A busca pela autenticidade em um mundo repleto de expectativas externas é uma das questões mais profundas que o ser humano enfrenta....

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A busca pela autenticidade em um mundo repleto de expectativas externas é uma das questões mais profundas que o ser humano enfrenta. Vivemos em uma era onde as interações estão mediadas por telas, e a comparação se tornou um hábito cotidiano. Nesse contexto, a essência do ser se dilui, e a vida se transforma em um teatro onde muitos atuam papéis que não refletem sua verdadeira natureza.

Como já fizemos entender , elas eram sete. Um grupo coeso e de amizade de anos, desde os tempos da boneca e de pular amarelinha. Vamos ...

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Como já fizemos entender, elas eram sete. Um grupo coeso e de amizade de anos, desde os tempos da boneca e de pular amarelinha. Vamos a elas: Das Graças, Do Carmo, Da Guia, Das Dores, Da Conceição, Do Socorro e Nair. À exceção de Nair, as outras seis eram mulheres lindas que só vendo. Nessa meia dúzia de beldades, tínhamos as loiras, as morenas e até uma ruiva. Olhos que iam do verde-esmeralda ao azul-celeste, passando pelos
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amendoados e os negros como uma jabuticaba. Deusas gregas, diziam uns ao se referirem àquelas esculturas, àqueles corpos onde nada sobrava e nada faltava. O detalhe é que ali todas eram solteiras e assim estavam; devemos tais circunstâncias ao nível de exigência dessas seis mulheres. Pretendentes não faltavam.

Na Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 4,18), lemos: “Abraão, contra toda humana esperança, firmou-se na esperança e na fé.” A esp...

Na Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 4,18), lemos: “Abraão, contra toda humana esperança, firmou-se na esperança e na fé.”
A esperança é um bem comum a todos. Temos o livre-arbítrio de acolhê-la ou não em nosso coração. Nem todos conseguem fazer brilhar essa bússola estimuladora da transformação e da reforma íntima.

Quando eu era menino, não gostava muito do meu aniversário. E sabe por quê? Porque, como é em junho, só me davam fogos de São João...

Quando eu era menino, não gostava muito do meu aniversário. E sabe por quê? Porque, como é em junho, só me davam fogos de São João: mijão, estrelinha, traque-de-chumbo, diabinho, e nada de brinquedos, caixa de chocolates e assim por diante. Não fiz como fez meu filho caçula, menino ainda, que, em certo aniversário, devolveu todos os presentes que recebera, tal a sua sinceridade, que superou a delicadeza. Ansioso por brinquedos, naquele dia só recebera roupas, daí a devolução.

Alguém ou algo bateu à minha porta no dia em que o tempo já dissipara todo o silêncio. O silêncio gritara no exercício de me fazer ser ...

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Alguém ou algo bateu à minha porta no dia em que o tempo já dissipara todo o silêncio. O silêncio gritara no exercício de me fazer ser um reflexo de tudo aquilo que eu suportara nos dias sem nobreza. Um rugido de leão ecoando numa caverna onde apenas uma fresta de sol veio trazer a nitidez de que eu precisava. Não é um sofrimento vitimado, mas ritmado, por isso faço poesia. O que vale versar?

Retornando da caminhada pelas ruas com carros sonolentos, na tarde morna, com o Sol deixando as nuvens avermelhadas, lembrei de foto...

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Retornando da caminhada pelas ruas com carros sonolentos, na tarde morna, com o Sol deixando as nuvens avermelhadas, lembrei de fotografias da paisagem de Pirauá, lugarzinho no município de Natuba, na divisa da Paraíba com Pernambuco, que tinham as mesmas características do céu que eu observava naquele momento.

Ela estava inconformada. A sua irmã havia se separado do marido, tinha três filhas pequenas e adolescentes e, mesmo sob o pedido de ...

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Ela estava inconformada. A sua irmã havia se separado do marido, tinha três filhas pequenas e adolescentes e, mesmo sob o pedido de volta do marido, não queria mais ser casada. Havia descoberto a cerveja e o forró. Como pode? Só levando uma camada de pau. Mas a minha mãe vai botá-la nos eixos. A irmã tem cinquenta anos, mas quem já viu sair à noite para caçar forró por aí afora?

A linguagem nos define. Dize-me como falas e te direi quem és. A identidade entre pessoa e discurso tanto revela a personalidade do ind...

