Desafios, Conquistas e a Ciência do Bem-Estar no Lar
A família é a primeira escola da alma e o laboratório bendito onde se fundem as sublimes leis da evolução espiritual. Na visão espírita, a família não é um mero acaso consanguíneo, mas um reencontro de corações necessitados de reajuste, aprendizado e, acima de tudo, de amor. Desenvolver relacionamentos saudáveis, cultivar a resiliência e promover a transformação pessoal sob o mesmo teto deixa de ser uma contingência social para tornar-se uma verdadeira ciência da alma: a arte da lapidação mútua.
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Fundamentos da Harmonia
As diretrizes para uma coexistência enriquecedora remontam aos ensinamentos do Cristo e às bases da Codificação. Jesus sintetizou o roteiro perfeito ao exortar: “Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem” (Lucas, 6:31). Em sintonia, os Benfeitores Espirituais esclarecem, em O Livro dos Espíritos (q. 893), que "a sublimidade da virtude está no sacrifício do interesse pessoal pelo bem do próximo. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade". No cotidiano doméstico, essa caridade se desdobra em quatro pilares fundamentais:
• Empatia ativa: prática de uma escuta profunda e genuína em relação ao outro, despida de julgamentos.
• Assertividade: comunicação clara, sincera e respeitosa, estruturada sem agressão ou passividade.
• Autoconhecimento: base principal para reconhecer emoções e regular reações no lar. Dados indicam que o autoconhecimento é percebido como a base fundamental (71,8%) para relacionamentos saudáveis.
• Flexibilidade: habilidade de adaptar perspectivas diante da diversidade de pensamentos e caracteres.
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Desafios do Mundo Moderno e a “Criatura Exata”
No panorama contemporâneo, as pressões externas testam a estabilidade do lar. Na obra Respostas da Vida, psicografada por Chico Xavier, o Benfeitor André Luiz, no capítulo "Conviver", traz reflexões profundas sobre esses embates. Ele nos recorda que a pessoa difícil em nossa intimidade é a “criatura exata” para o nosso progresso espiritual. Sob essa ótica, o conflito deixa de ser uma guerra destrutiva e passa a ser um sinalizador pedagógico, apontando onde precisamos trabalhar a paciência e a empatia. A Comunicação Não Violenta (CNV) corrobora essa visão ao propor que toda agressão é a expressão trágica de uma necessidade não atendida.
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A Lei da Reciprocidade: Suportar para Ser Suportado
André Luiz destaca que é preciso saber suportar as falhas alheias para que as nossas também sejam toleradas na mesma medida. Isso exige a imediata suspensão do julgamento ríspido, pois nunca temos o quadro completo da dor ou das lutas do outro. É preciso imenso cuidado com a “franqueza rude”: ser honesto é um pilar da convivência, mas a franqueza sem empatia assemelha-se a lançar água fervente sobre uma planta. Palavras duras matam o canal de comunicação e destroem o crescimento do outro, em vez de nutri-lo. O convite é para cultivarmos as relações com desvelo, falando sempre com compaixão.
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O Amor como Liberdade e Evolução
O verdadeiro amor liberta em vez de escravizar. Amar de forma superior é ajudar o outro a encontrar a si mesmo e a caminhar, não a nos obedecer. O objetivo da convivência superior é agir por amor e compaixão, nunca por culpa, medo ou obrigação. Para tanto, é fundamental reconhecer e respeitar o tempo de evolução e o ritmo particular de cada membro da família.
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Apertando os Laços
Abençoemos a nossa família, mesmo que nela exista alguém que temporariamente nos magoe. Aproveitemos a bendita oportunidade reencarnatória de esclarecimento e reconciliação, cientes de que, no futuro, se colhe rigorosamente o que hoje se semeia. Que transformemos nossos lares em oficinas de luz e santuários de paz, com almas ligadas e felizes na mesma união, sintonizadas no pulsar de um só coração.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. Brasília: FEB, 2016.
ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Tradução de Mário Vilela. São Paulo: Ágora, 2006.
XAVIER, Francisco Cândido. Respostas da Vida. Pelo espírito André Luiz. 12. ed. São Paulo: Ideal, 2012.
“A Humildade é uma virtude humilde. Ela até duvida que seja uma virtude. Quem se gabasse da sua, mostraria simplesmente que ela lhe falta”. (Cosme Massi)
Propomos-nos a conversar com o caro leito sobre a humildade, virtude basilar no desenvolvimento da espiritualidade. A sua apropriação é pré-requisitos para conquista de praticamente todas as demais. A condição de pré-requisito já implica uma dependência sine qua non. Não é possível avançar nas conquistas ulteriores sem o domínio basilar delas, isso é muito comum nos currículos educacionais e acadêmicos nas mais diversas matérias que estudamos. No reino das virtudes, o fenômeno não é diferente.
