A julgar pelo título, poderia ser mais um filme sobre o animal mamífero. No entanto, trata da história de Charlie, um professor de lite...

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A julgar pelo título, poderia ser mais um filme sobre o animal mamífero. No entanto, trata da história de Charlie, um professor de literatura inglesa, gay, obeso, pesando quase 300kg. Dirigido por Darren Aronofsky, a obra fílmica, ainda em cartaz nos cinemas, é protagonizada por Brendan Fraser, conhecido amplamente por sua participação em “A múmia”.

Ou “Os grandes do nosso mundo”, que é o título de um livro de perfis biográficos. São perfis não mais que de duas ou três páginas...

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Ou “Os grandes do nosso mundo”, que é o título de um livro de perfis biográficos.

São perfis não mais que de duas ou três páginas, o bastante para reagirmos à névoa do esquecimento e trazer de volta expressões humanas que clamam, algumas delas, pelo recurso grego ou romano da estátua.

Cheguei por aqui pela primeira vez num ensolarado 31 de janeiro, no distante 1 987. Diriam os que me conhecem...

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Cheguei por aqui pela primeira vez num ensolarado 31 de janeiro, no distante 1 987. Diriam os que me conhecem ter sido uma paixão à primeira vista pela terrinha. Devo admitir que sim, pelo menos é o que vem demonstrando essa relação que já apagou 36 velinhas no verão que passou.

Qual a relação entre as palavras quente, caldo e calor, que intitulam este artigo? À primeira vista, alguns dirão que entre quente e ...

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Qual a relação entre as palavras quente, caldo e calor, que intitulam este artigo? À primeira vista, alguns dirão que entre quente e calor existe uma relação semântica de sensação térmica. Já com relação a caldo, dificilmente alguém verá qualquer associação com as anteriores, tendo em vista que o mais comum é que se relacione o termo a um sumo, como o saboroso caldo de cana.

Nova Iorque tem 8 milhões de habitantes, o Rio de Janeiro tem pouco mais de 6 milhões. Até 1990 imperava o caos em Nova Iorque. Naquel...

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Nova Iorque tem 8 milhões de habitantes, o Rio de Janeiro tem pouco mais de 6 milhões. Até 1990 imperava o caos em Nova Iorque. Naquele ano registraram-se quase 2.500 homicídios. Com a eleição de David Dinks, o único afro-americano eleito prefeito de Nova Iorque até hoje, começou a virada. Ele contratou 8.000 novos policiais (25% do efetivo) e organizou uma infraestrutura que foi sendo aperfeiçoada pelos prefeitos que o sucederam. Basta dizer que em 2012 os homicídios caíram para menos de 500. Enquanto isso, no Rio de Janeiro somente nos primeiros sete meses deste ano ocorreram 1.941 homicídios, 9% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Água pelo caminho, um caminho de águas, uma caminhada em busca das águas. Salgada, doce, fria, quente, para ser bebida, servida em of...

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Água pelo caminho, um caminho de águas, uma caminhada em busca das águas. Salgada, doce, fria, quente, para ser bebida, servida em ofertas. Líquida desce pelas encostas, cria estradas, salta por entre pedras, molda quadros, umedece o mundo, produz luz ao toque solar. Sensível e forte, mata as sedes humanas, tanto as corpóreas quanto as espirituais.

Jornais eletrônicos e de papel e tinta anunciam o segundo eclipse antes que outubro se vá. O primeiro foi o do sol, dia 14 passado. ...

Jornais eletrônicos e de papel e tinta anunciam o segundo eclipse antes que outubro se vá. O primeiro foi o do sol, dia 14 passado. Agora, vem o da lua, no entardecer deste sábado, 28. No primeiro caso, nosso satélite passou entre a Terra e o Astro Rei, todos na mesma linha. E decepcionou muita gente esperançosa de um espetáculo inesquecível: o da escuridão momentânea, às 11 da manhã, com galos e galinhas a subirem nos poleiros.

No Dia das Crianças, meu pensamento voltou-se ao tempo quando morava no sítio Taquio, santuário de minha infância,...

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No Dia das Crianças, meu pensamento voltou-se ao tempo quando morava no sítio Taquio, santuário de minha infância, edificado pelo trabalho de meus antepassados, alicerce de minha vida adulta e repouso na velhice.

“As coisas que contribuem para a longevidade saudável são as mesmas que fazem a vida valer à pena.” Fala do filme ... E " Os Seg...

