30.12.12
N inguém amou mais esta nossa capital, a antiga Felipéia, também chamada Frederika, do que o escritor e poeta Ascendino Leite, que chegou a ...
Paraibanismo
Ninguém amou mais esta nossa capital, a antiga Felipéia, também chamada Frederika, do que o escritor e poeta Ascendino Leite, que chegou a escrever um belo e livro intitulado “Minha Cidade”, uma espécie de declaração de amor à terra que nasceu à beira de um rio e foi parar no mar de Tambaú, onde ainda se vê o belo e imponente Cabo Branco, que, como se informou, está sendo corroído pela erosão.
Outro grande apaixonado por João Pessoa foi o genial lírico, poeta Perillo D´Oliveira, autor de “Caminhos Cheios de Sol”. Perillo amava tanto esta nossa capital que chegou a compor uma oração, que começa assim: ”Ave Cidade, cheia de graça! O meu espírito é contigo”.
Eu nasci em Alagoa Nova, um verdadeiro sítio de mangueiras, segundo o poeta e historiador Eudes Barros. Mas dela saí com a idade de quatro anos. Deixei a mãe-terra orando para mim.
Acontece que a cidade cresceu, sofisticou-se. Aí apareceram os grandes edifícios, sedentos de espaço e altura, e com nomes estrangeiros. Ora vejam estas denominações: “Maison de France”, “Mediterranée”, “Palazzo Milleluci”, “Milanesi”.
Mas não houve antes uma lei limitando a expansão e o adensamento dos espigões, a exemplo da lei que limitou a altura dos edifícios à beira-mar, através da brilhante iniciativa do governador João Agripino. Mas, em Tambaú e Manaíra, parece que todos aqueles prédios caíram de para quedas, aos montes, matando as árvores, sufocando o ar, impedindo o vento...
E o paraibanismo, o amor à terra, foi desaparecendo. Cadê denominação como edifício Manaíra, Sanhauá, Acácia, Ipês, Flamboiá, Tambaú?... Mas quem está dando uma lição de paraibanismo, que merece palmas de todos nós, são as nossas emissoras de TV. Incrível como isso aconteceu. Ei-las: TV Cabo Branco, TV Sanhauá, TV Tambaú, TV Correio da Paraíba, TV Cidade João Pessoa, TV Miramar.
A verdade é que João Pessoa, depois que nasceu, lá na cidade baixa, não satisfeita com a chegada na praia de Tambaú, onde há o mar e a praia mais bonitos do mundo, achou de subir o Planaldo do Cabo Branco, onde a cultura está encontrando espaço, com a Estação Ciência, Estação das Artes. E as festas de Natal e Ano Novo acendem, cada vez mais, a curiosidade dos turistas. E que o final da nossa mais bonita avenida, a Epitácio Pessoa, deixe de ser estacionamento de carro e barracas para comilança e bebedeira...
26.12.12
V ocê já viu um peru no quintal? Vez por outra, ele se incha e sai exibindo suas penas aos outros animais. Eis aí a imagem da vaidade. Mas a...
O peru e o Natal

Você já viu um peru no quintal? Vez por outra, ele se incha e sai exibindo suas penas aos outros animais. Eis aí a imagem da vaidade. Mas acho que o peru não tem essa intenção de ser melhor do que os outros. O peru é humilde e, nas festas natalinas, muitos deles vão para a mesa. Não para comer, mas para serem comidos, lembrando o Hamlet de Shakespeare, quando um personagem perguntou a outro: “Onde está Sicrano?” E a resposta foi muito realista: ”Está num banquete onde não come, mas é comido”! Ele o queria dizer que estava no cemitério. E, aqui para nós, o cemitério é um grande banquete para os vermes.
Mas deixemos de coisas lúgubres e voltemos ao peru, que, decerto, gostaria de ser poupado na festa comemorativa do nascimento de Jesus. Animal simples, o peru. O poeta Sérgio de Castro bem que deveria aproveitá-lo para um poema no seu próximo “Zoo Imaginário”...
O peru é dócil. Se você der um grito, ele responde com outro grito. E, cá entre nós, como diz a amiga Rose Silveira, eu, na meninice, me diverti muito com isso.
Mas essa inofensiva e bonita ave não se incha de vaidade. Estufa-se de contentamento, embora, vez por outra, se entristeça com a festa de Jesus, quando ele papado. Eu imagino a sua reflexão, a sua angústia, o seu medo. Se ele pudesse, voaria bem alto, para um lugar que nem uma águia e iria pousar, bem longe, numa montanha, até que o Natal passasse.
Dizem que o peru é uma ave supersticiosa, meio boba, pacífica. Não sei como ele não esteve na manjedoura, junto com outros animais, vendo Jesus nascendo.
E quer ver uma coisa? Trace um círculo em torno do peru e ele não sairá deste círculo. Ele é como certas pessoas que ficam presas à rotina, incapazes de uma aventura, incapazes de sair do círculo mental do comodismo, da mesmice. Não indagam, não pesquisam, não estudam, não refletem. O dia de ontem é sempre o mesmo de hoje, e de amanhã...
Não seja peru, leitor, seja águia, gaivota, busque novos horizontes, não se prenda ao fanatismo religioso. Fanatismo é a doença da fé. Foi o fanatismo que levou os sábios à fogueira, e que queimou Joana D”Arc.
É o peru no Natal, o peixe na Semana Santa... Sei não. É melhor encerrar essa crônica...
26.12.12
E stive ouvindo recentemente a sinfonia nº 9, de Bruckner, mas, antes de assistir à mesma peça sob a regência do famoso maestro Her...
Confesso que chorei
Estive ouvindo recentemente a sinfonia nº 9, de Bruckner, mas, antes de assistir à mesma peça sob a regência do famoso maestro Herbert Von Karajan, que rege como quem está com raiva. Com o semblante solene, sério, de quem não está de bem com a vida, ele parecia arrancar as notas da partitura como se fossem espinhos. A sinfonia é de uma extrema suavidade, sobretudo, no final, que enternece, que nos transporta ao paraíso. Mas Karajan não perdia no rosto aquela severidade que o caracteriza. A cabeleira muito alva e bonita, o maestro austríaco nascido em Salzburg, terra de Mozart, de muita cultura, mostrava pouca doçura no semblante. E eu estava vendo a hora ele parar o concerto, e passar um carão em um algum músico desafinado.
E fiquei monologando: por que tanta carranca, meu Deus dos Céus? Do rosto bonito não saía nem um sorriso. Mais ainda: nem um meio sorriso. E o sorriso é como o sol, ilumina, alegra, estimula. Pus-me a refletir: será que o genial regente é sempre assim? Assim, diante da visão do mar, do crepúsculo, de uma árvore em floração? Dizem que o maestro austríaco nutria simpatias pelo Nazismo, logo com Hitler, que não era de sorrir.
Mas depois de Karajan, eis que passo a ouvir Leonard Bernstein, um homem que é a própria música. Ele não só externa um belo e humano sorriso, como chega até a dançar sobre o tablado. Era como se ele fosse a própria música. Ambas se fundiam numa comovente imagem. Bernstein! Como ele me comoveu chegando a provocar lágrimas! E fiquei a monologar, qual a razão de tão diferentes comportamentos? Por que a carranca de um e a doçura do outro?
Bernstein! A cabeça alva como a neve, um meio sorriso no rosto cheio de rugas, e todo o corpo vibrando, como se a orquestra em “tutti” ainda fosse pouco. O suor, os olhos, às vezes, se fechando, como se estivessem dormindo, e aquele sorriso que me fez chorar de emoção.
25.12.12
Se você tem interesse em praticar ou aprender francês, encontrará nos sites abaixo um vasto e interessante material didático para essa empr...
Cursos de Francês Gratuitos Online
Se você tem interesse em praticar ou aprender francês, encontrará nos sites abaixo um vasto e interessante material didático para essa empreitada, tais como questionários, vídeos, áudio, passatempos, além de textos curtos e fáceis de compreender.
22.12.12
O menino nasceu para melhorar o mundo. O mundo dos poderosos, dos fazedores de guerra, dos viciados do poder, que moram em palácios luxuoso...
