Com base na obra “A Saga dos Cristãos-Novos na Paraíba”, de Zilma Ferreira Pinto, descobri que a primeira Visitação do Santo Ofício à Paraíba, realizada no período de 6 de janeiro a 25 de janeiro de 1595, não encontrou “bruxas” e “feiticeiras” vivendo em terras tabajarinas, ou que tenham, pelo menos, sido denunciadas. Das denúncias feitas na Paraíba, mais precisamente em sua única freguesia — tendo a antiga capital de Nossa Senhora das Neves como única cidade —, foram registradas 16 denúncias por bigamia, blasfêmia e sodomia.
O estudo da genealogia é algo viciante. Você consegue entender a formação da elite política e social desde o tempo colonial no país em sua fase inicial. Sobretudo no Nordeste, onde os casamentos endogâmicos entre as famílias estabelecidas em Olinda, iniciada a colonização com Duarte Coelho, espalharam-se por toda a região. Diferente não foi com os descendentes da primeira elite colonial do Rio de Janeiro, conforme se
Duarte Coelho, primeiro donatário português da capitania de Pernambuco ▪️ Fonte: Wikimedia
verifica nos estudos do professor João Fragoso, da UFF, e nas árvores genealógicas. Muitos casamentos endogâmicos ocorreram entre essas famílias que se fixaram no Recôncavo da Guanabara, sobretudo porque houve uma grande quantidade de cristãos-novos, assim como no Nordeste, sendo que no Nordeste parece ter havido maior endogamia.
Dando prosseguimento à série sobre os ingênuos e os nascidos escravizados na antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves no ano de 1833, hoje traremos informações canônicas sobre o batizado de adultos, com base nas Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia,
Todo dia 06 de janeiro é costume de italianos e alguns descendentes comemorarem o Dia da Befana. Aqui na Paraíba, em João Pessoa, desde 2001, no mês de dezembro, antes do recesso, comemorávamos a La Befana no Centro Cultural Ítalo-Brasileiro Dante Alighieri, que carinhosamente também chamamos de comunidade italiana na Paraíba.
Dando prosseguimento à série sobre os ingênuos e os nascidos escravizados na antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves, no ano de 1833, hoje traremos informações jurídicas sobre o estado civil dos genitores das crianças que nasceram escravizadas.
“Descrições Gerais da Capitania da Paraíba” foi escrito em 1639 pelo governador/capitão-mor holandês Elias Herckmans. É um dos poucos documentos descritivos sobre a Capitania Real da Paraíba no período do domínio holandês (1634–1654).
Trata da chegada dos holandeses pelo Varadouro, entrando no Rio Paraíba em 22.12.1634. Descreve toda a capital daquela época e os prédios existentes. O autor morava no Convento de São Francisco, onde se instalaram os dirigentes holandeses.
Madragana: o encontro entre Oriente e Ocidente. Madragana Ben Aloandro (filha de Aloandro), amante de Dom Afonso III de Portugal, vinte anos mais velho. Ibérica de origem judaica e árabe. Ancestral comum de vários monarcas europeus.
As sereias existem? Na mitologia grega, inicialmente as sereias seriam metade pássaro, metade mulher e não possuíam tanta beleza. Depois vemos a evolução da figura para metade peixe, metade mulher. O fato é que, não apenas no Brasil, mas em outros lugares do mundo, há depoimentos sobre a existência de monstros marinhos com metade do corpo peixe e a outra metade semelhante a um primata, antes mesmo do que foi registrado em 1564.
Dando prosseguimento à série sobre os Ingênuos e os Nascidos Escravizados na antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves no ano de 1833, hoje traremos a relação das crianças que nasceram escravizadas e foram batizadas no ano de 1833 na antiga capital da Parahyba.
O Quinhentismo brasileiro nos apresenta dois tipos de literatura: literatura de informação e literatura de catequese. O primeiro documento quinhentista redigido no Brasil é a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, narrando a chegada oficial de portugueses ao território brasileiro e seu contato com os Tupiniquins.
