A provocação veio de Bauru, de Amanda Helena, para falar aqui sobre Astrud Gilberto e João Gilberto. São dois nomes que me encantam sempre...

A Arte não tem razão social

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A provocação veio de Bauru, de Amanda Helena, para falar aqui sobre Astrud Gilberto e João Gilberto. São dois nomes que me encantam sempre.

Sobre João Gilberto, meu irmão tinha um disco com mais de trinta músicas do baiano e vez em quando colocava pra tocar. Adorava a música do pato. Astrud vim conhecer depois, embora os dois tenham sido contemporâneos e até formaram um casal.

Aqui coloco Astrud cantando Garota de Ipanema, possivelmente a música brasileira mais tocada no exterior, no álbum “Getz/Gilberto”, um dos melhores que já ouvi em minha vida.

Aliás, esse álbum popularizou definitivamente a Bossa Nova em todo mundo.

Lembro agora de um crítico musical da Paraíba, amigo ligado ao PT na época, que gostava de criticar a Bossa Nova. “Música de elite”, costumava dizer. Deve ser coisa dos mesmos criadores de “quem compra livros é a elite”.

A arte não tem razão social. Sou fã da Bossa Nova, do jazz e fui criado ouvindo Pinduca quando morava no interior do Maranhão. Aliás, tenho uma coleção de discos de jazz e blues.

Deixemos de tese. Vamos de Astrud, João Gilberto e Stan Getz. Vamos de Bossa Nova, em homenagem a poeta Amanda Helena.

Há quase 2 anos, em entrevista a Mônica Bergamo, Toquinho disse: "Garota de Ipanema” hoje seria execrada”. Não só "Garota de Ipanema". Às vezes, fico escutando músicas dos anos 80, músicas bacanas de bandas, cantoras e cantores, e penso: essa música não seria gravada hoje, o politicamente correto patrulharia.

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No mais, a entrevista foi boa, para saber um pouco mais sobre Vinicius. Na parte política, só concordo quando ele critica o momento polarizado na política nacional, em que ninguém mais pode ser amigo de quem pensa diferente. E discordo quando ele diz que Bolsonaro é cria do PT. Não, Bolsonaro é cria do preconceito e conservadorismo brasileiro, que estava adormecido e acordou com força na última eleição.

Mas Toquinho não deixa de criticar o momento polarizado na política nacional:

“Os dois lados estão feios e rancorosos. Anos atrás você era de esquerda, de direita, de centro e tudo bem, as pessoas se respeitavam. Hoje em dia rompe relação de amizade, de família. Meu Deus, é uma coisa impressionante. Um absurdo.”

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