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“As coisas que contribuem para a longevidade saudável são as mesmas que fazem a vida valer à pena.”
Fala do filme

... E "Os Segredos das zonas azuis”. Esse é o título de um delicioso documentário, viajando pelo mundo com o escritor Dan Buettner e descobrindo cinco comunidades únicas, onde as pessoas têm vidas muito longas e felizes e tem saúde até o fim da vida. Nada de novo no front! Ou do que já sabemos. Mas, outra coisa é ver tudo registrado. Entrevistas; lugares lindos e as suas longevas pessoas.

Okinaya, no Japão; Sardenha, na Itália; Ikaria, na Grécia; Nicoya na Cosa Rica; e Loma Linda, na California-EUA, foram os lugares escolhidos, ou melhor observados que tinham algo em comum, para que se vivesse tanto e com tanta qualidade de vida. De quebra ainda teve matéria em Singapura e numa pesquisa aplicada especial na pequena comunidade de Albert Lea, nos EUA, e o resultado em um ano foi o aumento da expectativa de vida de seus habitantes, o que pode indicar que seus resultados puderam, de algum modo, ser comprovados.

Claro que a comida (vegetais, raízes, mel ao invés do açúcar), outros ingredientes são vitais. As pessoas trabalham muito e por menos tempo, para que sobre tempo para o lazer. Andam muito. Fazem coisas com as mãos, como jardinagem. Tem um plano de vida, um propósito que os alimentam ao acordar. Rituais sagrados diários para aliviar o stress, as inflamações, e evitar a diabetes e o câncer. Pensar em deixar algo para a posteridade, conversar com amigos, a religiosidade, a fé. Tudo no pacote. Bebem, mas fazem o seu próprio vinho. Em Costa Rica colhem o seu feijão, o milho e o jerimum. Em Loma Linda, tem muito voluntariado. Estar em paz, cochilar, preocupação de pertencimento à uma comunidade de fé; fazer happy hours. Tem até um vocabulário específico para denominar a razão que os fazem levantar pela manhã. Seus gostos não funcionam todos os dias. Alimentos integrais e naturais. E os carboidratos, contém substancias outras, e se juntam ao milho, batata doce, verdes, castanhas, chás. E comem pouco, até 80% da saciedade.

Atitude, outra coisa importante. Comer com a família, cuidar dos idosos, comem devagar, e comida plantada por eles; e com moderação, conversam. Como se conectar? Priorizam a família. Parceria, amor, cuidar e amar. Círculo de amigos – investem a vida toda. Ter os amigos certos! Para fazer as coisas certas!

Singapura é um país inteiro de longevidade saudável. Expectativa de vida mais alta do mundo. E até outro dia era uma Vila de pescadores. Trabalhar duro, ser honesto, ser humilde. Quem joga tênis, vive mais (viu Teca e Anthony?). Políticas públicas que melhora a vida das pessoas. Interações ocasionais com porteiros e pessoais em geral. Proporcionam pequenos povoados artificiais para idosos. Com centro médico, praça de alimentação, e promovem encontros. A solidão existe como função do nosso ambiente. Sair para interagir com pessoas , um remédio que se opõe ao sentar e assistir TV. Não se consegue viver sozinho. Criar moradias de proximidade, pais e filhos, o que se opõe veementemente às Casas de Repousos, impessoais e tristes. O investimento econômico de adesão gera mais saúde e se constitui num benefício humano.

Setembro foi o mês Amarelo/Saúde Mental, e vejo ao meu redor muita gente com depressão, ansiedade, e outras doenças da alma. Nesse filme, e a vida nesses lugares, todos os espaços do corpo e do espírito são preenchidos com sabedoria. Comida, descanso, pausa, tempo, diversão, comunhão, compartilhamento, olhar ao outro, sono, trabalho, propósito, destino, ritmo lento, e amor.

Eu que já estou quase dobrando outro cabo da esperança, vivo a pensar na vida. Nas realizações, nas faltas, nas conquistas, no tempo do dia, nos prazeres, nos amigos, no social que falta, no que sobra, nas recusas, nos filhos, e no bem estar deles, nas minhas responsabilidades, ou nas ausências, mas principalmente no amor, aquilo que nos define aqui e lá. Jovem ou velho. Nesta ou em qualquer outra vida.

O filme é fantástico. Conhecer esses mundos, esses povos e as suas vidas, nos mostra o que temos ou deixamos de ter. Sem reclamar, sem ser rabugento, sem amarguras, azedumes, mágoas ou recalques. Isso sim, nos faz adoecer e viver pouco e ruim. Viva as zonas azuis!

