Deus Entra no Jogo Socava as varetas para dentro da boca da caieira com aquela eficiência de quem não exatamente precisa perceber o...

A Caieira do Vivente – (final)

ambiente de leitura carlos romero cronica conto poesia narrativa pauta cultural literatura paraibana alberto lacet agonia explosao tempestade caieira tijolo exploracao social antropologia formacao sociedade
Deus Entra no Jogo

Socava as varetas para dentro da boca da caieira com aquela eficiência de quem não exatamente precisa perceber o que faz, numa certa e negligente violência (dizendo para si) É muito engraçado você não perde duas partidas seguidas usando baralhos diferentes como é que o segundo dá um jeito de saber onde que você errou no primeiro mas era só o que me faltava deve estar vindo aí por trás um vento forte aposto para empurrar tudo isso para bem longe daqui para ir cair lá na baixa da égua pode apostar eu aposto que isso é só o azar da velha que Gaguinho trouxe com ele é muito bom esse meu amigo um bom menino mas trouxe o azar da velha E alguns momentos depois gritava para o garoto, este ainda aturdido com os estrondos e num certo estado de surpresa perdurante, congelada por certa prontidão de espírito para obedecer ordens, fossem lá quais fossem
Corra para casa vá para casa E o menino dando uma meia volta desnecessária, numa menção equivocada do caminho, mas em seguida correndo na direção certa e agora procurando concentrar o olhar na barreira que tinha para escalar Pegue a panela E parando no meio dela, voltando para pegar Tome a tampa E agora novamente a subir, mais lentamente agora, porque não dispunha de braços livres para equilibrar-se, e escutando a voz alta e ainda em meio dos trovões gritando como que uma desculpa Senão tu apanha uma doença e tua tia vai e põe a culpa em mim.

E agora observando o garoto num plano mais alto que ele, afastando-se com passos apressados e diminuídos pelo cuidado de carregar a panela, vendo suas pernas (ainda com algum tipo de mola não totalmente enrijecida nas articulações, mas já denunciando de alguma maneira os efeitos da chuva e do frio recentes ) começarem a desaparecer no próximo valão de terra, e logo depois sumirem completamente, junto com o restante do corpo, por um momento, para logo reaparecer mais afastado com apenas o topo da cabeça, demorando um pouco nisso, mas voltando, já um pouco distante a ressurgir, aos poucos, e depois ser visto completo, em tamanho bem mais reduzido agora, começando a circundar a parede do cacimbão que há no centro do vale, com seus tijolos vermelhos e carcomidos pelas vezes em que esteve submerso pelas águas.

E já agora percebendo com clareza a chuva chegando por aquele lado, com o garoto indo encontrar-se com ela, e como isto se daria alguns instantes antes que ele próprio viesse a sentir os primeiros pingos.

Não tirava os olhos do garoto. Olhar para ele, agora, era ver também a chuva que descia o vale, da qual já podia escutar o rumor vindo num crescendo. Viu quando Gaguinho principiou a subir aquela parte mais inclinada, a que se erguia como encosta da acidentada base do valão que acabara de cruzar –
o que fizera operando numa linha tão reta quanto um trajeto de minhoca -, como curvava o corpo para frente, seguindo o caminho que passaria por baixo do trapiazeiro. Viu quando a chuva o atingiu e passou por ele como se nem existisse, fosse um arbusto qualquer, mas ainda pôde percebê-lo parando um pouco, naquele momento inclinando mais o corpo e baixando a cabeça para proteger o rosto, antes de retomar o passo - como alguma coisa que fosse seu próprio e solitário veículo, dotado de automação mas no entanto frágil, não suficientemente confiável, tentando engatar uma marcha mais lenta e concentrada, e que fosse não tanto para vencer a ladeira, mas para não ser arrastado de volta nela – e começar a perder os contornos através do que parecia uma gaze aproximando-se, uma massa esgazeada de ar úmido, espórulos e névoa precedendo o toró.

