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O leitor acredita? Eu, sim. Não por experiência própria, mas pelas dos outros, colhidas aqui e acolá ao longo dos anos. São tantas...

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O leitor acredita? Eu, sim. Não por experiência própria, mas pelas dos outros, colhidas aqui e acolá ao longo dos anos. São tantas as histórias fidedignas que simplesmente não dá para ignorá-las. Sim, milagres acontecem. E com mais frequência do que imaginamos. Creio mesmo que acontecem todos os dias, uns mais ostensivos, outros, mais discretos, em todos os lugares do mundo. Estão aí como testemunhos dos mistérios da vida, verdadeiras lições de humildade. Sim, eles acontecem.

Li com sobressalto e tristeza a notícia da interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em razão de estado avançado do mal...

fernando henrique cardoso alzheimer interdicao
Li com sobressalto e tristeza a notícia da interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em razão de estado avançado do mal de Alzheimer. Ele está com 94 anos e não tem mais condições de gerir sua vida cotidiana. A solução foi os filhos requererem a interdição judicial para que possam cuidar do pai e de seu legado, sob as regras da lei. Para a família, deve ter sido uma dolorosa decisão; para o Brasil, foi uma notícia impactante.

Noventa anos de vida plena não é para qualquer um. Mesmo nestes dias em que a longevidade tem se expandido a olhos vistos. E mais ...

wilson guedes marinho
Noventa anos de vida plena não é para qualquer um. Mesmo nestes dias em que a longevidade tem se expandido a olhos vistos. E mais raro ainda é chegar aos noventa com uma biografia limpa e admirável, sem máculas de qualquer espécie. Aí, sim, é caso para se celebrar efusivamente, não só na família e entre os amigos, mas também na própria comunidade, esta sempre tão carente de exemplos edificantes.

O que Aldo Lopes faz na ficção, com inegável êxito, a professora Maria Ângela Sitônio Wanderley logrou fazer com a biografia de se...

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O que Aldo Lopes faz na ficção, com inegável êxito, a professora Maria Ângela Sitônio Wanderley logrou fazer com a biografia de seu pai Zacarias Sitônio, tabelião, prefeito de Princesa Isabel e deputado estadual, um dos ícones políticos e sociais daquela cidade no século XX, cidade que se tornou praticamente mítica no imaginário dos paraibanos e de outros brasileiros interessados nos singulares acontecimentos que ali se desenrolaram no também mítico ano de 1930.

Sou do tempo do Ponto de Cem Réis que antecedeu o Viaduto Damásio Franca, obra que à época pretendeu modernizar urbanisticamente o ...

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Sou do tempo do Ponto de Cem Réis que antecedeu o Viaduto Damásio Franca, obra que à época pretendeu modernizar urbanisticamente o centro de uma cidade que ainda não tinha se voltado de vez para as praias. Do tempo do Ponto de Cem Réis do prefeito Oswaldo Pessoa, avô de minha amiga Nevita, com os dois pavilhões em forma de rim, carros de praça (todos pretos, se não me engano) e engraxates de plantão. O Ponto de Cem Réis que Gonzaga Rodrigues descreveu com saudades em seu maravilhoso Café Alvear, lugar fervilhante onde a urbe se encontrava diariamente para comentar a aldeia, o Brasil e o mundo, e eventualmente ver passar os grandes de então.

Nós, brasileiros, gostamos de achar graça na lógica dos portugueses e até fazemos piada com isso. Mas eles é que têm motivo de faz...

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Nós, brasileiros, gostamos de achar graça na lógica dos portugueses e até fazemos piada com isso. Mas eles é que têm motivo de fazer piada com a gente, na verdade. A lógica em Portugal, sabe-se, é rigorosa, talvez até demais para o nosso gosto de latinos informais, informais até demais, diga-se de passagem. Lá, o rigor geralmente é resultado de uma melhor formação educacional; aqui, a informalidade excessiva frequentemente decorre da falta de educação de muitos, da malandragem, do descompromisso com a objetividade etc. Uma questão cultural, verdadeiramente. Lá, mais por excesso; aqui, mais por carência (e desleixo).

No próximo 22 de agosto deste 2026 estará fazendo 50 anos da morte de Juscelino Kubitscheck, em acidente automobilístico ainda hoje c...

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No próximo 22 de agosto deste 2026 estará fazendo 50 anos da morte de Juscelino Kubitscheck, em acidente automobilístico ainda hoje controverso. Alguns acreditam que tenha sido um planejado assassinato, assim como teriam sido, na mesma época, as mortes de Carlos Lacerda e de João Goulart, eliminando-se de uma só vez as três maiores lideranças políticas opositoras do poder então em vigor. Não importa. Hipóteses ou certezas, o fato incontornável e imodificável é o desaparecimento daqueles homens que, para muitos, representaram esperanças – e, não raro, frustrações, marcando indelevelmente a segunda metade do século XX no Brasil.

Começo transcrevendo os primeiros versos do poema “O fim das coisas”, de Carlos Drummond de Andrade. Este poema consta do livro Boitem...

