O desejo de viver e de morrer pode ser estudado pelos personagens Eros e Thánatos da Mitologia Grega. Também na Psicanálise do médico neurologista, psiquiatra austríaco Sigismund Schlomo Freud (1856 — 1939). A Mitologia Grega é um conjunto de contos e lendas que os gregos antigos usavam para explicar o mundo ao seu redor. Isso ocorreu aproximadamente mais de setecentos anos antes de Cristo. Eles criaram os fundamentos da cosmologia, da ciência, da filosofia, da literatura, da arte e da religião. A crença afirmava que as deusas e os deuses gregos controlavam
Deuses do OlimpoLuigi Sabatelli, S.XIX
as forças da natureza e as ações humanas. Foram usados para explicar, também, os costumes, a cultura, a sociedade, a origem do Universo e da vida. O termo mitologia vem do grego antigo μιτος (mitos), que significa conto ou lenda, e λογος (logos/razão ou princípio da inteligibilidade), que significa estudo. A psicanálise freudiana surgiu no século 19. É um método que iniciou na investigação para o tratamento de distúrbios neuróticos. Essa teoria revelou a existência do inconsciente humano.
Na Mitologia Grega, Eros é o deus do amor, da fertilidade e da paixão. Thánatos é o deus da personificação da destruição e é representado por uma nuvem prateada que arranca a vida dos mortais. Na psicanálise de Freud, Eros é a energia vital que mantém o equilíbrio do psiquismo, motivando o ser humano a crescer, desenvolver-se e a impulsioná-lo à busca de bem-estar. Thánatos é a energia que motiva o ser humano a criar a própria destruição, eliminando o sentido de viver.
A médica e psicanalista russa Sabina Nikolayevna Spielrein (1885 — 1942), em seu artigo Destruição como origem do devir (1912), apresentou, pela primeira vez para ciência médica, o conceito de pulsão de morte. Esta definição influenciou a teoria da Metapsicologia desenvolvida por Freud que descreve a organização e o funcionamento do psiquismo nas obras Além do Princípio do Prazer (1920) e no Mal-estar na civilização (1929). Nelas, ele usa a expressão Todestrieb (“pulsão de morte”) sendo a oposição entre as pulsões do ego ou da morte e os instintos sexuais ou de vida. Em Além do Princípio do Prazer, um dos temas é sobre a compulsão à repetição,
que leva o ser humano a reconhecer duas formas de impulsos: a pulsão de vida, que é lançada por Eros e representa a vontade de viver e de se preservar; outro é a pulsão de morte, que é lançada por Thánatos, que é o impulso destrutivo em direção à morte. Essas pulsões estão se movendo sempre simultaneamente para satisfazer a conservação da própria vida. Em O Mal-estar na Civilização, Freud demonstra que a cultura produz uma falha psíquica no indivíduo por meio do conflito entre as necessidades do indivíduo contra a brutalidade de uma sociedade, que é oprimido em suas vontades e vive na frustração do desejo de construir o pertencimento diante das expectativas de uma sociedade normativa e inflexível, surgindo o ódio nessa tensa relação. Uma forma do indivíduo suportar a exclusão social e suas falhas existenciais é cria um deus para sublimar o próprio mal-estar.
Sigismund Freud, em 1927, ao escrever O futuro de uma ilusão, descreve as origens da religião, o seu desenvolvimento e futuro. Para o psicanalista, o homem criou a religião para corrigir as imperfeições dos perversos relacionamentos humanos. A religião é uma neurose universal que são dogmas transmitidos pelos antepassados que são impedidos de serem questionados. As crenças religiosas apresentam o desejo de afirmar a existência de um pai e a continuidade da existência através da imortalidade da alma.
A religião se apresenta como a necessidade de acolher o desamparo do homem no mundo que tem de enfrentar o destino cruel da morte; contra a luta embrutecida entre os homens, países e das destrutivas forças da natureza. Os senhores das religiões exercem a imagem de um pai que exorciza os terrores dos fenômenos naturais; anestesiam as dores de existir com a crueldade do destino. Os seguidores da neurose universal (religião) sublimam as próprias falhas psíquicas e existenciais através dos sofrimentos e de se torturarem nas privações que a vida civilizada impôs a eles. Nas patologias das ilusões alimentadas perversamente pelas religiões, o indivíduo — movido de pulsão de morte e de vida — necessita criar o próprio deus para eliminar o outro como uma forma de se purificar do próprio mal.
