O “Bispo de Hipona”, conhecido como “Santo Agostinho”, diante da embaraçosa série de semelhanças entre o que prega “Jesus” no Evangel...

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O “Bispo de Hipona”, conhecido como “Santo Agostinho”, diante da embaraçosa série de semelhanças entre o que prega “Jesus” no Evangelho e o que o velho “Sócrates” prega – quatrocentos anos antes – na obra de “Platão”, diz que o grego fora mais um profeta da Salvação. Na verdade, com o devido deságio, o que houve foi plágio.

A fêmea, na acepção científica que a antropóloga Fátima Quintas descreve em “A Civilização do Açúcar”, coletânea de estudos com o selo...

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A fêmea, na acepção científica que a antropóloga Fátima Quintas descreve em “A Civilização do Açúcar”, coletânea de estudos com o selo da Fundação Gilberto Freyre, mais me convence da intuição de um velho cronista biriteiro sobre a origem da cachaça. O modo como a
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escritora anima a nossa cunhã luzidia, de cabelos sempre molhados, deslumbrada com o garanhão aportado de longas viagens salgadas, afogueado de todas as hiperestesias do trópico, me faz acreditar no “cajual da sodomia” em que demora a História da Paraíba, do velho Horácio de Almeida, noticiando os festins da indiada no seu veraneio primitivo.

A estrada era longa e tortuosa. Fazia frio, e o vento gelado invadia-lhe as narinas, congelando seus pulmões. Mas ele seguia lúcido, p...

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A estrada era longa e tortuosa. Fazia frio, e o vento gelado invadia-lhe as narinas, congelando seus pulmões. Mas ele seguia lúcido, pois, no final, haveria a promessa de encontrar o amor.

Atravessou trilhas cheias de ribanceiras e até adentrou numa planície cheia de canaviais. Ali, a lama cobria-lhe até as canelas, e a chã molhada salpicava suas costas de estalactites de barro, costas afora.

Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. (...) Fernando Pessoa...

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Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
(...) Fernando Pessoa. Não sei quantas almas tenho
A visita à Casa/Museu Fernando Pessoa me levou a reler livros de poemas de Fernando Pessoa e a consultar livros teóricos e de crítica literária sobre esse poeta múltiplo. Um deles foi Para compreender Fernando Pessoa, de Amélia Pinto Pais, professora e estudiosa da obra do poeta português.

A obra A Doutrina Espírita como filosofia teogônica, de Bezerra de Menezes , ocupa um lugar singular dentro da tradição filosófico-esp...

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A obra A Doutrina Espírita como filosofia teogônica, de Bezerra de Menezes, ocupa um lugar singular dentro da tradição filosófico-espiritual brasileira. Não se trata apenas de um texto apologético do Espiritismo, nem tampouco de um tratado metafísico convencional. O livro ergue-se como uma tentativa audaciosa de reconciliar razão, transcendência e destino humano numa arquitetura teogônica — isto é, numa reflexão sobre a origem divina da consciência e da existência.
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Bezerra não escreve como um teólogo dogmático, mas como um homem dividido entre ciência, filosofia e fé. Seu texto pulsa exatamente nessa tensão.

Não constitui nenhuma novidade afirmar que o teatro de Anchieta é doutrinário, o que significa dizer que a literatura não é utilizada ...

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Não constitui nenhuma novidade afirmar que o teatro de Anchieta é doutrinário, o que significa dizer que a literatura não é utilizada como um fim em si mesma, mas como meio para atingir uma finalidade, no caso, a catequese. Das várias peças produzidas por Anchieta com esse intuito, destaca-se o Auto de São Lourenço (Teatro; seleção e tradução de Eduardo Navarro,

Provavelmente sou a única pessoa no mundo que frequenta a mesma padaria três vezes ao dia e não come nenhuma espécie de pão. Logo q...

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Provavelmente sou a única pessoa no mundo que frequenta a mesma padaria três vezes ao dia e não come nenhuma espécie de pão.

Logo que as portas abrem, já estou à espera, vindo da caminhada da madrugada. Forma-se uma mesa absurdamente eclética, com até 15 participantes. Ricos, lisos, mentirosos, gabolas, tímidos, engraçados... tem de tudo. Qualquer assunto é discutido aos

Nada mais me surpreende. Tudo o que for estabelecido pelo homem não me surpreende mais. Principalmente se esses homens estiverem g...

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Nada mais me surpreende.

Tudo o que for estabelecido pelo homem não me surpreende mais. Principalmente se esses homens estiverem georreferenciados na Praça dos Três Poderes, em Brasília. No mais, é colocar o moedor de carne a fazer linguiça de baixa qualidade para a saúde pública, com sabor questionável.

