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No domingo, 13 de outubro de 1912, o vapor Maranhão atracava no porto de Cabedelo, trazendo o senador João Pereira de Castro Pinto , que ...

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No domingo, 13 de outubro de 1912, o vapor Maranhão atracava no porto de Cabedelo, trazendo o senador João Pereira de Castro Pinto, que vinha tomar posse na Presidência da Paraíba. Na eleição, realizada em 22 de junho, Castro Pinto foi, praticamente, o único candidato e teve 15.335 votos. O seu concorrente, o coronel Rêgo Barros, teve a solidariedade de apenas 476 paraibanos. Rêgo Barros fora afastado da disputa, pela interferência de Epitácio Pessoa, ministro do Supremo Tribunal Federal, junto ao Presidente da República, Hermes da Fonseca. O coronel Rêgo Barros viera, em abril, fazer a sua pregação política na Paraíba. Uma semana depois, recebeu determinação do Ministro da Guerra para que retornasse “no primeiro paquete” à Capital Federal, conforme suas próprias palavras a um jornal do Rio de Janeiro.

Ao iniciar a segunda metade do século 19, as cidades paraibanas ainda não tinham nenhuma organização urbanística, o que se pode constatar ...

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Ao iniciar a segunda metade do século 19, as cidades paraibanas ainda não tinham nenhuma organização urbanística, o que se pode constatar pela situação da própria capital da Província. Ao assumir, em 1858, a Presidência da Paraíba, Henrique de Beaureupaire-Rohan apresentava em relatório a situação em que encontrara a Cidade da Paraíba:

Para Ferreira Gullar, Vinícius de Moraes “realizou o sonho de todo poeta: chegar ao povo sem mediação”. Carlos Drummond de Andrade pensava...

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Para Ferreira Gullar, Vinícius de Moraes “realizou o sonho de todo poeta: chegar ao povo sem mediação”. Carlos Drummond de Andrade pensava da mesma forma:

“Vinícius realizou a figura mais exata de poeta que já vi na minha vida [...] poeta em livro, música e poeta na vida […] foi aquele que conseguiu chegar mais perto do povo, a canção que toca todo mundo, seja classe média ou povão”.

Quando o escritor português José Saramago lançou o “Memorial do Convento”, um dos seus livros mais elogiados, muitos leitores se depararam...

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Quando o escritor português José Saramago lançou o “Memorial do Convento”, um dos seus livros mais elogiados, muitos leitores se depararam pela primeira vez com o nome do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Nascido na vila de Santos, em São Paulo, o padre Bartolomeu de Gusmão, em 1705, teve o seu primeiro invento registrado pela história: um sistema de bombeamento de água para o seminário dos jesuítas em Cachoeira, na Bahia.

Em um artigo de 1946, publicado na “Folha da Noite”, Belmonte (Benedito Barros Barreto, 1896-1947), o notável caricaturista criador de ...

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Em um artigo de 1946, publicado na “Folha da Noite”, Belmonte (Benedito Barros Barreto, 1896-1947), o notável caricaturista criador de Juca Pato (personagem que, durante muito tempo, foi um dos símbolos de São Paulo), trata dos erros que aconteciam na imprensa de antigamente,

No final de 1848, irrompia no Recife um levante armado que ficou para a história com o nome de Revolução Praieira, em razão da sede do jor...

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No final de 1848, irrompia no Recife um levante armado que ficou para a história com o nome de Revolução Praieira, em razão da sede do jornal que propagava as ideias dos insurgentes localizar-se na rua da Praia. A rivalidade entre os adeptos dos Partidos Liberal (os praieiros) e Conservador (chamados de guabirus), agremiações que se revezavam no poder nos tempos do Império, teria sido a causa aparente da rebelião, mas, na realidade, o movimento teve motivações mais abrangentes (autonomista, federalista e republicana) que foram abordadas por Amaro Quintas no seu livro “O sentido social da Revolução Praieira”.

A música popular brasileira registra vários casos de canções que foram lançadas por determinado intérprete sem obter maior repercussão e, ...

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A música popular brasileira registra vários casos de canções que foram lançadas por determinado intérprete sem obter maior repercussão e, depois, quando gravadas por outro cantor ou cantora, alcançaram enorme êxito, ao ponto de se tornarem clássicos do nosso cancioneiro. Aracy Cortes, cantora que surgiu na década de 1920 e que obteve grande sucesso na época do teatro de revista, é personagem de dois desses casos.

Para José Ramos Tinhorão, um dos mais rigorosos pesquisadores da música popular do Brasil, ele representava: “um dos mais surpreendente...