Percebia nitidamente o véu que agora vinha recobrindo o vale como se não fosse chuva ainda, apenas uma fumaça de gelo seco fazendo reconhecimento de área, mas no instante seguinte já o alcançava, e também aí já estava muito além de si. Foi quando sentiu os primeiros pingos lhe golpeando cabeça, braços, pernas, ouviu o barulho que faziam batendo em sua roupa, nas partes que continham barro ressecado, como se batessem numa árvore ou coisa parecida.

E ouviu simultaneamente outro barulho: com olho ágil viu o tracejado duro e inclinado que agora chispava no topo da caieira – formando com ela um sistema claramente geométrico, contra um fundo de topografia bastante descontínua, bastante desordenada - e a imediata consequência de uma fumaça tênue, inquieta, quase imperceptível se desprendendo dali, como se o mais mínimo calor acumulado pela argila nos últimos dias estivesse bem à superfície, ou por que tivesse sido prontamente atraído pela chuva ou por que vinha de sobreaviso para o que estava por acontecer, esperando a primeira chance de se dissipar.

A água continuava batendo, por cima da caieira e pela extremidade aonde chegara, e por um dos lados, oposto ao que se encontrava. Portanto do lado dele os tijolos estavam secos ainda,
com a mesma cor de um marrom encardido, opaco e fulvo (cozidos seriam ocre avermelhado), mas estavam voltando a ter a cor da argamassa original, mais escura, na parte superior da caieira, por onde a água tinha começado a penetrar.

Não se animou a dar uma vista em volta dela - não sabia o que fazer –, ao invés disso, deu-lhe as costas e foi em direção ao barranco.

Estava agora completamente encharcado, sentia muito frio e a camisa como um fardo. Livrando-se dela, arrastou-a, pegajosa por entre os braços e a pôs no ombro. O terreno, ficando já escorregadio, descia um pouco na direção do buraco escavado na barreira. Fazendo movimentos de equilíbrio com os ombros, pé ante pé, buscando refúgio, desceu até lá e entrou na mina, corpo inclinado e cabeça abaixada, atirou a camisa, um monte ensopado, num dos cantos e sentou-se em umas sobras de barro cortado e endurecido. Estendeu os braços sobre a dobra dos joelhos, depois inclinou o corpo à frente e deixou a cabeça pender entre eles.

Ficou um tempo assim.

A mina consistia num buraco, um arco escavado para dentro do barranco, e um pouco para baixo, com uma faixa de terra bastante espessa na parte de cima, uma espécie de toldo. No vértice aposto ao que se achava, o solo interno continuara rente à entrada, e também não penetrara muito barreira à dentro, já nesse outro, onde estava, a escavação dera com barro de liga superior, por isto se aprofundara para dentro e para baixo.

Entrincheirado nessa concavidade, a água lhe atingia esparsamente, nas pernas, impulsionada por uma ou outra investida de vento, mas começava a empoçar debaixo dos pés. Para mais, sentia o vento encloacado circulando nas costas, e a fria exalação da argila.

A água pingando ao longo da borda superior fazia uma espécie de cortina na entrada, rebrilhando contra o temporal difuso, mas ali, por cima da barreira, a água agrupou-se sem demora e começou a jorrar em biqueiras, logo se precipitando para dentro da mina. Ainda com a cabeça entre os braços observava os pés ficando submersos, quando, aparentemente sem motivo, começou a erguer o corpo, lentamente ficando mais atento e procurando com os olhos o lado oposto da mina.

Tinha esquecido uma coisa.

Ergueu-se então o mais que pôde, abriu o rolo informe da camisa pelas duas pontas e passou-o por trás do pescoço, encurvado para não bater com a cabeça no teto, e foi, apoiando-se com uma das mãos na parede de fundo, subindo os poucos batentes que improvisara com enxada na argila, em direção ao outro extremo, e ao chegar ali a chuva novamente o acertou em cheio.