Recorrentemente, eu tinha o mesmo sonho: minha mãe Iansã me perseguia, muito brava, com sua roupa antiga, rosa-coral, composta por várias saias engomadas, bordados e com seu filá cobrindo o rosto. Alta, ligeira, atravessava ladeiras e calçadas de calcário, em vias coloniais, atrás de mim.
Para quem gosta de literatura medieval, a sugestão é o livro Carmina Burana. Canções de Beuern, editado pela Editora da UFPB, escrito pelo professor Maurice Von Woensel, que traduziu os poemas/canções que compõem a cantata famosa de Carl Orff, Carmina Burana (Canções de Beuern).
Jean de Léry, religioso calvinista que passou um tempo entre os Tamoios e no Forte Coligny, no período da França Antártica, descreve com riqueza de detalhes, na obra Viagem à Terra do Brasil, a fauna da Baía de Guanabara. “Léryy-Assú” significa “grande ostra”, nome recebido carinhosamente na aldeia tamoia de Jaburací.
Li Mensagem de Fernando Pessoa. Senti falta de uma personagem histórica: Dom Egas Moniz IV, o Aio. Sem ele não teríamos a Dinastia de Borgonha, quiçá Portugal. Mas o certo também é que todos que descendem dos primeiros colonizadores portugueses descendem de Dom Egas Moniz, o Aio. Inclusive eu, por diversas vezes, por suas duas esposas.
Prezados leitores, antes de darmos prosseguimento com a nossa série sobre o perfil da sociedade da antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves, antiga Parahyba, atual cidade de João Pessoa, com base no Livro de Registros de Batizados do ano de 1833, precisamos trazer algumas correções referentes à publicação anterior com as contribuições de Padre Vitor Pereira, sacerdote Greco Católica-Melquita, Doutor em Direito pela UERJ e meu confrade do Instituto dos Advogados Brasileiros.
Prezados leitores, prosseguimos com a nossa série sobre o perfil da sociedade da antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves, antiga Parahyba, atual cidade de João Pessoa, com base no Livro de Registros de Batizados do ano de 1833. Apesar do foco ser as crianças que já nasciam escravizadas, hoje trataremos das crianças nascidas livres (ingênuas) com foco na orfandade e escolha de tutores. A orfandade de crianças que nasciam escravizadas merece um tópico próprio. Também falaremos da miscigenação da sociedade local da época e a relação com classe e gênero.
Prezados leitores, prosseguimos com a nossa série sobre o perfil da sociedade da antiga Paróquia de Nossa Senhora das Neves, antiga Parahyba, atual cidade de João Pessoa, com base no Livro de Registros de Batizados do ano de 1833, com foco nas crianças que já nasciam escravizadas. A escolha do ano de 1833 não foi aleatória, mas devido ao fato de que os livros anteriores ao ano de 1833 foram perdidos. A Paróquia em questão nasce com a própria fundação da cidade de Filipeia de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa), no final do século XVI.
Há alguns anos, compareci ao arquivo da Arquidiocese da Paraíba, para verificar uma curiosidade pessoal “de ouvir dizer” como se verdade histórica fosse. Minha curiosidade era se realmente crianças que nasciam escravizadas tinham por “padrinhos/madrinhas” santos católicos no momento do batismo. E, como resposta à minha curiosidade, verifiquei que não procedia tal informação, ao mesmo tempo em que estava diante de novas informações com base em dados constantes dos livros dos registros de batismos.
Terebê (Maria da Grã) foi uma mulher Guaianá do século XVI, filha do Morubixaba Tibiriçá e de sua esposa Potira. Terebê é irmã de Bartira (Isabel Dias), sendo esta a filha mais famosa de Tibiriçá. Porém, a história de Terebê foi muito emocionante. Terebê, batizada como Maria da Grã (Maria da Graça) não deve ser confundida com a prima Terebê, filha do Morubixaba Piquerobi (assassinado pelo irmão Tibiriçá).
Do grande pré-modernista Afonso Henriques de LIMA BARRETO, a coletânea de crônicas intituladas "O SUBTERRÂNEO DO MORRO DO CASTELO" publicadas no Jornal Correio da Manhã no período de maio a junho de 1904, inaugura sua produção literária.