O Menino da Manjedoura
O menino nasceu para melhorar o mundo. O mundo dos poderosos, dos fazedores de guerra, dos viciados do poder, que moram em palácios luxuosos, dos analfabetos do amor e doutores do ódio.O menino nasceu com a difícil missão de salvar o mundo. Veio ensinar o caminho da felicidade, da concórdia e da paz. E sua primeira lição a da humildade, talvez a lição mais difícil do mundo. Ao invés de um palácio, escolheu uma manjedoura, ora vejam só. Isto é lugar para se nascer? Mas uma estrela desceu à Terra para iluminar a manjedoura humilde. Nenhum palácio por mais luxuoso, foi iluminado daquela maneira.
Teve como pais um carpinteiro e uma mulher do povo. E cresceu na pobreza material. Não pôde frequentar uma escola, consequentemente, não recebeu diplomas de Mestre, nem PHD. Assim mesmo enfrentou um caloroso debate com os doutores da lei, com apenas doze anos. Donde teria vindo aquela cultura ? O menino da manjedoura começou a perturbar os doutos, a provocar invejas, a inquietar os religiosos. Depois, o Menino da Manjedoura começou a dar vista aos cegos, a limpar leprosos, a movimentar paralíticos, praticar curas incríveis, sem ser doutor. Mas a sua missão na Terra era implantar o Reino de Deus. O Reino do amor, o da paz e da sabedoria. Mas, sozinho, como cumprir a sua missão? Teve de convocar gente para o difícil trabalho. E não foi à procura dos doutos, e sim, de humildes pescadores, que largaram suas redes, para acompanhar aquele homem de voz cativante, cujo olhar era de uma doçura nunca vista. Depois, foi atrás de comerciantes, de cobradores de impostos, que também atenderam ao seu chamado, sem tergiversar. O menino da manjedoura começou a sua jornada.
E pelo crime de pregar o amor, do “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, foi acusado, condenado, insultado, humilhado e, por fim, pregado numa cruz de braços abertos e tendo como companheiros dois malfeitores. Mas, no alto da cruz, todo ensanguentado, ainda teve ânimo de pedir ao Pai perdão aos seus acusadores. Morrendo de sede, pediu água e lhe deram vinagre.
Estamos, neste Natal, comemorando o seu nascimento, cada um ao seu modo. Mas o que o Menino da Manjedoura deseja é que transformemos nosso coração numa humilde manjedoura. É no intimo de cada um que Jesus deseja nascer, pois, deixou o mundo rogando que amássemos uns aos outros.
21.12.12
O painel acima mostra quatro simples regrinhas para alguém enfrentar a vida. Nenhuma delas é espinhosa. Pense bem nas mensagens: divertir-s...
4 instruções básicas para viver a vida plenamente
O painel acima mostra quatro simples regrinhas para alguém enfrentar a vida. Nenhuma delas é espinhosa. Pense bem nas mensagens: divertir-se; não causar sofrimento aos outros; não se deixar abater diante de dificuldades e focar sempre na felicidade. Nada do outro mundo.
20.12.12
Veja bem a imagem acima. Observe as cores e os detalhes. Grampeador, tesoura, cubo mágico, fita azul, tênis, macã, CDs e resma de papel. Na...
As aparências sempre enganam
Veja bem a imagem acima. Observe as cores e os detalhes. Grampeador, tesoura, cubo mágico, fita azul, tênis, macã, CDs e resma de papel. Nada demais, não é mesmo? Apenas a bancada em desordem de algum estudante desleixado.
16.12.12
P ego no jornal e leio a notícia que eu esperava. Deputados resolveram ver pessoalmente o drama da seca, problema que inquieta o no...
Muito bem, deputados!
Pego no jornal e leio a notícia que eu esperava. Deputados resolveram ver pessoalmente o drama da seca, problema que inquieta o nosso sertão desde a gestão do Presidente Epitácio Pessoa, que chegou a ir para a Tribuna e, de dedo em riste, apontar para o Nordeste, gritando: “Ide ver a tragédia que assola o nosso Sertão!" Aquele gesto emocionou a todos. E se mobilizou no busto, em homenagem ao Presidente, colocado no início de nossa principal avenida. Faz muito tempo, esse discurso do Presidente, mas o problema ainda não foi resolvido. A seca continua castigando o nosso sertanejo, matando gado, gente e vegetação, secando açude, transformando pães em pedras.
Ah, se a seca fosse no Sudeste, em São Paulo ou no Rio Grande do Sul! A Presidenta Dilma já estaria em companhia de seus ministros e de seus assessores, visitando “in loco” a tragédia... O rio São Francisco já estaria doando um pouco de suas águas para a solução do gravíssimo problema, aliás, uma obra que está ainda em grande parte no papel, e o que foi construído se deteriorando, se acabando.
Acontece que o Nordeste sempre foi, e ainda é um eterno esquecido. José Américo, no seu livro "A Parahyba e seus problemas" trata muito bem da velha questão.
A verdade é que o problema continua desafiando os nossos administradores. Mas, às vezes, basta a vontade política, como se viu em Petrolina, no sertão pernambucano, há muitos anos, através dos projetos de irrigação idealizados pelo governador Nilo Coelho.
Estou vendo, aqui, uma foto mostrando um açude quase seco, o gado morto. A vida do Sertão se acabando.
Será que Dilma não vê isso? Mas os nossos deputados saíram de suas poltronas legislativas e resolveram ver a tragédia de perto.
Resolveram ir ao Sertão, ver toda a triste realidade dessa dramática estiagem. Para depois entregar o relatório a Dilma. Quem sabe...
E tudo isso ocorrendo em plena comemoração natalina. Num clima de muita alegria e muita confraternização.
Parabéns deputados. Só assim os senhores estão honrados os seus mandatos.
16.12.12
M ovido pelo espírito de Natal, fui assistir a uma palestra do meu amigo e mestre, jornalista Hélio Zenaide, lá no Centro Espírita ...
Jesus e Hélio
Movido pelo espírito de Natal, fui assistir a uma palestra do meu amigo e mestre, jornalista Hélio Zenaide, lá no Centro Espírita Leopoldo Cirne. Hélio, hoje, anda meio isolado do mundo, por conta de um problema visual e também de locomoção. Caminha apoiado numa bengala, mas nunca deixa de, vez por outra, pegar um táxi e ir para o Centro, onde se tornou espírita diante de uma revelação a que assistiu, quando foi, para lá, guiado pela mão da filha Valéria.
Assim mesmo, ele ainda lê munido de uma boa lente. Todavia, uma coisa que não mudou nele é o rosto sem rugas, o impecável penteado do cabelo, o mesmo de sua mocidade. A voz mansa, de quem vive em paz com a consciência.
Mas, vamos ao objetivo da crônica, que é louvar Hélio Zenaide pela palestra que ouvi e me encantei. Quanta suavidade nas suas palavras. E sabe qual foi o tema? Jesus. Sim, ele fez uma síntese admirável da vida do Mestre, desde o seu nascimento numa humilde manjedoura, em companhia de animais domésticos, até à crucificação. A voz mansa de Hélio comoveu a todos os que o ouviram. A palavra corria mansa, a assistência ouvia-o num profundo silêncio. O brilhante jornalista de outrora, sem religião, era agora um autêntico discípulo da Boa Nova. Aí me lembrei daquela confissão de Paulo, o iluminado de Damasco: ”não sou eu quem vivo, é o Cristo que vive em mim.” Sim, o nosso cronista estava, ali, iluminado pela luz da manjedoura. Com a voz mansa, a vista sem enxergar direito, o nosso Hélio me encantou e me fez esquecer o mundo dos “papais noéis”, do consumismo dominador, da ganância e do materialismo estúpido.
Depois da mensagem, ele repôs o microfone no lugar, e sem ver nada ao seu redor, foi saindo da sala, apoiado na sua bengala, levando consigo a maior riqueza que um homem pode carregar: a consciência em paz consigo mesmo. E fico a imaginar o seu sonho, daquela noite, com Jesus abrindo-lhe o braço e o sorriso em gratidão.
16.12.12
E eis que a nossa Academia Paraibana de Letras abre as suas portas para a confraternização natalina. Fazia tempo que isso não se dava. Mas, ...