Nada mais surpreende porque o país perdeu a capacidade de sustentar consequências.

Conta-se que foi Albert Einstein, com sua Teoria da Relatividade, quem abriu a porta da sala para embarque no tempo. Depois, veio Ki...

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Conta-se que foi Albert Einstein, com sua Teoria da Relatividade, quem abriu a porta da sala para embarque no tempo. Depois, veio Kip Thorne – ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2017 – com seus “buracos de minhoca” cuja abertura requer o emprego da energia negativa oriunda de flutuações quânticas no vácuo. O pessoal do ramo dá a isso o título de “Efeito Casimir”. O colega Michio Kaku, também físico teórico, jura que a viagem

ARREPIO Não quero que a mão de outrem roube o lugar do seu toque em meu corpo (esta ausência que me ressente, e que a presen...

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ARREPIO
Não quero que a mão de outrem roube o lugar do seu toque em meu corpo (esta ausência que me ressente, e que a presença de outro calor, que não o seu, só faz acentuar o vazio) Tenho andado — simplesmente Mas e a poesia da pele, a justificativa de sermos dois e o recanto do Mundo

Em pinceladas rápidas, vamos desenhar o perfil deste homem. Édouard Manet, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Ismael N...

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Em pinceladas rápidas, vamos desenhar o perfil deste homem.
Édouard Manet, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Ismael Nery, Maria Campos e Milton Dacosta — estes são alguns dos artistas resenhados pelas mãos do crítico de arte ararunense Antônio Bento.

Em sua obra Políticas da Inimizade , publicada originalmente em francês em 2016, o filósofo camaronês Achille Mbembe desenvolve uma ...

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Em sua obra Políticas da Inimizade, publicada originalmente em francês em 2016, o filósofo camaronês Achille Mbembe desenvolve uma crítica às formas contemporâneas de poder, exclusão e violência ao longo de cinco capítulos. Em conjunto, esses capítulos revelam sua preocupação com os mecanismos atuais de produção da exclusão, da violência e da morte, demonstrando como o racismo, o colonialismo e a lógica da inimizade continuam a estruturar o ódio nos discursos políticos

A busca pela autenticidade em um mundo repleto de expectativas externas é uma das questões mais profundas que o ser humano enfrenta....

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A busca pela autenticidade em um mundo repleto de expectativas externas é uma das questões mais profundas que o ser humano enfrenta. Vivemos em uma era onde as interações estão mediadas por telas, e a comparação se tornou um hábito cotidiano. Nesse contexto, a essência do ser se dilui, e a vida se transforma em um teatro onde muitos atuam papéis que não refletem sua verdadeira natureza.

Como já fizemos entender , elas eram sete. Um grupo coeso e de amizade de anos, desde os tempos da boneca e de pular amarelinha. Vamos ...

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Como já fizemos entender, elas eram sete. Um grupo coeso e de amizade de anos, desde os tempos da boneca e de pular amarelinha. Vamos a elas: Das Graças, Do Carmo, Da Guia, Das Dores, Da Conceição, Do Socorro e Nair. À exceção de Nair, as outras seis eram mulheres lindas que só vendo. Nessa meia dúzia de beldades, tínhamos as loiras, as morenas e até uma ruiva. Olhos que iam do verde-esmeralda ao azul-celeste, passando pelos
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amendoados e os negros como uma jabuticaba. Deusas gregas, diziam uns ao se referirem àquelas esculturas, àqueles corpos onde nada sobrava e nada faltava. O detalhe é que ali todas eram solteiras e assim estavam; devemos tais circunstâncias ao nível de exigência dessas seis mulheres. Pretendentes não faltavam.

Na Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 4,18), lemos: “Abraão, contra toda humana esperança, firmou-se na esperança e na fé.” A esp...

Na Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 4,18), lemos: “Abraão, contra toda humana esperança, firmou-se na esperança e na fé.”
A esperança é um bem comum a todos. Temos o livre-arbítrio de acolhê-la ou não em nosso coração. Nem todos conseguem fazer brilhar essa bússola estimuladora da transformação e da reforma íntima.

Quando eu era menino, não gostava muito do meu aniversário. E sabe por quê? Porque, como é em junho, só me davam fogos de São João...

Quando eu era menino, não gostava muito do meu aniversário. E sabe por quê? Porque, como é em junho, só me davam fogos de São João: mijão, estrelinha, traque-de-chumbo, diabinho, e nada de brinquedos, caixa de chocolates e assim por diante. Não fiz como fez meu filho caçula, menino ainda, que, em certo aniversário, devolveu todos os presentes que recebera, tal a sua sinceridade, que superou a delicadeza. Ansioso por brinquedos, naquele dia só recebera roupas, daí a devolução.

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