“Não preciso fazer terapia, não adianta, isso é coisa de gente fraca.” “Eu tenho amigos, se é só conversar com alguém.” “Problema tod...

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“Não preciso fazer terapia, não adianta, isso é coisa de gente fraca.” “Eu tenho amigos, se é só conversar com alguém.” “Problema todo mundo tem; basta ter força de vontade.” “Minha terapia é a minha fé/igreja”. Essas e outras frases são comumente pronunciadas, quando alguém sugere iniciar uma psicoterapia. Elas reproduzem a ideia equivocada de que o sofrimento psíquico deve ser enfrentado apenas pela força individual, ou sem ajuda de um profissional qualificado. Isso ocorre porque a maioria das pessoas

Poetas quase sempre exaltam as árvores, porque estas carregam energia e beleza que inspiram a poesia e as artes. Um exemplo é o p...

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Poetas quase sempre exaltam as árvores, porque estas carregam energia e beleza que inspiram a poesia e as artes.

Um exemplo é o poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), que cantou as dores do tamarineiro existente no Engenho Pau-d’Arco, no município de Sapé (PB), onde nasceu, que resiste às intempéries e à sanha do homem.

Para Bebé e Claude, irmãs queridas e companheiras de viagem Doze anos de saudades de Copacabana, princesinha do mar. Amo a cidade...

Para Bebé e Claude, irmãs queridas e companheiras de viagem
Doze anos de saudades de Copacabana, princesinha do mar. Amo a cidade do Rio de Janeiro. Desde adolescente que por lá visito. Familiares, amigos, memórias de anos e anos da vida adulta. Passeios, encontros e reencontros. Umas férias inesquecíveis nos meus 15 anos. E da minha primeira subida ao Corcovado. Meus olhos nunca couberam naqueles braços. O mar gelado, a paisagem linda dos morros; as boutiques,
Mstislav Rostropovitch /// Ana Adelaide Peixoto (aos 15 anos)
em tempos em que o Rio ditava a moda; a lua de mel no apartamento, no Catete, do artista plástico Hermano José; o show de Mercedes Sosa, o dos Secos e Molhados. Paquetá, A Ópera do Malandro, Rostropovich e o seu violoncelo no Municipal; o Bar do Lamas; o Amarelinho e o frango à passarinha; as camisolas modernas do meu enxoval do Amor Perfeito; o samba do Rio Scenarium; o Morro da Viúva e o som do piano do amigo Gui Faulhaber; a Barra da Tijuca e a família Bruno; ou o do amigo Zé Palhano, na Visconde de Pirajá, e o contato com as relíquias de Drummond; o também da amiga Clélia Pereira, que me hospedou por algumas vezes e me levou ao aeroporto de moto, eu de mochila nas costas, rumo ao Peru, aventura na veia!; o restaurante Natural, enfim... um carrossel de vivências de que eu estava saudosa.

As frequentes referências de Augusto dos Anjos à ciência levam muitos leitores a classificá-lo como um “poeta científico”. Essa desig...

As frequentes referências de Augusto dos Anjos à ciência levam muitos leitores a classificá-lo como um “poeta científico”. Essa designação é, contudo, bastante inapropriada. A ciência busca a objetividade e procura descrever os fenômenos independentemente das emoções, crenças ou experiências do observador. O discurso científico tende a apagar a presença do sujeito para privilegiar a observação dos fatos e a formulação de leis gerais. Em Augusto essa possibilidade é desmentida pelo próprio título que ele deu ao seu único livro, surgido em 1912: “Eu”. Mesmo quando aborda temas universais, ele parte de uma consciência que sente e recria a realidade.

Há mortes que não acontecem de repente, que não passam por silêncio de velório, nem flores, nem despedidas. Algumas acontecem lentamen...

sociedade coletivo respeito
Há mortes que não acontecem de repente, que não passam por silêncio de velório, nem flores, nem despedidas. Algumas acontecem lentamente, quase sem que percebamos. Entre elas está a morte dos valores e das virtudes.

Existe uma melancolia peculiar em olhar para trás e fazer o inventário da própria vida. Ao longo da minha existência, se for colocar ...

sartre liberdade existencialismo angustia escolha consciencia
Existe uma melancolia peculiar em olhar para trás e fazer o inventário da própria vida. Ao longo da minha existência, se for colocar tudo no papel com a frieza dos números, o saldo parece insignificante: não consegui juntar dinheiro, fiz apenas um ou dois amigos de verdade e devo acumular uns cinco ou seis desafetos pelo caminho. Se vivi o amor? Prefiro crer que sim, porque ao menos nisso a minha alma precisa se agarrar para dar sentido aos anos que se acumularam.
sartre liberdade existencialismo angustia escolha consciencia
GD'Art
Mas, se as finanças e os afetos humanos deixaram lacunas, há um território onde sou desmedidamente abundante: os meus livros. Tenho livros aos montes. E, ainda assim, a sensação incômoda é a de que sempre são poucos.

Nem todas terminam com uma grande briga. Algumas simplesmente vão perdendo o assunto. Outras sobrevivem a pequenas decepções até que...

amizade intriga
Nem todas terminam com uma grande briga. Algumas simplesmente vão perdendo o assunto. Outras sobrevivem a pequenas decepções até que uma delas se torna grande demais. Há amizades que acabam por falta de presença, outras por excesso de cobrança. Algumas morrem porque alguém mudou; outras, porque alguém descobriu

Se a literatura não pode salvar o mundo nem mudá-lo, pode, individualmente, salvar ou mudar vidas. Não falo aqui, claro, de livros d...