21 de SetembroDia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
A inclusão socioeducacional de crianças e jovens com deficiência se constitui numa das grandes problemáticas a ser enfrentada na sociedade atual. Ao longo da história da humanidade, pessoas com deficiência - notadamente no Brasil - sofreram com as práticas excludentes, tornando-se vítimas de discriminação, o que reflete uma prática corrente na sociedade e nos relacionamentos humanos, fruto da relação de poder e de subalternidade que envolve as classes e os grupos sociais. Apesar de terem sido publicados alguns trabalhos sobre a temática, ainda assim persiste a necessidade de estudos para dar conta da complexidade da mesma.
Conforme a sabedoria do Benfeitor Emmanuel, Jesus é o Caminho a Verdade e a Vida. Sua Luz Imperecível brilha sobre os milênios terrestres, como o verbo do Princípio.
As tempestades de sombra e lágrimas nada mais fizeram que lhes avivar, a sua grandeza, no entanto, sempre tardios no aproveitamento das oportunidades preciosas, muitas vezes, no curso das existências renovadas, temos desprezado o Caminho, indiferentes ante os patrimônios da verdade e da vida.
Com esse iluminado pensamento do Filósofo Espírita Francês, inferimos que a maior obra que podemos ofertar à vida, somos nós mesmos. Trata-se de uma obra intransferível, gradativa, milenar, ancorada em valores eternos.
Segundo a Doutrina Espírita, na questão nº 919 de O Livro dos Espíritos, o conhecimento de si mesmo é a chave do progresso individual. O Conhece-te a ti mesmo, exarado no templo de Delfos na antiga Grécia, atesta que o autoconhecimento representa a base fundamental para uma vida feliz, isenta de tormentos que cabe a nós evitar. Quantos tormentos não seriam evitados se nos conhecêssemos melhor? Se tivéssemos consciência do nosso potencial, como também das fragilidades que ainda possuímos?
Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (Mateus, 5:7.)
A Misericórdia é a porta de acesso à pedagogia de Deus. A pedagogia de Deus é o Amor. Deus usa o tempo, e não a violência, para corrigir todos os erros do mundo e das suas criaturas. Navegando nessas premissas, alicerçamos a compreensão do ensinamento do Cristo em torno da felicidade que desfrutam os que são Misericordiosos.
Estávamos participando de um seminário de Yoga com o ilustre professor Hermógenes, quando escutei sua explanação sobre doença psicossomática. Ele nos explicou que se tratava de uma patologia cuja origem encontrava-se nos conflitos da mente (psique) e que reverberava no corpo (soma). Citou vários exemplos de pessoas que o procuravam, com um nível de ansiedade tal, de medo, de ressentimentos, de culpas, que os seus órgãos físicos gritavam em busca de ajuda.
À guisa de introdução. Desde muito tempo admiro as crônicas de José Augusto Romero, ou “Seu Romero”, como respeitosamente assim o chamo. Não o conheci em vida física, pois quando tornei-me espírita em 1984, ela já tinha retornado à Vida Maior. Mas o autor se revela pelas suas obras. Assim surgiu a empatia entre nós, ao conhecer seu legado literário e o trabalho a frente da nossa amada Federação Espírita Paraibana. Desafie-me a escrever essa crônica a quatro mãos e a duas mentes, tendo como inspiração a sua crônica intitulada, Jesus, publicada no Livro Lições da Vida Maior, compêndio de crônicas organizado pelo seu filho Carlos Romero.
Permitam-me aventurar no mundo literário e escrever uma crônica dedicada ao meu amigo, confrade, professor e cronista Carlos Romero. Ele foi um homem de múltiplas viagens, creio que conheceu os cinco continentes do planeta, em companhia da sua amada família. Utilizei-me desse hobby preferido, para relacioná-lo com as minha reflexões. Assim como numa viagem, podemos escolher as rotas pelas quais percorreremos para o deslocamento, decidi pela rota das lembranças de uma convivência pessoal de mais de 30 anos, pequenos recortes fragmentados de histórias e metáforas, risos e espiritualidade.
O Evangelho do Cristo é o mais eloqüente discurso prático e vivencial que temos conhecimento na história. O Cristo que nada escreveu, transformou Sua Vida numa exemplificação perene. Não condenou a riqueza, por ser instrumento de progresso material e social, no entanto, recomendou que acumulássemos os tesouros imperecíveis, onde nem a traça, nem a ferrugem podem destruir, orientando no seu discurso, que o melhor emprego da riqueza está no favorecimento dos que mais necessitam, promovendo o progresso e o desenvolvimento social; educação com qualidade, gerando emprego e renda, favorecimento da cultura, enfim, a cidadania plena. A riqueza é o meio, o bem social, o fim.
