A madrugada silenciosa, sem estrelas, de 31 de julho de 2017 carregou Goretti Zenaide para a eternidade, deixando vazias as manhãs...

Ela muito amou

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A madrugada silenciosa, sem estrelas, de 31 de julho de 2017 carregou Goretti Zenaide para a eternidade, deixando vazias as manhãs que eram preenchidas quando líamos a sua página no jornal, onde colocava a história de nossa gente. Uma página que continua sendo escrita por outros, porque é a história de todos os seus amigos e admiradores.

A pequena lista das amizades ausentes que me cativaram ganhou a presença de Leta, mesmo desejando que fosse retardada sua chegada.

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Angélica Nunes e G. Zenaide▪️ GD'Art
Agora terei como recordações as imagens dos momentos que juntos passamos, no tempo do jornal O Momento, onde eu exercitava meus conhecimentos de catador de notícias e ela, administrando a empresa, chegava até nós com palavras carinhosas nos instantes de apreensão.

Guardarei dela a imagem de uma mulher que nos acolheu na revista EmDia, nos abraçou no jornal O Norte, não somente a mim, mas sobretudo à minha filha, Angélica Nunes, que dava os primeiros passos como repórter, e com quem nos reencontramos depois aqui no jornal A União.

Goretti sempre esteve com os braços abertos ao acolhimento. Foi sempre alimentada pelo sorriso meigo, que se tornou sua característica de mulher aguerrida, meiga e educada. Muito me emocionou quando minha filha Angélica me deu a notícia da morte de nossa amiga, recordando o período em que começava o curso de Jornalismo. Foi Leta quem abonou suas primeiras reportagens para um suplemento de comportamento que editava no jornal O Norte.

Em diversas oportunidades, quando necessitava, ela pedia-me para editar a página sobre o dia a dia da sociedade. Lembro-me da primeira vez em
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Goretti Zenaide ▪️ GD'Art
que a substituí, ainda no jornal O Norte, fazendo-me aceitar a incumbência, mesmo sendo uma pessoa ausente de eventos sociais.

Agarrei-me ao consolo que a fé traz para não emudecer depois que recebi a notícia de seu retorno à Casa do Pai Eterno, onde, à semelhança de um anjo, certamente está dizendo: "Como eu amava aquela gente." Ela muito amou e serviu, não apenas contribuindo para a harmonia entre as pessoas, mas abraçando projetos sociais, como o Asilo do Amém, que conduzia com denodo e zelo. Testemunhei esse apego nas vezes em que ali estive, atendendo a seu convite para levar palavras de conforto aos necessitados do alimento espiritual.

Estas lembranças me ajudam a manter viva na memória sua presença, seu sorriso, seu abraço e sua meiguice no olhar. Se, a partir de agora, as madrugadas continuarem chuvosas e sem estrelas no final da noite escura, e os caminhos se tornarem mais longos e estreitos, mesmo assim não a esquecerei, porque muito amou.

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