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Começo transcrevendo os primeiros versos do poema “O fim das coisas”, de Carlos Drummond de Andrade. Este poema consta do livro Boitempo, a autobiografia poética do bardo que viveu a infância em Itabira do Mato Dentro e a juventude na Belo Horizonte das primeiras décadas do século passado. É livro de minha cabeceira há muitos anos, certamente o mais revisitado de toda a extensa obra drummondiana, nem sei dizer porquê. E foi numa dessas recentes revisitações que tive a atenção chamada pelo poema citado, que assim se inicia:

Será José Américo?, poderá perguntar alguém mais apressado. Não, caro leitor, José Américo era o “solitário” de Tambaú e vivia, s...

livro ps poucas letras petronio souto
Será José Américo?, poderá perguntar alguém mais apressado. Não, caro leitor, José Américo era o “solitário” de Tambaú e vivia, segundo Biu Ramos, na solidão mais povoada do mundo, tantas eram as visitas desejáveis e indesejáveis que recebia em seu célebre casarão praieiro. Quando o político se recolheu em voluntário exílio à beira-mar pessoense, toda aquela praia,
livro ps poucas letras petronio souto
Cabo Branco e Tambaú ▪️ Fonte: Revista Manchete/Biblioteca Nacional (1965)
pouco povoada à época, era Tambaú, não havia ainda a denominação de Cabo Branco para o trecho que vai do final da Epitácio (busto de Tamandaré) até a Ponta do Seixas, onde se situa o ponto mais oriental das Américas, no qual “o sol nasce primeiro”.

Essencialmente, ele é poeta, assim como o são todos os artistas. Mas não exclusivamente, como prova seu mais novo livro, O peso da bor...

Essencialmente, ele é poeta, assim como o são todos os artistas. Mas não exclusivamente, como prova seu mais novo livro, O peso da borboleta (Editora papel da palavra, Campina Grande), sem falar no que ele publica regularmente no jornal A União e no blog Ambiente de Leitura Carlos Romero.
E por que não? Muitos poetas fazem isso. A poesia é rara e a prosa está sempre ali, à mão, disponível para expressar se não profundos sentimentos ou altas abstrações, pelo menos a opinião cotidiana do escriba sobre acontecimentos e questões mais ou menos objetivas da contemporaneidade, sem que isso, claro, signifique qualquer irrelevância. A maioria dos poetas brasileiros modernos também escreveu prosa da melhor qualidade, geralmente foram cronistas excelentes, a exemplo de Bandeira, Drummond e Affonso Romano de Sant’Anna, de modo que o nosso Leo está em ótima companhia. Aqui na aldeia, Hildeberto e Castro Pinto fazem-no com frequência, o que é ótimo para todo mundo, autores e leitores.

O mais recente romance de Tony Belloto, Vento em Setembro (Editora Companhia das Letras, 2025), começa narrando os preparativos da i...

iniciacao sexual machismo adolescencia exploracao mulher tony belloto
O mais recente romance de Tony Belloto, Vento em Setembro (Editora Companhia das Letras, 2025), começa narrando os preparativos da iniciação sexual de Alexandre, filho mais novo de um truculento e rico fazendeiro do interior paulista. O orgulhoso e confiante pai prepara uma orgia na casa da fazenda, uma festança para dezenas de convidados homens, abastecida fartamente pelas melhores bebidas e comidas, sem falar no pequeno exército de prostitutas arrebanhado dentre as melhores do interior
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GD'Art
e da capital de São Paulo. Como cereja do erótico bolo, Laura, a mais bela de todas as meninas recrutadas e reservada para o noviço a ser iniciado nas artes de Eros. As coisas não correm conforme o planejado pelo fazendeiro, mas eu não vou contar, evidentemente.

Com todo respeito, passei o carnaval com ela. Mais propriamente com o novo livro da escritora santista-pessoense, Recapitulação (Ed...

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Com todo respeito, passei o carnaval com ela. Mais propriamente com o novo livro da escritora santista-pessoense, Recapitulação (Editora 34, São Paulo, 2025), conjunto de 12 contos muito criativos, que têm como ponto de partida ou como referência poemas, contos, novelas e romances famosos, de autores igualmente célebres.

Talento é hereditário? Nem sempre. Para falar a verdade, creio que só raramente. Temos visto muitos descendentes de gente ta...

jose lins rego garzon maria christina lins rego veras
Talento é hereditário? Nem sempre. Para falar a verdade, creio que só raramente. Temos visto muitos descendentes de gente talentosa que não dá para nada - ou quase isso. E talvez seja melhor assim, pois seria muito chato já saber de antemão que o filho de Einstein seria uma cópia do pai. Bom mesmo é a loteria do destino que torna tudo incerto e a todos nós mais ou menos humildes, diante das incertezas da vida. Pai ou mãe geniais, filhos nem tanto. Que os ventos do talento soprem em qualquer lugar, nos palácios e nas favelas, e que os dons não deixem nunca de florescer por falta de recursos e oportunidades.

