V ejo numa dessas colunas de modas um desfile de modelos, por sinal muito elegante. E daí? O que é que há demais no desfile das modelos? Or...

O sorriso é luz no rosto

Vejo numa dessas colunas de modas um desfile de modelos, por sinal muito elegante. E daí? O que é que há demais no desfile das modelos? Ora, ora, é que elas caminhavam na passarela sem nenhum sorriso nos rostos. Pareciam zangadas, tristes, estressadas ou deprimidas. Pareciam não satisfeitas com o salário, com a profissão. Pareciam que não eram amadas. Sim, porque segundo disse a autora espiritual Joanna de Angelis, através da psicografia do médium Divaldo Franco, “quem ama, sorri”. É o contrário de quem odeia. Se não me falha a memória, já vi desfile de modelos que sorriam, iguaizinhas às misses. Estas jamais desfilam carrancudas. E aqui para nós, haverá coisa mais bela do que um sorriso? O sorriso é luz no rosto.

E chegou a vez de perguntar. Por que as modelos trocaram o sorriso pela carranca? Seria alguma determinação dos seus chefes, ou dos produtores dos desfiles? Não sei se a colunista Nereida observou isso.

Se a moda pega, leitor, eu não sei o que será deste mundo, já tão cheio de tristeza. O sorriso dá alegria, estimula, torna a vida mais bela. Os animais, coitados, não sorriem. Daí dizer o escritor francês Rabelais: ria, ria, pois o riso é próprio do homem.

Já imaginou se o nosso sol não nos iluminasse com o seu sorriso de luz, isto é, com o seu “solriso”? ... A mesma coisa falaríamos das estrelas. E que dizer das plantas, que sorriem através das flores e das cores? Veja o mar e observe o seu sorriso de espumas.

O sorriso é uma terapia. Dizem que quando a mãe vê o filhinho dando o seu sorriso inaugural, no berço, ela esquece os sofrimentos do parto, e da gravidez, e também sorri, feliz da vida...

As crianças sorriem. E sorriem por que estão cheias de entusiasmo diante da vida. A vida para elas é uma constante descoberta. Não estão contaminadas pela rotina, pelo prosaísmo da vida.

Quando você despertar, manhã cedo, não deixe de dar uma olhadela no espelho. E faça a seguinte experiência: esboce para ele um sorriso ou uma carranca. Veja que diferença! Lembrar que o sorriso espalha as rugas...

Dizem as más línguas que Jesus nunca sorriu. Mentira, leitor, Será que ao abraçar as criancinhas, ele o fez de cara amarrada? Lembrar que o sorriso não é um abrir de dentes. Você pode sorrir pelo olhar.

Nos conventos da Idade Média, o sorriso era proibido, era coisa de Satanás... Lembram-se do filme “O Nome da Rosa”.

Outro dia estive vendo algumas fotos, nos jornais, de pessoas já falecidas, não de cara amarrada, mas sorrindo... E está certo. Em geral, as pessoas tiram fotografias sorrindo. Nada de cara fechada. Vejam os freqüentadores das colunas sociais. Todos sorriem. Já pensou se fosse o contrário? O sorriso faz bem ao que sorri, e também aos outros.

Termino com esta conclusão de Eckart Tolle, no livro “Despertar de uma nova consciência”, um dos autores mais lidos no estrangeiro: “O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar.”

E is que criaram o “dia dos amigos”. Pelo menos na Internet. Aqui para nós, a Internet está fazendo uma coisa que as religiões não conseguir...

Amigos… como é bom tê-los!

Eis que criaram o “dia dos amigos”. Pelo menos na Internet. Aqui para nós, a Internet está fazendo uma coisa que as religiões não conseguiram: unir as pessoas”. Mas o dia dos amigos não tem aquela comemoração semelhante ao Dia da Criança, das Mães ou dos Pais. Os comerciantes não se animaram muito com a data, que passa com pouca festa.

Pensando bem, que seria de nós sem os outros, mormente os amigos? Os amigos são uma benção, conquanto o risonho Voltaire, toda vez que chegava a uma reunião de amigos, costumava fazer a seguinte saudação: ”Amigos! Não há amigos.” E o “amigo da onça”, que foi título de uma página assinada pelo humorista Péricles, na revista O Cruzeiro?