O bacalhau da imortalidade
E eis que a nossa Academia Paraibana de Letras abre as suas portas para a confraternização natalina. Fazia tempo que isso não se dava. Mas, agora, com Damião na presidência, aquele encontro e reencontro dos imortais foi restaurado, estreitando cada vez mais os laços fraternais dos senhores acadêmicos, que não devem viver isolados, porquanto aquela instituição é uma família. E ao que foi, lá, anunciado, também estarão de volta, em breve, os tradicionais chás, que costumam reunir os imortais para bons batepapos e troca de ideias.
Mas, o local escolhido para esta festa de confraternização não foi a sede da Academia. O encontro se deu no restaurante “Casa do Bacalhau”, que fica lá em Manaíra, pertinho do mar, exatamente na casa onde viveu um dos seus ilustres confrades, o cronista Luiz Augusto Crispim, que foi, inclusive, muito lembrado na ocasião.
A verdade é que eu mal recebi o convite, comecei a sentir o gosto do bacalhau, que, imediatamente, me levou à Lisboa, desta vez sem avião...
Ao significativo evento acorreu grande parte dos imortais, que transformaram aquele restaurante num ambiente familiar. Todos irmanados num gostoso bate-papo, esquecidos das coisas ruins da vida, com exceção da política que só nos dá alegria... Será?
Três mulheres imortais estavam lá, nos seus belos vestidos e excelente astral: Ângela, com aquele olhar pesquisador, Mercedes, conhecida, poeticamente, por Pepita, e a adorável cronista Maria das Graças Santiago.
E eu fui agraciado pelo fato de ter sido Pepita a minha “amiga secreta”. Agraciado também pela companhia do meu arquiteto, escritor e filho caçula Germano, que chegou a discursar, saudando a entidade, pela louvável iniciativa de unir cada vez mais os imortais.
Confraternização é muito melhor do que o isolamento. Afinal somos humanos. Devemos sempre procurar fazer amigos e não inimigos. O ódio é doença, mas o amor é remédio. Abaixo Sartre, com o seu pessimismo, quando disse que “os outros são o inferno”. E, agora, que seria de nós sem os outros?
Mas a crônica está terminando. Os imortais conversaram como irmãos. Saímos do restaurante com saudade, e com um gostinho de bacalhau na boca. O bacalhau da imortalidade.
15.12.12
Os sete sites listados abaixo podem ser muito úteis no aprendizado da língua inglesa. Neles, você terá a oportunidade de ouvir tanto cançõe...
4 sites para aprender inglês ouvindo música
Os sete sites listados abaixo podem ser muito úteis no aprendizado da língua inglesa. Neles, você terá a oportunidade de ouvir tanto canções atuais quanto grandes clássicos, acompanhadas das respectivas letras, o que é uma excelente forma de fixar a pronúncia e de conhecer as expressões e as gírias mais comuns em idiomas estrangeiros.
9.12.12
N ão sei nem se me cabe, estar escrevendo, aqui, sobre o genial arquiteto Oscar Niemeyer, que acaba de sair deste mundo, onde deixo...
O homem das alturas
Não sei nem se me cabe, estar escrevendo, aqui, sobre o genial arquiteto Oscar Niemeyer, que acaba de sair deste mundo, onde deixou, entre tantas outras, uma fabulosa obra, em termos de arquitetura, no coração de nosso país, graças ao presidente Kubitschek, um inovador admirável.
Lembrar que o risonho e simpático presidente sempre foi um homem dos desafios, que adorava a convivência com as alturas. O mesmo dir-se-ia do genial arquiteto, conquanto tivesse muito medo de viajar de avião. Mas, seus olhos estavam sempre observando o vôo das nuvens, que tanto motivou a sua arquitetura. E, decerto, as nuvens gritavam para ele: “Vem pra cá, Mestre, que lhe ensinamos a voar”.
E sua imaginação começou a funcionar: afinal, a reta é mais bela do que a curva? Ele decidiu pela curva. A curva é feminina, a curva não é monótona, a curva dança. Uma árvore, por exemplo, apesar de imóvel, parece que está dançando um balé. Niemeyer, talvez, seja o maior arquiteto do mundo. Tão genial como um Villa Lobos, em cuja música, ele colocou o Brasil.
O tempo deu muito tempo de vida a Niemeyer. E ele soube aproveitar segundo a segundo, minuto a minuto, a sua estada aqui no mundo. E disse esta verdade: “o pior da velhice é quando ela mofa na ociosidade”. Ele foi todo dinamismo. Pelo seu gosto demorava ainda mais aqui no mundo. Daí esta sua confissão: ”Grande é a vida.”
Suas obras são a grande referência em termos de cultura e turismo. Há muitos anos, visitei algumas delas, um na velha Ouro Preto, e outra, chamada a cidade da Pampulha, em Minas Gerais. E fico orgulhoso em saber que o genial arquiteto está também presente aqui em João Pessoa, através de sua obra, graças ao empenho do governador Ricardo Coutinho e do prefeito Luciano Agra. A obra está no Planalto Cabo Branco, onde começa a nova João Pessoa.
Dizem que o genial arquiteto não acreditava em Deus. Que era comunista, logo ateu. Mas Deus acreditou e acredita nele. Tanto é assim que o criou. Ele continuará contemplando o bailado das nuvens, que tanto o inspirou em seu magnífico trabalho.
6.12.12
Dizem que Mozart compunha “música pronta”, que não corrigia, nem alterava as obras que concebia. Alguns acreditam que contava com inspiraçã...
Oscar Niemeyer: um homem completo
Dizem que Mozart compunha “música pronta”, que não corrigia, nem alterava as obras que concebia. Alguns acreditam que contava com inspiração mediúnica, tal a fluidez com que compunha. Niemeyer era assim. Num só rabisco seu, podia estar contido todo um projeto.
2.12.12
E eis-me num salão de beleza para o habitual corte de cabelo. Cabelo somente, porque a barba eu faço em casa. E esse eterno refazer de barb...
A seca, a Bíblia e o violão
E eis-me num salão de beleza para o habitual corte de cabelo. Cabelo somente, porque a barba eu faço em casa. E esse eterno refazer de barba diário é o meu Suplício de Sísifo. Ah, como invejo as mulheres por não terem barba para fazer, coisa com que nunca me acostumei. Faz muito tempo, me disseram que sangue de rato acaba a barba para sempre. Não tive coragem, ainda, de fazer a experiência. Mas confesso que a dica não é de se esquecer...
Mas deixemos a barba e vamos ao cabelo, que resolvi deixá-lo bem baixinho. E nessa especialidade, ninguém melhor do que meu cabeleireiro Josias, aqui do Salão de Beleza Center Bella, em Tambaú.
Fazer a barba nos leva a um momento de reflexão, e reflexão é de que estamos precisando. E refletir é parar um pouco para pensar na vida. Quer ver um excelente momento para a reflexão? É em pleno congestionamento no trânsito. Enquanto muitos ficam inquietos, buzinando, soltando palavrão, fazendo barulho, ouvindo forró vulgar, você medita ou ficando escutando aquela boa música.
Mas, Josias me tira da reflexão e cita trechos da Bíblia, sobretudo do Velho Testamento, inclusive os Salmos. Depois disso, passa a falar da seca que está atingindo a sua terra Riacho dos Cavalos, e o nordeste há tantas décadas... E a tristeza do meu cabeleireiro me comove. Cadê as águas que seriam transpostas do Rio São Francisco? E os nossos políticos que não agilizam esse projeto? Mas, Josias fica em silêncio. De sua boca de religioso não sai nenhuma critica, nenhum julgamento...
E não é só o livro sagrado que lhe traz serenidade. Ele também é perito no violão. Tanto é assim que, quando termina o serviço, corre para o instrumento, que, como a Bíblia, também lhe dá muita paz.
Olho-me no espelho, dou um sorriso – (nunca deixe de sorrir ao espelho), e pronto. Gosto do espelho por que ele não mente. Se exibe as nossas rugas, por outro, lado as estica com um belo sorriso. Deixo o espelho, saio da crônica, enquanto Josias com o seu violão e sua Bíblia, esquece, por alguns momentos, a tragédia sertaneja...
1.12.12
Não faz muito tempo, a revista Rolling Stone , dos Estados Unidos, relacionou os 100 melhores guitarristas da história. Como sempre acontec...
