De repente o caos. O som do impacto silencioso reverberou pelo mundo. Fugimos para os lares com a pergunta: E agora? Muitos, atordoados, ...

O mundo gira


De repente o caos. O som do impacto silencioso reverberou pelo mundo. Fugimos para os lares com a pergunta: E agora?

Muitos, atordoados, estão há semanas inertes. Quando recolhidos evitam o vírus, mas não a si mesmos. A cura virá pela ciência, o pão pelo estado se preciso, mas quem alimentará nossos sonhos? Quem fará valer a pena o fôlego de um pulmão sadio?

Não existe máscara para evitar a pandemia de desespero
As ruas vazias podem deixar equivocados e desavisados com a sensação que tudo está parado. Mas o mundo gira, em torno de si e do sol, não em torno de nós. Há guerra.

Quem não tinha propósitos antes, tem ainda mais dificuldade agora. Estatísticas não dizem quantos sobreviverão, não do vírus, mas do silencioso processo seletivo onde prevalece o engajamento individual.

É tempo de planejar, estudar e executar.

O mundo não acabou, ele apenas mudou. Os recursos estão mais escassos, mas a nossa energia ainda é a mesma, e o que faremos com ela para fazer parte dessa nova sociedade?

Não existe máscara para evitar a pandemia de desespero que se alastra nos corações. Não há higienização para mão que colocada no arado olha para o que já foi.

Faremos parte da transformação e não apenas veremos pela janela a construção do novo mundo.


Carlos Rolim é engenheiro civil

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