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A linguagem nos define. Dize-me como falas e te direi quem és. A identidade entre pessoa e discurso tanto revela a personalidade do indivíduo, quanto reflete a classe ou profissão a que ele pertence. Um médico não usa as mesmas palavras que um economista, nem este tem o mesmo discurso de um advogado.

Há datas que são meros acidentes cronológicos, efemérides que o tempo dissolve como sal na água. Outras, porém, inscrevem-se na própri...

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Há datas que são meros acidentes cronológicos, efemérides que o tempo dissolve como sal na água. Outras, porém, inscrevem-se na própria carne da história. Mas não como lembranças, como interrogações que recusam o silêncio. O dia 6 de junho de 1944 pertence a essa segunda ordem, não é apenas uma data, é um limiar.

Dica de leitura Certos livros surgem não apenas do desejo de escrever, mas da urgência de reorganizar emocionalmente aquilo que a vid...

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Dica de leitura
Certos livros surgem não apenas do desejo de escrever, mas da urgência de reorganizar emocionalmente aquilo que a vida deixou em ruínas. *Sob o olhar de uma mãe: um filho especial* nasce desse lugar delicado e profundamente humano, no qual a escrita
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funciona como tentativa de compreensão, acolhimento e permanência. O texto se constrói a partir da memória, mas não de uma memória contemplativa ou distante. Pelo contrário: trata-se de uma lembrança viva, dolorosa, ainda pulsando sob a pele da narradora.

Você já marcou um encontro com um livro? Não falo daquele gesto automático de abrir qualquer página para matar o tempo. Falo de compro...

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Você já marcou um encontro com um livro? Não falo daquele gesto automático de abrir qualquer página para matar o tempo. Falo de compromisso mesmo, quase um ritual silencioso, desses que a gente prepara sem perceber que está preparando. Um encontro com hora, lugar e uma expectativa que não se explica direito, mas que fica ali, rondando o peito como quem sabe que algo importante vai acontecer. Porque há livros que não são lidos. São encontrados. Quando isso acontece, não é você quem escolhe o momento. É o momento que te escolhe.

Fui ao lançamento do novo livro de Gonzaga Rodrigues como quem vai presenciar um momento histórico. E de fato era – e foi – um evento...

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Fui ao lançamento do novo livro de Gonzaga Rodrigues como quem vai presenciar um momento histórico. E de fato era – e foi – um evento extraordinário, pois não é todo dia que se vê um nonagenário a publicar livro. Pode-se dizer então que o autor teve mais essa ventura na vida, uma vida longa, rica e consagrada. Para quem, ainda moço, chegou na capital com a cara e a coragem para abrir caminhos, não é pouca coisa, convenhamos. O menino de Alagoa Nova, filho de Seu Manuel Avelino e Dona Tonina, como um verdadeiro César, veio, viu e venceu.

Existe uma fraude moderna mais sofisticada e cruel que muitas ditaduras: a obrigação de parecer feliz enquanto se afunda. O sujeito...

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Existe uma fraude moderna mais sofisticada e cruel que muitas ditaduras: a obrigação de parecer feliz enquanto se afunda. O sujeito ganha mal, dorme pouco, pega ônibus lotado, é descartável na empresa e ainda precisa sorrir como um animador de auditório corporativo. Não basta trabalhar. É preciso “vestir a camisa”. Uma camisa, aliás, comprada em doze vezes pelo próprio funcionário, que mal consegue pagar o aluguel.

O dia mal nasceu. A noite dá seu último adeus, dizendo:

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O dia mal nasceu. A noite dá seu último adeus, dizendo:

Foi o que li nesta última quarta-feira, 3, ao abrir a página para chegar de espírito aberto à bem-humorada crônica semanal de Luiz ...

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Foi o que li nesta última quarta-feira, 3, ao abrir a página para chegar de espírito aberto à bem-humorada crônica semanal de Luiz Augusto de Paiva e deparar com o imprevisto, já um mês depois de decorrido.

“Tu me inspiras em teus enigmas. É a incógnita! A esfinge! E assim, te torno começo e fim. Sem saber onde começou e se vai terminar...

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“Tu me inspiras em teus enigmas. É a incógnita! A esfinge! E assim, te torno começo e fim. Sem saber onde começou e se vai terminar.” Isabella Blanco
Quando pensamos no Antigo Egito, há uma imagem que geralmente nos vem de imediato à mente: a da grande Esfinge de Gizé que, diz o imaginário popular, toda ela será coberta de mistérios, enigmas e maldições...

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