“A gente quer viver a liberdade A gente quer viver felicidade” A liberdade e a felicidade são gêmeas univitelinas! Passamos a vida pro...

Liberdade e felicidade

literatura paraibana liberdade felicidade marcia lucena cores vida
“A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade”

A liberdade e a felicidade são gêmeas univitelinas! Passamos a vida procurando por elas em diferentes momentos e situações, cada fase da vida, cada idade nos deparamos com felicidades e liberdades diferentes, mas com a maturidade e dependendo das experiências de vida, entendemos que a vida é feita de várias felicidades, várias liberdades diferentes...

Acreditamos que a verdade e a felicidade verdadeiras são, finalmente, aquelas que estamos vivendo no momento. E entendemos que tudo é uma construção diária, uma decisão constante. Isso é o que diferencia a maturidade das outras fases da vida - quando temos certeza do nosso protagonismo!

A vida revela nas pequenas coisas que não devemos nos desesperar, nem lutar contra, tampouco nos acomodar - a gente varre nossa casa todo dia, cozinha e come todo dia para poder sobreviver - então, da mesma forma, a gente decide ser livre e feliz todo dia! Ninguém pode decidir isso por nós! Somos nós que decidimos ser livres e felizes a cada dia.

E se um dia não dá pra ser assim, não conseguimos fazer contato com esse poder pessoal, sem problemas! Sempre há o amanhã! Está tudo bem. Se não é possível sustentar a felicidade e a liberdade o tempo todo - a luz é muito intensa - o importante é o exercício da busca e a certeza do encontro!

Sou livre e sou feliz, mesmo que hoje esteja encurralada pela tristeza. A tristeza é uma emoção, a felicidade é um sentimento. Um, vai e evapora com as horas e o outro enraiza com o tempo. A vida é uma paleta de cores: tem o momento de você conhecer as cores, de você usar as cores, de você descobrir novas cores com as misturas que pode fazer, o momento de pintar e ainda o momento de apreciar, contemplar e pintar ao mesmo tempo...

Contraditoriamente, quando o sutil amplia, o denso se torna frágil. Quando pintamos e apreciamos ao mesmo tempo, quando atingimos o alto nível de nossa humanidade possível, nosso corpo fica exigindo que olhemos o tempo todo pra ele! Nos chama o tempo todo! Conseguimos ir muito além, sentir ao invés de compreender. Como é importante sentir ao invés de compreender! Mas o corpo diz “estou aqui!”.

Pensamos que lá na fase de “conhecer as cores” era isso que estávamos vivendo: ampliando o sutil... Ow que lindo! Estávamos no denso, mas em movimento! E o movimento é que é fantástico! É o que é vida!

Agora, na fase de “apreciar e pintar” não perdemos uma só nuance! Deixamos as cores queimarem e amenizarem, irem e virem, e entendemos que nada é “para sempre”. E isso nos permite ouvir Pink Floyd e dar asas às lembranças da juventude, gratidão pelas cores do presente, e esperança na reparação vermelho-sangue do futuro!

COMENTE, VIA FACEBOOK
COMENTE, VIA GOOGLE

leia também