No caminhar da vida muitas vezes nos encontramos diante da batalha entre o coração e o cérebro. São instantes em que nossas decisões são...

Quando o coração vence o cérebro

No caminhar da vida muitas vezes nos encontramos diante da batalha entre o coração e o cérebro. São instantes em que nossas decisões são determinadas por quem vai vencer a luta: aceitaremos a orientação guiada pelas emoções ou o aconselhamento manifestado pela razão? Enquanto o cérebro nos diz que poderemos estar vivendo uma ilusão, o coração está gritando que é importante viver uma paixão.

Como somos movidos pelos sentimentos, o coração quase sempre ganha a parada, ainda que tenhamos consciência dos riscos que corremos. Os sonhos nascem muito mais dos desejos estimulados pelo coração e quem não sonha aparenta ser alguém inerte, resignado à própria sorte.
O coração nos conduz pelas trilhas do amor, nos oferece oportunidades de descobrir a felicidade, nos dá a sensação da alegria de viver. Isso se reflete tanto os relacionamentos afetivos, quanto no abraçar de causas, na defesa de ideais.

Contudo, ele também nos leva a consequências desagradáveis. De vez em quando nos coloca em armadilhas que só vamos descobrir o engano quando chegam as decepções. E nessa hora, reconhecemos que preferimos ouvir mais a voz do coração do que a do cérebro. Um coração apaixonado despreza avaliações de riscos, ignora a sensatez, desconhece a noção de equilíbrio.

Por outro lado, há de se dizer que seguir sempre o que estabelece o cérebro é se tornar uma pessoa fria, insensível. É por essa razão que ao vermos alguém cruel, impiedoso, desumano, falamos que se trata de uma pessoa que não tem coração.

Eu tenho deixado que nesse combate o coração seja mais vencedor. E, sinceramente, não me arrependo disso. Embora já tenha experimentado momentos de tristeza, desilusão, frustração, desapontamento. Mas é assim que a gente aprende.

Contudo, ainda que dando mais chance de vitória ao coração, não excluo totalmente a função censora que o cérebro exerce nas minhas atitudes e vontades. O ideal realmente é estabelecer o equilíbrio, sempre que isso for possível, porque o coração é mais voluntarioso e mais corajoso, não tem medo de desafiar o perigo.

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