Os 10 melhores guitarristas de todos os tempos
Não faz muito tempo, a revista
Rolling Stone, dos Estados Unidos, relacionou os 100 melhores guitarristas da história. Como sempre acontece, é possível que haja injustiças e enganos. Aliás, alguns especialistas em música torceram o nariz, dizendo que a lista privilegia os norteamericanos, deixando de fora grandes grandes feras da Europa, principalmente do rock pesado.
1.12.12
S ou um homem que me acostumei a sempre me colocar no lugar do outro. Seria isso compaixão? Talvez sim. Afinal somos irmãos, queira...
Pena de Felipão
Sou um homem que me acostumei a sempre me colocar no lugar do outro. Seria isso compaixão? Talvez sim. Afinal somos irmãos, queiramos ou não queiramos. E, consoante a lição de Jesus, temos a obrigação de amá-los, isto é, de compreendê-los.
Mas vamos à crônica de hoje. Há dias que venho pensando em Felipão, o novo técnico da Seleção Brasileira, que daqui a um ano em meio, estará sediando a Copa do Mundo, aqui no Brasil, o que não deixa de ser uma honra para o nosso país, cognominado o “País das Chuteiras”. O Brasil é tão das chuteiras, que, outro dia, conforme foi anunciado, a Academia Brasileira de Letras, a Casa de Machado de Assis, acaba de conferir uma medalha ao jogador Ronaldinho Gaúcho, que, se não é um homem de letras, já fez muitos gols de letras...
Retornando ao técnico Felipão, cuja foto está em todos os jornais, com um prestígio que nem o Ministro Joaquim Barbosa chega perto.
E o curioso é que Felipão sorria. Sorria diante de um grande problema, que é fazer o Brasil campeão dessa Copa. Se fosse eu, sim, se fosse eu, não dormiria mais, não comeria mais, não sorriria mais. Porque, aqui para nós, se o Brasil perder o título, em sua própria casa, como aconteceu na Copa de 50, o que será de Felipão?
Mas, ao que vi nos jornais, ele está um homem feliz da vida, com a obrigação de dar mais um título ao nosso país. Se ele ainda está dormindo, a mesma coisa está acontecendo com o povo. Ninguém está pensando em derrota. Afinal, ninguém esqueceu que já perdemos uma final de Copa, com o Uruguai, em pleno Maracanã lotado e vibrante. Um fato que até hoje é considerado a maior tragédia da história do futebol brasileiro. E eu nem me lembro quem era o técnico.
Mas Felipão está sorrindo no jornal, como se tivesse tirado na Mega Sena. Sorrindo à toa. E eu me colocando no lugar dele, fico pensando: só em aceitar ser técnico da Seleção mostrou que é um homem de peito. Agora é dizer para ele, num cochicho: se o Brasil estiver perdendo, já nos minutos finais, não se esqueça de dizer consigo mesmo: ”pernas pra que te quero? ” E corra, meu amigo, corra que uma multidão desvairada estará correndo atrás de si... Por isso, como bem intitulei bem a crônica, estou com pena de Felipão...
1.12.12
A bro o jornal para matar minha curiosidade, que nada mais é do que o apetite do conhecimento. E o conhecimento é que faz a sabedor...
As crianças e o câncer
Abro o jornal para matar minha curiosidade, que nada mais é do que o apetite do conhecimento. E o conhecimento é que faz a sabedoria. Muitas notícias, muitas fotos. Notícias alegres e notícias tristes. Afinal, como dizia um meu irmão, o jornal é o mundo em forma de papel. Embora, meu filho Germano venha me dizendo que a janela para o mundo agora é o seu iPad...
Mas vamos à leitura. Em meio a tantas notícias, eis que vejo uma que me entristece. Não foi a prisão de José Dirceu (quem diria, um homem tão bem posto....) Não foi a vitória do Fluminense carioca, que tanto alegrou o amigo jornalista Abelardinho Jurema. Não foi a posse da desembargadora Fátima na presidência de nossa suprema corte de justiça. Não, leitor, foi a notícia da revitalização da ala infantil, que se tornou um excelente espaço para as crianças portadoras de câncer, internadas no Hospital Napoleão Laureano. Um ala cheia de brinquedos, bolas, bonecas, carrinhos, todas dessas coisas que alegram as crianças. Que as fazem esquecer a terrível doença que a levaram para aquele triste mundo, que é um hospital. Imagino elas sorrindo diante dos brinquedos, gritando de alegria.
Muito humanitária essa idéia deste projeto chamado “Casa da Criança”, que contou com a participação voluntária da arquiteta Sandra Moura e mais 45 colegas.
É preciso lembrar que a alegria, o bom ânimo, o entusiasmo pela vida, caracterizam o espírito infantil. Ninguém respeita mais a vida do que a criança. Daí Jesus, certa vez, ter dito: “Vinde a mim as criançinhas, pois delas é o Reino do Céu. Admirável simbolismo do Mestre. A criança é entusiasmo constante, e a palavra “entusiasmo”, etimologicamente, significa “Deus em nós ”.
As crianças cancerosas do Hospital Napoleão Laureano, agora dispõem de um espaço para brincar, sorrir, gritar, vibrar de entusiasmo diante os brinquedinhos à sua disposição, no novo espaço. Elas vão sorrir, não num jardim, não na área de lazer ou na varanda de um edifício luxuoso, mas num hospital. Estou ouvindo seus gritinhos de contentamento, esquecidas do terrível mal que as levaram para ali.
Bem aventurado aquele que teve tão humanitária idéia, que muito me comoveu. Decerto, o espírito do grande missionário paraibano, Napoleão Laureano está muito feliz.
29.11.12
Sites com visual simples, que vão direto ao ponto a que se propõem, costumam ser mais atrativos. O Pronunciator é assim. Escolha no menu o...
Aprenda idiomas com o Pronunciator
Sites com visual simples, que vão direto ao ponto a que se propõem, costumam ser mais atrativos. O
Pronunciator é assim. Escolha no menu o idioma que você fala e a língua que quer aprender. Clique Ok e, assim, você terá acesso a uma infinidade de lições e exercícios para fixar o aprendizado no idioma escolhido.
25.11.12
L uz, mais luz! Assim pediu Goethe, em seu leito, poucos momentos antes de deixar este mundo. Ora, mas luz lembra o sol. Decerto, n...
Luz, mais luz!
Luz, mais luz! Assim pediu Goethe, em seu leito, poucos momentos antes de deixar este mundo. Ora, mas luz lembra o sol. Decerto, na sua Frankfurt, naquele momento em que o grande escritor se despedia da vida terrena, dominava um rigoroso e frio inverno.
A propósito de luz e sol, andei, agora mesmo, puxando, ao acaso, dois livros para reler, e os que me caem às mãos são: “A Parahyba e seus problemas”, do nosso José Américo; e “Caminhos cheios de sol” de Peryllo Doliveira, ambos merecendo uma reedição.
Enquanto Peryllo entoa um hino ao sol, José Américo, no seu livro, entre outros problemas, cita o da seca, que continua castigando o nosso sertão. Até parece que se trata de um problema sem solução. É muito triste ver nas fotos dos jornais o gado esquálido, morrendo de sede, os açudes secando, o sertão se acabando, se desertificando. Bem disse o nosso Euclides da Cunha que o sertanejo é antes de tudo um forte. Pois, apesar da seca que o ameaça, há muitos anos, ele não arreda o pé de sua terra, que virou brasa.
E, aqui para nós, falaram tanto na possibilidade de trazer as águas do São Francisco para minorar a seca nordestina, e pronto. A obra não sai do papel e o silêncio é absoluto. Mas, o que mais admiro é a resistência do sertanejo. O diabo é que eu gosto muito de sol, de luz, de calor. Gosto de sol e gosto de mar. Daí eu achar lindo o nome de uma certa pousada, que se chama “Solemar”.
Apesar de nascer num lugar frio como o de Alagoa Nova, sou um apaixonado pelo sol. E a chuva , cronista? Sim, também gosto dela. Ler com chuva, dormir com chuva, refletir e sonhar com chuva também é belo. No entanto, na minha infância, minha mãe estava sempre dizendo: ”Saia dessa chuva, menino”. Ela nunca disse: “Saia do sol”. O sol nos leva ao divertimento, a chuva à introspecção. Meu médico, outro dia, me recomendou: “todos precisamos tomar um pequeno banho de sol diário”. Ora, mas banho lembra água...
