Desde que me entendo de gente nunca vi tanta alternância meteorológica: um dia de sol hoje, um dia de chuva amanhã. Parece até que o sol fe...

Sorriso do sol, choro da chuva

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Desde que me entendo de gente nunca vi tanta alternância meteorológica: um dia de sol hoje, um dia de chuva amanhã. Parece até que o sol fez um acordo com a chuva: “hoje é sua vez, amanhã será a minha”. E nessa nova parceria, chuva e sol vão caminhando juntos.

Não dá nem para a gente reclamar. Se o céu cobriu-se de nuvens, se a escuridão desceu sobre a Terra, depois de algumas horas, a luz vai expulsando as nuvens, e o sol volta a reinar.

E nessa união de extremos, podemos tirar uma excelente lição: que devemos conciliar as diferenças, que devemos aceitar as diversidades, que devemos caminhar para unidade.

Viver é coexistir, é conviver. Portanto, saibamos conviver com as diferenças. Disse bem o filósofo: nenhum homem é uma ilha.

Agora mesmo o sol desfila na paisagem com muito charme. Não demorará muito e tudo se cobrirá de nuvens. Aí teremos escuridão invés de claridade. E é necessário que haja essa dança dos contrastes. É nisto que reside a beleza da vida. Não fosse assim, tudo cairia na monotonia, no tédio. É preciso que existam as trevas para darmos valor à luz. É preciso que haja a doença para darmos valor à saúde. É preciso que ocorra o barulho para valorizarmos o silêncio.

Que venham o sorriso do sol, o calor do sol, a luz do sol . Que venham depois o choro da chuva, o frio da chuva, a escuridão da chuva. E nada de reclamação, nada de revolta, nada de julgamento, nada de apego, nada de exclusivismo.

Sorrisos e lágrimas, alegria e tristeza, presença e ausência, vida e morte. Eis o eterno ritmo da vida.
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