bem que cravo branco trouxe antiga lapela cravada no bolso raso do paletó bem cortado no alfaiate do ano lá se foi de bibi...

Cravo na lapela

litaratura paraibana jose leite guerra poema poesia
bem que cravo branco trouxe antiga lapela cravada no bolso raso do paletó bem cortado no alfaiate do ano lá se foi de bibicleta volteando pela calçada o homem nela montado exibindo a elegância do corte da roupa nova descendo a rua apinhada de gente em sentinela olhando quem viera aparecer naquele dia era o noivo de Maria (filha de Francisco Tal) vestido fino em tropical fazenda de boa peça desfila o magro noivo exibido demais, boçal. Maria, a noiva simples experimentando o vestido com que iria à capela casar com o alinhado homem da bicicleta (o seu romeu escolhido?) um sino de funeral tocou triste notícia foi adiado o casório posto seu Honório pai do futuro marido partir cansado da espera mais que desiludido com o noivo, seu filho repetiria triste papel sujo como fizera com a ex-noiva Isabel levada a um hospício? ao invés de altar florido flores com outro sentido bobagem do pai ter ido em solene desperdício pois a noiva casta sumiu com um cabo da Polícia após o solene funeral. Maria rasgou o véu e o sogro lá do céu ou imortal abrigo viu-se o mais iludido. o noivo em precipício partiu na bicicleta para lugar bem difícil de nunca se encontrar a noiva em lua de mel ( o inverso de Isabel que se tornara a vitima) Maria fingia matreira levava na brincadeira embora sem malefício o casamento ajustado nunca gostara do moço da bicicleta e do cravo preso e firme na lapela, ele era louco por ela fulminado em sacrifício como afogado no poço ou caído de um edifício dele quem sabe destino se comenta o desatino de rapaz tão cordato que se internou no mato por causa de uma donzela capaz de lhe dar bom trato. tinha o nome de Maria mas na loucura por farda cometera uma heresia contra o noivo e ciclista hoje sumido da vista nem chega cedo ou tarda houvera se encantado com seu sonho e o cravo branco na lapela, escravo de casamento acabado. Pois o cravo antes branco murchou: pétalas pardas.

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