Se lhe mostro uma sequência de fotogramas, depois digito e lhe exibo ├e┼s┼t┼a┤ ├s┼é┼r┼i┼e┤ ├d┼e┤ ├c┼o┼n┼s┼o┼a┼n┼t┼e┼s┤ ├e┤ ├v┼o┼g┼a┼i┼s┤, ...

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Se lhe mostro uma sequência de fotogramas, depois digito e lhe exibo ├e┼s┼t┼a┤ ├s┼é┼r┼i┼e┤ ├d┼e┤ ├c┼o┼n┼s┼o┼a┼n┼t┼e┼s┤ ├e┤ ├v┼o┼g┼a┼i┼s┤, além de uma tira numa revista de histórias em quadrinhos, você terá vivido três experiências semelhantes.

Os gibis e o cinema funcionam com idêntica magia (ainda maior) da escrita — que se processa em sua mente, não fora dela — como se vê neste trecho:
├L┼a┼n┼c┼e┼l┼o┼t┤ ├a┼r┼r┼e┼m┼e┼s┼s┼a┤ ├o┤ ├m┼a┼c┼h┼a┼d┼o┤, ├q┼u┼e┤ ├s┼a┼i┤ ├g┼i┼r┼a┼n┼d┼o┤ ├n┼u┼m┤ ├v┼ó┼r┼t┼i┼c┼e┤ ├a┼t┼é┤ ├e┼n┼c┼r┼a┼v┼a┼r┼-┼s┼e┤ ├n┼o┤ ├p┼e┼i┼t┼o┤ ├d┼e┤ ├M┼o┼d┼r┼e┼d┤:

Agosto, do desgosto… quem teria inventado tão insana baboseira? Como não ser de bom gosto, mês que vem com tantos ventos, com...

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Agosto, do desgosto… quem teria inventado tão insana baboseira? Como não ser de bom gosto, mês que vem com tantos ventos, com a carícia da esperança de que tudo se renove? Há mais graça e poesia, nesta sã coreografia, onde a bela natureza dança com seu corpo inteiro? Como não ser de bom gosto, mês das árvores e arbustos, dos coqueiros e palmeiras, acenando para o mundo com doçura e alegria?

Elencada como o terceiro dentre os sete pecados capitais, a Inveja, apesar de abominada sobretudo por sua vileza, faz parte dos processos ...

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Elencada como o terceiro dentre os sete pecados capitais, a Inveja, apesar de abominada sobretudo por sua vileza, faz parte dos processos humanos, de tal modo que já os antigos a incluíam em suas narrativas.

O mito de Psiquê e Eros, por exemplo, mostra as irmãs de Psiquê, cuja beleza sobrepujava a da própria Vênus, agindo contra ela, imbuídas de inveja. Fingindo cuidado e preocupação, insuflam-na a quebrar o juramento de nunca tentar ver a face do seu amado, Eros, uma vez que era vedado a um humano ver o semblante de um deus, e esse ato provoca a sua desgraça.

Filhos, ora os filhos. Levei muito a sério aquela premissa do “crescei-vos e multiplicai-vos”. Sete! Pelo menos pela contabilidade oficial...

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Filhos, ora os filhos. Levei muito a sério aquela premissa do “crescei-vos e multiplicai-vos”. Sete! Pelo menos pela contabilidade oficial e não creio ter ocorrido por conta do acaso alguma adição a esta estatística. Doloroso é que eles crescem e quando percebemos não estão mais conosco. Algumas vezes bem longe. Filhos são desse jeito mesmo, vão emplumado as asas e quando menos esperamos alçam vôos de fazer inveja a aves migratórias. Tive uma avezinha que foi parar em Pequim. Isso ali mesmo na terra dos olhos puxados.
Outros andaram perambulando pelos sete mares. Restou-me a caçula às voltas com um curso de engenharia e já ameaçando decolar quando puser a mão no diploma. Fui assim, os meus são assim. Tivesse menos filhos, teria eu menos saudade? Será? Saudade não se divide, pode no máximo se espalhar em compartimentos e modalidades: a saudade desse, daquele outro e por aí vai. Mas quando se juntam...