Mas procurava alguma coisa. Havia enterrado naquele canto, não tanto para que o menino não a visse, mas por receio de que a tia dele aparecesse, pois com aquilo diante dos olhos a velha certamente ficaria arrumando algum pretexto para não se afastar. Escavou com as mãos no lugar onde achava que a tinha posto, mas aí, nada: é que a chuva apagara as marcas do esconderijo.

Pôs-se então de quatro e passou a esquadrinhar o local num esforço de atenção e memória, tentando um indício qualquer a fim de evitar novo erro, quando um forte pressentimento o fez olhar para trás, por baixo do ombro: a água vinha subindo, agora mais rapidamente em sua direção.

Sentiu um princípio de pânico: em pouco tempo a mina seria um poço de água barrenta, e não havia tempo de apanhar a pá que estava próxima aos tijolos.
Tratou de arranjar o máximo de calma que a hora exigia, e assim, antes de qualquer coisa, empertigou-se sobre os joelhos, já meio afundados na lama, vasculhou bem a área de chão a sua frente, antes de escolher mentalmente um pedaço e lançar-se sobre ele, pensando agora em voz alta Isso também não é possível não é possível ainda me faltava essa.

Agachado agora no lameiro revolvia a terra com as mãos e os antebraços, fazendo deles um par de arados, numa varredura ampla e a principio lentamente, aumentando-a de ritmo como podia e de modo a não perder eficiência com força e raiva compenetrada como alguém que ingressa finalmente nos compartimentos da voragem e segue na torrente em perfeita sincronia com a irmandade infalível do tempo desesperado, batendo em seu exato compasso, em simulacro banal e demoníaco daquela primeira, uterina e mais impostergável jornada que a vida empreende contra a luz, em assédio crescente e vertiginoso, já no limite das forças e quase no clímax da renúncia a água lhe chegava por baixo do corpo e se distribuía em línguas que ganhavam os sulcos abertos na lama, quando sentiu bater em algo sólido.

Saindo da cloaca onde se gerou para a única alternativa de seu éden convulso e nada hospitaleiro, deixando a cuba rudimentar – arquetípica - como tosco prodígio ainda recoberto de lama placentária, surgindo grotesco e inacabado, ainda por lapidar – reconhecendo o caminho a tomar e o tomando sem menor sinal de hesitação, porém, e para isso, sem nenhum motivo que lhe fosse mais relevante, e sem gravidade ou afetação nenhuma, mas com alguma lepidez e calma de besta aplacada e inofensiva.

Mas já de antemão condenado a inventar um começo de tudo para a desgraça, a ser o futuro marido da perdição, a altercar com Ele tentando ganhar uma vez que fosse, e perder todas, a geometricamente pretender submeter a própria matéria de que se gerou em três mil paralelogramos e ver cair sobre eles um dilúvio antecipado em vários livros (ou vários capítulos de cruéis sentenças) sem que tivesse uma mísera arca de lona ou plástico onde encerrá-los, sem outra opção que assistir o baile desenfreado dos elementos, do qual um deles (o fogo) havia sido injustamente banido – no exato momento de sua crepitação –, e mesmo assim marchando e deixando cair pedaços de si para o chão, trazendo numa mão a urna de profanação e que seria também de reparação e desagravo, pois continha ao menos uma ínfima e líquida parcela do excluído.


A sombra descia no vale, e ele subindo a rampa – de pouca inclinação, mas comprida e deslizante -, de volta para a caieira, tentando transferir o peso do corpo para cada nova passada, conseguindo manter certo ritmo, chegando ao terrapleno, cabeça inclinada contra a chuva oblíqua, um olho fechado do lado do rosto repuxado numa careta - onde a água batia, o outro entrecerrado, tentando ver nítido, olhando enviesada e fixamente para o que agora era um sombrio e confuso e insensível monte de silêncio sendo massacrado.

Naquele seu modo surdo e apelativo de jogador obstinado, até então aferrado à ideia de um temporal breve, de poucos danos, e até um ultimo e absurdo instante fazendo por onde acreditar nisso.