Bem-aventurados aqueles que possuem bons amigos, esses inimigos de nossa solidão. Quem não os têm é um infeliz. Há muitos falsos amigos, notadamente, na política…

Tenho muita pena das pessoas solitárias, sem amigos. Em geral são amargas, pessimistas, deprimidas, sofridas. E ter inimigo não é negócio nenhum. Daí a importância da reconciliação, do perdão, da compreensão. Nada de cultivar ressentimentos, que é o mesmo que cultivar espinhos.

Que a todo momento estejamos com os braços abertos para receber os amigos. Estou me lembrando agora mesmo do apóstolo João que, já velhinho, saía pelas ruas gritando para as pessoas: “amai-vos uns aos outros”. São Francisco abraçava as árvores, chamando-as de “minhas amiguinhas”. Dizem que o melhor amigo do homem é o cão, seja um vira-latas, seja um Rottweiler. Já o gato, ao que dizem, gostam mais é da casa.

Amigos! Como é bom tê-los! Mais ainda: como é bom conservá-los. Quem faz um verdadeiro amigo acende uma lâmpada no caminho da vida. “Se você quer alegria, dê alegria aos outros. Se deseja amor, aprenda a dar amor” - diz aqui o mestre Deepak Chopra. E viva os milhões de amigos do cantor Roberto Carlos!

F oi depois de Jerusalém, onde não encontrei Jesus, e de passar por Tel-Aviv, magnífica megalópole dominada pelos judeus, que, ao chegar em ...

A gratidão das pernas

Foi depois de Jerusalém, onde não encontrei Jesus, e de passar por Tel-Aviv, magnífica megalópole dominada pelos judeus, que, ao chegar em Londres, tive minha primeira experiência em cadeira de rodas. Tudo por causa de uma estenose lombar aguda, posteriormente tratada por Dr. Ronald Farias, meu médico de coluna.

Mesmo sabendo que o bom mesmo é andar a pé pelas cidades, pois, só assim a gente as conhece melhor, dessa vez, eu tinha Londres aos meus pés, mas cadê saúde para movimentá-los? Aí aconteceu o que eu não esperava: alugaram-me uma cadeira de rodas. Que oportuna solução saída da cabeça do meu amigo Davi e do caçula Germano!

Assim, fui passeando em Londres, sentado tranquilamente na cadeira, que era zero quilômetro. Aí me lembrei do velho Churchill, que usou por muito tempo aquele transporte. Lá no alto, na Trafalgar Square, montado no seu cavalo, o almirante Nelson, parecia estar com inveja de mim.

Ah, que delicia foi sair deslizando pelas ruas londrinas sobre rodas. E fui bater até bater de novo no Palácio de Buckingham, onde uma enorme multidão se postava, aguardando a presença da rainha que nunca aparece...

Aqui para nós, a capital londrina tem tudo para ser capital do mundo. O que é que não se encontra em Londres? Ela só peca pelo seu arraigado tradicionalismo. E graças a esse tradicionalismo, muito dinheiro corre para os cofres públicos. Esse negócio de Rainha, a quem tanto se venera, não falta turista basbaque para ficar olhando a troca da guarda do palácio.

Continuamos passeando pelos encantadores canteiros, contemplando e acariciando as tulipas, cujo vermelho parecia gritar a sua beleza. Graças à cadeira de rodas constatei como o chão londrino é bem cuidado. Aliás, todo prefeito deveria dar um passeio nesse transporte para verificar ao vivo o chão de sua cidade. Com que facilidade a cadeira deslizava pelo chão limpo, sem buracos e sem batentes.

E quem empurrava minha cadeira? Ora, meu filho e anjo de guarda Germano, que hoje é mais pai do que filho.

A vida, às vezes, gosta de testar a gente. E eu acho que me saí tão bem no teste da cadeira de rodas, que terminei me acostumando. Hoje em dia, nas caminhadas mais extensas, tenho aproveitado a tecnologia das rodas enquanto dou um descanso às minhas pernas, que agora me agradecem.

E eis que completaram dois meses que deixei o hospital, onde andei me tratando de uma infecção resistente, que, felizmente se escafedeu. E ...

Viva a saúde!


E eis que completaram dois meses que deixei o hospital, onde andei me tratando de uma infecção resistente, que, felizmente se escafedeu. E aqui vão os meus agradecimentos aos médicos queridos, a começar pelo mestre Marco Aurélio Barros, ao meu urologista, George Guedes Pereira, e ao clínico e geriatra Daniel Felgueiras Rolo.