Em 1968, os quatro integrantes dos Beatles já viviam aquele clima azedo de quando o casamento já não engrena mais. Ainda assim, resolveram...

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Em 1968, os quatro integrantes dos Beatles já viviam aquele clima azedo de quando o casamento já não engrena mais. Ainda assim, resolveram que era hora de investir em uma gravadora própria, focada em descobrir novos talentos, afinal, como declarou, à época, Paul McCartney, “Estamos na feliz posição de não precisar de mais dinheiro”.

Alguns sabem do apreço que tenho pela poesia de Augusto dos Anjos, que considero, sem nenhum favor, o maior poeta brasileiro e um dos maio...

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Alguns sabem do apreço que tenho pela poesia de Augusto dos Anjos, que considero, sem nenhum favor, o maior poeta brasileiro e um dos maiores do mundo. E sabem também o valor que dou aos versos “E o animal inferior que urra nos bosques/É com certeza meu irmão mais velho”. Considero estes versos da estrofe 5 de “Monólogo de uma Sombra”, de suma importância para a compreensão de dois nítidos veios em que a poesia do poeta paraibano se biparte: a evolução da espécie e a evolução espiritual. Eles são, digamos, ainda mais claros e sintéticos do que a estrofe inicial desse longo poema que abre o Eu, como uma espécie de profissão de fé.

Por esses dias foi dia do amigo. Muitas mensagens. Flores. Trocas de carinhos explícitos. Em tempos digitais e fazendo parte de alguns po...

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Por esses dias foi dia do amigo. Muitas mensagens. Flores. Trocas de carinhos explícitos. Em tempos digitais e fazendo parte de alguns poucos grupos, claro que choveu rosinhas e beijinhos de afagos pela amizade.

Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito, já dizia a canção/poema. E a neurolinguística se esforça para explicar a empatia que

Meu corpo querido, meu amado, como te sou grata. És música, uma explosão de desejos e mistérios, meu templo e meu instrumento. Sentada s...

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Meu corpo querido, meu amado, como te sou grata. És música, uma explosão de desejos e mistérios, meu templo e meu instrumento.

Sentada sob essa árvore tão antiga, penso em ti. O perfume das folhas entra pelas narinas, chega aos pulmões. Sigo sua trajetória. Notas musicais pousam nas minhas células, mantendo o fôlego da vida. Bach.

Ouço o meu coração. Regulares batidas a traduzir o ritmo da minha existência. Elas se juntam a um ruído leve, de água a cair sobre pedras. Ruídos de verão, asas de libélulas, o calor impregnado no som, meu sangue a navegar. Pizzicato líquido. Mahler.

Quando comecei na literatura, existia uma história de que livro que não fica em pé sozinho na estante não tem valor. Claro, isso tinha...

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Quando comecei na literatura, existia uma história de que livro que não fica em pé sozinho na estante não tem valor.

Claro, isso tinha a ver com a espessura do livro, não com a qualidade do seu conteúdo. Eu morria de medo de publicar um livro que não chamasse a atenção favorável de ninguém.

Mas meu primeiro livro de poemas foi magro que só eu na época – Os zumbis também escutam blues.

A Rússia foi punida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) por uso sistemático de doping no esporte. Não pode competir como país, não po...

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A Rússia foi punida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) por uso sistemático de doping no esporte. Não pode competir como país, não pode ter seu hino nacional tocado. Sobre o fato em si eu só tenho dois comentários. O primeiro: não tenho nenhuma tolerância com a trapaça. Não me interessa se é comum, se todo mundo faz, se vivemos novos tempos, se existem novos meios. Se a regra é fazer, sozinho, uma prova em casa, é isso o que deve ser feito. Não fazer isso é demonstrar falta de honra. Nada menos que isso, Covid ou não Covid.