Mas o que agora tinha diante de si era uma superfície embarrada onde já não era possível ver a linha divisória das fileiras, as bocas começando a espirrar um barro fino trazido pela água que penetrava por cima e escapava por ali, a quina superior do lado direito abaulando-se com alguns tijolos que começavam a derreter a arquitetura incipiente da mera vontade ou esperança, erguida sem a menor liga de maldade e arrogância, na ausência das quais não haverá de se curvar nem os séculos nem as gerações, e por isso voltando ao marasmo original e abjeto, à tranquilidade, talvez ao conforto que talvez exista na dissolução e no alheamento cedendo ao modelo imbatível do merecido cenário em torno.

Aí cerrou finalmente o olho e – voltando-se - começou a apertar os dois com a lentidão centrada não de quem procura reter alguma imagem na mente, mas apenas fazer-se transportar para outro lugar, qualquer que seja, contanto não tenha coisa alguma a ver com qualquer outra que possa ser vista num raio de muitos e muitos quilômetros.

Deu algumas passadas a esmo, girando em volta. A água ainda lavava os últimos vestígios de lama em seu corpo, porém a garrafa achava-se limpa, brilhante e escorregadia em sua mão.

Parou e levou o gargalo à boca, e o destampou com os dentes, mas não bebeu de imediato, em vez disso olhava direto e de encontro à chuva, conseguindo ver ainda, qual vespeiro difuso, alguns pingos que pareciam nascer a poucos palmos do rosto, contra um fundo de escuridão crescente e precipitando-se numa velocidade de fótons para feri-lo nos olhos (como se o próprio céu se estivesse rebaixando à injúria, possuído que fosse de alguma razão secreta e odienta e inexplicável rancor), e ele pensando Eu já devia saber Não devia ter me confiado tinha que ser os dois no mesmo tempo os dois Nisso ouviu um barulho às suas costas, não muito forte, falou É agora.

Porém ao voltar-se naquela direção o que conseguiu discernir com alguma clareza não foi nunca a visão de alguns tijolos desmoronando, nenhum deles, de nada que fosse consoante um baque, seguido de um arrasto, que ouvira, mas foi como se percebesse a presença de um troço que não necessariamente precisava ser visto, mas apenas compreendido, no máximo o movimento incerto de algo que estivesse talvez saindo do repouso, iniciando um movimento que lhe pareceu, no entanto, contraditório, que vem e não vem, como uma ondulação que avança e recua na própria extensão da onda e com isso passa uma ideia qualquer de estável, disse pra si Está caindo do outro lado.

Mas ainda não era isso – exatamente – o que ocorria.

Alguns segundos depois deste barulho, foi a vez de outro, não mais forte que o primeiro, porem mais longo, pois prosseguiu, mas não num crescendo, num fragor que seria certamente o somatório de milhares de pequenos ruídos acrescendo-se uns aos outros, como se podia esperar, mas sim como algo interrompido, engolfado e bastante desproporcional ao que ele de fato via acontecer, embora soubesse que em proporção maior alguma coisa estava acontecendo, sim, apesar de não percebe-la direito, e ouvia aquilo como baixa concussão, algo glutinoso e abafado, algo amolecido, às vezes passível de dúvida sob o abafo geral da chuva, mas num instante depois quebrando a uniformidade, um som arrastando-se e mudando constantemente de ritmo, de barro sobrepondo-se sem muita pressa, como se fosse talvez, ali, a única forma amenizada e aceitável dos desastres da chuva.

Mas isso até o momento em que viu as bocas expelindo gravetos envoltos em barro como se estirassem línguas sujas e farpadas, enquanto a parede estourava por baixo, próxima do chão e bem no meio, e também como na parte superior dividia-se em duas inclinações convergindo para o centro, e isso lentamente, agindo em etapas, como se através de arrependimentos sucessivos, mas abrindo-se ali uma brecha para ele finalmente perceber como a montanha de tijolos tinha começado a desabar por dentro, a partir do labirinto interno de corredores – através do qual o calor se propagaria mais ou menos uniforme –, deixados vazios para a queima.

