No dia 12 de fevereiro celebramos o centenário de nascimento de um dos pilares da historiografia brasileira: Armando Souto Maior. Para gerações de estudantes, professores e pesquisadores, seu nome tornou-se praticamente um sinônimo da própria História. Seus manuais didáticos, que alcançaram dezenas de edições, equilibravam o rigor acadêmico com uma clareza rara, tornando-se verdadeiros clássicos do gênero. Contudo, foi em sua obra seminal, Quebra-quilos: lutas sociais no outono do Império, que ele consolidou sua prestigiada autoridade no meio acadêmico.
Embora nascido e radicado em Pernambuco, Armando Souto Maior manteve uma ligação umbilical e afetuosa com a Paraíba. Esse vínculo nasceu nas amizades cultivadas na Faculdade de Direito do Recife, com figuras ilustres como José Gláucio Veiga e Milton Ferreira de Paiva, e floresceu em sua relação com a cidade de Areia. Na terra de Pedro Américo e José Américo de Almeida, Souto Maior foi justamente agraciado com o título de Cidadão Honorário.
Armando Souto Maior, historiador, professor, pesquisador, bacharel em Direito e poliglota pernambuncano ▪️ Fonte: UFAL /// Amazon
Em todas as suas facetas — historiador, escritor, gestor ou filantropo — imperou sempre o humanista. Armando Souto Maior não deixou apenas livros e instituições; deixou um rastro de inspiração. Seu legado permanece vivo tanto na memória dos amigos que tiveram o privilégio de seu convívio quanto nas novas gerações que, ao lerem suas obras, encontram um exemplo de cidadania e amor ao conhecimento.
Temos a sorte e o privilégio de que a amizade com Armando Souto Maior continua inteiramente viva e presente na que mantemos com Gabriela Martin (sua esposa) e Paulo Souto Maior (seu filho).









