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Certa vez, em uma manhã de sábado, éramos três amigos com sonhos incomuns, seguindo pelas veredas do Sítio Antas como quem busca os zumb...

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Certa vez, em uma manhã de sábado, éramos três amigos com sonhos incomuns, seguindo pelas veredas do Sítio Antas como quem busca os zumbis adormecidos nos antigos canaviais, lembrados pelo poeta Raimundo Asfora no dia em que o defunto João Pedro Teixeira era reverenciado no Ponto de Cem Réis. Não íamos caçar zumbis, mas tentar refazer a última caminhada do camponês que, no dia 2 de abril de 1962, tombou como um passarinho ferido no peito por uma bala desferida por detrás de uma moita.

A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, pela perseverança e pela fé. Em mais de cin...

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A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, pela perseverança e pela fé. Em mais de cinco décadas, em muitas ocasiões, de forma contundente, a Igreja esteve presente, sendo “a voz dos que não têm voz”.

“Uma esmola para meus pobres!” Porque adotou muitos mendigos, Padre José Coutinho percorria a cidade pedindo dessa maneira.

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“Uma esmola para meus pobres!” Porque adotou muitos mendigos, Padre José Coutinho percorria a cidade pedindo dessa maneira.

O escritor é um caçador de palavras. Suponho que a busca da perfeição da escrita seja a meta do escritor. Se a escrita perpetua o pens...

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O escritor é um caçador de palavras. Suponho que a busca da perfeição da escrita seja a meta do escritor. Se a escrita perpetua o pensamento, registra os momentos observados, nisso consiste a sua importância: buscar palavras que deem perfeição ao texto. Ao escritor cabe construir caminhos para o leitor passar e entender o que está sendo descrito. Sem embaraço.

A noite de terça-feira, dia 24 de fevereiro, quando aconteceu a sessão póstuma para lembrar Chico Pereira, ficará na lembrança da Ac...

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A noite de terça-feira, dia 24 de fevereiro, quando aconteceu a sessão póstuma para lembrar Chico Pereira, ficará na lembrança da Academia Paraibana de Letras como um momento marcante.

O olhar silencioso do monge oblato beneditino, vestido com hábito escuro, sentado na estala, usando cogula durante a reza do Ofício ...

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O olhar silencioso do monge oblato beneditino, vestido com hábito escuro, sentado na estala, usando cogula durante a reza do Ofício Divino e na execução de cânticos gregorianos no Mosteiro de São Bento de Olinda, ficou como a última lembrança de Dom Marcelo Carvalheira.

Outro dia passei um longo período da tarde procurando uma caderneta antiga com anotações feitas não sei quando, mas que considerav...

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Outro dia passei um longo período da tarde procurando uma caderneta antiga com anotações feitas não sei quando, mas que considerava úteis para a composição de um texto que haviam me pedido. Não sei se era um texto publicitário ou uma nota de recordações literárias. Lembrava que a cadernetinha tinha a capa preta, plastificada; deveria estar bem surrada devido ao tanto tempo guardada. Nem com essa identificação conseguia avistá-la por entre as pilhas de papéis e livros desarrumados nas prateleiras da biblioteca.

Trago muitas lembranças do lugar onde nasci, algumas boas e outras nem tanto. Se a terra dava comida e agasalho, a cultura esbarrava n...

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Trago muitas lembranças do lugar onde nasci, algumas boas e outras nem tanto. Se a terra dava comida e agasalho, a cultura esbarrava na dificuldade de acesso ao livro.

Quando me dei conta, o acesso à Academia Paraibana de Letras se tornou realidade. O coletivo dos acadêmicos, olhando na mesma direç...

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Quando me dei conta, o acesso à Academia Paraibana de Letras se tornou realidade. O coletivo dos acadêmicos, olhando na mesma direção, avalizou minhas aspirações literárias.

No Natal que passou, não enviei cartão de boas-festas para ninguém. Como o tempo mudou, ou mudamos nós. A troca de felicitações nata...

No Natal que passou, não enviei cartão de boas-festas para ninguém. Como o tempo mudou, ou mudamos nós. A troca de felicitações natalinas nesse período era um momento esperado pelas pessoas mais próximas, nossos familiares.

Em nosso país, poucos escritores sobrevivem dos rendimentos de seus livros. Somente jornalistas se mantêm com o salário proveniente...

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Em nosso país, poucos escritores sobrevivem dos rendimentos de seus livros. Somente jornalistas se mantêm com o salário proveniente do que escrevem. O leitor é o maior ganho do escritor. Mesmo que seja um único leitor que se tenha do livro publicado, no dizer do paraibano Ariano Suassuna, bastaria para justificar o ato de escrever.