Saúde recuperada, chegou a hora de ser também grato ao meu corpo e ao meu sistema imunológico. Começo pelo coração, um dos órgãos que mais amo, a quem muito ajudei, com minhas costumeiras caminhadas, e, agora, com a hidroginástica e a fisioterapia. E como gosto de vê-lo pulsando de alegria quando me movimento… Só não o beijo todos os dias, porque não posso.
Também sou grato aos pulmões, que, todos os dias, alimento com oxigênio puro. Aliás, convém lembrar que esses admiráveis filtros têm uma profunda mágoa em relação a mim. É que eles aguentaram por muitos anos as toneladas de nicotina com que os intoxiquei, por conta do maldito cigarro.

Mas vamos adiante. Agradeço ao meu cérebro, onde funciona minha mente, que comanda todo o corpo, que me ajuda a pensar, a ler, a escrever, e que só descansa quando durmo.

Agora chegou a vez das pernas. Minhas queridas pernas, que ora contam com a ajuda de uma bengala, e, vez por outra, o descanso da cadeira de rodas, que ninguém é de ferro. Como lhes sou grato pelas muitas caminhadas nas avenidas e parques das cidades esstrangeiras que visitei.

E que dizer dos meus olhos, a quem tanto devo? Ah, como tenho pena dos deficientes visuais... Os olhos são tudo em nossa vida.

E o sangue, que não se cansa de caminhar pelas veias e artérias, alimentando todo o meu corpo?
E as mãos, que tanto usei para escrever essas crônicas e outras coisas mais?

Sei não, mas reconheço que nosso organismo é uma extraordinária usina de muito trabalho a quem só devemos gratidão. E viva a saúde!

B em-aventurados os que sorriem. Quem sorri alegra a quem não sabe ou não pode sorrir. Portanto, sorriso é caridade. Sorriso é luz no rosto....

Sorrir faz bem

Bem-aventurados os que sorriem. Quem sorri alegra a quem não sabe ou não pode sorrir. Portanto, sorriso é caridade. Sorriso é luz no rosto. E haverá nada que alegre mais a vida do que a luz? Daí Jesus dizer que não deveremos esconder a luz debaixo do alqueire, mas colocá-la no velador para que ilumine a todos.

Você quer um exemplo de um belo sorriso? Veja o rosto de uma mãe olhando o filho renascido. E pensando bem, a Natureza é uma festa de sorrisos: sorriem os pássaros, sorriem as nuvens lá no alto, sorriem as flores, sorri o vento, sorriem as espumas do mar, sorri o sol, sorri a lua. Só o homem é que, às vezes, tranca o seu sorriso;

Jesus disse uma bela frase: se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo se iluminará. O sorriso, portanto, está sintonizado com a bondade. Os ditadores, sejam da direita ou da esquerda, não sabem sorrir.

E que dizer daquele sorriso – sorriso ou meio sorriso? - da Mona Lisa, lá no Louvre, obra-prima do genial Da Vinci? Sorriso que é hoje atração turística internacional? O meu receio é que a nossa Gioconda termine transformando o seu sorriso numa gargalhada, vendo tanta gente fazendo filas em torno do quadro que a aprisiona...

Há gente que passa por momentos difíceis em sua vida, mas se revestem de coragem para continuar vivendo e volta a sorrir, passa a ver a vida com outros olhos.

Dizem as más línguas que Jesus nunca sorriu. Será que ele, quando nos convidou a olhar os lírios do campo, foi de cara amarrada? E quando abriu os braços para as criancinhas dizendo que o Reino dos Céus era delas? Será que não foi sorrindo? Quem não sorriu foi Pilatos, foi Herodes, foi Barrabás.

O bom humor faz bem ao sistema imunológico. Já está provado. E por falar nisso, médico bom é aquele que recebe você sorrindo. Mas há deles que parece que o doente é ele… Lembre-se: O sorriso faz bem à saúde.

F oi no mês de maio que ela abriu os olhos para o mundo e tornou-se uma mulher extraordinária. Foi eximia musicista (ela tocava flauta), fun...

Minha mãe...