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá. Esse recorde da bela canção do compositor Gonzaguinha, Sementes do Amanhã, remete-nos ao cultivo da fé na vida, fé no ser humano e no porvir. Mas, o que significa ter Fé? A Palavra Fé no original hebraico, Emunah é um termo usado no cotidiano do povo Yehudi (judeu), para designar fidelidade, confiança, honestidade, constância, firmeza, dentre outros.
A vida é um Poema grandioso aflorando no protoplasma, embrião de todas as organizações da vida. No escoar incessante do tempo, essa substância primordial viaja no rumo dos seus destinos, sob a inspiração do Divino Artista.
Consultando o significado de ponte no dicionário Houaiss, encontramos no seu sentido figurado, “qualquer elemento que estabelece ligação entre pessoas ou coisas”. Trazemos o enfoque da nossa análise a questão do preconceito religioso na atualidade, sob o olhar espírita.
"Artigo VII – Por decreto Irrevogável, fica estabelecido o reinado permanente da Justiça e da claridade e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo. (Thiago de Mello)"
O que é ser cidadão? De modo geral o conceito de ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei, é ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar e ser votado, ter direitos políticos. Por fim é ter direitos sociais, que garantam a participação dos indivíduos na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranqüila, dentre outros. Portanto, o cidadão para exercer sua cidadania plena, precisa ter assegurado todos esses direitos e a luta pela conquista plena ou parcial deles representa um processo histórico e social posto na atualidade.
Como interpretar esses tempos de isolamento social, motivado pela pandemia da corona vírus? O que está mudando no mundo, na sociedade, na economia, nas relações humanas, no meio ambiente, etc? Que mundo vai emergir pós-pandemia?
Vamos compartilhar algumas reflexões de um aprendiz, que busca interpretar esses Sinais, à luz da Doutrina Espírita, buscando encontrar Respostas às diversas questões que estão nos bastidores, desses tempos de transição planetária.
São inquietações naturais e humanas. Há, de fato, um cenário preocupante, do ponto de vista das questões socioeconômicas. Numa perspectiva otimista, afirma-se: nas crises nos reinventamos. Também as empresas reprogramam suas estratégias e, com o tempo, tudo vai se ajustando e resignificando.
Caravana de Laboriosos Servidores estão sendo convocados e já se acham em preparação nas colônias espirituais próximas à Terra
Por paradoxo, ao lado deste cenário de crise e em função do isolamento, temos ganhos acentuados, a destacar no meio ambiente, com menos poluição, menos hidróxido de carbono, menos aquecimento global, por conseguinte, mais qualidade no ar, rios e mares. O Planeta agradece.
A violência, o egoísmo, a indiferença moral, estavam sendo as grandes intérpretes desses tempos, parece que tudo conspirava para um grande conflito mundial, talvez uma guerra nuclear de consequências dolorosas e imprevisíveis. De repente, um vírus, invisivelmente, veio poupar a humanidade de um possível e terrível flagelo a nível mundial. Bem provável que o recado dado a humanidade, pela Covid-19, seja esse: volte para dentro de si mesmo; volte para perto dos seus amores; desacelere; perceba no isolamento o valor do coletivo; mude suas perspectivas; desapegue-se dos bens transitórios; volte-se para os interesses de sua alma imortal. Provavelmente, trouxe um alerta; não há mais tempo! Os desígnios divinos são inexoráveis. A lei do progresso apresenta rodas que giram infatigavelmente e impulsionam os mundos e a humanidade para frente.
Chico XavierTrazemos por fim, mensagens enviadas pelos benfeitores espirituais, sempre atuantes, orientando os passos evolutivos da humanidade.
Segundo Emmanuel, em O Consolador, Pergunta 88, Psicografado por Chico Xavier, em 1940, nos diz “O mundo não está sob a direção de forças cegas”
Do Livro Transição Planetária, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Franco, com Mensagens do Espírito Órion, Constelação de Touro Cap. III.
• Caravana de Laboriosos Servidores estão sendo convocados e já se acham em preparação nas colônias espirituais próximas à Terra.
• Enfrentamento inevitável entre o amor abnegado e a violência destrutiva.
• Psiquismo Terrestre e Genética humana em condições de receber os ilustres hóspedes. • As grandes transformações, embora ocorram em fases de perturbação do orbe terrestre, em face dos fenômenos climáticos, da poluição e do desrespeito à natureza, não se darão em forma de destruição da vida, mas na mudança de comportamento moral e emocional dos indivíduos, convidados uns ao sofrimento e outros pelo discernimento em torno da evolução.
• Lentamente surgirão os valores da saúde integral, da alegria, harmonia pessoal, porque a solidariedade espiritual do amor estará revitalizando-nos e encorajando-nos ao prosseguimento.
Podemos inferir dessas mensagens espirituais algo muito claro. Tudo está sob um planejamento Divino, e sendo Deus soberanamente justo e bom, surgirá uma nova terra e uma nova humanidade, sem dúvidas.
Marco Lima é presidente da Federação Espírita Paraibana