Para o psicanalista, a cultura e a religião criam a ilusão de afastar o indivíduo da selvageria humana, têm como objetivo conviver com as forças da natureza para dá suporte à vida e atender as necessidades do outro para que as relações humanas sejam harmonizadas. A neurose da religião gera o ‘reino do pai’ na cultura, mesmo que seja o reino do ódio e do terror que estão conduzidos pelos impulsos de Eros e Thánatos ou seja da pulsão de morte e de vida.
29.2.24
Em quatro esquinas me encontro. No centro delas me perco. Continuo sem saber por qual delas seguir. Razão chama para a...
Em quatro esquinas me encontro.
No centro delas me perco.
Continuo sem saber por qual delas seguir.
Razão chama para as certezas.
Urgência se faz necessário. Sinto ser o certo fazer, enquanto ainda sou capaz.
29.2.24
Em um mundo onde muitos buscam incessantemente a última palavra, a sabedoria reside naqueles que entendem a beleza da colaboração e d...
Em um mundo onde muitos buscam incessantemente a última palavra, a sabedoria reside naqueles que entendem a beleza da colaboração e da humildade. A verdadeira grandeza não se encontra na imposição da própria vontade, mas sim na capacidade de trabalhar em prol do coletivo, na habilidade de ouvir e aprender com os outros, e na disposição de ser uma mente criativa, não a dona da razão.
28.2.24
E quando passa a correnteza que transborda, uma consciência permanece na margem silenciosa da memória; Imagens e pensamentos precio...
E quando passa a correnteza que transborda, uma consciência permanece na margem silenciosa da memória; Imagens e pensamentos preciosos que não podem e nem devem ser destruídos.William Wordsworth
28.2.24
Amanhã é o dia 29 de fevereiro de 2024, um ano bissexto. O intrigante é que herdamos dos romanos, o nome e a função do calendário, na...
Amanhã é o dia 29 de fevereiro de 2024, um ano bissexto. O intrigante é que herdamos dos romanos, o nome e a função do calendário, na sua significação de quantidade de dias do ano e da sua divisão em doze meses, e, nesse calendário, não há o dia 29 de fevereiro, nem qualquer referência a ano bissexto. Expliquemos. Embora não tenhamos guardado a maneira romana de contar os dias, o mundo ocidental por ele colonizado, bem como o restante do mundo, aonde Roma não chegou, adotou o chamado Calendário Juliano, por uma questão prática ditada pelas atividades comerciais.
28.2.24
Um dia qualquer de outubro. Começo pelo fim. Eu sei que não virás encontrar-me de novo onde mais quero. Tão perto, tão perto, que eu ...
Um dia qualquer de outubro. Começo pelo fim. Eu sei que não virás encontrar-me de novo onde mais quero. Tão perto, tão perto, que eu te sinta colado ao meu destino.
27.2.24
O causo se deu numa dessas estações ferroviárias muito utilizadas em tempos idos. Ficava coisa de pou...
O causo se deu numa dessas estações ferroviárias muito utilizadas em tempos idos. Ficava coisa de pouco mais de 100 quilômetros da capital paulista, ali no Vale do Paraíba. Se quiserem uma pista do local, direi apenas que a gare em questão é hoje um centro de cultura; e, trem mesmo faz muito tempo que não apita mais naquelas bandas.
27.2.24
O primeiro censo realizado no Brasil foi efetuado no ano de 1872, o único no período monárquico (1840-1889). Somente em 1890, foi reali...
O Lyceu Paraibano e o Sistema Educacional Brasileiro
O primeiro censo realizado no Brasil foi efetuado no ano de 1872, o único no período monárquico (1840-1889). Somente em 1890, foi realizado o segundo censo, já no governo republicano. De acordo com dados do censo do IBGE de 1940, naquele primeiro levantamento de 1872 foi constatado que cerca de 82,3% da população brasileira era analfabeta.
