Uma homenagem a Anayde Beiriz, pelo que foi e pelo que ainda é       PELO SIM, PELO NÃO Não, não quero amargar sentimentos...

Dualidade de ser

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Uma homenagem a Anayde Beiriz,
pelo que foi e pelo que ainda é

 
 
 
PELO SIM, PELO NÃO
Não, não quero amargar sentimentos de perdas por não ter feito o que quis. Prefiro correr o risco e encarar o perigo de ter minha vontade como força motriz.
SER
Água e sal sol e ar luz e terra: lunar Lua e lama pus e coma dama e honra: trama drama amar
SOLIDÃO
Só, no meio da multidão: angústia, aflição. Só, sem um porquê nem explicação. Só, e nada preenche o vazio que enche meu ser. Só, sem rumo, idas sem voltas: Solidão.
DESTINO
As cruzes que carrego são pontos sem nó, nas linhas tortas do tempo, que ora relego, como palavras ao vento.
MORTE
O olho da consciência vê demais. O senso da razão é implacável. E eu que quero, acima de tudo, ser feliz, morro, em vida. Entre a cruz e a espada.
AUTÓPSIA
É intransponível o abismo existente entre minha alma e meu corpo. Uma, busca a paz numa mentira envolvente. O outro, a confusão em desejos absortos. E nessa dualidade de ser ora uma, ora outro, minha razão morre, ao nascer, como se fosse um aborto. E o corpo, eterno necessitado, procura, se cansa e envelhece. E a alma, atriz em um palco, ama, odeia e fenece.
PRESSÁGIO
No fim, tudo se acaba e o que se deixa é pouco e questionável.

Do livro
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PONTEIO (Marineuma de Oliveira - junho, 2022 - selecionado no concurso literário A arte da Escrita, promovido pela União Brasileira de Escritores - PB), com 60 poemas escritos nos últimos 2 anos, cujo eixo norteador é fazer uma conexão poética através de linguagens, como a música, dança, teatro e as artes visuais, numa costura feita pela literatura.

Ponteio está disponível por meio do Instagram da Livraria do Luiz ou do WhatsApp: 83 9972-7584


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