Confesso que não alcançava o sentido dos versos do hino dedicado à Senhora de Fátima: “A treze de maio, na Cova da Iria”... Perguntava ...
Hinos, santos e catecismo
Ainda não descartei a minha que, durante dois anos, os canais locais de comunicação da Saúde me impuseram com disciplina tão responsá...
Sem máscara?
Fomos um estado exemplar no combate sem trégua.
No ponto mais agudo queríamos, como povo, festejar o São João, um desafio arriscadíssimo para os da terra e os que ao terreiro maior e mais animado dos festejos seriam atraídos. Governo e prefeito, independente de bandeiras políticas, souberam coligar-se. E João, e Romero, e todos os demais sem oposição a se encontrarem ou se abraçarem ansiosos no esforço salvador de improvisar hospitais, ampliar a oferta de leitos e, dependendo do Ministério, avançar com a vacina.
Nunca antes na história desse país tivemos uma eleição para presidente dessas! Não mais programa eleitoral, caminhadas, comícios, re...
Eleições 2022
Fico com Neruda, poeta do mundo, quando citou Arthur Rimbaud: só com uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade qu...
A lição de Neruda
Com Poesia magistral, o poeta chileno lutou contra as mazelas que destroem a humanidade, escravizam e reduzem a farrapos homens em seus elementares direitos.
A mídia tem mostrado com uma frequência preocupante a viol...
A sanha de vencer
O esporte existe para canalizar e reduzir a violência, mas o que temos visto ultimamente é a violência transformada em esporte. Um dos motivos para isso é a mística atribuída a certos clubes, cujos fanáticos torcedores os têm como religiões. Ou melhor, têm-nos como seitas, pois as religiões exercem um papel comunitário que essas agremiações estão longe de exercer.
E eis que Virginius completaria cem anos se vivo fosse nesse 19 de outubro de 2022. Levando a vida boêmia que levou, dificilme...
Cem anos de Virginius da Gama e Melo
Dolorosa, infeliz e real constatação. Estamos imersos nesta “ desumanidade “ sufocante em estágio avançado e para piorar a situação ain...
Mergulho em profunda reflexão
O atraso espiritual é asfixiante, de tirar o ar que respiramos. O que mais horroriza é sentir ruir a humanidade nas mãos de líderes equivocados, gananciosos na perpetuação do poder pessoal e de suas próprias dinastias, clãs familiares e de amigos.
No Canto IX de Os Lusíadas , em que se inicia o célebre episódio da Ilha dos Amores, momento e descanso merecido de Vasco da Gama e s...
Entre a espiga e a mão
Que bom ter o amigo Germano Romero se lembrado da extinta Great Western ao percorrer, com os seus, os caminhos de ferro da Europa, em ...
Trilhos e trilhas
Que bom ter reclamado a volta dos trens que tanta falta fazem à vida dos brasileiros e a um processo econômico que hoje se move em lombo de caminhão. Isso, com sabidos e dolorosos custos: o impacto dos fretes no salário nosso de cada dia, a superlotação das rodovias e a violência do trânsito que em tempos de paz tem por aqui saldos de guerra. Um desses relatórios da Confederação Nacional dos Transportes contabiliza quase 90 mil mortes por decênio.
O calor do sol, depois das 9, começa a ressecar o pulmão dos velhos ou dos doentes do peito. Há mais de sessenta anos, em fins de out...
O mesmo sol
Há mais de sessenta anos, em fins de outubro de 1959, fui passar a limpo uma tosse com febre persistente no final das tardes, e como resultado terminei saindo na manhã quente a suar frio e me acostar a Malaquias Baptista, jovem médico dos universitários, num posto ao lado do Cine Municipal.
Um dos sobrados mais antigos e imponentes, com marcas da história de Serraria, agora está nas mãos de um novo dono, ganhou espaços pa...
Um sobrado e suas histórias
“Hospital Albert Einstein libera bichos de estimação para pacientes em São Paulo” (Portal UOL) Certa manhã, ...
Um visitante fiel
– Princípio de AVC. É preciso internar agora. – Ele vai ficar bom? – quis saber Clotilde, apavorada. – A evolução depende muito dos hábitos de vida do paciente.
Casimiro não cometia excessos, mas também não era nenhum estoico. Fazia o que a maioria faz. Uma cervejinha nos fins de semana, vez por outra uma feijoada, doces com alguma moderação. Para não dizer que não fazia exercícios, combatia o sedentarismo caminhando todos os dias com o seu cão, Aladim.
Parece título de fábula ou de conto de fada. Mas não é. Trata-se de história verídica contada, segundo Mirabeau Dias, por Genival Vel...
O sapateiro que lia Dostoiévski
Todos nós procuramos ser felizes, mas a expectativa da velhice causa um certo temor, um receio do que nos proporcionará a felicidade ne...
Felicidade tem idade?
Vivemos em sua sociedade que enaltece o belo, o perfeito, e, um corpo envelhecido, por mais esforços feitos, sempre mostrará a passagem do tempo.
O livro de Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins, A primeira rua da capital paraibana: uma contribuição para a história do alvorece...
A primeira rua e o método da História viva
Muito pequeno, eu não entendia por que minha mãe chorava enquanto uma Nossa Senhora emoldurada na parede da sala de visita me abria um...
O riso da Santa
Bastou eu contar: “A santa está sorrindo”. Pronto, Dona Vininha não conteve as lágrimas. Foram tantas que algumas respingavam em mim que ardia em febre, no sofá de palhinha. O colo materno me servia de travesseiro.
Fazia pouco tempo que o sol ali penetrava por brechas no telhado. Minha mãe, bem cedinho, retirou-me da cama, silenciosamente, de modo a não acordar os filhos mais novos.




















