Nonato Guedes, um dos grandes expoentes do jornalismo da Paraíba, completou 68 anos no último dia 14 de março, com muitos motivos para comemorar. Ele, que vinha passando por um momento delicado de saúde, tem demonstrado brio e galhardia na superação das circunstâncias adversas.
No último dia dois de fevereiro, a Livraria A União - Poeta Juca Pontes, no Espaço Cultural, foi cenário da Celebração das Letras — evento organizado pela Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), em homenagem aos 133 anos do jornal A União e aos três anos da Livraria A União.
No dia 24 de janeiro é celebrada a memória litúrgica de São Francisco de Sales (1562-1622), bispo e doutor da Igreja. Francês de nascimento e advogado de profissão, é autor de dois grandes clássicos da espiritualidade católica: Filotéia: Introdução
Em 2023, li o livro “Para Sempre”, best-seller da escritora italiana Susanna Tamaro. A obra conta a história de Matteo, um médico cardiologista que vive o luto há 15 anos, recordando constantemente a perda da mulher, Nora, e do filho, David, num acidente de automóvel. Após a morte do pai, Matteo procura refúgio numa montanha, e essa ligação à terra ressignifica toda a sua existência.
O Centro Cultural São Francisco foi cenário da segunda edição do Festival Literário Internacional da Paraíba, o FliParaíba, realizado no último mês de novembro. Ao longo de três dias, diversos escritores, pensadores e ativistas cruzaram os umbrais do antigo Convento Franciscano de Santo Antônio, para debater Literatura e temas culturais e sociais, além de lançar livros e aproximar-se do público leitor.
Alguns dos pensadores e escritores que participaram das palestras e debates da Feira Literária Internacional da Paraíba 2025, realizada no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa. ▪ Imagens: CCSF
Pus-me então a refletir quantos outros intelectuais também contemplaram aquele conjunto arquitetônico do século XVIII, que expressa todo o esplendor do barroco brasileiro. Um desses ilustres visitantes foi o escritor Mário de Andrade, em 1929.
Conjunto barroco da Igreja de São Francisco, em João Pessoa, com a fachada e o adro revestidos de detalhes esculpidos que marcam a arquitetura religiosa do século XVIII. ▪ Fonte: T.Advisor
Um modernista assombrado com o barroco
Entre novembro de 1928 e fevereiro de 1929, Mário de Andrade empreendeu uma expedição pelo Nordeste para realizar uma série de pesquisas etnográficas. O escritor registrou suas impressões em um diário, publicado somente em 1976 sob o título de O Turista Aprendiz. A edição de que me valho é a do Instituto do Patrimônio Histórico e
Vou-me despedindo da leitura de O Nariz do Morto, no qual o escritor e crítico literário Antônio Carlos Villaça narra suas frustrações vocacionais — primeiro como noviço beneditino, depois como religioso dominicano e, por fim, como padre secular. Conheci Villaça e O Nariz graças a Francisco Gil Messias, que dedicou à obra uma excelente
Em 2023, tive a oportunidade de publicar dois trabalhos que considero importantes. O primeiro foi o livro Biu Ramos: o timoneiro da Arca de Sonhos, resultado do meu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, da Universidade Federal da Paraíba (PPJ/UFPB),
Enquanto realizava as pesquisas para o meu último texto aqui no ALCR, Linduarte Noronha: dois fracassos e um sucesso, deparei-me com uma informação muito interessante e que eu, até então, desconhecia: Gonzaga Rodrigues, nosso cronista maior, também se aventurou a escrever contos.
Se vivo estivesse, o jornalista e diretor de cinema Linduarte Noronha (1930-2012) faria 95 anos em 2025. Já Aruanda, sua obra-prima, celebra 65 anos. O documentário em curta-metragem retrata o cotidiano da comunidade quilombola que vivia na Serra do Talhado, no município de Santa Luzia, e é considerado um precursor do Cinema Novo — movimento cinematográfico que rompeu com o modelo comercial e alienante da época, em busca de uma arte crítica, engajada e autenticamente nacional. Motivos não faltam, portanto, para celebrar a vida e a obra do cineasta nascido em Ferreiros, Pernambuco, e radicado na Paraíba.
