Ele foi um homem da paz. Um manso, no melhor sentido da palavra, que é o das bem-aventuranças cristãs. Um humilde de coração, apto, portanto, a herdar o reino da terra. Assim foi desde sempre, e mais ainda quando, já maduro, abraçou de vez a fé católica ao ingressar na Ordem dos Carmelitas, da qual se tornou destacado membro.
A antiga tradição grega personificava a “Oportunidade”, Kairós, como um jovem veloz, com uma grande mecha de cabelos na testa e a parte de trás da cabeça calva. A ideia era simples: quando a oportunidade vem, é preciso agarrá-la pelos cabelos, porque, depois que ela passa, não há como segurá-la pela parte careca da cabeça. Daí nasceu a expressão “agarrar a oportunidade pelos cabelos”, isto é, reconhecer o momento certo e aproveitá-lo antes que desapareça.
A poesia de Santino Gomes de Matos, tal como a essência de uma flor exala seu aroma, desse modo se corporifica no espaço, e a brisa alegremente vai anunciando sua presença. Sua poesia se revela lírica, posto que traduz, com nuances e profundidades, o sentimento humano, abrindo veredas para a consciência, que, cheia de mistério, almeja, por natureza, conhecer.
"Quando eu tinha seis anos, o meu pai, Tutmés I, levantou-me para me sentar a seu lado no seu trono de Amón. Ele disse: ‘Flor do Egito, serás uma governante’.
Levou-me consigo na sua barca real pelo Nilo abaixo até Mênfis, até Sakkara, até Gizé, para ver o meu reino. Ele disse aos camponeses e nobres que se aglomeravam nos degraus à beira da água: ‘Esta é a minha filha, a deusa Hatshepsut, que será coroada com a coroa do Alto e do Baixo Egito quando se tornar mulher’.
Com muita honra e alegria, participarei do livro "Protagonismo Feminino – Trajetórias e Memórias de Jornalistas na Paraíba", atendendo ao honroso convite do colega-amigo, jornalista-historiador Josélio Carneiro, idealizador e organizador da obra.
O lançamento está previsto para o próximo mês de novembro, no Centro Cultural Ariano Suassuna (bairro de Jaguaribe).
Com apresentação da jornalista Ane Cristine Silva (Brasília), o livro terá o selo da Editora Letras e Versos. Integram a obra 36 profissionais paraibanas e de outros estados, aqui radicadas, oriundas de várias gerações e atuantes em diversos segmentos (jornal, rádio, televisão e assessorias de imprensa).
Rematando o café, abro o jornal, o mesmo jornal que chegava pelos Correios (3 exemplares diários) para a Biblioteca Dr. Zamenhof, de Alagoa Nova, em 1948, ano em que, com a morte de meu pai, deixei o Pio XI de Campina Grande sem deixar o hábito solitário da leitura. O atraso dos Correios não chegava a mais de três dias, o que não impedia de se aguardar com interesse a sua chegada, mesmo que o rádio antecipasse o noticiário, além da vantagem das transmissões esportivas ao vivo. O papel principal do jornal impresso, como continua sendo hoje, era confirmar ou corrigir o que informava a instantaneidade do rádio. O rádio ouvíamos no picolé anexo à padaria do grande e gordo José Floro, até hoje um modelo de homem bom dos que não perderam seu lugar no grato recesso de minha memória.
Poucas frases da psicologia sobreviveram ao tempo com tanta força quanto a escrita por Erich Fromm (1900-1980) em A Arte de Amar, de 1956: "O amor imaturo diz: amo você porque preciso de você. O amor maduro diz: preciso de você porque amo você." A inversão de apenas duas palavras altera completamente o sentido da relação amorosa e revela uma das questões mais delicadas da vida afetiva. Deveras amamos alguém? Ou queremos, "precisamos" preencher um vazio? (Você estranhou a palavra "deveras"?