27.2.24
Em recente crônica publicada na “Folha de São Paulo”, Sérgio Rodrigues comenta uma frase atribuída a Dr...
Em recente crônica publicada na “Folha de São Paulo”, Sérgio Rodrigues comenta uma frase atribuída a Drummond segundo a qual “escrever é cortar”. O cronista observa que, de tão repetida, a frase se tornou um lugar-comum. Ao mesmo tempo, chama a atenção para o fato de é preciso relativizar esse conceito; nem sempre o corte serve às intenções do autor.
26.2.24
No século XVIII, durante o Renascimento, foi inventada uma sopa fortificante e restauradora, feita de carne de boi, carneiro e legumes...
No século XVIII, durante o Renascimento, foi inventada uma sopa fortificante e restauradora, feita de carne de boi, carneiro e legumes, servida como refeição aos viajantes ou indivíduos extenuados, após um longo dia de trabalho. O alimento, oferecido em estalagens, tabernas e hospedarias, ganhou o nome de restaurant, devido aos seus efeitos benéficos.
26.2.24
Fomos estimulados a entrar na conversa poético-literária que se estabeleceu entre a respeitável tríade de escritores composta por Milto...
Fomos estimulados a entrar na conversa poético-literária que se estabeleceu entre a respeitável tríade de escritores composta por Milton Marques Júnior, Hélder Moura e Nevita Franca. É desnecessário enfatizar a honra da provocação considerando o elevado nível do tema e do trio que o abordou.
26.2.24
Coisas estranhas. Quando meu pai morreu, em 92, fui a seu enterro e, ao passar, na volta de Sorocaba, por São Paulo, onde pegaria o ...
Coisas estranhas. Quando meu pai morreu, em 92, fui a seu enterro e, ao passar, na volta de Sorocaba, por São Paulo, onde pegaria o avião para João Pessoa, resolvi fazer uma visita ao MASP – Museu de Arte de São Paulo –, que fora tão marcante nos meus 13, 14 anos. Tudo normal, menos quando me vi ante o São Francisco - de El Greco - orando ante um crânio seco, pois – embora o quadro não esteja entre os de Domeniko Theotokópoulos que já me empolgaram (como o Espólio e o Enterro do Conde de Orgaz, dois dos que veria em Toledo , 1994) – senti, ante ele, (literalmente) um soco no estômago.
26.2.24
As pessoas são as mesmas em todo lugar? Mudam a geografia, a língua, a história e a cultura, mas os vícios e as virtudes dos homens s...
As pessoas são as mesmas em todo lugar? Mudam a geografia, a língua, a história e a cultura, mas os vícios e as virtudes dos homens são potencialmente os mesmos, desde sempre? Existe o que se chama de “natureza humana”? É possível, mas há quem negue essa tal natureza. Os existencialistas, por exemplo, para os quais, a existência precedendo a essência, não há por que se falar em uma natureza humana predefinida, já que as pessoas vão se definindo por si mesmas, para o bem e para o mal, à medida em que vivem, ou seja, vão se construindo aos poucos, em meio a escolhas e circunstâncias. É uma questão filosófica interessante. Mas o fato é que a experiência tem mostrado fortes argumentos em contrário, independentemente de crenças religiosas ou assemelhadas. As pessoas se repetem tanto, no bem e no mal, em todo lugar e ao longo do tempo, que parecem mesmo ter algo em comum.
25.2.24
Incitação da insígnia do pensamento é como eu definiria um insight. A mim é uma grande tarefa (risco) tecer alguns comentários sobre o...
Incitação da insígnia do pensamento é como eu definiria um insight. A mim é uma grande tarefa (risco) tecer alguns comentários sobre o poeta, a pessoa de Carlos Aranha e o seu primeiro livro de poemas, “Nós – an insight”
25.2.24
Antes de fixar morada nesta cidade resguardada de ufanias, retivera-a em dois relances. Primeiro em companhia de meus pais, em 1942, nu...
