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Isolamento é fogo. Tem efeito agravado no transcurso dos dias. Com o corpo preso, a mente ganha asas. Ando a sonhar na brevidade de qualque...

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Isolamento é fogo. Tem efeito agravado no transcurso dos dias. Com o corpo preso, a mente ganha asas. Ando a sonhar na brevidade de qualquer cochilo. Sonho com todos e com tudo.

Acredite. Muitas vezes, não vale a pena pesquisar aquilo que não se entenda. E vale menos ainda se o assunto disser respeito à medicina e s...

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Acredite. Muitas vezes, não vale a pena pesquisar aquilo que não se entenda. E vale menos ainda se o assunto disser respeito à medicina e seus tratos.

Como aquilo me atraía. O reflexo dourado, a profusão de bolhas, o exagero de espuma. Perto dos 15 anos, atração igual eu apenas sentia pela...

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Como aquilo me atraía. O reflexo dourado, a profusão de bolhas, o exagero de espuma. Perto dos 15 anos, atração igual eu apenas sentia pela filha do melhor freguês do meu pai, moça já feita. Mal percebia que não era capaz de dar conta de uma coisa nem de outra.

Acho que, bem ou mal, o sujeito que eu sou, a percepção que tenho de tudo, a profissão que abracei decorrem do fato de que vi meu mundo pel...

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Acho que, bem ou mal, o sujeito que eu sou, a percepção que tenho de tudo, a profissão que abracei decorrem do fato de que vi meu mundo pela janela do trem.

Afinal, quem, dentre os meus, pegou e não devolveu o dvd com “American Graffiti”, o filme há muito exibido no circuito nacional de cinemas ...

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Afinal, quem, dentre os meus, pegou e não devolveu o dvd com “American Graffiti”, o filme há muito exibido no circuito nacional de cinemas como “Loucuras de Verão”?

A propósito, por que as casas exibidoras teimam em buscar bilheterias com títulos idiotas? Duvidam da inteligência do distinto público? “Grafite Americano” falaria menos ao interesse e sentimento dos compradores de ingresso?

Nestes dias angustiantes de isolamento, a leitura de uma postagem de Fábio Mozart traz-me uma saudade a mais. Logo agora, num instante de t...

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Nestes dias angustiantes de isolamento, a leitura de uma postagem de Fábio Mozart traz-me uma saudade a mais. Logo agora, num instante de tantas ausências. É que Mozart me remete a Creusa Pires.

Não sei do ano. Mas estou certo de que foi na semana do fechamento de A CARTA, a publicação do editor Josélio Gondim que por alguns anos mo...


Não sei do ano. Mas estou certo de que foi na semana do fechamento de A CARTA, a publicação do editor Josélio Gondim que por alguns anos movimentou a cena política e cultural da Paraíba.

Encarregado de matérias para as Páginas Amarelas, eu havia procurado Linduarte Noronha a fim de um bate-papo sobre “Aruanda”, o curta metragem inscrito na lista de precursores do Cinema Novo, movimento que teve em Glauber Rocha sua mais forte expressão.

Entrevista feita e editada, eu era informado da extinção da Revista. Sem mais pensar, dei meia volta com o texto debaixo do braço e segui até o CORREIO, onde o entreguei de mão beijada para publicação no domingo seguinte, se bem lembro.

A iniciativa me valeu apertos de mãos e telefonemas elogiosos, menos em razão de algum mérito pessoal e mais, muito mais, em decorrência do que me contava o entrevistado acerca do filme, um documentário com pitadas de ficção e um marco do cinema nacional que rompera com o velho modelo de inspiração hollywoodiana.

Aruanda foi, neste sentido, a primeira cara do Brasil interiorano miserável, desprezado, entregue à própria sorte. E foi o lançamento de um modelo estético gritantemente inovador.

“O que deve dizer o cinema brasileiro sem dinheiro, equipamento nem sala de exibição?”, perguntava-se, antes, Jean-Claude Bernandet.

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Linduarte Noronha
Linduarte Noronha e Rucker Vieira responderam a isso, pouco depois, em 1960, convém lembrar, com os auxílios luxuosos de Vladimir Carvalho, Jurandy Moura e João Ramiro Mello.

Linduarte me contou de viagens ao Rio de Janeiro em busca da máquina de 35mm com a qual rodou o filme, até consegui-la. Me falou da ideia de destelhar casebres da Serra do Talhado, nos ermos de Santa Luzia, para a iluminação das cenas tomadas entre quatro paredes. Também, da improvisação de rebatedores de luz advinda de fogueiras o que garantiu o aspecto fantasmagórico de algumas tomadas.

E o pessoal no Rio, abismado, incrédulo, quando das primeiras projeções: “Como você conseguiu isso?”, “Que refletor foi esse?”, “Onde foi buscar corrente elétrica?”.

“Aruanda”, em preto e branco, é um desses sucessos de crítica longe do olhar e do sentimento de um público desacostumado ao gênero. É cultuado, isto sim, pela gente do ramo mais afeita às técnicas, as propostas e à gramática do cinema. É peça consagradora da “estética da fome”, ao que se dizia dessa vertente do Cinema Novo. Na trilha, outra inovação, modinhas populares e temas do folclore brasileiro.

Acabo de revê-lo, em seus quase 21 minutos e 30 segundos, via Youtube, com a alma em festa. E me bateu uma saudade enorme do Gordo. A última conversa que tivemos deu-se a propósito da necessidade de restauração do Engenho Corredor quando ele então presidia o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, o velho e sofrido Iphaep...


Frutuoso Chaves é jornalista
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