Foi no mês de maio que ela abriu os olhos para o mundo e tornou-se uma mulher extraordinária. Foi eximia musicista (ela tocava flauta), funcionária do Telégrafo, por concurso, mãe de nove filhos, dois do primeiro casamento e sete do segundo, sem contar com os que morreram. Todos os partos foram feitos pela parteira. E ela chegou a fazer um parto sozinha. Quando a parteira chegou (isto foi em Alagoa Nova) encontrou-a, sozinha, sorrindo, esperando apenas que a profissional fizesse o resto do trabalho.

Autodidata, leu não sei quantos livros e tinha uma imaginação fora de série. Tanto é assim que inventava muitas historias para contar aos filhos. Mas eu, com o privilégio de caçula, era seu ouvinte especial. E quando eu adoecia de asma, era ela que, alisando meus cabelos, fazia-me esquecer a doença, a febre e a falta de ar.

Nunca me castigou, nunca me repreendeu, nunca me mostrou cara feia. O otimismo era uma constante em sua personalidade. E chegou a decifrar e a fazer palavras cruzadas e charadas. Tinha uma letra lindíssima, de chamar a atenção. E disso ela se orgulhava. E que dizer da voz? Cantava que era uma beleza.

Chamava-se Pia, mas terminou acrescendo a palavra Maria. E dizia: “Maria Pia é nome de rainha.” Sua alimentação era a mais frugal de todas. Comia muito pouco. Daí a longevidade. Ela atravessou os cem anos que foi uma beleza. Enfrentou a velhice com muita garra. Costumava dizer que velhice quer trato. Nada, pois, de relaxamento”. E acrescentava: “não tenho raiva da velhice e sim dos velhos”. Acho que três fatores concorreram para a sua longevidade sadia: leitura, otimismo e alimentação sóbria. Gostava de vestidos coloridos, alegres. Nada de tristeza na indumentária. Foi uma das primeiras mulheres em Alagoa Nova a entrar na moda do cabelo curto. E ela tinha uma cabeleira que ia até os joelhos.

Fez versos muito bem rimados. E a voz? Linda. Lembrar que ela fazia parte do coro da igreja e zeladora do Coração de Jesus. Mas terminou espírita, já que o segundo marido, meu pai, foi um militante daquela nova crença. E leu muitos livros psicografados por Chico Xavier.
Minha mãe, Maria Pia, dona Piinha na intimidade, adorava conversar, passear e viajar. Já o marido era o contrário. Nunca vi duas diferenças de temperamento se darem tão bem.

Nasceu numa cidade do interior paraibano chamada Canafístula, nome de uma árvore. Mas, quando soube que a cidade mudara o nome para Caldas Brandão ficou doente de raiva.

Curioso, ela nasceu no dia 5 de maio, o mês dedicado às mães, comemorado no segundo domingo. E ninguém foi mais mãe do que ela, a quem devo o que sou hoje. Nunca vi seu rosto zangado para comigo. Neste último domingo, dedicado às mães, dei-lhe um presente. O presente de uma prece. Uma prece de agradecimento por tudo que fez por mim.

E stava ao lado de meus estimados familiares, frente a frente ao palco, onde iríamos assistir à notável Orquestra Sinfônica de Londres, no R...

Uma lição de vida

Estava ao lado de meus estimados familiares, frente a frente ao palco, onde iríamos assistir à notável Orquestra Sinfônica de Londres, no Royal Festival Hall, à beira do Tâmisa. Todo o teatro em silêncio. Nenhuma poltrona vazia. Até que chega o maestro húngaro Tamas Vasary, acompanhado do jovem pianista, também húngaro, Tamas Erdi, que deveria estar na faixa dos 25 anos. Chuva de palmas! Uma chuva que não iria gripar ninguém.

Depois de apresentar o pianista ao público, o maestro subiu ao tablado para dar início ao concerto. Aí eu notei uma coisa estranha. Notei que o solista tinha os olhos parados, isto é, que ele era um deficiente visual. Como iria ele movimentar suas mãos pelo teclado? Como era possível tocar piano sem os olhos? Agora é lembrar aquela sentença evangélica: tudo é possível àquele que crê.

E teve início a performance sob a batuta serena e elegante do maestro. E eu tive uma certa ansiedade. Será que esse jovem vai mesmo tocar sem os olhos? Pois não é que tocou, leitor? Alaurinda, Germano e Davi, ao meu lado, ficaram maravilhados. Terminado o concerto, caiu uma trovoada de palmas.