Minha Alaurinda, já disse, como violinista, que só suporta o sol da pauta. O outro sol ela só aguenta com muito creme no rosto.
Mas deixem-me me deliciar com este “Caminho cheio de sol”, do nosso Peryllo. Todavia, o bom mesmo foi o banho de sol que tome,i ainda há pouco, aqui no meu jardim.
24.11.12
Dizem que mentir é uma arte. Quem tem talento consegue firmar uma mentira sem causar a menor desconfiança no interlocutor.
10 Sinais que Indicam quando Alguém Está Mentindo
Dizem que mentir é uma arte. Quem tem talento consegue firmar uma mentira sem causar a menor desconfiança no interlocutor.
20.11.12
Pinturas e desenhos feitos das formas mais variadas e nos lugares mais inusitados, como em um simples e minúsculo palito de fósforo, sempre...
A impressionante arte urbana de Alexandre Farto
Pinturas e desenhos feitos das formas mais variadas e nos lugares mais inusitados, como em um simples e minúsculo palito de fósforo, sempre impressionam. A inédita arte de
Alexandre Farto, conhecido como
Vhils, se inclui adequadamente nesse contexto.
18.11.12
A poetisa Cecília Meireles, no seu poema “Leilão de Jardim”, pôs à venda o seu rico jardim, fonte permanente de suas inspirações. ...
Cena num jardim
A poetisa Cecília Meireles, no seu poema “Leilão de Jardim”, pôs à venda o seu rico jardim, fonte permanente de suas inspirações. Não sei se alguém chegou a comprar o pequeno paraíso da poetiza. Poetiza, sim, e jamais “poeta”, como costumam chamar determinados críticos.
Mas vamos ao poema, que começa assim: “Quem me compra um jardim com flores? Borboletas de muitas cores, lavadeiras e passarinhos, ovos verdes e azuis nos ninhos?” E me vem a interrogação, por que diabo ela colocou à venda o seu jardim? Aqui, no edifício onde moro, há um jardim que, além de ser aguado, todos os dias, também recebe dos que passam pela calçada, um olhar de admiração, a começar pelas crianças, que chegam a puxar o braço das mães, chamando-as para a contemplação daquele recanto poético. Ah, leitor, como faz bem à alma dedicar alguns minutos a um jardim, a um bosque, a um mar, a um céu estrelado, a uma noite de luar! E nesse contemplar, muitos problemas são suavizados. Não esqueçamos que Jesus nos deu aquela lição para “olhar os lírios do campo”...
Nos poucos instantes que demoro o olhar no jardim de meu prédio, quantas coisas me maravilham. Ora vejam só aquela fila de formigas caminhando em direção de seu buraco residencial... Quanta ordem. Nenhuma se atreve a passar na frente da outra. As formigas, numa disciplina admirável, vão carregando, em silêncio, folhas que arrancaram de algum lugar. E fazem muito bem. Retiro o olhar daquelas admiráveis trabalhadoras, pois quem acaba de chegar ao cenário é a senhora lagartixa, que, vez por outra, balança a cabeça como a dizer na sua mudez: “Que beleza de espetáculo!” Mas o que encanta mesmo são estas borboletas no seu balé mudo. Como sabem beijar as flores e delas extrair o precioso suco. Os pássaros também participam daquele paraíso.
Mas o sol está esquentando muito, querendo também participar daquele momento poético e terapêutico. E as crianças que passam na calçada, puxando as mães pela saia, a dizer: “espie mãe. que beleza”. Mas a velha está com a cabeça tão cheia de problemas que só faz dizer ao filho curioso: ”Vem, menino, que já estou atrasada”.
Esquece que a pressa é inimiga da reflexão, da contemplação...
15.11.12
Em alguns idiomas estrangeiros, muitas situações ou características de uma pessoa (que necessitam de frases quilométricas para ser explicad...
Para bom entendedor, uma palavra basta
Em alguns idiomas estrangeiros, muitas situações ou características de uma pessoa (que necessitam de frases quilométricas para ser explicadas em português) são resumidas em uma única palavra. Veja abaixo 5 desses termos simples, diretos e arrebatadores.
11.11.12
Leia essas frases e medite um pouco sobre o que você mesmo pode fazer para levantar sua auto-estima e levar a vida com serenidade e persev...
10 frases que farão você refletir sobre a vida
Leia essas frases e medite um pouco sobre o que você mesmo pode fazer para levantar sua auto-estima e levar a vida com serenidade e perseverança.
11.11.12
A cronista Mariana Soares, imortal de nossa Academia, e que tive a honra de saudá-la em sua posse, com muita emoção, disse, em certa crônic...
Por falar em silêncio
A cronista Mariana Soares, imortal de nossa Academia, e que tive a honra de saudá-la em sua posse, com muita emoção, disse, em certa crônica, que gostaria de viver no fundo do mar, onde há um profundo silêncio. E tem razão a cronista. Seria ótimo ver os peixes deslizando nas profundezas silenciosas do oceano, numa lentidão de sombras. Todavia a cronista esqueceu o aquário, esse fundo de mar em miniatura, que alguns psicoterapeutas apontam como uma excelente terapia de relax contemplativo, sobretudo nestes tempos de tantas ansiedades e depressões. Se bem que, o ideal é ver os peixes no seu habitat natural.
Mas, fora o fundo do mar e o aquário, há muitos lugares silenciosos, a ponto de você ouvir o próprio coração. E lembrar que o nosso corpo é um silencioso templo religioso. Até rimou. O cérebro, onde estão nossos pensamentos, funciona em profundo silêncio. O coração, esta admirável bomba que parece marcar os nossos passos na vida; os pulmões, que, através da respiração, nos trazem esse precioso alimento, que é o oxigênio, tudo isso funciona em silêncio. O sangue corre manso por todo o organismo, e assim por diante. Não há lugar mais silencioso do que o nosso corpo.
Vejamos outro lugar silencioso... Há muitos, leitor, sem esquecer uma praia deserta, longe daqueles turistas estúpidos que preferem fazer zoada e tomar cachaça do que olhar o mar, um bosque, um jardim botânico. Ah, leitor, estou me lembrando daquelas florestas e montanhas que vimos nas nossas andanças fora do país, a exemplo da Nova Zelândia e Áustria. As florestas que vi são tão caladas que você não imagina... Não se vêem nem pássaros.
E eis que acabo de me lembrar de um lugar, profundamente silencioso, nos hotéis em que nos hospedamos. Estou me referindo ao seus corredores muito bem atapetados, aqui e ali uma luxuosa poltrona para você se sentar, ler e meditar. E sem esquecer os belos quadros. Até as camareiras respeitam ali o silêncio, pois nos cumprimentam quase num cochicho. Mas os hóspedes passam por ali, doidos para deixarem o hotel e ganharem a rua.
Silêncio absoluto, que, decerto, ganha para o fundo do mar a que se refere Mariana. Pena que ele ande tão raro em nossa capital, sobretudo em nossas praias...
11.11.12
S im, leitor, quanto mais velho melhor. Não estou aludindo ao vinho, nem ao homem. Se bem que este vale pela sua sabedoria que só se adquire...
Quanto mais velho, melhor
Sim, leitor, quanto mais velho melhor. Não estou aludindo ao vinho, nem ao homem. Se bem que este vale pela sua sabedoria que só se adquire envelhecendo, o que me faz lembrar Sócrates que jamais trocaria por uma criança ou um jovem.
Mas, fora isso, o que dizer do livro, que jamais envelhece? Livro velho é uma preciosidade. Portanto, bem-aventurado aquele que valoriza o livro velho.
Ora, ora, estava pensando nisso, quando ligo a TV e vejo nela uma entrevista. Era o jornalista Abelardo Jurema Filho entrevistando... Entrevistando quem? Entrevistando não um magnata do dinheiro, não um líder político vitorioso nas últimas eleições, não o bispo Edir Macedo, nem o jogador Ronaldinho... Abelardo, ou Abelardinho, entrevistava o nosso Heriberto Coelho, o dono do famoso Sebo Cultural, instituição que está completando 26 anos de existência.