A mitologia da Grécia Antiga era transmitida oralmente e registrada pela escrita e manifestada por meio da arte para compreender o Univ...

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A mitologia da Grécia Antiga era transmitida oralmente e registrada pela escrita e manifestada por meio da arte para compreender o Universo e a natureza, como por exemplo, a existência e o propósito da vida humana. A literatura erudita auxilia na compreensão das tradições culturais e científicas que contribuem nas criações das identidades dos povos ao longo dos séculos. Essas referências analisam conceitos e são aplicados aos costumes, seja nas ciências humanas ou exatas, e são frequentemente encontradas na intertextualidade, que estabelece relações de significado entre um texto e outro, ou na transtextualidade, quando o texto vai além dos seus próprios aspectos e interage com outros textos.

Eusébio tinha obsessão pela língua portuguesa. Desde moço lia Eça, Rui, Camilo, que para ele eram os expoentes do idioma. A leitura dos...

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Eusébio tinha obsessão pela língua portuguesa. Desde moço lia Eça, Rui, Camilo, que para ele eram os expoentes do idioma. A leitura dos clássicos incutira-lhe a ideia de que o uso do vernáculo devia ser apurado e solene. Nada de plebeísmos, nada da vulgaridade com que os incultos o maltratam no dia a dia.

Para Eusébio uma silabada, uma concordância malfeita, um pronome mal colocado eram crimes de lesa-pátria. Certa vez recusou-se a assinar um documento

Stefan Zweig tinha predileção por eles. Aos vitoriosos, preferia os perdedores, maiores e menores, não importava. Por isso, biografou...

Stefan Zweig tinha predileção por eles. Aos vitoriosos, preferia os perdedores, maiores e menores, não importava. Por isso, biografou e perfilou de Maria Antonieta, a rainha guilhotinada, a Sebastião Castellio, personagem pouco conhecido que teve a coragem de enfrentar o todo-poderoso Calvino – e perdeu, claro. Nos livros desse austríaco triste que conheceu a glória e o exílio, os perdedores ganharam a compreensão e a admiração da posteridade, o que, no fim, não deixa de representar a melhor e mais definitiva vitória.

Na próxima quinta-feira (26), pela manhã, irei autografar meus dois livros: "Encontro com Consciências - Diálogo da unidade c...

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Na próxima quinta-feira (26), pela manhã, irei autografar meus dois livros: "Encontro com Consciências - Diálogo da unidade com a diversidade" (2004) e "Infinito Amor: a Síntese da Vida" (2019), em stand, no pátio do estacionamento do centro administrativo estadual. O evento integra a programação da Semana do Servidor, promovida pela Secretaria de Estado da Administração.

Gosto, sempre gostei de anotar. Passando as folhas de um caderno de 2006 encontro essa fineza de recomendação num manual de jornalismo...

raca preconceito discriminacao afrodescendente
Gosto, sempre gostei de anotar. Passando as folhas de um caderno de 2006 encontro essa fineza de recomendação num manual de jornalismo que evito classificar: “Não dizer negro, mas afrodescendente.”

Pergunto eu: a ofensa ao negro não será mais ostensiva? O afrodescendente esconde a cor ou o preconceito?

"Nasci Nasceu Cresceu Namorou Noivou Casou. Noite nupcial. As telhas viram tudo. Se as moças fossem telhas não se casariam."...

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"Nasci Nasceu Cresceu Namorou Noivou Casou. Noite nupcial. As telhas viram tudo. Se as moças fossem telhas não se casariam."
Anayde Beiriz

Esse poema foi um dos poucos que chegaram até nós da poetisa paraibana Anayde Beiriz. Foi engolida pelas turbulências da Revolução de 1930, movimento desencadeado quando seu noivo, o advogado João Dantas, assassinou João Pessoa, em 26.07.1930.

Nunca executara aquela cantiga do bom ouvir em planícies nem desertos. Porque o cantar já não lhe apetecia ou o uivo imenso de um lobo ...

cronica paraibana velhice solidao
Nunca executara aquela cantiga do bom ouvir em planícies nem desertos. Porque o cantar já não lhe apetecia ou o uivo imenso de um lobo isolado em suas meditações impedia imitar o passarinho engaiolado perto do quarto. O quarto onde curtia dores martelando na bigorna de seus ferimentos. Tanto trabalhara no roçado, as mãos inchadas, os pés rachados, a face riscada de rugas pela inclemência do sol. Escutava, ao longe, a sanfona tocada pelo compadre, o fole puxando o forró que ficara famoso nos fins de semana.