A Hora da Estrela Encontro-me comigo À hora da estrela. E um sem número de verdades Desfilam diante de um eu atônito.

Cada pedaço de mim


A Hora da Estrela

Encontro-me comigo
À hora da estrela.
E um sem número de verdades
Desfilam diante de um eu atônito.


Deparo-me com minha geografia
Cada pedaço de mim tem uma história,
Cada expressão tem algo a dizer,
Cada ruga do rosto tem um fato a contar...


Encontro-me com meus fantasmas
À hora da estrela.
E um sem-número de vultos
Desfilam diante de um eu nostálgico.


Deparo-me com rostos amados,
E também com faces que prefiro esquecer.
Vultos, sombras desconhecidas...
Rostos que amo, que amei,
Por alguns muito chorei...
Desfilam diante de mim
Em uma cornucópia de lembranças de vida.


Encontro-me com meus sonhos
À hora da estrela...
E um sem-número de emoções
Assalta-me o peito...


Tanta coisa que sonho, que sonhei...
Projetos que idealizei, realizei,
Sonhos que ficaram pela estrada...
Talvez um dia, talvez mais tarde, talvez nunca...


Encontro-me com o tempo
À hora da estrela.
E o tempo zomba de mim
Porque passo por ele desfiando
A minha efemeridade,
Diante da sua eternidade


Eu rio também do tempo,
Pois as minhas rugas e cicatrizes,
Falam de histórias de vida,
Tristes ou felizes.


Eu conto ao tempo que muito vivi,
Que muito ri e chorei,
Que a muitos eu amo e amei.
Ele fica sozinho na eternidade
E eu caminho seguindo
Com meus sonhos e saudades
E, por onde passo, deixo
Inesquecíveis lembranças
Da minha suave efemeridade.





A Voz do Coração

Deixo sempre que fale,
O meu coração.
Entrego-me sem medo,
A sua voz,
A sua emoção.


E se eu errar?
Se perder o rumo?
Pode acontecer...
Já aconteceu tantas vezes.
Ninguém possui bola de cristal.
Cair faz parte do jogo.


Ainda assim,
Eu deixo que meu coração fale,
Que ele sempre me embale,
Em sua doce canção.
Que me faça sempre acreditar no sonho,
Que não me deixe desistir do amor.


E se eu sofrer?
Se a dor for tanta,
Que me faça querer morrer?
Pode acontecer...
Já aconteceu tantas vezes!
Ninguém tem coração de aço.
Sangrar faz parte do Jogo.


Ainda assim,
Deixo que o coração me guie,
Que me mostre o caminho,
O mar profundo em que devo navegar,
Que me transforme em eterno argonauta,
E eu enfrente todas as tormentas,
Buscando o meu velocino de ouro:
O amor.
Sigo assim,
Navegando, ao sabor dos ventos,
Tendo como bússola,
Apenas o coração.
Perdendo-me ou me encontrando,
Naufragando ou em paz aportando.
Mas tendo a certeza afinal,
Que, sinceramente, não sei ser cerebral.

E se vier a dor?
E se vier a lágrima?
E se vier a morte?
Nada importa,
O que sei é que não fugi de mim,
Pois sei que à vida eu me entreguei
E provei de seus sabores,
Sofri as suas dores,
Aprendi a lição
E sempre segui sincera e verdadeira,
Os caminhos do coração.


Vólia Loureiro do Amaral é engenheira civil, poestisa e escritora
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