Como seria viver no ano de 1794? As pessoas viviam sem conforto, com dificuldades, condições de vida muito precárias. Para se iluminar as ...

Modesto, porém sagaz

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Como seria viver no ano de 1794? As pessoas viviam sem conforto, com dificuldades, condições de vida muito precárias. Para se iluminar as casas, usava-se banha de carneiro nas luminárias, plantava-se para o próprio sustento e confeccionavam-se as próprias roupas.

Um menino de 11 anos de idade, parou de estudar para ajudar ao pai nos trabalhos, porque o irmão mais velho havia falecido. Cornelius Vanderbilt nasceu no ano de 1794, em Staten Island, NYC. Descendente de colonos holandeses, que na época constituíam a maioria da população de Nova York.

Cornelius Vanderbilt Mathew Brady
De início já demonstrou habilidades com o manuseio dos barcos. Seu pai possuía uma pequena terra onde plantava e também trabalhava como barqueiro. Periodicamente havia o mercado para onde convergiam os barcos saindo de Staten Island para Manhattan com a finalidade de venderem os produtos produzidos por eles.

Aos 16 anos de idade, já então muito competente no que fazia, decidiu comprar o seu próprio barco, que foi financiado pela mãe. Ela dividiu o valor total em dez parcelas, para que ao longo do tempo ele fosse saldando a dívida.

A Senhora Phebe Hand Vanderbilt era progressista, apesar da época em que viveu, porque ao mesmo tempo que era dona de casa, produzia geleias, costuras, destinadas à venda no mercado, onde costumeiramente seu esposo se dirigia.

Em tempo difíceis de guerra o pai se viu obrigado a hipotecar a casa. Chegando o dia do pagamento da dívida, não dispunha de dinheiro, ao que Phebe com suas economias, salvou a família de perderem o imóvel.

Aos 18 anos de idade, durante a guerra anglo-americana, ele conseguiu um contrato para transportar soldados e mantimentos para fortalezas mais próximas. Com o dinheiro ganho, investiu na compra de mais barcos e ao mesmo tempo acrescentou uma rota, dessa vez, saindo de Boston para Delaware Bay.

Nos anos subsequentes, ele reinvestia, cada vez mais, comprando barcos e abrindo novas rotas marítimas.

Presenciou a modernidade chegar, com o surgimento dos barcos a vapor. Thomas Gibbons, empresário dos modernos barcos, percebeu-lhe a grande habilidade profissional e afinco ao trabalho, e o convidou para gerenciar a sua companhia. Foi nessa época que ele desenvolveu grande habilidade em engenharia mecânica dos barcos a vapor. No contrato, além do salário, ele passaria a ter participação nos lucros da companhia.

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Domínio Público

Sucessiva e incansavelmente, ele ia aumentando sua frota de barcos e diversificando, seja em turismo, transporte de produção bem como transporte de passageiros, otimizando cada vez mais a sua companhia de barcos.

Em batalha judicial, quebrou o monopólio da rota que partia do Hudson River. Também de forma predatória, quebrou outros monopólios, reduzindo custos das passagens a zero, forçando os oponentes a se retirarem do mercado em curto espaço de tempo.

A criação da frota que denominou “A linha do povo” com tarifas abaixo do preço de mercado logo o transformou em milionário. Costumava afirmar que um bom serviço é o que atrai os clientes.

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Domínio Público

Em 1850, teve um novo insight, que o tornaria ainda mais rico por consequência: a rota partindo de NYC para a Califórnia passando pela Nicarágua, onde as pessoas fariam a troca de navios. Era a Golden Rush, época de grande movimento econômico na área: A corrida do ouro.

A percepção sagaz não se cansava, quando novamente observou a “saturação” do transporte marítimo. Aos poucos foi vendendo os seus barcos, investindo em linhas férreas e compras de trens cargueiros e de passageiros. O advento o tornou um precursor no transporte ferroviário tornando-o o maior investidor, por consequência, o dono da maior malha ferroviária do mundo. Linhas que se espalhavam por todo o território norte-americano e se estendiam até o sul do Canadá.

Já com idade avançada, percebeu que o produto que se transportava nas linhas férreas era a chave para o aumento no lucro dos seus negócios. A partir daí surge nova parceria com John D. Rockfeller e ele passou a transportar querosene em mais um outro milionário contrato.

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Construiu a Grand Central Station, lugar para onde convergiam todos os trens da época e atualmente também centraliza todos os terminais de metrô.

Salvou a bolsa de valores de uma provável queda, porque na época possuía mais dinheiro do que o Tesouro norte-americano. Saldou dívidas governamentais e de todo o setor privado. Impulsionou a revolução dos transportes (marítimos e ferroviários ), remodelou o modo de vida do povo americano, e recebeu do governo uma medalha de ouro pela doação de 3 navios para ajudar na guerra de Secessão.

O livro “The First Tycoon” (O primeiro magnata ) foi o ganhador do prêmio Pulitzer em 2010, por melhor biografia. Seu autor, T. J. Stiles, destaca em Vanderbilt, o dom intuitivo, de um homem que mesmo milionário era reconhecidamente tido como um homem simples, uma pessoa humilde, disciplinado no seu trabalho e sempre pronto a ajudar as pessoas à sua volta. Seu empreendedorismo o levou a ser o maior empregador do país, possuindo mais de 180 mil funcionários em suas companhias. Pode-se concluir que a história da evolução de Vanderbilt se funde com a própria história americana.




Verônica Maria Farias é graduada em ciências econômicas
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  1. Uma bela biografia. Eis um exemplo de pessoa iluminada !parabéns pelo texto Verônica Farias !

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  2. Parabéns pelo belo texto dona Verônica! Histórias de vida que nos inspiram! 😊

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  3. O Ambiente de Leitura Carlos Romero e a ALCR-TV agradecem aos leitores, autores e telespectadores pela prestigiosa participação, pelo compartilhamento, comentários sempre bem-vindos e convida a todos para que continuem nos prestigiando com sua importante e honrosa presença.

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