“Faraó guerreiro, consciente e determinado,
Ostentavas todas as insígnias reais do teu nobre Império.
E trazias impresso no rosto o selo da sorte e do mistério,
Mas guardavas no peito cruel saudade de um rosto amado...
(...) Tutankhamun, Que tão prematuramente partiste.” Arádia Raymon, jornalista, poetisa, cronista e escritora
Uma biografia por Anna Funder
Ed. Companhia das Letras
Tradução: Denise Bottmann
O livro abre com 3 epígrafes:
“O amor sexual ou não é muito trabalhoso”
(Georges Orwell)
“Todos nós inventamos as pessoas que amamos”
(Phyllis Rose)
“Homens e mulheres leem livros para amar mais a vida”
(Vivian Gornick)
Tudo começa quando Anna Funder encontra em um Sebo uma coleção de ensaios e cartas de Orwell de 1968 e diz que gostava muito do autor por sua visão clara do poder e seu humor auto depressivo. Orwell é um dos maiores escritores do século XX seus livros mais conhecidos são A fazenda dos animais e o maravilhoso 1984.
No Dicionário de Aurélio, tratando com eufemismo, conga “é prêmio a que tem direito o proprietário da casa de farinha pelo produto de outrem ali fabricado”. Coisa que deve ter ido buscar no Dicionário do velho Moraes, em paz com o latifúndio e a escravidão.
Dessa vez éramos sete, reunidos à mesa, amigos, apenas amigos, verdadeiramente alguns se chamam irmãos, pois os laços firmes de uma fé fraternal os unem por uma vida. Confesso aqui meu desenfreado interesse nessa reunião mensal, oportunidade única de uma conversa frutífera e onde sempre posso testar algum preparo da gastronomia com irmãos sinceros.
Feliz mês de julho a todos/as! Vou recorrer a um ditado delicioso que aprendi com minha amiga Nina, de João Pessoa: "Meiou, findou!" Traduzindo: metade do ano já foi embora. Agora, sem percebermos, começaremos a ouvir falar em Natal, amigo secreto e panetone. O tempo não anda; ele corre uma maratona. Mas deixemos o calendário descansar um pouco.
A farra do meu cadáver, romance histórico que trata da morte de João Pessoa e da Revolução de 1930 constitui uma obra de grande relevância para a compreensão de um dos episódios mais decisivos da história política brasileira. Ao reconstruir os acontecimentos que cercaram o assassinato de João Pessoa e seus desdobramentos na Revolução de 1930, o autor ultrapassa a narrativa
Cena da Revolução de 1930, que se deu a partir do esgotamento da política do café-com-leite e da vontade de setores do Exército de instaurar um sistema eleitoral sem corrupção nem favorecimento político ▪️ YouTube: Natureza Brasileira
factual para revelar a complexa engrenagem de interesses políticos, paixões humanas, disputas oligárquicas e estratégias de construção da memória.
O argumento de que não se pode comparar uma adaptação cinematográfica com uma obra literária adaptada não se sustenta. Podemos e devemos. Confunde-se, geralmente, comparar o modo de narrar com a comparação com o fato narrado. Sabemos perfeitamente que a literatura narra por palavras e o cinema por imagens, havendo soluções muito boas, em ambas, para se contar um fato. Vejamos alguns exemplos. No Canto VIIII da Odisseia, Odisseus
Muito provavelmente, você está na fila dos incautos que serão vítimas do golpe do pagamento dos precatórios.
A EXPLICAÇÃO
Precatório é a maneira infame e perversa usada pelos governos (municipais, estaduais e federal) para pagarem o que devem a você, que não pode atrasar o recolhimento dos impostos devidos a eles, sob pena de multas pesadíssimas. Já os governos podem e usam os precatórios para pagar, mais de dez anos depois, um prejuízo que causaram a você, quase sempre conscientemente.
Até 1993, eu me julgava ateu. Como documentarista, trabalhando para o Centro Peixe-Boi, do Ibama, durante uma gravação na Reserva Biológica dos Lagos Piratuba, no Amapá, tive uma epifania, ao amanhecer.
Eu sempre achei que os primeiros a bater palmas quando conseguíssemos algo seriam justamente aqueles que dividem a mesa, o teto, a nossa história. Demorou um tempo para entender que não é bem assim. Muitas vezes, quem mais conhece os nossos medos acaba usando eles para nos parar. Dizem que é cuidado, na verdade, acaba apagando o brilho dos nossos sonhos.
Apenas quatro cadeiras rodeavam o tampo de fórmica reluzente mesmo sem a limpeza com flanelas. Era o móvel mais importante da pequena sala ainda sem os sofás para os amigos e os parentes. Os que nos chegassem, se passassem de quatro, serviam-se de vários almofadões dispostos em ambiente único a serviço das refeições e das visitas.
Em Apareci quando te vi, Fernanda D’Angelo constrói uma narrativa que se move entre a delicadeza da memória e a brutalidade silenciosa do tempo. A obra se apresenta como uma autoficção profundamente íntima, mas é justamente na coragem de expor as próprias fragilidades que encontra sua dimensão universal. Não se trata apenas de um livro sobre mãe e filha, sobre doença ou ausência; trata-se, sobretudo, da tentativa humana de reorganizar afetos enquanto tudo parece escapar pelas mãos.
"... se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo."
(José Tolentino ⏤ Se me puderes ouvir)
Não fui à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2026), mas tive o prazer de assistir a algumas palestras pelo YouTube e pelo canal de TV Arte 1. Cito as palestras da ministra Cármen Lúcia e do cardeal poeta José Tolentino. Cármen Lúcia deu uma verdadeira aula de democracia, valorizou as bibliotecas, as alfabetizadoras e deu destaque ao papel das mulheres na sociedade atual. José Tolentino, o cardeal, poeta e teólogo português, superou as minhas expectativas.
Exílio de mim
Contemplo o extremo de mim.
Infinitos mundos mudos,
Tudo arrefecido,
Repentino pretexto,
Mãos estendidas,
Que o coração expia,
Gestos passados,
Uma espécie de véu de seda,
Que nunca se desdobra,
Cósmicas formas humanas,
No estardalhaço dos pardais,
Que desafiavam minha imaginação.
Sublevação,
A relação entre o escritor e o leitor é um elo fundamental na construção do conhecimento e da cultura. Neste contexto, é essencial refletir sobre a importância do respeito mútuo e da ética que permeiam essa interação.
Reflexões à Luz do Evangelho, da Psicologia Profunda e da Arte
Nas engrenagens aceleradas da vida contemporânea, o ser humano vê-se frequentemente enredado em uma teia invisível de urgências, sobressaltos e cobranças desmedidas. Vivemos em uma época em que o corpo transita em velocidade vertiginosa, enquanto a alma, sobrecarregada, clama por um instante de pausa e ar puro. É na encruzilhada dessa rotina ansiogênica que desponta uma verdade ancestral e urgente: