Entre as obras mais curiosas e simbolicamente densas do escritor paraibano José Américo de Almeida, Reflexões de uma cabra ocupa um l...

Entre as obras mais curiosas e simbolicamente densas do escritor paraibano José Américo de Almeida, Reflexões de uma cabra ocupa um lugar singular dentro da literatura regionalista nordestina. Conhecido sobretudo pelo romance A Bagaceira — marco do regionalismo brasileiro e precursor de muitos temas que seriam aprofundados por autores como Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz —, José Américo revela, neste pequeno e engenhoso texto alegórico, uma faceta menos discutida de sua produção: a inclinação para a sátira filosófica e para a observação moral da condição humana através do artifício da fábula.

Espaçosos, invasivos, touchers, gozadores das fortunas alheias... tem para todos os gostos. Ultimamente, comecei a catalogar quant...

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Espaçosos, invasivos, touchers, gozadores das fortunas alheias... tem para todos os gostos. Ultimamente, comecei a catalogar quantas espécies de chatos existem. Uns mais e outros menos chatos, mas todos eles irritantes. Como eu gosto muito de conversar, vou logo adiantando que prefiro mil vezes um mentiroso a um chato, mesmo porque os mentirosos são divertidos e nunca falta assunto... eles inventam.

Voltei à leitura de Menino de engenho (1932), romance de José Lins do Rego, motivado pela projeção do filme homônimo, dirigido por W...

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Voltei à leitura de Menino de engenho (1932), romance de José Lins do Rego, motivado pela projeção do filme homônimo, dirigido por Walter Lima Júnior (1965). Por ocasião da morte de Sávio Rolim, que, no filme, interpretou o menino Carlinhos, Mirabeau Dias, atendendo a uma sugestão de João Medeiros, projetou, no último sábado (20/03/2026) a película, cuja

Nada como deixar a criança — ou mesmo o adolescente — sair e tomar os comandos por alguns instantes. E um bom cenário para isso é um p...

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Nada como deixar a criança — ou mesmo o adolescente — sair e tomar os comandos por alguns instantes. E um bom cenário para isso é um parque de diversão. Ah! Que sensação gostosa embarcar em um dos brinquedos e encarar solavancos, balanços, “sustos” e escorregos gigantes! Foi justamente isso que eu e Rachel fizemos, como
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um bom casal de enamorados adolescentes. Nós nos colocamos para a diversão, feitos crianças, nos brinquedos do Universal Parque, armado no costumeiro endereço às margens da BR-230, vizinho ao Unipê. A criança que reside em mim eu faço questão de que viva dando umas voltinhas, vez por outra.

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na ...

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A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “lugar onde primeiro se avista o sol”.

Revi, na fase adulta , a pequena casa em cujo alpendre pus os pés, pela primeira vez, dos 12 para os 13 anos de idade. Agora, os móveis...

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Revi, na fase adulta, a pequena casa em cujo alpendre pus os pés, pela primeira vez, dos 12 para os 13 anos de idade. Agora, os móveis eram outros. Assim, também, as pessoas e os retratos. Quase no início da adolescência, saído de Juripiranga, ali estive em busca de água. Deu-me um trabalhão convencer minha avó de que eu conseguiria cobrir a pé, sem me cansar nem me perder, os doze quilômetros

A obra O Sentido da Arte (1931), escrita pelo poeta e crítico de arte e de literatura britânico Herbert Edward Read (1893-1968), ve...

Herbert Edward Read arte estetica filosofia necessidade humana
A obra O Sentido da Arte (1931), escrita pelo poeta e crítico de arte e de literatura britânico Herbert Edward Read (1893-1968), versa acerca da natureza, da função e do valor da arte na vida humana. Inserido no contexto das transformações estéticas e sociais do período entre guerras, Read propõe uma compreensão da arte como expressão
Herbert Edward Read arte estetica filosofia necessidade humana
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fundamental da experiência humana e como elemento estruturante da sensibilidade e da cultura, transcendendo épocas e indivíduos. Para ele, a arte é uma necessidade biológica e psicológica de ordenar a experiência do mundo.

Todos os dias, a cena se repete. Ao chegar em casa, sou muito bem recebido por ela. Ao ouvir a minha voz, ela se aproxima, a cauda da...