Quando a Igreja na Paraíba soluçava fatigada e envelhecida nas práticas elementares de evangelização, vivendo no silêncio causticante ...

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Quando a Igreja na Paraíba soluçava fatigada e envelhecida nas práticas elementares de evangelização, vivendo no silêncio causticante de regras atrofiadas sob o sol da esperança, encoberto por nuvens escuras, surgiram entre nós dois padres com o “cheiro das ovelhas e pés no chão”. Vieram como mensageiros da esperança e de sonhos, como foram os profetas da Antiga Aliança.

Desde quando Chico Pereira fez sua passagem ao mundo desconhecido, busco na memória uma lembrança dos encontros, uma frase, um gest...

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Desde quando Chico Pereira fez sua passagem ao mundo desconhecido, busco na memória uma lembrança dos encontros, uma frase, um gesto dele como marca do nosso relacionamento de amigos. Depois de desanuviar da mente a dor de sua partida, construí o perfil dele como sendo um homem bom.

Neste período do ano, lembro do tempo que ficou no sítio, quando as árvores mudavam as folhas; os cajus e as mangas maduras se esparram...

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Neste período do ano, lembro do tempo que ficou no sítio, quando as árvores mudavam as folhas; os cajus e as mangas maduras se esparramavam pelo chão; os araçás amadureciam nas capoeiras. Em casa, mamãe e as meninas enfeitavam um galho de laranjeira com algodão retirado de capulhos ainda no roçado; penduravam as lembranças — caixas de fósforos cobertas com papel dourado para simbolizar o Natal.

Desde quando participei da Missa do Galo no Mosteiro de São Bento de Olinda, em comemoração ao nascimento de Jesus, os cânticos gregori...

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Desde quando participei da Missa do Galo no Mosteiro de São Bento de Olinda, em comemoração ao nascimento de Jesus, os cânticos gregorianos, o incenso perfumando o ambiente e todo o rito complementar da celebração fizeram com que a liturgia ganhasse sublimidade naquela noite.

O poeta e confrade da Academia Paraibana de Letras, Helder Moura , revelou seu retorno às crônicas de Gonzaga Rodrigues , precisamente...

O poeta e confrade da Academia Paraibana de Letras, Helder Moura, revelou seu retorno às crônicas de Gonzaga Rodrigues, precisamente ao livro Café Alvear.

Nas manhãs com o sol rasgando as nuvens, ou quando a lua grande vagava lentamente no céu como uma bola dourada, gostava de ficar no qui...

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Nas manhãs com o sol rasgando as nuvens, ou quando a lua grande vagava lentamente no céu como uma bola dourada, gostava de ficar no quintal de casa observando o sol ou a lua por entre as folhagens do cajueiro existente em minha rua.

Termino a leitura da crônica de Gonzaga Rodrigues com as lembranças dos canários e galos-de-campina do meu Tapuio, que pousavam no m...

augusto anjos joao pessoa paraiba
Termino a leitura da crônica de Gonzaga Rodrigues com as lembranças dos canários e galos-de-campina do meu Tapuio, que pousavam no mulungu, voavam para as folhas do pé de coco-catolé e terminavam na pitombeira. Sempre em algazarra e saltitantes, gestos estes que não me saem da lembrança.

Na literatura de José Lins do Rego sentimos todos os cheiros possíveis de um ambiente de engenho, dos banguês sendo preparados ao mel c...

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Na literatura de José Lins do Rego sentimos todos os cheiros possíveis de um ambiente de engenho, dos banguês sendo preparados ao mel cozido em tachos quentes, menos o cheiro da cachaça. Cheiro bom, que fica no ar durante muito tempo. Esse aroma da cachaça quente saindo do alambique, odor incomparável, anda comigo.

Na minha terra vivia o tempo de menino silencioso; extasiado, olhava as estrelas, andava pelas capoeiras escutando os pássaros cantand...

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Na minha terra vivia o tempo de menino silencioso; extasiado, olhava as estrelas, andava pelas capoeiras escutando os pássaros cantando.

Chegando do interior, com as mãos calejadas e, nos pés, as marcas do barro vermelho, andava por esta cidade como um camponês; olhava constantemente o chão, sem ainda entender o sentimento do poeta português. Cumprimentava autoridades com profunda inclinação da cabeça, em reverência e respeito. Parava diante de monumentos conhecidos pelas fotografias que chegavam à Serraria.

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