muitos instantes em um vazio c...
Escolher é renunciar
A angústia, conforme apresentada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788–1860), está relacionada à sua visão pessimista da exis...
Pessimismo da angústia
Livro ESSA MUNDANA GENTE Autora Ana Daviana
Não sei por que me lembrei dele ao ler o mais recente livro de Aldo Lopes de Araújo, Memorial do esqueleto e outros contos , Sebo Ver...
Aldo Lopes, Miguel Torga, Graciliano
Tudo começou à época em que eremitas viviam em um monte chamado de “Tumba”, banhado e abraçado pelas marés cheias, quando se tornava...
Um monumento que brota do mar
Onde os índios se esconderam, se enfurnaram para subsistir está sob chamas. Atingidos pela fornalha ambiental da poluição , ateada pe...
Bandeiras desbotadas
Vivemos tempos de grandes mudanças. O conceito de transição planetária, embora possa parecer abstrato para muitos, reflete uma realid...
Nós e a transição
“No princípio fez-se a poesia, e a prosa era a excepção. No princípio fez-se o mar, e a terra era a excepção. No princípio fez-se ...
O Amor na Literatura Árabe
Nizar Tawfik Qabbani, diplomata, poeta, escritor e editor sírio (21.03.1923 — 30.04.1998)
A meu ver, nenhum outro cantor entrou em cena, atravessou gerações, tornou-se "rei" e nunca perdeu a Majestade. Esse car...
Detalhes e emoções de Roberto Carlos
Pleonasmo é o nome que se dá à repetição de ideias ou à redundância, no âmbito do elemento que constitui a significação básica de u...
Pleonasmo
A variedade de expressões pleonásticas do tipo lexical levou os estudiosos a estabelecer uma distinção mais ou menos tênue (ainda) entre pleonasmo vicioso e pleonasmo aceitável. Aceitável, por força das regras da sintaxe, é todo pleonasmo gramatical.
Meu caríssimo amigo José Nêumanne Pinto , Ao longo da minha vida profissional de professor de Língua e de Literatura, uma boa parte...
Sem fim, não há começo ou A relevância de alisar as coisas ásperas
Ao longo da minha vida profissional de professor de Língua e de Literatura, uma boa parte do tempo levei a seguir os preceitos formais da análise e da crítica literária. Adianto que, mesmo não sendo crítico literário, para o exercício da minha função de professor, preciso saber manejar a sua técnica, com a finalidade de, tendo analisado um texto, eu possa ter uma visão fundamentada sobre ele. Dizendo de outro modo, a análise literária, que proporciona uma reflexão crítica, é, no meu caso, um meio, para atingir a finalidade maior de ser uma espécie de mediador entre o livro e os leitores, sobretudo com relação àqueles que se projetam professores na área da linguagem.
Com essa nova concepção em mente, meu amigo, enfrentei a leitura do seu belo livro de poemas Antes de atravessar (Rio de Janeiro: Ibis Libris, 2022). Não espere, portanto, que eu me detenha nas muitas referências literárias do seu texto – Drummond, Bandeira, Lorca, Rosa, Horácio, o mito greco-latino, a Bíblia..., só para ficar em algumas – porque o que espicaçou a minha sensibilidade foi o resultado que você conseguiu, transformando um livro de poemas, em um livro-poema.
Começo por confessar, Nêumanne, que gosto muito de capas e quando elas são bem escolhidas, tornam-se uma complementação do sentido do livro, não apenas uma parte integrante, para muitos, descartável. E que beleza de capa para Antes de atravessar! O frágil bote, à margem pedregosa, contrastando com a fluidez do rio, em cuja margem oposta, descortinam-se colinas verdes, sobre as quais o céu fulvo predomina, numa indefinição ambígua, que se adequa ao livro, como um fio condutor do poema: é o pôr-do-sol, findando o dia/vida, ou é a homérica Aurora
É aí, Nêumanne, que entra o seu verso, parte do título de minha leitura: sem fim, não há começo, porque cada fim nos leva a outro começo e assim sucessivamente, afinal de contas, rosianamente falando, só existem travessias. A outra parte do título – a relevância de alisar as coisas ásperas –, também verso seu, me leva a dois autores, ainda Rosa e o meu querido Virgílio. No Grande sertão, Riobaldo diz, compreendendo a dificuldade das travessias, que “não convém, a gente levantar escândalo de começo, só aos poucos é que o escuro é claro” (22ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 141). Já o poeta da Eneida, exige de seu herói, Eneias, em sua fuga de Troia, ordenada pelos deuses, que ele “are o mar”, para poder chegar ao seu novo destino. Assim são as travessias que fazemos e que você, meu amigo, estrutura de uma forma sutil, deixando a encargo do leitor a percepção de uma viagem com preâmbulo, origens, a travessia em si, testamento, despedida e transcendência, que não aparecem necessariamente nessa ordem e nem são estanques, interpenetrando-se o mais das vezes, porque, afinal de contas, a sua criação poética revela um fluxo irrepresável, seja no fundo, seja na forma.
O melhor desse poema em prosa, Nêumanne, guardei para o final:
Já em Stabat Mater, surge o retrato mais fiel da mãe, que amalgama as torturas do sofrer e as tonturas do prazer, diante da geração e da criação dos filhos. Mãe, que não estava (stabat), como escolheu o frei Jacopone Da Todi, mas que está (stat), como escreveu João, aquele que foi dado à Virgem, como filho, por Cristo, na hora dolorosa; mãe que está, como processo contínuo, porque jamais deixará de estar presente:
Afinal, o compromisso maior é o Amor, exposto sem pejo e sem medida, em seus versos, meu amigo, e amar é saber a “relevância de alisar as coisas ásperas” (Magister dixit). Sem Musa, sem Amor, sem compromisso, sem memória, não há travessia, só fatuidade, e, no dizer de Riobaldo, “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente, é no meio da travessia” (op. cit., p. 53).
Grande abraço, meu amigo!























