Viu como, às vezes aquilo parecia se interromper, e depois retomar morosamente, até que depois de um tempo foi a vez do silencio perdurar, dando tempo a ele de perceber que não havia mais avalanche nenhuma, a parede de frente já havia desabado, na parte de cima, para dentro, na de baixo para fora, não havia, portanto, nada mais que ruir, à exceção talvez de algumas pilastras, irregulares em forma e tamanho e mantendo alguma reminiscência da planta baixa original. Aqui ou ali continuariam à disposição da chuva inclemente, fornecendo alguma capilaridade à massa de barro e pedaços de tijolos semidestruídos que pululavam à superfície como grânulos casuais, relevos irregulares e mal dispostos, configuração semelhante à migalhas de pão que se acresce a uma sopa já pronta, uma sopa não exatamente rala, mas fria, bastante fria.

Portanto não havia mais movimento nem som algum, exceto o que por momentos parecia uma varredura insistente e compassada, com o vento a tanger sobre o chão as cerdas duras da chuva, em direções inesperadas, e o rumor próprio da chuva.

Ele vendo também que aquilo - aquela completa, ultrajante insegurança de toda e qualquer forma diante dos olhos, da matéria pátria das substâncias em negar-se a ser outra coisa que não o seu próprio rio de lava fria, indômita, sem qualquer assunção mais firme que não tenha sido antes acertada entre ela e as primitivas irmãs – água e fogo -
não precisava utilizar todo o tempo que lhe estava sendo dado, mas apenas aqueles dez ou vinte minutos iniciais de chuva selvagem, e percebendo também que não havia nenhuma razão para um destroço daquela proporção, pois antes que desmoronasse já havia conseguido mais que o suficiente para desmontar seu plano, erguido à toque de caixa, urdido com base unicamente na terra revolvida e recondicionada por uns restos de água – e num ingente, meticuloso esforço desesperado.

E agora voltando, enxergando com dificuldade o caminho, deixando-se deslizar num declive, não conseguindo segurar a pá e a enxada, mas recompondo a tralha de objetos e pondo-a de volta no ombro, sobre o molhe da camisa, parando um pouco para beber no gargalo e cuspindo numa careta, num borrifo invisível para a chuva, sentindo-se queimar por dentro, daí a pouco caindo novamente, e dizendo Eu já devia saber da próxima farei os dois no mesmo tempo no desgraçado os dois aí eu quero ver Um instante depois procurava alguma pegada de erro seu, de algum erro de avaliação do tempo, perguntando-se Seria o tempo do milho agora seria Mas então o outro lá era o do tijolo A chuva amainando um pouco, ele agora sentado numa pedra, sob o Trapiá, pensando Mas todos plantaram inclusive o besta que sou quase ninguém lucrou nada mas só se eu tivesse um adivinhão no bolso E depois numa idéia maluca Mas só se eu fosse tão doido quanto esse tempo maluco dos infernos e botasse na ideia de plantar tijolo Divagando agora, bebendo mais um gole e cuspindo aquele fogo, prosseguindo Terra não nasce de terra muito menos tijolo mas alguém bem que podia fazer uma caieira de milho Seguindo num transtorno É mais fácil que roça de tijolo é mesmo uma caieira bem grande de milho Quase tentando rir um pouco agora Pelo menos um monte bem grande e fazer uma fogueira embaixo e assá-los de uma vez isso até que dava Mas voltando a si, sentindo calafrios e apertando-se com as mãos nos antebraços O certo era ter feito os dois no mesmo do desgraçado do tempo os dois é o que vou fazer na próxima botar os dois aí eu quero ver que chova que não chova eu quero ver Batendo os queixos de frio e ódio Se ou num ou noutro eu não eu não Não olhando para cima, mas para baixo Vou à forra tiro a desfeita.

comente

leia também