E Abelardo, com o seu sorriso, com seus elegantes suspensórios, com seu cabelo bem cuidado, com sua simpatia, foi quem teve a bela idéia de trazer a publico um admirável idealista, o homem que conseguiu com seu esforço gigantesco, construir um monumental arsenal de livros antigos, preciosidades que Heriberto catou com muita paciência, abnegação e idealismo. Uma obra admirável que vale por umas das nossas preciosas referências turísticas e culturais. E saber que o autor desse empreendimento é um homem franzino, simples, humilde, mas um gigante em seu trabalho. “O Sebo Cultural” talvez seja o maior sebo do mundo. E digo isso com minha experiência turística. Meu filho Germano, em seu livro “Bazar de Sonhos”, dedica uma crônica ao livro velho, aos sebos. E informa que foi num sebo europeu que ele encontrou o livro, bastante antigo, intitulado “Cartas dos grandes músicos”. “Uma deliciosa relíquia para os que gostam de música erudita”, comentou.
Mas voltemos à entrevista. Abelardo cometeu um relevante ato de justiça, dando visibilidade no seu prestigiado programa “Happy Hour”, da RCTV, a um dos maiores empreendimentos culturais de nossa terra: O Sebo Cultural. E com que alegria ele conversava com Heriberto. Uma alegria tão grande quanto quando o Fluminense, seu time predileto, faz um gol.
10.11.12
G ermano, meu filho caçula, participa semanalmente do quadro Parada Obrigatória, no excelente programa Cá Entre Nós, apresentado pe...
Crepúsculo como referência
Germano, meu filho caçula, participa semanalmente do quadro Parada Obrigatória, no excelente programa Cá Entre Nós, apresentado pela jornalista Rose Silveira, na RCTV, do Sistema Correio de Comunicação. Nesse quadro, ele traz para o telespectador suas impressões de viagem ao exterior, já que é um experiente “globe trotter”, conhecedor de muitas civilizadas metrópoles, por todos os 5 continentes.
Com uma sensibilidade e uma percepção fora do comum, o nosso arquiteto e cronista faz de suas viagens verdadeiros cursos de cultura turística, tudo observando, tudo comparando, tudo fotografando, e com tudo aprendendo. O programa Cá Entre Nós, que tem como apresentadora Rose Silveira, cuja simpatia, inteligência e muito charme concorrem para o já reconhecido sucesso, termina com o quadro “Parada Obrigatória”, que, se não estou enganado, tem um formato inédito em nosso país.
Mas deixemos lá o ineditismo e vamos falar do Parada Obrigatória, em que Germano traz para o telespectador tudo que vê por este mundo afora, em termos de turismo internacional. Com sua visão de cronista, artista, bacharel em Música e, sobretudo, de experiente arquiteto, ele flagra com bastante perspicácia cidades e paisagens espalhadas por este mundo, muitas delas de elevadíssimo nível cultural. Tudo, nessa vilegiatura, chama a sua atenção. Não só as requintadas metrópoles e belas paisagens, mas também os crepúsculos, menos as alvoradas, que o obrigariam a acordar muito cedo, coisa que nenhum turista faz.
Pois bem, para surpresa de todos, o nosso arquiteto achou de trazer, na última edição deste programa de TV Correio, não as metrópoles, com seus museus, sua Arquitetura, seus teatros, óperas, palácios, mas, alguns dos belos crepúsculos que ele viu com muito embevecimento. E haverá maior terapia do que contemplar um por do sol? Tão belo como um alvorecer. Ambos assinalam, metaforicamente, nossa viagem terrena. A chegada e a saída neste mundo. O alvorecer e o entardecer. A esperança e a saudade. Ambos nos dão uma significativa lição.
Seja o crepúsculo do Havaí, seja o nosso crepúsculo de Jacaré, ambos exprimem uma mesma didática. Que Germano nos traga, novamente, os belos crepúsculos que tanto nos ensinam, que tanto induzem à reflexão, que é o que mais nos distancia dos animais...
4.11.12
P ois é, no impropriamente chamado Dia dos Mortos, ou de “Finados”, aqui para nós, muita gente ainda acredita que a pessoa que não respira m...
Morrer... e daí?
Pois é, no impropriamente chamado Dia dos Mortos, ou de “Finados”, aqui para nós, muita gente ainda acredita que a pessoa que não respira mais vai encerrar sua vida num bonito caixão, que é lançado na terra. Embora a Ciência prove que o corpo físico se decompõe, restando apenas os ossos, muitos acham que o que se decompõe se recomporá no dia em que uma trombeta tocará chamando os mortos. Para o Juízo Final. Dependendo do julgamento, há os que vão curtir as delícias do Paraíso, outros irão para o Purgatório e, finalmente, os que serão condenados ao Inferno eterno, onde há muito fogo, e Deus fica de braços cruzados, indiferente a essas torturas. Aqui para nós, há muita gente que ainda acredita nessa versão. Há os materialistas que pensam que tudo se acaba, que tudo vira cinzas... E os espiritualistas? Esses acham que o que fica sepultado na terra é a carcaça carnal, e que o espirito sobrevive à matéria.
Mas, voltemos ao impropriamente chamado Dia dos Mortos. Não fui ao cemitério, mas lembrei dos entes queridos que já se foram. Que tal pegar os seus retratos e orar? Que tal proferir uma oração em seu nome, enviar-lhes boas vibrações, bons pensamentos? Tive muita pena das flores que foram arrancadas para enfeitar os caixões e túmulos. Caixões mortuários... como são bonitos! E lembrar que seus fabricantes e comerciantes não têm o direito de fazer propagandas de suas mercadorias, nem em vitrines. Nem no rádio, nem no jornal, nem no outdoor, nem nos supermercados anunciam os objetos de seu comércio. Nenhum dizendo: "Compre o seu caixão agora e seus familiares pagarão em dez vezes sem juros!"
E antes de terminar a crônica vou lhe revelar uma coisa que muito estranhei. Não quis acreditar no que via. Sim, leitor, vimos numa pequena e bucólica cidade alemã, chamada Wiesbaden, um requintado caixão mortuário numa vitrina de uma luxuosa loja. Um belo caixão, talvez destinado aos mais ricos. Tive pena que caixão tão bem confeccionado fosse lançado à terra.
Mas, neste recente Dia de Finados, me lembrei muito daquela inscrição no túmulo de Allan Kardec, lá no Cemitério Père Lachaise, em Paris: "Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei". E me lembrei, também, do belíssimo livro do Prof. Waldo Lima do Vale: "Morrer, e Depois?”...
2.11.12
Não sei se funcionam com eficácia, mas esses sites de relacionamento prometem encontrar a sua alma gêmea, que deve estar lhe esperando ou p...
8 sites para encontrar sua cara-metade
Não sei se funcionam com eficácia, mas esses sites de relacionamento prometem encontrar a sua alma gêmea, que deve estar lhe esperando ou procurando em algum lugar do planeta.
2.11.12
Soluções simples para as atividades do cotidiano sempre nos trazem à mente aquela clássica indagação: "Por que eu não pensei nisso ante...
12 ideias simples e geniais do tipo "por que não pensei nisso antes?"
Soluções simples para as atividades do cotidiano sempre nos trazem à mente aquela clássica indagação: "Por que eu não pensei nisso antes"?
28.10.12
E le está parado. E quem está parado, pensa. E quem pensa não está só. Daqui a pouco é o grande vôo. Dir-se-ia o grande e ousado salto. Um s...
Reflexões aéreas
Ele está parado. E quem está parado, pensa. E quem pensa não está só. Daqui a pouco é o grande vôo. Dir-se-ia o grande e ousado salto. Um salto que implica num grande mistério. Daqui, ele sairá da horizontalidade para a verticalidade. Sairá da rotina para a aventura. E está certo aquele que não se apega à rotina, que está sempre à cata de novas experiências. A rotina enferruja. A aventura implica em movimento: agita-se o mar, correm os rios, deslizam as nuvens, movimenta-se o vento, voam as aves, todo o universo se move. É a vida.
Ele está parado, mas ansioso para sair da rotina e encontrar-se com a sua grande aventura. E ele não foi feito para o chão. Está doido para virar pássaro, deslizar suavemente nas nuvens, ficar perto das estrelas...
Pouco mais, chegarão os passageiros, com suas bagagens, com os seus medos, com suas preocupações, suas vaidades, com suas ansiedades.