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Para José Ramos Tinhorão, um dos mais rigorosos pesquisadores da música popular do Brasil, ele representava: “um dos mais surpreendentes exemplos das alturas a que o puro talento intuitivo e a sensibilidade natural podem conduzir um artista do povo, apesar de todas as barreiras levantadas ante os humildes. Negro, pobre, desprovido de beleza física, educação escolar limitada ao primário e jamais integrado de forma duradoura à estrutura do trabalho (foi aprendiz de tipografia, pedreiro, pintor de paredes, guardador e lavador de carros, vigia de edifícios e contínuo de repartição pública) [...] parece ter tirado de todas essas desvantagens o vigor da sua criação”.

O POLÍTICO Quando ele nasceu, foi batizado com o nome de Carlos (Karl) Frederico (Friedrich), homenagem a Karl Marx e Friedrich Engels...

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O POLÍTICO

Quando ele nasceu, foi batizado com o nome de Carlos (Karl) Frederico (Friedrich), homenagem a Karl Marx e Friedrich Engels. Seu pai era um político que, em plena República Velha, tinha ideias socialistas e era ligado ao nascente sindicalismo brasileiro. Seus dois tios paternos pertenciam ao Partido Comunista Brasileiro e ambos chegaram a ocupar o cargo de secretário-geral do PCB, o posto mais elevado na estrutura partidária. Aos 12 anos de idade, o hiperativo e sagaz Carlos Frederico já lia obras como “O ABC do Comunismo”, de Bukharin, que lhe eram repassadas por um dos seus tios.

Durante sete anos (de 1965 a 1972), ocorreram, no Brasil, diversos festivais de música popular, que marcaram de tal forma o ambiente cult...

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Durante sete anos (de 1965 a 1972), ocorreram, no Brasil, diversos festivais de música popular, que marcaram de tal forma o ambiente cultural do país que o período ficou conhecido como a “Era dos Festivais” (título de um alentado livro sobre o assunto escrito pelo crítico musical Zuza Homem de Mello). Os eventos premiavam, por meio de um júri qualificado, as melhores composições inéditas que eram apresentadas. Os festivais realizados nesses anos tiveram ampla cobertura da mídia em geral e revelaram uma brilhante geração de autores, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento.

Como saldo da “Era dos Festivais” ficaram músicas imortais do nosso cancioneiro popular, a exemplo de “Arrastão” (Edu Lobo/Vinícius de Moraes – 1965), “A Banda” (Chico Buarque – 1966), “Disparada” (Geraldo Vandré/Théo de Barros – 1966),

Menos de dois meses depois da deposição do imperador Pedro II e da implantação do regime republicano no país, um decreto, assinado por tod...

Menos de dois meses depois da deposição do imperador Pedro II e da implantação do regime republicano no país, um decreto, assinado por todos os membros do Governo Provisório da República, proibia a intervenção do Governo Federal e dos Estados em matéria religiosa, consagrava a plena liberdade de cultos e extinguia o regime de padroado. Pelo “direito de padroado”, vigente no período monárquico, cabia ao imperador, entre outras atribuições no âmbito eclesiástico, a competência para nomear, bispos, vigários e padres.

Janeiro de 1940. O Brasil vivia em plena ditadura do chamado Estado Novo, que havia sido implantada, três anos antes, por Getúlio Vargas. ...

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Janeiro de 1940. O Brasil vivia em plena ditadura do chamado Estado Novo, que havia sido implantada, três anos antes, por Getúlio Vargas. Os opositores do regime abarrotavam as prisões e Vargas estendia o controle do governo sobre todas as manifestações sociais. No mês anterior, o ditador havia criado o Departamento de Imprensa e Propaganda, o famigerado DIP, como ficou conhecido o órgão que tinha, entre outras atribuições, a responsabilidade

Em janeiro de 1937, há 85 anos, dentro das comemorações do segundo aniversário da administração do governador Argemiro de Figueiredo, era ...

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Em janeiro de 1937, há 85 anos, dentro das comemorações do segundo aniversário da administração do governador Argemiro de Figueiredo, era inaugurada a Rádio Difusora da Paraíba, um marco na radiodifusão no Estado. Três meses depois, o governo estadual conseguia junto ao órgão nacional competente a alteração no nome da emissora, que passou a ser denominada Rádio Tabajaras.

João Agripino foi, na segunda metade do século passado, uma das mais destacadas figuras políticas do País. Iniciou a sua vida pública em 1...