Antes de fixar morada nesta cidade resguardada de ufanias, retivera-a em dois relances. Primeiro em companhia de meus pais, em 1942, numa promessa que vieram pagar na Penha. Desse primeiro contato, já anoitecendo, resta uma penumbra de copas e de sombras que anulava ainda mais as tochinhas de luz nevoenta sumidas ao longo da praça Pedro Américo. O palacete de janelões imperiais, ao lado, apenas se insinuava, enfumado na noite, só vindo impor-se aos meus olhos de menino gruteiro sob o clarão da manhã seguinte.
25.2.24
A Paraíba nem sempre deu o devido reconhecimento a nomes do Estado que se destacaram na cultura nacional. Alguns casos notórios são o...
O dia em que o escritor José Maria dos Santos não morreu
A Paraíba nem sempre deu o devido reconhecimento a nomes do Estado que se destacaram na cultura nacional. Alguns casos notórios são os do biólogo campinense Mello Leitão, do romancista José Vieira e do escritor e jornalista José Maria dos Santos. Mello Leitão, cientista respeitado mundialmente, teve o seu nome preterido para batizar o Jardim Botânico na Capital por outro sem qualquer vinculação com a ecologia
24.2.24
Quero retornar aos campinhos de pelada dos bairros, lugares onde rolam bolas feitas de borracha, de pano, de plástico, improvisadas ou...
Quero retornar aos campinhos de pelada dos bairros, lugares onde rolam bolas feitas de borracha, de pano, de plástico, improvisadas ou oficiais feitas de couro e costuradas industrialmente. Quero voltar aos locais de chão de terra batida, algum areal ou onde há mesmo grama maltratada. Por ali, onde pés descalços na maioria das vezes ou protegidos por alguma chuteira surrada correm, chutam, dividem a bola.
24.2.24
“Quem quer compreender a poesia, deve ir ao país da poesia. Quem quer entender o poeta, deve ir ao país do poeta.” Goethe Em junho ...
Irão: Uma viagem ao País dos Tesouros e dos Mistérios
“Quem quer compreender a poesia, deve ir ao país da poesia. Quem quer entender o poeta, deve ir ao país do poeta.”Goethe
Em junho de 2002, a convite da Iranology Foundation of Tehran e da Secção Cultural da Embaixada da República Islâmica do Irão em Lisboa, participei no I Congresso Nacional de Estudos do Irão com um trabalho escrito, integrado nos Estudos de Iranologia da Universidade de Teerão, capital da República Islâmica do Irão, metrópole localizada no sopé dos montes Elburz, a 1.220 metros de altitude e a uma distância que pouco ultrapassa os 250 km da orla do mar Cáspio.
24.2.24
⏤ Vovô, me disseram que a vida nunca acaba. Isto tem sentido? ⏤ Não procure o sentido, Arthur. Sentido é passado, acabado, perf...
⏤ Vovô, me disseram que a vida nunca acaba. Isto tem sentido?
⏤ Não procure o sentido, Arthur. Sentido é passado, acabado, perfeito. Procure sentir, que é contínuo. A vida nunca acaba.
⏤ Se a vida nunca acaba por que a gente morre?
⏤ Nós não morremos, apenas a matéria corpórea se transformou.
⏤ Mas a gente deixa de existir, vovô!
23.2.24
Nasci e me criei no Miramar, tido por muitos como o menor bairro de João Pessoa. Mas como é rico de histórias e tradições o meu bairro...
POÉTICA
A menina azul
traz na ponta
da língua
a palavra
que queima
dentro de si.
A menina azul
acende o farol
da poesia
que se reflete
em seus olhos
de jade e rubi.
23.2.24
MONÓLOGO A DOIS Falo a história dos dias, assim, despercebido, entoando versos que não ecoam mais o assombro da belez...
MONÓLOGO A DOIS
Falo a história dos dias,
assim, despercebido,
entoando versos
que não ecoam mais o assombro da beleza
Perto de mim há um anjo que me entende,
e chutamos pedras
As luzes polvilham a cegueira,
e eles já não veem o bordado das asas,
as tranças do anjo,
a textura desalinhada de seus passos
e me condenam a loucura
(A praticancia desassistida de sonhos
é o testemunho da morte que abomino)
23.2.24
Acho que todos nós temos uma paisagem encoberta naquele recanto da mente onde também se escondem a saudade e o bem-querer. Quero crer e...