O leitor já sacou quem é o personagem da crônica? Sim, refiro-me à aeronave, esse pássaro artificial que deseja imitar as aves criadas por Deus, que não levam nada consigo. Mas a nave aérea está carregada de gente, de todo tipo e idade. E chegou o momento da subida. Primeiro, a chamada rolagem, quando a aeronave vai correndo pela pista, doida para o grande e dramático salto. E ei-lo superando as nuvens, longe da rotina do chão, perto da rotina do sonho, solto na sua verticalidade, mangando das aves. Vitorioso na chamada decolagem, que o português chama muito apropriadamente de descolagem.
Tudo no mundo ensina alguma coisa. O avião ensina muitas coisas. A primeira lição é a da aventura. O carro só conhece a estrada, o chão, o navio o mar, o trem não sai dos trilhos, mas os pássaros, assim como as aeronaves, se aventuram no espaço.
E o momento mais importante, diríamos dramático, é quando ele resolve descer, varar as nuvens em direção à terra, rever as coisas lá embaixo, praticar a dramática aterrissagem, que o português denomina aterragem... O momento é dramático. Muitos fingem dormir, outros rezam, fazem o sinal da cruz. E quando o pássaro pousa no chão suavemente... Quantas palmas! Nada como voltar à terra firme, se bem que esta esteja rodeada de muito mais perigos...
27.10.12
Acrofobia, aviofobia e xenofobia. Esses termos já são familiares e se referem, respectivamente, aos sentimentos que atormentam as pessoas q...
As Mais Estranhas Fobias que Atormentam o Ser Humano
Acrofobia, aviofobia e xenofobia. Esses termos já são familiares e se referem, respectivamente, aos sentimentos que atormentam as pessoas que têm medo de altura, pânico de viajar de avião e aversão mórbida a coisas e indivíduos estrangeiros.
18.10.12
Essa pequena cidade medieval fica no sul da República Tcheca. Banhada pelo rio Vltava, Cesky Krumlov tem aquele charme especial que atrai o...
Férias em Cesky Krumlov
Essa pequena cidade medieval fica no sul da República Tcheca. Banhada pelo rio Vltava, Cesky Krumlov tem aquele charme especial que atrai o chamado turismo de qualidade: ruelas calçadas com pedras lisinhas, ladeiras, igrejas com sinos que tocam de manhã e à tarde, um elegante castelo no alto de uma colina, parques com folhas secas no chão e restaurantes aconchegantes.
7.10.12
Imagens praticamente bicromáticas, com poucos detalhes e elementos não centralizados. Esta é uma singela definição para as fotos minimalist...
Fotografias minimalistas
Imagens praticamente bicromáticas, com poucos detalhes e elementos não centralizados. Esta é uma singela definição para as fotos minimalistas, cuja simplicidade e beleza são a prova de que, muitas vezes, o menos é mais. Veja alguns exemplos abaixo e, para ver mais, visite o excelente blog
FotoTuts.
6.10.12
Q uem me telefonou foi meu filho Germano, me dando uma notícia que eu jamais esperei. Julguei até que ele estivesse sonhando. Mas não era so...
Chico Xavier é eleito o maior brasileiro de todos os tempos
Quem me telefonou foi meu filho Germano, me dando uma notícia que eu jamais esperei. Julguei até que ele estivesse sonhando. Mas não era sonho. Era verdade.
O nosso querido, ecumênico e pacífico país tem dessas coisas... Mas, afinal o que foi que Germano me disse, através do telefone?
Disse apenas isto: o extraordinário médium Francisco Cândido Xavier, o nosso querido Chico, foi votado como “O Maior Brasileiro de todos os Tempos”. Votação maciça para um homem que, desde criança, era considerado doido, somente porque via espíritos. Um homem pobre, sem cultura, doente, mas cujas mãos foram orientadas pelo guia Emmanuel e outros chamados mensageiros da Espiritualidade. Uma bibliografia vastíssima saída das mãos rudes deste grande médium: obras científicas, literárias, filosóficas. Dentro de uma rigorosa disciplina, por determinação de Emmanuel, o nosso Chico não soube mais o que era repouso. Segurava apenas um lápis nesse trabalho mediúnico. Lembrar que o grande missionário consolou muita gente.
Chico Xavier foi o exemplo vivo de um verdadeiro cristão... Não ganhou um centavo com o seu trabalho. Deu de graça o que de graça recebeu, como recomenda o Evangelho. Assim como a luz não conhece as trevas, o mesmo diríamos do médium. É um iluminado.
Dele, estes pensamentos: “A verdade que fere é pior do que a mentira que consola”; “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste, se fosse eu o ofensor”; “Verdade que estraga, está destituída de amor”; “O mais difícil não é viver, e sim conviver”; “Descansar mesmo só quando se está no ventre materno”.
Chico Xavier, o maior brasileiro de todos os tempos! Não é sem motivo que o nosso país é chamado “coração do mundo, pátria do Evangelho”.
E para finalizar, que tal transcrever este trecho do livro “Mecanismos da mediunidade”, de autoria do espírito André Luiz e psicografado pelo nosso Chico: “Indução significa o processo através do qual um corpo que detenha propriedades eletromagnéticas pode transmiti-las a outro corpo”.
Como poderia Chico escrever textos profundos, e de forma tão difícil? Ele que teve apenas o curso primário?... Mas, fiquemos aqui. Para um bom entendedor, isso basta.
6.10.12
O metrô de Estocolmo, capital da Suécia, foi implantado em 1950 e é famoso por ter uma das mais bonitas estruturas do planeta. São 100 esta...
As estações multicoloridas do metrô de Estocolmo
O metrô de Estocolmo, capital da Suécia, foi implantado em 1950 e é famoso por ter uma das mais bonitas estruturas do planeta. São 100 estações coloridas, muitas delas esculpidas na rocha crua, que cobrem mais de 105 quilômetros de extensão, e são conhecidas como a mais longa galeria de arte do planeta.
6.10.12
I rlanda ou Natuba?... Eis a dúvida hamleteana que me assalta a cabeça, neste momento. E tudo por causa de uma crônica de um cronista paraib...
Irlanda ou Natuba?
Irlanda ou Natuba?... Eis a dúvida hamleteana que me assalta a cabeça, neste momento. E tudo por causa de uma crônica de um cronista paraibano que sabe ver as coisas belas da vida. Tem olhos de ver. E sabe uma de suas grandes paixões? Não é viajar à Europa. Não é ir ao Rio de Janeiro para rever Copacabana, nem a São Paulo para ver os engarrafamentos. Esse meu cronista é um doente de saudade, de evocações líricas. Ele acabou de escrever uma crônica sobre Natuba, uma cidade vizinha à Serraria, a cidade onde ele abriu os olhos para o mundo. E já brindou sua cidade com um livro de crônicas.
Ora, ora, estamos com passagens para uma passeio fora do país, e ele vem com uma crônica que me deixou numa dolorosa dúvida. Viajar a Irlanda e adjacências, onde há neve, lindas paisagens e muito silêncio, ou desistir desse desejo e ir conhecer Natuba, que o meu cronista José Nunes descreve tão bem numa crônica e que tem este título fascinante: “Cidade da paz e do silêncio.” Mas Nunes!... É isto mesmo que eu venho procurando, pois esta João Pessoa está eternamente sãojoanesca, muito barulhenta, estupidamente barulhenta.
E agora eu fico entre a Irlanda e Natuba, onde se planta muita uva e onde só se ouve a voz dos pensamentos. Onde se descortinam paisagens lindas. Sem neve, é verdade, mas onde o vento corre livre por sobre as montanhas.
Escreve o cronista: “a água lá é cristalina, e um friozinho se derrama nos fins de tarde”. E prossegue, na sua linda crônica: “Mas onde se vêem mulheres lavadeiras acocoradas espremendo roupas, enquanto garotos nus se banham na água do rio.”
Ver lavadeiras humildes, cantando e contando estórias... Ouvir o vento desfilando nas serras e depois saborear uvas... Agora fiquei pensando, será que vou ver essas coisas, lá na Irlanda ou na Aústria? Mas o engraçado é o cronista com medo de que sua Serraria, onde ele nasceu, saiba do que ele disse em crônica.
O importante, fora as montanhas e as uvas, é saber que em Natuba reina o silêncio, tão raro no Nordeste, e consequentemente a paz.
