Temos observado que o relacionamento entre as pessoas sofre variações que dependem muito da região de origem delas. Por exemplo, enq...

Uma chave chamada ''bom dia''

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Temos observado que o relacionamento entre as pessoas sofre variações que dependem muito da região de origem delas. Por exemplo, enquanto o nordestino é muito franco, aberto e comunicativo, pessoas originárias ou criadas em outras regiões já são mais fechadas.

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Generalizando, temos o paulista que é mais frio no primeiro contato. Porém, é mais sincero, para mais ou para menos, do que pessoas oriundas de outros lugares. Já o carioca é muito mais efusivo no primeiro contato. No entanto, às vezes isso limita-se apenas a esse contato.

Quando estudamos em São Paulo, ouvimos uma máxima, em tom de piada, que dizia que, enquanto o paulistano é muito reservado e jamais convida alguém para a sua casa no primeiro contato, o carioca recebe o cidadão efusivamente, abraça-o e o convida para a sua casa. Só não dá o endereço!

As pessoas naturais aqui do Nordeste, especialmente os paraibanos, são as mais efusivas e receptivas do Brasil. A sua hospitalidade é proverbial: não só convidam, como quase arrastam as pessoas para a sua casa.

Principalmente os sertanejos, que, ao final do almoço, por exemplo, têm o mau hábito de despejar a comida da panela no prato do visitante, dizendo:

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“Coma mais um pouquinho!”

Exageros à parte, costumam comportar-se de forma mais ou menos exagerada na sua relação com as pessoas.

Situação oposta foi a experiência que eu tive muitos anos atrás. Fomos visitar a nossa tia Maria do Carmo, no Rio de Janeiro. A certa hora, saí do apartamento e chamei o elevador.

Ao entrar no elevador, lá havia uma senhora de idade avançada, a qual cumprimentei:

“Boa tarde!”

Ela respondeu de uma forma que me deixou chocado:

“Boa tarde por quê?! Boa tarde por quê??? O que é que o senhor quer??”

Naturalmente, fiquei sem palavras...
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Ao longo da vida, aprendemos como é importante — e bom — exercer a boa comunicação com as pessoas.

Observamos que geralmente tudo começa com um simples “bom dia”. Esta expressão é uma verdadeira chave universal, pois abre a porta da alma.

Pessoas que não se conhecem, ao ouvirem esse cumprimento tão simples, tornam-se muito mais receptivas. Essa expressão é também uma forma de elevar a autoestima da outra pessoa. Dou um exemplo.

Ao cruzarmos com alguém modesto, alguma pessoa mais simples, quando a cumprimentamos com um simples “bom dia”, fazemos com que ela melhore sua autoestima, pois descobre que não é mais invisível!

Ao lado do nosso prédio há o Parque Paraíba 4. Já descrevemos, certa vez, a alegria incontida das pessoas que lá frequentam. É bonito observar como respondem alegremente a um simples “bom dia”.

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Ao ouvir o cumprimento, até parece que o coração se abre e se torna receptivo para uma comunicação maior, se assim desejar.

Outra situação: ao chegarmos a um lugar tendo um objetivo, teremos maior possibilidade de sermos bem-sucedidos quando cumprimentamos o porteiro, por exemplo.

Pela nossa experiência, um bom “bom dia”, seguido de um sincero “por favor”, é capaz de abrir todas as portas para sairmos bem-sucedidos daquele lugar.

Enquanto o “bom dia” é uma chave universal, o “por favor” é uma chave mestra. Ambas as expressões são capazes de abrir todas as portas.

Para encerrar, apresento outra chave. Esta mantém as portas abertas. Trata-se do “obrigado”!

Se alguma vez essas chaves não conseguirem abrir uma porta, e mantê-la aberta, pode ir atrás, porque o defeito é da fechadura.

Experimentem e me falem depois!

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