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Todos os dias, a cena se repete. Ao chegar em casa, sou muito bem recebido por ela. Ao ouvir a minha voz, ela se aproxima, a cauda dardejando no ar. Ao chegar aos meus pés, a cauda assume uma clave de sol, envolvendo a minha perna.

No turbilhão da vida moderna, onde os ecos de vozes se entrelaçam em um constante embate, o silêncio emerge como uma filosofia de re...

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No turbilhão da vida moderna, onde os ecos de vozes se entrelaçam em um constante embate, o silêncio emerge como uma filosofia de resistência e reflexão. A existência humana, frequentemente marcada por interações efêmeras e provocativas, revela uma verdade sutil: a necessidade de alguns de se afirmar por meio do conflito.

À custa de alguns tropeços, a vida ensinou-me a estabelecer limites no que diz respeito à ingestão de bebidas alcoólicas. Cometi al...

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À custa de alguns tropeços, a vida ensinou-me a estabelecer limites no que diz respeito à ingestão de bebidas alcoólicas. Cometi alguns excessos, mas raros. Normalmente, não ultrapasso as fronteiras daquela euforia discreta e não me permito chegar ao território das inconveniências.

Jornalista estreia na literatura nesta quinta-feira e lançará mais dois livros este ano. No limiar dos seus 77 anos (aniversário e...

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Jornalista estreia na literatura nesta quinta-feira e lançará mais dois livros este ano.
No limiar dos seus 77 anos (aniversário em 29 de março), o jornalista Petrônio Souto toma decisões de fôlego: estreia na literatura e lança seu primeiro livro, PS em poucas letras. O evento acontecerá na próxima quinta-feira (26), às 19h, na Fundação Casa de José Américo (FCJA), situada à Avenida Cabo Branco, 3336, na orla da capital paraibana. A seguir, ele pretende ainda lançar mais dois livros este ano, que já estão no prelo.

As aulas de Língua Portuguesa, no contexto da educação básica brasileira, têm historicamente privilegiado o ensino da gramática normati...

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As aulas de Língua Portuguesa, no contexto da educação básica brasileira, têm historicamente privilegiado o ensino da gramática normativa — frequentemente de maneira descontextualizada —, assim como a abordagem recorrente de gêneros textuais, ao passo que a produção escrita tende a se concentrar na tipologia dissertativo-argumentativa. Nesse cenário, as práticas pedagógicas voltadas

Começou em fevereiro o Clube de Leitura e Escrita: Fale mal, mas fale de você , da cronista e podcaster Tati Bernardi; inscrevi-me porq...

Começou em fevereiro o Clube de Leitura e Escrita: Fale mal, mas fale de você, da cronista e podcaster Tati Bernardi; inscrevi-me porque gosto da Tati, ouço os seus muitos Podcasts, assim como ela, gosto de psicanálise (ignorante sou), e vi nesses encontros,

A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, pela perseverança e pela fé. Em mais de cin...

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A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, pela perseverança e pela fé. Em mais de cinco décadas, em muitas ocasiões, de forma contundente, a Igreja esteve presente, sendo “a voz dos que não têm voz”.

O romance é um tipo de produção literária em que imergimos para ter uma nova experiência do mundo. Como escreveu Álvaro Lins, é u...

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O romance é um tipo de produção literária em que imergimos para ter uma nova experiência do mundo. Como escreveu Álvaro Lins, é um “outro mundo” no qual mergulhamos para melhor perceber este em que nos movemos no dia a dia. O universo do romancista constitui um simulacro que nos leva a refletir sobre a nossa condição. Reconhecemo-nos em personagens, lugares, situações, e por meio desse espelho melhor dimensionamos a nossa humanidade.

"O Ser humano suporta o absurdo, desde que possa esperar por algo". Samuel Beckett Os humanos mais valentes creem que a sol...

solidao destino
"O Ser humano suporta o absurdo, desde que possa esperar por algo". Samuel Beckett
Os humanos mais valentes creem que a solidão não vá corroer seus desejos, ao vagar pelo mundo sem olhos para fitar, que não é a forma mais sutil de ser gente. Passar minutos apreciando os outros se amontoarem em si, vagando em suas ideias ou cruzando pelas ruas frias e úmidas, pode nos trazer uma sabedoria solitária. Porém, é uma companhia quase ausente de um par de mãos,

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