Paraíba, 6 de março de 2022

Pauta Cultural (Ep. 31)

Paraíba, 6 de março de 2022

◒ Acontece
Centro Cultural S. Francisco
F
oi aberta no Centro Cultural São Francisco a mostra “Muito além do arco-íris”, com pinturas do artista paraibano Ivan Freitas.

A vernissage ocorreu no último dia 4 de março, organizada por iniciativa do curador de artes Augusto Moraes. O acervo é da coleção particular do paraibano Luizmar Medeiros, há vários anos radicado em São Paulo.


Ivan Freitas, que terá em 2022 o seu 90° aniversário de nascimento, é um dos grandes nomes das artes plásticas, autor de obras em perspectivas singulares que incitam a contemplação de paisagens geometricamente cativantes. Sua arte foi abordada no ensaio literário “Um quintal quântico”, de autoria do artista plástico paraibano Alberto Lacet, no Ambiente de Leitura Carlos Romero.

A exposição ficará em cartaz no Centro São Francisco durante os meses de março e abril.
A
os poucos a vida promete voltar ao normal com a amenização da pandemia e alguns aprendizados úteis. As restrições forçaram a criatividade em busca de alternativas. Embora mais destinada a ambientes acústicos, fechados, a música erudita passou a extrapolar limites e chegou a pubs, áreas livres, estações ferroviárias e até estacionamentos, no Reino Unido.

Tudo começou quando algumas estrelas da música clássica dispuseram-se a exibições públicas, ao vivo, em pequenos locais, tentando suprir a carência cultural imposta pelo confinamento, com todos os cuidados sanitários. Entre os músicos pioneiros da iniciativa estão os disputados violoncelistas britânicos Sheku Kanneh-Mason e Steven Isserlis, a pianista canadense Angela Hewitt e a violinista russa Alina Ibragimova, habitués de grandes palcos, que vêm se apresentando em recintos menores, a preços menores, a exemplo do Fidélio Café, no descolado bairro londrino Clerkenwell.

Gerardo Rabello
G
erardo Rabello, jornalista, apresentador da TV Manaíra (Band), editor do portal gerardo.com.br e da Revista Premium, mantém seus leitores e ouvintes igualmente atualizados pelo programa “Muito Mais”, que encaminha em formato de áudio às suas listas de contatos, via WhastApp.

Na quarta-feira de cinzas, dia 2 de março, Gerardo dedicou seu programa ao texto da cronista Ana Adelaide Peixoto, publicado no Ambiente de Leitura Carlos Romero, no qual se retratou emocionado, identificando-se muito com a alegria revivida nos carnavais de outrora, descrita nostalgicamente pela autora na crônica “Confete & Sepentina”.

◔ Acontecerá
Aluísio Francisco da Luz
E
m 1954, um atleta paraibano foi convocado pela primeira vez para integrar a Seleção Brasileira de Futebol e jogar na Copa do Mundo. A história do craque natural de Cabedelo — Aluísio Francisco da Luz, o “Índio” — vai virar filme sob a direção de Lúcio Vilar em projeto idealizado pelos produtores Fábio Henrique e Nelson Meira.

Índio foi o autor do gol que classificou a Seleção Canarinha para o Mundial de 1958, sendo depois substituído por Pelé. Entre as simpatias angariadas ao longo de sua trajetória estão personagens como o escritor José Lins do Rego, que o tinha como um “xodó” e a quem chamava carinhosamente de “O menino de Cabedelo”, e o compositor Ary Barroso, que lhe fez menções em música.

Assim como ocorreu com muitos atletas de sucesso de sua época, Aluísio teve uma vida marcada por dificuldades. Ainda criança, perdeu o pai e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde residiu até 2020, ano de seu falecimento, aos 89 anos.

T
rês livros serão oficialmente lançados pela Editora A União, na Fundação Casa de José Américo, na próxima quinta-feira, dia 10. O evento intitulado “Noite da Literatura” será aberto pelo Governador do Estado (PB), João Azevedo em data comemorativa do 42° aniversário de morte do escritor José Américo de Almeida e do 40° da Fundação que leva seu nome.