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João Agripino foi, na segunda metade do século passado, uma das mais destacadas figuras políticas do País. Iniciou a sua vida pública em 1945, quando da redemocratização do Brasil após a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, sendo eleito deputado federal à Assembleia Nacional Constituinte pela recém-fundada União Democrática Nacional – UDN. Foi, seguidamente, reeleito deputado federal em três legislaturas. Durante esse período na Câmara, Agripino integrou um grupo de parlamentares da UDN que ficou conhecido como “A Banda de Música da UDN” e que fustigou na tribuna da Casa, incansavelmente, os governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Compunham a “Banda de Música da UDN”, além de João Agripino, respeitados juristas e oradores, entre outros, Afonso Arinos,

Os primeiros portugueses que chegaram ao Brasil, no final do século XV e início do XVI, não tinham a intenção de se fixarem no lugar que, ...

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Os primeiros portugueses que chegaram ao Brasil, no final do século XV e início do XVI, não tinham a intenção de se fixarem no lugar que, segundo o relato de um deles, não produzia nada mais do que um “pau vermelho, a que chamamos brasil”, macacos e papagaios, embora aquele “pau vermelho” fosse, na época, uma madeira de grande valor comercial pela sua utilização como material corante na indústria têxtil.

Em 1934, na voz do cantor Francisco Alves, saía o disco com a gravação de “Não tem tradução”, um dos melhores sambas do gênio de Noel Rosa...

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Em 1934, na voz do cantor Francisco Alves, saía o disco com a gravação de “Não tem tradução”, um dos melhores sambas do gênio de Noel Rosa. Letra e música do Poeta da Vila Isabel, conforme o registro de João Máximo e Carlos Didier, os mais rigorosos biógrafos de Noel. Embora tivesse, na ocasião, apenas 23 anos, Noel Rosa já se tornara um atento e aguçado cronista dos fatos do cotidiano da sua época. “Não tem tradução” é um primoroso exemplo do olhar de Noel sobre o seu tempo.

A revista semanal “O Cruzeiro” foi um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. Criada, em 1928, pelo jornalista paraibano Assis Chateaub...

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A revista semanal “O Cruzeiro” foi um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. Criada, em 1928, pelo jornalista paraibano Assis Chateaubriand (Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, 1892-1968) alcançou, nos anos 1940, uma circulação média de 300 mil exemplares, quando a população do País era de 50 milhões de habitantes. Em 1954, a edição com o noticiário da morte de Getúlio Vargas chegou a vender cerca de 720 mil revistas. “O Cruzeiro” era o mais importante veículo do grande império de comunicação construído por Chateaubriand, que se tornou um dos brasileiros mais poderosos, ao ponto do jornalista Fernando Morais ter dado a sua biografia o título de “Chatô, o Rei do Brasil”.

Ele foi um dos mais importantes cartunistas do Brasil. Criou tipos que ficaram marcados na história da caricatura no país: Capitão Zeferin...

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Ele foi um dos mais importantes cartunistas do Brasil. Criou tipos que ficaram marcados na história da caricatura no país: Capitão Zeferino, Graúna, Bode Orelana, Ubaldo, o paranoico e os insuperáveis “Fradinhos”, “Baixinho” e “Comprido”. Embora já tivesse feito alguns trabalhos em jornais, foi no semanário O Pasquim que o mineiro Henrique de Souza Filho — que assinava seus desenhos como Henfil — despontou como um dos grandes nomes do cartum brasileiro. Sua estreia ocorreu no segundo número, em julho/1969. Para o jornalista e escritor Zuenir Ventura,

Madame Natasha é uma personagem criada pelo jornalista Elio Gaspari em sua coluna publicada na Folha de São Paulo e em vários outros jorna...

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Madame Natasha é uma personagem criada pelo jornalista Elio Gaspari em sua coluna publicada na Folha de São Paulo e em vários outros jornais. Ela é uma Professora de Português, vigilante na aplicação do idioma e que concede bolsas de estudo para aqueles que se expressam de forma empolada e afetada para tentar dar a entender que são possuidores de conhecimentos inacessíveis aos pobres mortais.

No sábado 19 de janeiro de 1924, a primeira página do jornal “A União - Orgao do Partido Republicano da Parahyba do Norte” trazia uma maté...

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No sábado 19 de janeiro de 1924, a primeira página do jornal “A União - Orgao do Partido Republicano da Parahyba do Norte” trazia uma matéria que iniciava, assim:

“A Parahyba e seus Problemas – Sahiu, hontem, dos prélos da Imprensa Official a obra do sr. dr. Jose Americo de Almeida – ‘A Parahyba e seus Problemas’, mandada escrever pelo sr. dr. Solon de Lucena, presidente do Estado, em homenagem à actuação administrativa do sr. dr. Epitacio Pessôa na terra adorada do seu nascimento. [...]”