Acho que todos nós temos uma paisagem encoberta naquele recanto da mente onde também se escondem a saudade e o bem-querer. Quero crer em que isso ocorra, sem exceção, a todo e qualquer ser humano com o domínio pleno de suas lembranças, viva onde viver, tenha o idioma que tiver.
22.2.24
Tocada pelos lampejos de luz dos recentes escritos dos professores Milton Marques e Helder Moura , lidos com admiração e especial ...
Tocada pelos lampejos de luz dos recentes escritos dos professores Milton Marques e Helder Moura, lidos com admiração e especial interesse, venho a este ambiente.
No cerne do diálogo que se estabeleceu entre ambos estão os grafiteiros de Coimbra e sua anárquica vocação de independência e arrojo, seu sonho de uma vida acima das estrelas.
22.2.24
O livro A Ideologia Alemã foi escrito pelos empresários alemão Friedrich Engels (1820 – 1895) e pelo filósofo, economista, historiado...
O livro A Ideologia Alemã foi escrito pelos empresários alemão Friedrich Engels (1820 – 1895) e pelo filósofo, economista, historiador, sociólogo alemão Karl Marx (1818 – 1883). A obra é um conjunto de manuscritos redigidos entre os anos de 1845 e 1846. Os dois pensadores denunciam a corrupção do estado prussiano, a pobreza e o processo de alienação causado pela religião nos cidadãos. Marx afirma que a religião não é a base do poder institucional de uma doutrina, mas em vez disso é a posse do valor incorporada em dinheiro, de posse da terra e da exploração dos meios de produção pelo trabalho. Ele percebeu que a religião tem a brutal e perversa força de poder coercitivo e de alienação, também era um amparo para o cidadão oprimido.
22.2.24
Era gordo. Nem tão balofo como se pode imaginar. Mas sobrado em banha. Pelo que soubesse, encantado com a cozinha. Empilhara algumas...
Era gordo. Nem tão balofo como se pode imaginar. Mas sobrado em banha. Pelo que soubesse, encantado com a cozinha. Empilhara algumas caçarolas de alumínio, outras de barro paradas no chão batido. Logo após terminar a construção da média barraca de madeira agarrada ao muro exterior da fábrica de refrigerantes, veio nos pedir água e começar a amizade conosco.
22.2.24
No dia 15 de fevereiro comemorou-se o aniversário de nascimento da médica psiquiatra Nise da Silveira, como estamos no mês de fevere...
No dia 15 de fevereiro comemorou-se o aniversário de nascimento da médica psiquiatra Nise da Silveira, como estamos no mês de fevereiro resolvi rever um pouco da sua vida e da obra. Nasceu em Maceió (1905) e faleceu no Rio de Janeiro e, 1999, está inscrita no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, fruto de um projeto da deputada federal Jandira Fhegali (PCdo B – Rio de Janeiro).
21.2.24
Dizem que o ano começa depois da quarta-feira de cinzas. Acabou o mês interminável de janeiro. Passaram as festas do Ano Novo, as fér...
Dizem que o ano começa depois da quarta-feira de cinzas. Acabou o mês interminável de janeiro. Passaram as festas do Ano Novo, as férias, e a festa do momo. Que venham as águas de março e o sabor de recomeço e renovação. O ano letivo também já começou, as ruas movimentadas com os carros e os alunos com suas mochilas. A cidade quase na normalidade, os turistas voltaram para as suas casas. O calor? Teima em continuar escaldante.
21.2.24
Em poema antológico, o monge beneditino Marcos Barbosa, da Academia Brasileira de Letras, fala do amor do homem e da mulher quando f...
Em poema antológico, o monge beneditino Marcos Barbosa, da Academia Brasileira de Letras, fala do amor do homem e da mulher quando formam um casal, reproduzem a espécie humana como dom supremo de Deus e enfrenta com serenidade todas as barreiras que se lhe impõe.
21.2.24
A morte, essa inevitável passagem da vida para o desconhecido, é um tema que sempre despertou curiosidade e reflexão nos seres humano...
A morte, essa inevitável passagem da vida para o desconhecido, é um tema que sempre despertou curiosidade e reflexão nos seres humanos. Augusto dos Anjos, poeta brasileiro conhecido por sua obra melancólica e pessimista, abordou a morte de forma intensa e profunda em seus escritos.
