O consumismo desenfreado, estimulado pela mídia, cria expectativas inalcançáveis nas pessoas — e quase sempre provoca frustração, que por ...

Parque de diversões

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O consumismo desenfreado, estimulado pela mídia, cria expectativas inalcançáveis nas pessoas — e quase sempre provoca frustração, que por sua vez alimenta a violência. Logo, um ambiente de justiça e paz só será possível se formos capazes de mudar nossos padrões de consumo e os próprios valores da sociedade contemporânea, tarefa que pode vir a ser o 13º trabalho de Hércules, já que, pelo rolar da carruagem, nenhuma força humana tem se mostrado capaz de operar mudanças.

StoryS
Como o consumo dinamiza o capital, a pressão sem limites para que gastemos nosso minguado dinheirinho está se tornando insuportável. Aí inventam mil e uma artimanhas para que as pessoas gastem o pouco dinheiro que têm e que mal dá para garantir suas necessidades básicas.

Usam de tudo aquilo que empurra a pessoa para o consumo de algum bem ou serviço. De repente, você se vê numa centrífuga, sem condição de refletir sobre as suas reais necessidades. Aliás, hoje em dia, é proibido pensar. Tem que comprar mais e mais; cada vez mais e sempre. As pessoas tendem a ser apenas números, senhas, códigos. A caixa registradora (travestida de inúmeros aplicativos) é o verdadeiro ícone da chamada civilização ocidental e cristã.

Claro que vivemos dentro de uma fôrma. A fôrma é a tal ordem política, social e econômica. Ela decide sobre a maneira como ganhamos o pão de cada dia, sobre a forma como nos relacionamos com os outros, sobre o ambiente em que a gente vive, sobre a casa em que a gente mora, sobre o que podemos comer e beber, sobre a assistência médica que podemos receber. A fôrma (veja só) influencia até mesmo na hora de escolher alguém para amar...

Ela decide, soberana, até sobre o ar que respiramos. A fôrma é o real e profundo da questão, mas se torna invisível aos olhos mais desatentos, aos olhos dos que se deixam encantar por esse autêntico parque de diversões que é a sociedade deste começo de Terceiro Milênio.

Aí vem o querido amigo de sempre: “Ah, Petrônio, isso é o óbvio do óbvio do óbvio”. Concordo. Ao invés de gastar mais saliva com o óbvio ou com o essencial; com o efêmero ou com o eterno, o melhor, a essa altura do campeonato, é repetir o saudoso Barão de Itararé: “Este mundo é redondo, mas está ficando chato”...

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  1. Caro amigo, acrescente-se à afirmação do eterno Barão de Itararé, por atrevimento atualizador, a advertência "cuidado para não escorregar e cair".

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