Escrever, para mim, é um processo doloroso. Chega a ser excruciante encarar a página em branco do Word, que não se preencherá sozinha com palavras, períodos e parágrafos. O cursor pisca como se tivesse pressa; como se me cobrasse, impaciente, pela primeira frase. Essa incômoda barra vertical lembra o tic-tac do relógio a indicar que o tempo está se esvaindo, que o deadline se aproxima.
Há 40 anos, em 1985, Biu Ramos (1938-2018) estreou na seara literária com o livro Arca de Sonhos ou Mocidade e outros Heróis. O autor, que já contava mais de 30 anos de “batente” no jornalismo, notabilizando-se pelas reportagens, colunas políticas e pelas fragorosas polêmicas, revelou ao público uma nova faceta: o Biu Ramos cronista.
No último dia 27 de julho, foi celebrada a memória litúrgica de São Tito Brandsma (1881-1942), um frade camelita holandês, que enfrentou o regime nazista e morreu no campo de concentração de Dachau. Canonizado pelo papa Francisco em 2022, ele é o primeiro jornalista profissional elevado à honra dos altares pela Igreja Católica.
Esses dias eu estava rolando o feed do Instagram quando o algoritmo me sugeriu um post de Tsuyoshi Yamaguchi, também conhecido como Guti (@ola_guti), um influenciador japonês que é apaixonado pela cultura brasileira. No post em questão, Guti aparecia tocando triângulo acompanhando uma banda de forró nipônica. O grupo entoou as clássicas “Xote das Meninas”, de Zé Dantas, e “Asa Branca”, de Humberto Teixeira – ambas eternizadas na voz de Luiz Gonzaga.
O título acima poderia levar o leitor a imaginar que este é um artigo sobre a repercussão nacional do escândalo de corrupção no Hospital Padre Zé. Mas não se trata disso. Na verdade, o desejo de escrever sobre o Monsenhor José da Silva Coutinho (1897-1973), popularmente conhecido como padre Zé, veio ainda no decorrer das pesquisas para o livro “Biu Ramos:
Recentemente, a polêmica em torno do nome da capital paraibana voltou à tona. O advogado Raoni Vita moveu uma ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), solicitando a realização de um plebiscito sobre a mudança do nome da cidade. A consulta popular está prevista no artigo 82 da Constituição do Estado, mas nunca foi realizada.
Dando continuidade ao perfil do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto, vamos contar como se deu a sua ascensão à presidência da Associação Paraibana de Imprensa. Creio que se trata de uma atualização importante, sobretudo se levarmos em conta que a API completou nove décadas no último dia sete de setembro. Ao longo desses 90 anos, Adalberto esteve à frente da entidade por menos de quatro — entre 1960 e 1964 — tempo suficiente para deixar sua marca na história da Associação, como veremos nas linhas que seguem.
Por 20 anos, entre 1940 e 1960, José Leal Ramos, decano da imprensa paraibana, havia presidido API, entidade que ajudou a fundar em 1933. Jornalista da “velha guarda”, ele havia atuado em diferentes órgãos de imprensa, pontificando com mais destaque no jornal O Norte, do qual havia sido diretor, e onde assinou as colunas A margem da atualidade e Minuta. Para muitos, a API era sinônimo de José Leal, e ele estava fadado a ser o “eterno presidente” da Associação.
É a primeira vez que escrevo para o Ambiente de Leitura Carlos Romero. Para me sentir “em casa”, gostaria de começar a minha colaboração com este espaço recuperando a vida e a trajetória profissional do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto. Sou um parente distante de Adalberto: ele era tio do meu avô materno, Idevaldo Veras Barreto, mas tinham quase a mesma idade. Na verdade, Adalberto era apenas dez meses mais novo.