20.2.24
Edward Lear foi um pintor e ilustrador inglês que viveu no século XIX e que ficou famoso por divulgar uma forma de composição em vers...
Edward Lear foi um pintor e ilustrador inglês que viveu no século XIX e que ficou famoso por divulgar uma forma de composição em verso em que mescla nonsense com humor absurdo. Essa composição poética se chamou limerique, nome talvez oriundo de uma cidade irlandesa chamada Limerick.
20.2.24
Meu caro Milton, para não ir muito além das estrelas, conforme sua releitura do anarquismo, em sua última e bela crônica “ Uma história...
Meu caro Milton, para não ir muito além das estrelas, conforme sua releitura do anarquismo, em sua última e bela crônica “Uma história em dois atos” (Ambiente Carlos Romero), devo recordar, inicialmente, uma frase de Leon Tolstoi. Ele que se dizia um anarquista cristão.
20.2.24
O homem é um animal filosófico. A opção pelo misticismo não se estende a todos, pois exige fé, mas a filosofia é inevitável...
O homem é um animal filosófico. A opção pelo misticismo não se estende a todos, pois exige fé, mas a filosofia é inevitável em nossa relação com o mundo. Somos seres pensantes, e pensar é filosofar.
19.2.24
Quantos anos são necessários para reconstruir um belo e charmoso instante, que nos fez bem há muito tempo? É uma tentativa lúdica Impo...
Quantos anos são necessários para reconstruir um belo e charmoso instante, que nos fez bem há muito tempo? É uma tentativa lúdica Impossível de ser documentada, porque somente o tempo decanta o passado, glorioso e fértil, e que sempre esteve às margens de nossas ideias e esperanças.
19.2.24
Moramos num bairro tropical, e bonito por natureza. Mas, diferente da música de Jorge Ben, gerenciado por homens. Mas que tristeza... ...
Moramos num bairro tropical, e bonito por natureza. Mas, diferente da música de Jorge Ben, gerenciado por homens. Mas que tristeza... Eu explico por que.
19.2.24
A chuva escorre pela vidraça enquanto penso no maior desafio dos nossos dias: encarar o mundo convulsionado enquanto tentamos fingir q...
A chuva escorre pela vidraça enquanto penso no maior desafio dos nossos dias: encarar o mundo convulsionado enquanto tentamos fingir que temos algum controle sobre os acontecimentos que se avolumam, enchendo o nosso coração de angústia. Lutamos contra as ilusões, buscando conforto em meio ao tumulto. Tememos que ele ultrapasse o portal de nossa casa e espalhe sua baba viscosa sobre tudo o que nos é caro. Mais que isso, tememos o poder do seu contágio. Ansiamos por controle, mas ele nos escapa entre os dedos.
19.2.24
Não vou dizer que o tempo voa para não cair num lugar-comum. Pensamos e sentimos que o tempo voa ou passa devagar de acordo com nossa...
Não vou dizer que o tempo voa para não cair num lugar-comum. Pensamos e sentimos que o tempo voa ou passa devagar de acordo com nossas circunstâncias. Mas o tempo não voa nem retarda o passo; ele tem o seu tempo próprio e inalterável, a despeito de todos os relógios. O fato é que em 22 de fevereiro deste 2024 completa um ano da partida do filósofo, professor e escritor José Jackson Carneiro de Carvalho, símbolo inconteste da melhor intelectualidade paraibana e brasileira.
18.2.24
Estranho ser Erguer-se sã Vencer Estranho a luta Contra "o quê?" - Não sei, não luto! Estranho a casa Em qu...
Estranho ser
Erguer-se sã
Vencer
Estranho a luta
Contra "o quê?"
- Não sei, não luto!
Estranho a casa
Em que sou
Estranho
O vento
Varrendo o tempo
Lavando as roupas
18.2.24
O amor se expressa por sentimentos e atos sublimes, e não pode ser traduzido em palavras, nem mesmo pelas melhores delas, as poética...