Os títulos “Janelas da História”, “Espelhos de Papel II” e “Paraíba na Literatura II” fazem parte de audacioso projeto da equipe integrante da Empresa Paraibana de Comunicação, que congrega todos os veículos públicos de comunicação, dirigida pela jornalista Naná Garcez. Nos livros estão reunidos trabalhos que se destacaram na literatura, entre crônicas, artigos e perfis de autores paraibanos.

Naná Garcez
Madalena Zaccara
O
utra novidade é o lançamento presencial do livro “As mulheres artistas brasileiras na École de Paris”, da professora e arquiteta Madalena Zaccara. A obra é fruto de intensas pesquisas que abordam contextos socioculturais, o papel das escolas, academias, os movimentos artísticos, os salões e exposições com descrição individual de várias artistas “que foram, em sua maioria, excluídas dos livros de História da Arte”, como descreve em sinopse a professora pernambucana de Artes Visuais, Maria Betânia e Silva.

Madalena Zaccara é doutora em Artes pela Universidade de Toulouse, (França), pós-doutora em Artes Visuais pela Universidade do Porto (Portugal) e fará sua sessão de autógrafos na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba, no próximo dia 18 de março, às 19h00.

⊙ Imperdível
A
criação artística parece ter inspiração em obras sublimes. Segundo o poeta Waldemar José Solha, ao contemplá-las, de um lado segura-se na mão da "divinity", referida no Hamlet de Shakespeare, e, do outro lado, na mão invisível que providencia o sustento para sobrevivência, descrita por Adam Smith, o filósofo economista. Tudo enriquecido pelo paralelo construído no texto “A divinity de Shakespeare e the invisible hand de Adam Smith”.
U
m interessante passeio pelas antigas marchinhas de carnaval, com toda sua poesia, deliciosas controvérsias, jocosas inconveniências linguísticas, menções do tipo “politicamente incorretas” faz-se na crônica “Corrigindo o carnaval”, do professor Chico Viana.
N
o texto “Joseph Stalin ou Vladimir Putin?”, uma retrospectiva histórica que remonta ao perverso período stalinista, formação e destruição do bloco soviético, desastrosos governos russos, fragilidade da OTAN, até a preocupante situação atual, o escritor e historiador Sérgio Rolim Mendonça tece suas considerações acerca dos riscos de que o mundo venha a ser vítima dos desmandos do governante russo, que tem nas mãos a atual segunda maior potência nuclear do planeta.
Caix@ Postal
"Não há Paz de Espírito mais gratificante do que o Amor e Gratidão que tivermos pelos nossos amados pais! Tenho uma saudade imensurável deles, mas a certeza de que fui uma filha presente, amorosa e grata! Sei que me guardam e velam por mim em outra dimensão de amor e paz!"
Valeria Onofre ▪ 05/03/2022
Comentário sobre o texto Como nossos pais, de Marcos Pires.


"Tudo lindo nos seus poemas, José Nunes... Viver com poesia é sempre mais leve."
Eliane Andrade Neves Baptista ▪ 04/03/2022
Comentário sobre o texto Veredas e enseadas, de José Nunes.


"Belo texto, Petrônio. E eu aqui me lembrando que ‘naquela mesa ele sentava sempre e me dizia sempre o que é viver melhor’... As coisas que a gente ainda lembra de cor saíram da grande mesa."
Fernando Leal ▪ 02/02/2022
Comentário sobre o texto A mesa grande, de Petrônio Souto


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  1. Uauuuu!!
    Germano Romero !!Parabenizar é pouco pela " Excelência " desta Pauta/Texto/ Informativo/ Contextualizações ... Enfim ☝uma "Obra literária " sobre muitos e valiosos personagens desse universo Paraibano com suas "Criaturas especiais em seus eventos valiosos.
    Paulo Roberto Rocha

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