Lendo o livro “Servir a quem vence” do querido Astier Basílio, me deparei com o poema ESQUECER: Esquecer é retirar as facas e colo...

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Lendo o livro “Servir a quem vence” do querido Astier Basílio, me deparei com o poema ESQUECER:

Esquecer é retirar as facas e colocá-las no lugar correto.
Eis um exercício diário: não usar facas e retirar as que foram encravadas em nossas costas. Não é fácil, principalmente quando vêm de “mãos amigas”. Mas, não há outro jeito. Para continuar é preciso estancar

Acendedor de Relâmpagos representa um dos momentos mais vigorosos da poesia contemporânea paraibana. Na obra, Políbio Alves recupera ...

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Acendedor de Relâmpagos representa um dos momentos mais vigorosos da poesia contemporânea paraibana. Na obra, Políbio Alves recupera a tradição do poema longo e da épica moderna para transformar a experiência do homem do campo em matéria de alta elaboração estética. O protagonista, Antônio Lavrador, deixa de ser apenas um indivíduo para converter-se
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em símbolo coletivo: nele convergem a história dos trabalhadores rurais, dos expulsos da terra, dos explorados e dos que insistem em permanecer de pé diante da violência histórica. O próprio autor caracteriza a obra como uma homenagem aos camponeses e uma narrativa épica voltada à consciência social.

Se a palavra se cala O Univeso desaba Vanildo de Brito , A Construção dos Mitos teve sua primeira edição em 1960. Desde então, af...

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Se a palavra se cala
O Univeso desaba Vanildo de Brito,
A Construção dos Mitos teve sua primeira edição em 1960. Desde então, afirma-se a singular individualidade do trabalho poético de Vanildo de Brito.

Da Série: Deixemos Homero falar (Parte V) Os Cantos que formam a Nostalgia Psíquica ou a Nostalgia da Memória (IX-XII) são a pa...

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Da Série: Deixemos Homero falar (Parte V)
Os Cantos que formam a Nostalgia Psíquica ou a Nostalgia da Memória (IX-XII) são a parte mais complexa da Odisseia. A complexidade começa com a mudança do foco narrativo de terceira para primeira pessoa. Até o Canto VIII, o narrador é de terceira pessoa, tecendo uma narrativa em que se apresentam alguns diálogos diretos, mas sempre sob o seu comando. Nos quatro Cantos seguintes, é um personagem, Odisseus, que narra a história, através de um recurso que a Teoria da Literatura chamará de autodiégese, a narrativa de si próprio.

Imagine caminhar por uma floresta aparentemente exuberante. Os rios transbordam, os animais circulam e os pássaros, anjos dos galhos,...

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Imagine caminhar por uma floresta aparentemente exuberante. Os rios transbordam, os animais circulam e os pássaros, anjos dos galhos, são acariciados pelas folhas. Tudo parece vivo.

i Sim, porque, se você não conseguiu chegar à UTI, bom destino você não teve. Imagine que você foi internado às pressas (é sempre assi...

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Sim, porque, se você não conseguiu chegar à UTI, bom destino você não teve. Imagine que você foi internado às pressas (é sempre assim) e, ao contrário dos roteiros turísticos e lugares exóticos que nós costumamos pesquisar na internet para quando um dia formos lá, não conheço ninguém que já tenha tido a curiosidade de fazer esse tipo de pesquisa. Para mim, foram momentos incríveis. Numa UTI individual do melhor hospital da região (N.S. das Neves), com um tratamento carinhoso dos médicos, técnicos e enfermeiros, não poderia ser diferente.

Elas são muitas , são incontáveis. Pode-se dizer que Ariano Suassuna, um dos mais importantes arquitetos da nossa identidade, habita c...

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Elas são muitas, são incontáveis. Pode-se dizer que Ariano Suassuna, um dos mais importantes arquitetos da nossa identidade, habita cada coração brasileiro. Refiro-me, porém, a uma casa específica, aquela inaugurada no dezembro de 2014, em João Pessoa, como polo de difusão cultural e artística. Também, é claro, como ambiente para a capacitação de governantes e quadros técnicos em benefício da lisura e

Durante certo tempo, pensei que escrevia porque gostava das palavras. Hoje sei que elas vieram depois. Muito antes delas, vieram as le...

Durante certo tempo, pensei que escrevia porque gostava das palavras. Hoje sei que elas vieram depois. Muito antes delas, vieram as lembranças. Foi a necessidade que me ensinou a escrever; as palavras apenas encontraram um modo de dizer aquilo que a memória insistia em guardar.

Um pousar de nota musical. Por entre os fios, o bem-te-vi estaciona no contraste do papel céu-azul, teto do mundo. A inexistência de n...