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Se a literatura não pode salvar o mundo nem mudá-lo, pode, individualmente, salvar ou mudar vidas. Não falo aqui, claro, de livros de autoajuda, mas de literatura propriamente dita. E também reconheço que as obras de autoajuda podem até ser benéficas para alguns, não duvido. Mas refiro-me particularmente a um caso verídico de salvação pela literatura, a grande literatura, que terminou por dar origem a um livro por sua vez importante.

A língua tem dessas coisas. Uma palavra mal traduzida, uma pergunta feita na hora errada, e aquilo que deveria ser apenas uma conver...

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A língua tem dessas coisas. Uma palavra mal traduzida, uma pergunta feita na hora errada, e aquilo que deveria ser apenas uma conversa amena e cordial pode acabar produzindo uma situação um tanto quanto constrangedora. Eu sempre tive simpatia pelas línguas estrangeiras e, naquela época, estudava alemão. Quando encontrava alguém que falava a língua, gostava de praticar um pouco, mais por curiosidade e prazer de conversar do que por qualquer pretensão de domínio.

Situada na Cidade Velha de Jerusalém, a Masjid al-Aqsa (Mesquita distante) integra o complexo fortificado de 14 hectares conhecid...

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Situada na Cidade Velha de Jerusalém, a Masjid al-Aqsa (Mesquita distante) integra o complexo fortificado de 14 hectares conhecido como Monte do Templo ou Haram al-Sharif (Nobre Santuário), considerado o terceiro lugar mais sagrado do Islão. Segundo a tradição e a crença popular, é nos chamados "Arcos da Balança" (Qanatir, ou arcos de transferência), situados nas escadarias que conduzem à plataforma da Cúpula do Rochedo, que, no fim dos tempos, no "Dia do Julgamento", ficarão suspensas as balanças divinas destinadas a pesar as ações e os pecados das almas.

O “tarifaço” e as relações internacionais sob a ótica espírita Por um Olhar Reflexivo Nas últimas semanas, o noticiário nacional f...

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O “tarifaço” e as relações internacionais sob a ótica espírita
Por um Olhar Reflexivo
Nas últimas semanas, o noticiário nacional foi dominado por gráficos, cotações do dólar e projeções de inflação. O motivo? A imposição de sanções e tarifas econômicas por parte das grandes potências — o chamado “tarifaço” — sobre a economia brasileira. Para analistas do mercado, trata-se de um jogo de xadrez político e financeiro. Mas, se afastarmos por um momento a lupa da macroeconomia e olharmos para esse cenário através da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, que diagnóstico encontramos sobre o estado moral da Humanidade?

Estou entre quatorze e quinze anos, venho descendo a rua, achando que valeu a pena ter deixado meu último tostão na sinuca da sorve...

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Estou entre quatorze e quinze anos, venho descendo a rua, achando que valeu a pena ter deixado meu último tostão na sinuca da sorveteria Macaíba, da Maciel Pinheiro, de Campina Grande, e dou com o olhar, detido, no velho José Carlos da Silva — o pai —, encostado à porta ainda estreita da primeira fábrica do São Braz, na Simeão Leal.

Lendo o livro “Servir a quem vence” do querido Astier Basílio, me deparei com o poema ESQUECER: Esquecer é retirar as facas e colo...

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Lendo o livro “Servir a quem vence” do querido Astier Basílio, me deparei com o poema ESQUECER:

Esquecer é retirar as facas e colocá-las no lugar correto.
Eis um exercício diário: não usar facas e retirar as que foram encravadas em nossas costas. Não é fácil, principalmente quando vêm de “mãos amigas”. Mas, não há outro jeito. Para continuar é preciso estancar

Acendedor de Relâmpagos representa um dos momentos mais vigorosos da poesia contemporânea paraibana. Na obra, Políbio Alves recupera ...

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Acendedor de Relâmpagos representa um dos momentos mais vigorosos da poesia contemporânea paraibana. Na obra, Políbio Alves recupera a tradição do poema longo e da épica moderna para transformar a experiência do homem do campo em matéria de alta elaboração estética. O protagonista, Antônio Lavrador, deixa de ser apenas um indivíduo para converter-se
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em símbolo coletivo: nele convergem a história dos trabalhadores rurais, dos expulsos da terra, dos explorados e dos que insistem em permanecer de pé diante da violência histórica. O próprio autor caracteriza a obra como uma homenagem aos camponeses e uma narrativa épica voltada à consciência social.

Se a palavra se cala O Univeso desaba Vanildo de Brito , A Construção dos Mitos teve sua primeira edição em 1960. Desde então, af...

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Se a palavra se cala
O Univeso desaba Vanildo de Brito,
A Construção dos Mitos teve sua primeira edição em 1960. Desde então, afirma-se a singular individualidade do trabalho poético de Vanildo de Brito.

Da Série: Deixemos Homero falar (Parte V) Os Cantos que formam a Nostalgia Psíquica ou a Nostalgia da Memória (IX-XII) são a pa...

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Da Série: Deixemos Homero falar (Parte V)
Os Cantos que formam a Nostalgia Psíquica ou a Nostalgia da Memória (IX-XII) são a parte mais complexa da Odisseia. A complexidade começa com a mudança do foco narrativo de terceira para primeira pessoa. Até o Canto VIII, o narrador é de terceira pessoa, tecendo uma narrativa em que se apresentam alguns diálogos diretos, mas sempre sob o seu comando. Nos quatro Cantos seguintes, é um personagem, Odisseus, que narra a história, através de um recurso que a Teoria da Literatura chamará de autodiégese, a narrativa de si próprio.

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