Parte I Procedentes de Paris chegamos à Cidade Eterna onde hospedamo-nos no apartamento de Salomé Espínola. Sassá, como carinhosamente...

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Parte I

Procedentes de Paris chegamos à Cidade Eterna onde hospedamo-nos no apartamento de Salomé Espínola. Sassá, como carinhosamente a chamamos, é a nossa sobrinha-filha e afilhada.

Ela mora num apartamento da Via Sebino. Região prazerosa no nordeste de Roma, dispõe de construções antigas e imponentes, e lugares aprazíveis, como a Villa Copedé, um conjunto de palácios residências do século XIX, com a esquisita Fonte das Rãs.

Em Roma, Sassá nos levou para lugares pouco conhecidos pelos turistas, como uma cervejaria fundada em 1846, a Antica Birreria Peroni, onde bebemos deliciosas cervejas e devoramos um prato muito saboroso: tripa alla Romana! É uma espécie de dobradinha muito gostosa, com vísceras de boi. É um pouco apimentada, porém muito saborosa.

Interessante é que Ridley Scott sempre foi um diretor do tipo “ame ou deixe-o”. É possível gostar, de um modo avassalador, de alguns de se...

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Interessante é que Ridley Scott sempre foi um diretor do tipo “ame ou deixe-o”. É possível gostar, de um modo avassalador, de alguns de seus filmes. De outros, no entanto, detesta-se de uma maneira quase doentia. Por sorte, um dos maiores filmes da história do cinema (ouso dizer), Blade Runner, o caçador de androides, entra para a lista dos filmes geniais do diretor inglês.

O ambiente conflituoso em que estamos mergulhados, impede a reflexão sobre as nossas ações e sentimentos. O mundo moderno cheio de inj...

O ambiente conflituoso em que estamos mergulhados, impede a reflexão sobre as nossas ações e sentimentos. O mundo moderno cheio de injustiças e insegurança, faz com que fiquemos enfraquecidos para o despertar da esperança. O egoísmo humano da contemporaneidade promove a indiferença em relação às questões coletivas e ao bem comum. Predomina o lema: “salve-se quem puder”.

Em seu último jornal literário, Terceiro Céu, Ascendino Leite explora um incidente de forma pouco literária e mesmo destoante das sut...

Em seu último jornal literário, Terceiro Céu, Ascendino Leite explora um incidente de forma pouco literária e mesmo destoante das sutilezas ou segredos de estilo que caracterizam a sua escrita. Uma obra, sobretudo, de escritor refinado, assim na prosa como no jornal de crítica em que mais se esmerava.

O Zé Lins e o Zé Américo Trocaram correspondências Vasta documentação São cartas, experiências Dois amigos literatos Que merecem reverênci...

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O Zé Lins e o Zé Américo Trocaram correspondências Vasta documentação São cartas, experiências Dois amigos literatos Que merecem reverências.
Raniery Abrantes

As mãos da sinceridade apontam para um alvo em comum e desenham um bem maior em direção à singularidade. Da mesma forma que a beleza bem se encontra e se expressa nos grandiosos e dadivosos olhares da simplicidade.

Li que Thomas Edison teria dito: “O maior elogio que ouvi em toda a minha vida de inventor foi: ‘nunca vai funcionar’.” Encare, também, ...

Li que Thomas Edison teria dito: “O maior elogio que ouvi em toda a minha vida de inventor foi: ‘nunca vai funcionar’.”

Encare, também, como elogio quando ouvir: ‘não és capaz’; ‘não é para você’; ‘nunca alcançarás’; ‘não passa de sonho’; ‘não dará certo’; ‘coisa de novela’; enfim, quando acharem, ou você mesmo achar, que algo está além da tua capacidade.