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O paralelismo é o nome que se dá a uma construção sintática em que se coordenam segmentos de mesma estrutura ou de estrutura semelhante. E...

gramatica linguagem ambiguidade
O paralelismo é o nome que se dá a uma construção sintática em que se coordenam segmentos de mesma estrutura ou de estrutura semelhante. Em outras palavras, o princípio do paralelismo é o de que só se podem coordenar segmentos homólogos. Por exemplo: abaixo (frase 1), não se respeitou o paralelismo porque se coordenou um adjetivo (viajado) e uma oração (que tem muita experiência). Para que haja paralelismo, ou se coordenam as duas orações de estrutura semelhante (frase 2) ou se coordenam dois adjetivos (frase 3). Uma terceira correção consistiria em eliminar a coordenação interoracional e, portanto, em manter apenas a coordenação entre adjetivos (frase 3). Vamos às frases:

Em sua bela crônica “Quem manda sou eu”, publicada na Folha de São Paulo de 7 de setembro de 2014 (caderno “Ilustrada”, p. E-10), Ferreira...

Em sua bela crônica “Quem manda sou eu”, publicada na Folha de São Paulo de 7 de setembro de 2014 (caderno “Ilustrada”, p. E-10), Ferreira Gullar insurge-se contra a imposição de se chamar “presidenta” à presidenta Dilma e contra a Lei 12.605/12, de 3 de abril de 2012, que estipula que os diplomas das instituições de ensino público e privado deverão trazer a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada.

Quem escreve — ainda que um simples bilhete — tenta afastar-se do falar cotidiano, tenta usar uma linguagem diferente da que está habituad...

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Quem escreve — ainda que um simples bilhete — tenta afastar-se do falar cotidiano, tenta usar uma linguagem diferente da que está habituado a usar. E escrever poemas é distanciar-se ainda mais da fala do dia a dia. É trabalhar a língua, é subverter a sintaxe, é falar à alma. Por isso, as primeiras manifestações literárias de um povo costumam ser em versos. Quando não havia escrita, as histórias se contavam em poemas, porque as rimas ajudavam no processo de memorização e facilitavam a transmissão da cultura, de geração a geração. A perpetuação da ficção da comunidade ágrafa e da sua cultura – essa terá sido a primeira função da poesia.

Penso nisso agora, ao reler o artigo que (pasmem!), um poeta escreveu no caderno Mais!, de 26-01-97, na Folha de São Paulo. Refiro-me ao artigo “A necessidade atual da inútil poesia”, de Régis Bonvicino, em que ele diz, entre outras coisas:

Eu gostaria de ter a minha idade, mas sou mais velho do que eu mesmo. Preocupa-me o avanço da velhice , e vivo como se tivesse alguns anos...

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Eu gostaria de ter a minha idade, mas sou mais velho do que eu mesmo. Preocupa-me o avanço da velhice , e vivo como se tivesse alguns anos mais... Ninguém me avisou de que a velhice dói. Não me preparei para ela...