O Itamaraty sempre foi o maior celeiro de talentos intelectuais do Brasil ao longo da história. Também pudera. Seus quadros eram tra...

itamaraty diplomacia marcos azambuja
O Itamaraty sempre foi o maior celeiro de talentos intelectuais do Brasil ao longo da história. Também pudera. Seus quadros eram tradicionalmente recrutados dentre os membros da elite brasileira (não necessariamente elite econômica, mas elite), uma tribo que possuía a melhor formação cultural do país, geralmente filhos de diplomatas, alunos dos melhores colégios, viajantes contumazes e poliglotas, e, após a instituição de concurso público para a carreira, dentre a meritocracia nacional, dadas as naturais exigências do processo seletivo. Ou seja, de uma forma ou de outra, até os dias de hoje, o Itamaraty tem contado, em termos de recursos humanos, com o que temos

Tem gente achando que salvará o planeta plantando alface na varanda gourmet do apartame nto de luxo. E também consumindo alimentos or...

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Tem gente achando que salvará o planeta plantando alface na varanda gourmet do apartamento de luxo. E também consumindo alimentos orgânicos e outros produtos considerados corretos do ponto de vista da sustentabilidade ambiental. Coitados, estão enganados, é o que afirma o antropólogo Michel Alcoforado em artigo publicado em 6.12.2019. Enganados porque os demais hábitos dessa tribo superam – e muito -, em termos de danos ao meio ambiente, os benefícios alcançados pela alface de estufa. Exemplo: as inúmeras viagens de avião que fazem anualmente. E então o estudioso apresenta os dados estatísticos que embasam sua afirmação, dando-lhe credibilidade. É algo para se pensar.

Justiça seja feita: o governador João Azevedo tem sido um grande amigo do patrimônio histórico e cultural da cidade. Não é só o fato d...

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Justiça seja feita: o governador João Azevedo tem sido um grande amigo do patrimônio histórico e cultural da cidade. Não é só o fato de ele ser pessoense que conta nessa benemerência, mas certamente também sua consciência de cidadão responsável pelo bem público, pois sem esta, sabemos, nada se faz nessa área. Os inúmeros imóveis antigos recuperados nos dois mandatos do atual governador estão aí para quem quiser ver, como prova de sua especial atenção para esse nem sempre lembrado aspecto dos deveres governamentais. Essas importantes obras são fatos e contra estes não há argumento.

O leitor lembra? Não faltava na mesa de ninguém, nem do rico nem do pobre. Eram universais e democráticas, como as bananas e o feijão....

bolacha maria pilar
O leitor lembra? Não faltava na mesa de ninguém, nem do rico nem do pobre. Eram universais e democráticas, como as bananas e o feijão. Redondinhas, estavam presentes no café da manhã, na lancheira das crianças que iam à escola, no café da tarde e até no jantar. Só perdiam, talvez, nessa onipresença gastronômica, para o pão francês, este senhor absoluto das mesas nordestinas (e brasileiras) até hoje. Não sei a razão, veio-me à mente há poucos dias essa iguaria de minha infância e aí eu pensei: dará uma crônica?
bolacha maria pilar
Fonte: iguaria.com
Não sei. À primeira vista, parece que serão necessárias muitas bolachas para preencher lauda e meia de palavras que façam o mínimo de sentido para quem lê. Mas vamos lá.

A Samuel Amaral , leitor de Villaça Visitando mais uma vez O Nariz do Morto , de Antonio Carlos Villaça, deparo-me logo nas primei...

solidao ausencia paterna antonio carlos villaca infancia
A Samuel Amaral,
leitor de Villaça
Visitando mais uma vez O Nariz do Morto, de Antonio Carlos Villaça, deparo-me logo nas primeiras páginas com uma afirmação poderosa: “Minha infância foi isto: corredor”. E que corredor seria esse, perguntei-me.

Quanta coisa a se dizer sobre Brigitte Bardot, um dos ícones do século XX, assim como foram Greta Garbo, Chaplin, os Beatles,...

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Quanta coisa a se dizer sobre Brigitte Bardot, um dos ícones do século XX, assim como foram Greta Garbo, Chaplin, os Beatles, Elvis, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Simone de Beauvoir, Alain Delon, Bob Dylan, Hemingway, Indira Gandhi, Golda Meir, Jackie Kennedy, Pelé, Maradona, Elisabeth II e tantos mais.

Na manhã da última quinta-feira, dia do natal de Jesus, fui à Academia Paraibana de Letras prestar homenagem ao querido e múltiplo ar...

chico pereira artista plastico paraibano
Na manhã da última quinta-feira, dia do natal de Jesus, fui à Academia Paraibana de Letras prestar homenagem ao querido e múltiplo artista Chico Pereira, que partira na véspera, após longa enfermidade. Nesses casos, de heroica luta contra a doença, costuma-se dizer que a vitória final de Tânatos representa um “descanso” para o enfermo. E de fato é, não importa o eventual clichê da palavra ou da expressão, pois não era outra coisa senão descanso e paz o que se contemplava no rosto de Chico. E essa paz de sua face afinal descansada se irradiava pela sala e pela casa inteira, penetrando suavemente nas pessoas que chegavam, cada qual com o seu pesar particular.

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