O pianista, como disse acima, deu uma grande lição de fé na vida, vencendo uma deficiência física que, em outros, talvez fosse motivo de revolta. Mas, ele soube vencer as limitações da existência, eis a grande virtude do homem. E me lembrei do velho Beethoven, que apesar da surdez, conseguiu ir até o fim da jornada terrena deixando uma obra insuperável, cuja Nona Sinfonia é um hino de fé, de alegria e de muito amor.

Terminado o concerto, o jovem pianista veio várias vezes ao palco, agradecendo os ruidosos aplausos da platéia. Saí do teatro com a alma leve. Eu não tinha ouvido um concerto. Mais do que isto: eu tinha assistido a uma lição de vida!

A h, como é bom viajar… Lá, a gente acorda e sai mais cedo da cama para aproveitar melhor os dias, longe de casa. E o bom é quando a tempera...

Como é bom viajar…

Ah, como é bom viajar… Lá, a gente acorda e sai mais cedo da cama para aproveitar melhor os dias, longe de casa. E o bom é quando a temperatura está amena, já que este cronista, como é do conhecimento dos leitores, é muito friorento.

E eis a multidão enchendo as avenidas. Centenas de rostos diferentes, menos os dos orientais. A manhã sempre é um convite para um passeio pela cidade. Lá em cima um bonde passa sobre as nossas cabeças.

Não faltam celulares nos ouvidos, calças jeans nas pernas, cigarros nas bocas e uma pressa para chegar a algum lugar. Ah, como é bom observar melhor as pessoas de outros países, porque o que dá sentido à vida é o homem, pois, como dizia Protágoras, o homem é a medida de todas as coisas.

E vamos pisando o chão das ruas cheias de história, até que chegamos a um dos cais, com uma visão panorâmica extraordinária. Muitos bares, muitas lojas. Eu adoro cidade que se abrem aos nossos olhos, que se desnudam, que mostram logo o que são. Delas a gente avista seus magníficos monumentos arquitetônicos, suas óperas, teatros catedrais, pontes. E, se tiverem rios e lagos, avistamos seus barcos e navios.

Muitos turistas sem saber onde colocar os olhos e o desejo consumista de adquirir novidades da terra. Quantas ofertas aguçando os desejos das pessoas! Repito: quando a manhã é de sol ameno, dá gosto ver muita gente alegre pra lá e pra cá.

E quando avistamos vários grupos de garotos, de ambos os sexos, conduzidos por jovens professoras e com muita disciplina? Ensina-se tudo fora dos livros, ao vivo, inclusive nos parques, galerias e museus. Garotos com seus uniformes azuis, de mãos dadas com os seus colegas e com uma aguçada curiosidade.

Vemos também rapazes, em trajes esportivos, caminhando pela avenida. Ah, como certas cidades europeias são alegres, disciplinadas e bonitas!

Mas belas mesmo são as Óperas, a exemplo da de Sidney, com sua moderníssima arquitetura, que lembra uma flor com suas pétalas se entreabrindo, e da de Paris, clássica e monumental! Germano me informou, com seu conhecimento de arquitetura, que o arquiteto da Ópera de Sidney se inspirou nas conchas marítimas, coisa que não falta nas praias da Austrália e Nova Zelândia. E viva a imaginação dos arquitetos!

E em meio aos jovens e garotos, os idosos se rejuvenescem. Noto que na Europa, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, os mais avançados em idade não ficam mofando em seus apartamentos e casas. Vão às ruas. Sejam a pé ou em suas macias cadeiras de rodas. Por falar em rodas, pois não é que me compraram uma cadeira, em Lisboa, da última vez que lá estivemos. Foi logo no início da viagem e eu me esbaldei pelas ruas de Berlim, Paris e nas cachoeiras da Islândia.

E viva a disposição de vida das pessoas. Sou de ficar namorando de longe tanto com as montanhas como com os teatros e óperas… Lembrar que assistimos à ópera Carmen, em Sidney. Toda a área ao derredor do belo teatro é cheia de turistas. E à noite, os numerosos restaurantes são a maior atração.

Não posso esquecer as praias, como a praia Bondi Beach e a dos Doze Apóstolos. Pena que não vemos coqueiros, como aqui. Ausência que se nota nas praias de lá. E fica a indagação: haverá árvore mais elegante e feminina do que o coqueiro? Ah, os coqueiros das praias de minha terra!...