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Um pousar de nota musical. Por entre os fios, o bem-te-vi estaciona no contraste do papel céu-azul, teto do mundo. A inexistência de nuvens. A chuva se afastou e um tímido sol aquece ao redor, do teto às asas passarinhas, espalha um mar inverdito de azul.

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881) — escritor e filósofo russo — defende que a arte de suportar-se pode ser compreendida co...

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Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881) — escritor e filósofo russo — defende que a arte de suportar-se pode ser compreendida como a capacidade de enfrentar o próprio mal-estar interior, abandonando as ilusões, racionalizações e mentiras por meio das quais o indivíduo procura aliviar a culpa e proteger-se de suas próprias contradições. Para o escritor russo, o maior fardo da existência não reside necessariamente nas adversidades externas, mas no confronto com o próprio mundo interior: o egoísmo, o ressentimento, o desejo de reconhecimento, a necessidade de liberdade e as
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Leitor de Dostoiévski ▪️ Arte: Emil Filla (1907)
regiões obscuras da consciência que constituem aquilo que se poderia chamar de subsolo da subjetividade. Nesse sentido, suportar a própria existência não significa simplesmente resistir ao sofrimento, mas desenvolver a capacidade de permanecer diante de si mesmo sem recorrer permanentemente ao autoengano.

O mundo contemporâneo é um reflexo de uma sociedade que constantemente busca a validação através da aparência e do consumo. Hoje, se...

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O mundo contemporâneo é um reflexo de uma sociedade que constantemente busca a validação através da aparência e do consumo. Hoje, ser bem-sucedido parece estar atrelado a símbolos materiais: carros luxuosos, casas de vários andares, e uma coleção de gadgets de última geração. Essa busca desenfreada por bens materiais muitas vezes

A vida de todo ser humano é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro. Hermann Hesse...

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A vida de todo ser humano é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro. Hermann Hesse
Rastejo. Tateio. Apalpo como quem busca o braile da memória na mais vã tentativa de encontrar o caminho, mas avança na contramão. Como é difícil interpretar-se pela tendência que temos de nos reconhecermos mais ou menos fracos diante do universo de possibilidades que temos diante de nós. Por isso a angústia, a vertigem do óbvio, o lugar-comum da sabotagem, a sensação de despreparo diante da vida inédita e, ao mesmo tempo, reprodutora de representações banais.

Conheço o psicoterapeuta, escritor e poeta Nelson Barros há décadas, mas somente há pouco mais de dez anos nos tornamos amigos pr...

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Conheço o psicoterapeuta, escritor e poeta Nelson Barros há décadas, mas somente há pouco mais de dez anos nos tornamos amigos próximos. E o seu companheiro Hirllen conheci nesse tempo último. Nos aproximamos. Referências de vida parecidas, gostos e o carinho espontâneo e autêntico que sentimos entre nós. Um casal que se sobressai pela beleza, elegância, delicadeza e generosidade. Me encanta!

Todos os dias, quando cruzo o espaço que vai do meu quarto à sala de estar, ele me espia da parede. O coração de Chico Pereira. Famili...

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Todos os dias, quando cruzo o espaço que vai do meu quarto à sala de estar, ele me espia da parede. O coração de Chico Pereira. Familiar de mudanças e deslocamentos ele me acompanha nas andanças por aí que foi a minha vida até ancorar novamente no velho porto da Filipeia de Nossa Senhora das Neves. E isso me basta. Trata-se de um desenho de um imenso coração, solto em uma nuvem de pequenos pontos coloridos, que me traz a ideia do universo e suas constelações ou, por vezes, me lembra também do caos e suas representações. O coração, perdido em meio às estrelas coloridas, está envolto por uma serpente azul que ora a toca ora se afasta.

Andei coisa de um mês ausente de nossa “Capital das Acácias”, deste ponto mais oriental das Américas. Obrigações de família, e lá fui...

nostalgia campos jordao
Andei coisa de um mês ausente de nossa “Capital das Acácias”, deste ponto mais oriental das Américas. Obrigações de família, e lá fui para assistir ao casamento do meu rebento caçula, o que já justifica essa minha desaparição.

Ao saudoso Sérgio Porto (in memoriam) 1 Quando Ulisses retornou, Muita gente enlouqueceu, Um poema de Orfeu, Caixa d’Água recitou...

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Ao saudoso Sérgio Porto (in memoriam)
1 Quando Ulisses retornou, Muita gente enlouqueceu, Um poema de Orfeu, Caixa d’Água recitou. Quando o mar ele cruzou, Chamou Padre Zé Coitinho, Na Mata do Buraquinho, Para celebrar o ato, Comeu porco e comeu pato, Macaxeira foi padrinho.

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