Já o conheci economista no quadro de qualidade da Companhia de Industrialização, trabalhando, um birô pegado com o meu, ele na sua assessoria, eu usando a primeira horinha do expediente para escavar a minha crônica diária. Foi numa fase, ajudada por Patrício, em que mais propagamos o esforço desenvolvimentista da Paraíba com seus incentivos vocacionais na busca de projetos industriais internos e externos. Juntos, ao lado de Marcelo de Figueiredo Lopes, Francisco Antônio e Ernani Mesquita, elaboramos cartas de apelo à indústria calçadista de Franca e do Rio Grande do Sul, destacando como opção a vocação histórica de Campina Grande. Viajamos juntos, a convite de Natal e de São Luiz, difundindo a experiência da Paraíba, estado do mesmo porte econômico, com o seu programa de galpões multifabris.
18.2.24
Jangadeiro seria o senador O cassaco de roça era o suplente Cantador de viola, o presidente O vaqueiro era o líder do partido Imagina o...
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola, o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o Nordeste ficar independente
Há muito tempo, muitos anos antes de aparecer “Nordeste Independente”, a conhecida composição do escritor campinense Bráulio Tavares e do cantador pernambucano Ivanildo Vila Nova, uma parte do Nordeste brasileiro pretendeu ficar independente do restante do Brasil. Neste ano de 2024, comemora-se o bicentenário de um movimento revolucionário de caráter republicano (pelo menos para alguns dos seus líderes) e que tinha como objetivo
17.2.24
Minha avó Joana Batista ensinou-me algo mágico; gostar de ler. Tão importante (ou até mais, no dizer de Ziraldo) quanto aprende...
Minha avó Joana Batista ensinou-me algo mágico; gostar de ler. Tão importante (ou até mais, no dizer de Ziraldo) quanto aprender a ler, gostar de ler definiu minha vida. Criança ainda, era a avó que me contava histórias fantásticas. Eu pedia a ela que repetisse as mesmas histórias várias vezes seguidas, “até cansar a boca”.
17.2.24
Quanto relógio de pulso ou mais antigos, de parede, abrira com percepção cirúrgica! Com o socorro do monóculo ia desvendando com um ...
Quanto relógio de pulso ou mais antigos, de parede, abrira com percepção cirúrgica! Com o socorro do monóculo ia desvendando com um estilete as entranhas do aparelho de marcar o tempo. Puxava pedacinhos minúsculos, quase invisíveis a olho nu e encontrava o defeito que impedia o bom desempenho do relógio. Sorria feliz. Às vezes, um simples ajuste ou uma pilha vazando, algo simples até o colapso fatal da máquina. “Só outro, meu caro!” O dono quedou tristonho: um presente de aniversário que comemorava cinquenta anos...
17.2.24
Entre grafites e pixações, se dividem as paredes e os muros de Coimbra. É possível, no entanto, encontrar um nexo entre os vários grafi...
Entre grafites e pixações, se dividem as paredes e os muros de Coimbra. É possível, no entanto, encontrar um nexo entre os vários grafites que selecionamos, em algumas descidas pelas ladeiras e escadarias da cidade. De olho no que encontramos escrito, tentamos construir uma narrativa, que oferecemos ao leitor.
16.2.24
Quando eu partir que farão com o meu nome? Criarão pequeno verso, ou cantiga de assombro Como as cantigas de ninar de m...
Quando eu partir só recordem dos sorrisos com que bordei o meu rosto
Quando eu partir que farão com o meu nome?
Criarão pequeno verso, ou cantiga de assombro
Como as cantigas de ninar de meu tempo de infante?
Quando eu partir que dirão que fui um dia?
Incansável sonhadora, não obstante a covardia
dos meus pares, mais ditosos…
Mulher doce por momentos mas tirana e atirada
dependendo do repente que se faça, nessa data…
16.2.24
Trabalhei pouco mais de cinco anos na Colômbia como Assessor de Saúde Ambiental da OPAS/OMS. O país enfrenta até hoje vários grupos...
Trabalhei pouco mais de cinco anos na Colômbia como Assessor de Saúde Ambiental da OPAS/OMS. O país enfrenta até hoje vários grupos terroristas, com destaque para as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), fundada em 1964. O governo colombiano gasta anualmente cerca de 20% do PIB para enfrentar esses narcotraficantes.