Poucas são as pessoas que têm o privilégio de sair desta vida e levar uma bagagem leve, como pluma, porém muito substanciosa em prestação de contas do que plantou, fez e deixou de herança para a humanidade, por meio do engajamento e liderança na Doutrina Espírita. Um exemplo deste tem um nome forte: Lúcia Siébra. Raramente ouvia ela pronunciar meu nome. Chamava-me de "Filha". Nesta quinta-feira (29/1) ela partiu, aos 87 anos, e seus restos mortais repousam na sua cidade natal: Crato (CE).
Marta Antunes de Moura, escritora, uma das vice-presidentes da Federação Espírita Brasileira ▪️ Fonte: Federação Espírita Catarinense
Mas o que Lúcia e Marta tiveram em comum, além de serem mulheres baluartes espíritas? O carisma, a meiguice e a semeadura de palavras e de ações em prol da Doutrina Espírita e, mais amplamente, com extensão ao próximo. Ambas faleceram vítimas de câncer. O leitor terá acesso aos escritos de Marta Antunes, aqui no site, em sua coluna. Mineira de Pedra Azul, desde 1963 foi para Brasília onde se formou em Biologia e Biomedicina pela Universidade de Brasília.
Educadora, Marta Antunes dedicou-se às atividades de formação doutrinária do trabalhador espírita e coordenou as Comissões Regionais na área de Mediunidade da FEB. Por um certo tempo, encontrava Marta, anualmente, nos Encontros nacional e/ou regional espíritas, quer em Brasília ou num dos estados nordestinos. Sempre com aquele aconchego e alegria peculiar de sorriso aberto.
Já o casal Murilo (Lúcia) Siébra conheci há cerca de trinta anos, na Europa, quando excursionamos até chegarmos ao Congresso Internacional Espírita, em Portugal. Desde então, criamos laços e ficamos amigas.
Fátima Farias, com Murilo e Lúcia Siébra ▪️ Acervo da autora
Tive a oportunidade de conhecer de perto as atividades, desenvolvidas com muito amor pelo casal, ao dirigir equipes sintonizadas com o ideal. Além da assistência de formação e educação doutrinária, promoviam amparo espiritual, profissionalização e suporte à comunidade carente.
Lúcia Siébra ▪️ Acevo da autora
Versátil, Lúcia Siébra liderava uma equipe que mantinha programas em rádios locais, levando a mensagem espírita para a região e movimentava o aspecto cultural, por meio da criação de grupos teatrais e até projetos cinematográficos espíritas.
Educadora por excelência, suas atividades foram amplas, neste sentido. Tanto que foi secretária de Educação de Cajazeiras e integrante de conselhos municipais, com referência na defesa dos direitos da criança e do adolescente. Dirigiu a Escola São Francisco de Assis, com muita dedicação (tive a oportunidade de conhecer), voltada para alunos com necessidades especiais. E assim, em síntese, era Lúcia Siébra.
Fátima e Lúcia ▪️ Acervo da autora
Até um dia, Lú!!
O melhor de saber da imortalidade da alma é não sofrer tanto com a partida, mas isso não elimina a saudade.
Oh Lúcia, querida, minha amiga-mãe-irmã!! Acabo de saber que você partiu. Mesmo consciente que sua hora chegou, sinto muito, muito mesmo. Sou imensamente grata, por ter convivido com uma pessoa tão especial, como você. Muito me ensinou, nossos papos eram especiais, por via telefônica. Sentirei muitas saudades.
Você habitará um lugar especial. Amou e se doou muito, um baluarte do Espiritismo, com doação diuturna. Ao lado de seu marido, o sr. Murilo Siébra, pôs o conhecimento em ação, plantou e fincou raízes. Formou discípulos, amenizou a dor de corpos e alma e agora chegou a hora da colheita.
Gratidão!! Paz e luz no infinito!!
Meus sentimentos a toda família e comunidade espírita.
Nota: Fotos do lançamento do livro Encontro com consciências, com a presença de Lúcia e Murilo Siébra, e em trabalhos de atividade espírita. Mais detalhes no Facebook: Cirineus do Caminho
Marta Antunes de Moura fala sobre Mediunidade à luz do espiritismo no programa Café com Luz da Federação Espíria Brasileira