Uma reflexão filosófica e histórica sobre a espiritualidade, a memória e a permanência do homem
Há encontros que não acontecem necessariamente diante de uma mesa, numa sala, numa praça ou numa conversa entre duas pessoas. Há encontros que se realizam no território mais silencioso da existência: o encontro de uma consciência com outra através da palavra, do livro, da memória e das ideias. É nesse sentido que compreendo minha relação com o Dr. Carlos Romero e com o Espiritismo.
Os poemas homéricos, como tantos outros em civilizações várias, nasceram da oralidade e nela permaneceram por dois séculos. Nasceram num mundo cujo momento histórico é designado como arcaico, não por ser velho ou por ser obsoleto, mas pelo fato de que era um mundo do princípio, da origem, significado do termo arqué (ἀρχή), em grego. A época arcaica, a que se refere a História, diz respeito ao início da escrita alfabética, que se criou, no mundo ocidental, com o empréstimo do alfabeto fenício pelos gregos, ao qual foram acrescentadas as vogais, de modo a permitir uma prolação mais suave e melódica, em oposição a uma prolação predominantemente ríspida e gutural.
Vivemos em um tempo que nos estimula a reagir rapidamente, mas nem sempre a pensar profundamente. Informações chegam a todo instante, opiniões se multiplicam e decisões precisam ser tomadas em meio à pressa. Nesse cenário, discernir tornou-se uma necessidade essencial. Para o Espiritismo,
E graças a Deus por isso. Nada a ver com ser homem; trato dos comportamentos que foram evoluindo ao longo do tempo. Antigamente, cumprimentávamos os amigos com tapas nas costas. Uma brincadeira estúpida. Passamos a apertar as mãos, e é muito comum, hoje em dia, dois amigos darem um abraço. Quando a amizade é grande, chega-se mesmo a dar um beijo na face. Calma, ainda vai chegar na turma dos abraços; é só uma questão de tempo. Por acaso, isso tirou uma casquinha da “dignidade” masculina?
Quem pergunta corre o risco de se tornar inconveniente, um chato: ou porque não entendeu, ou porque entendeu demais e resolveu questionar o porquê.
Algumas perguntas são bem recebidas. Outras atravessam anos sem resposta. Há aquelas que parecem simples, mas escondem tantas variáveis que exigem tempo, pesquisa e disposição para olhar além do que está à vista.
Meu amigo de infância não esconde a irritação com o primeiro filho, aquele que lhe deu três netos. Pois não é que o primogênito o encarregou de explicar ao de seis anos como os bebês se formam e aparecem no mundo? “Avô não foi feito para essas coisas”, resmungou meu velho amigo na conversa em que tratamos do assunto. Missão recebida, contou-me que, de início, pensou em recorrer às cegonhas, disso desistindo, porém, ao atinar que essa história não seria acreditada por netos digitais. Convencia, isto sim, os analógicos que ele e eu um dia fomos, pelo menos,
Entre o documento e a experiência estética, a fotografia de Antônio David constrói uma poética da atenção, memória e descoberta. João Lobo ▪ Lisboa, agosto de 2026
Há uma diferença fundamental entre olhar e ver. Olhar pode ser apenas a incidência do olho sobre alguma coisa. Ver implica disponibilidade, abertura ao que ainda não se revelou inteiramente. Entre ambos existe um intervalo, um espaço de suspensão no qual a imagem acontece. É nesse intervalo que situo a obra de Antônio David.
Tinha acabado de usar o toalete e, ao sair, percebi um rabo fino debruçado por trás da tampa da bacia sanitária. Aproximei-me e constatei, assustado: era o rabo de uma cobra! Ufa! Por pouco não fui picado, pensei, e em que lugar!...
Em um tempo em que as ideias fluem como rios caudalosos e a diversidade de intelectuais se multiplica, somos convidados a refletir sobre a condição do diálogo humano. A era digital, com suas inúmeras vozes, nos apresenta um panorama fascinante, repleto de oportunidades, mas também de desafios profundos. Este é um convite à contemplação sobre a natureza da comunicação e o significado do entendimento mútuo.