E até fiquei na dúvida: será que lá existe essa estúpida e barulhenta propaganda eleitoral, despertando até as pedras?
5.10.12
Abraham Lincoln e John Fitzgerald Kennedy . Dois presidentes norteamericanos que tiveram um fim trágico. Os dois eram muito populares. Os ...
Estranhas coincidências entre os presidentes Kennedy e Lincoln
Abraham Lincoln e
John Fitzgerald Kennedy. Dois presidentes norteamericanos que tiveram um fim trágico. Os dois eram muito populares. Os dois foram assassinados diante do público... As coincidências entre eles não param por ai. Há muito mais. Confira.
3.10.12
As histórias que envolvem essas 10 cidades são, ao mesmo tempo, sombrias e fascinantes. Todas elas vivenciaram momentos de ascensão e glóri...
As 10 Cidades Abandonadas Mais Fascinantes do Planeta
As histórias que envolvem essas 10 cidades são, ao mesmo tempo, sombrias e fascinantes. Todas elas vivenciaram momentos de ascensão e glória para, no final, tornarem-se lugares desabitados e fantasmagóricos.
30.9.12
S im, é hoje que o meu amigo Joaquim Silveira vai falar, às 19 horas, na sede da Federação Espírita Paraibana, em reunião dirigida pelo médi...
A mediunidade de Joaquim Silveira
Sim, é hoje que o meu amigo Joaquim Silveira vai falar, às 19 horas, na sede da Federação Espírita Paraibana, em reunião dirigida pelo médico Romanilson, presidente da Associação Médica Espírita, patrocinadora do evento.
Espírita até os ossos, médium vidente e profundo conhecedor da Doutrina codificada por Allan Kardec, o nosso Joaquim é engenheiro civil e dirigiu por muito tempo o Departamento Nacional de Estradas e Rodagem. Abriu, portanto, muitos caminhos. Mas, agora, a estrada objeto de seus estudos é outra. Estrada que leva à verdade que consola e liberta.
Joaquim é excelente médium. Está sempre conversando com os espíritos no Centro Espírita Viana de Carvalho, na Torre. Mais do que isso: faz palestras, dá passes e alivia muita gente da influência dos espíritos obsessores, que também recebem seus esclarecimentos.
Homem simples, sincero, sério, incapaz de ofender alguém. Quando minha primeira esposa saiu precocemente deste mundo, por conta de uma meningite, foi ele quem, com sua mediunidade, aliviou meu sofrimento, a dor daquela torturante ausência. Curioso, e foi o nosso amigo a quem convidei para saudar os noivos, no segundo casamento, eu e minha Alaurinda. E que bela saudação, com citações da Bíblia.
Amigo de meu pai, que presidiu a Federação Espírita Paraibana por 44 anos consecutivos, e que dele ouvi elogiosas referências ao nosso Joaquim. Um homem de uma simplicidade admirável, sem jeito para botar uma simples gravata. Joaquim é assim. Sério e sereno. E mais um “s”: sábio.
Vou hoje, acompanhado de familiares, escutar a palavra do nosso amigo. E sei que sairei de sua palestra com outro astral, tenho certeza. E vá ver que muitos espíritos estarão lá, inspirando-o. Joaquim nunca está só. Pena que a gente não veja os que o acompanham.
Não esquecer que o engenheiro Joaquim Silveira é um profundo conhecedor do grande médium norte-americano Edgar Cayce, o homem que lia um livro de olhos fechados. Mais ainda: curou muita gente com sua mediunidade.
Só não vou ouvi-lo, se chover pedra. Ouvi-lo com aquela voz de trovão. Voz que já despertou muita gente para aquela verdade que liberta. Vou escutar as palavras desse homem simples, que nunca ouço falar mal de alguém, sem muitas amabilidades, meio caladão, às vezes, mas Joaquim é assim.
30.9.12
Enquanto a Apple passa vexame com o seu novo sistema de mapas desenvolvido para o Ipad e iPhone, o Google mostra que, nesse assunto, é imba...
O Google Maps mergulha nos oceanos
Enquanto a Apple passa vexame com o seu novo sistema de mapas desenvolvido para o Ipad e iPhone, o Google mostra que, nesse assunto, é imbatível.
30.9.12
A proveitando o fim de semana, sobretudo neste começo de Setembro, estação que o sol mais gosta, eis que eles, esquecidos das tarefas da sem...
Caçadores de beleza
Aproveitando o fim de semana, sobretudo neste começo de Setembro, estação que o sol mais gosta, eis que eles, esquecidos das tarefas da semana, saem em busca de beleza. Não num templo religioso, mas na própria Natureza, que não deixa de ser um templo, onde predomina o silêncio. E, como diz Maria Tereza de Calcutá, é através do silêncio que a gente encontra Deus. O barulho está no Inferno.
Sim, podemos chamá-los de caçadores de beleza. Antigamente a caçada era um esporte, um divertimento, a caçada de animais, que os príncipes adoravam. Bonito atirar contra os animais, os pássaros, vê-los caindo no chão. Os “nobres” saíam de seus luxuosos palácios, de sua ociosidade remunerada, para matar seres vivos. Que luxuoso divertimento, que bela caçada nas florestas silenciosas. E dizia-se que era esporte nobre, chique!
Mas os dois rapazes que saem, manhã cedo, em busca de beleza, de paz, de silêncio, enchendo os pulmões de oxigênio, são uns bem-aventurados. E com eles os pássaros não se assustam, continuam cantando. Com eles tudo é paz ao seu redor. Não vão com os pés, vão de bicicletas. Nada de armas, pois essa caçada não é de guerra, mas de paz.
E o que mais se cultua nessa catedral verde, que é a Natureza, como já dissemos, é o silêncio, que vira prece, que nos interioriza, que faz com que a gente se encontre consigo mesmo. Ninguém pode pensar em meio ao barulho. Só os sem vida interior, a exemplo dos animais.
A Natureza produz catarse com a Criação Divina. A Natureza limpa a nossa alma. Limpa-nos do ódio, da inveja, do egoísmo, dos sentimentos mesquinhos.
Lá se vão eles, nas suas bicicletas, nas manhãs de sol, longe da barulheira da propaganda eleitoreira, da prolífera. Lá se vão eles como verdadeiros caçadores de beleza. Lá se vão eles, certamente ouvindo em pensamento a “Sinfonia Pastoral” de Beethoven, ou as Quatro Estações, de Vivaldi.
Ah, leitor, como estamos necessitados da beleza da Natureza. Como estamos necessitados de revitalizar mais o nosso Jardim Botânico, este espaço verde, onde moram o silêncio, a paz e o próprio Deus.
Mas o passeio passou, e eis que eles voltam em suas bicicletas de duas rodas, fazendo-me inveja. Acho que vou comprar uma de três rodas para acompanhá-los... Acompanhar meu filho Germano e sua turma de ciclistas, que deixaram seus computadores, obras dos homens, pela Natureza, obra de Deus.
29.9.12
Nas duas últimas décadas, a poluição visual nas zonas urbanas do Brasil (e também no campo) ficou ainda mais agravada com a proliferação da...
Antenas disfarçadas de árvores
Nas duas últimas décadas, a poluição visual nas zonas urbanas do Brasil (e também no campo) ficou ainda mais agravada com a proliferação das torres de celulares.
29.9.12
A história da década de 2000 reserva um capítulo especial para a saga do pequeno bruxo Harry Potter , um dos maiores êxitos mundiais da lit...
A Vida Continua Depois de Harry Potter
A história da década de 2000 reserva um capítulo especial para a saga do pequeno bruxo
Harry Potter, um dos maiores êxitos mundiais da literatura infanto-juvenil, criado pela escritora inglesa
J.K. Rowling.
26.9.12
Para meu desespero, o blog ficou mais de 24 horas fora do ar, por razões absolutamente desconhecidas. Para meu alívio, o blog está, aos p...
Sinal de vida
Para meu desespero, o blog ficou mais de 24 horas fora do ar, por razões absolutamente desconhecidas.
Para meu alívio, o blog está, aos poucos, dando sinal de vida.
Procurei o Google, o Zoneedit, o Registro... tudo em vão. Só me vem à mente aquela famosa frase shakespeareana: "há mais mistérios entre o céu e a terra do que possa imaginar a nossa vã filosofia".
24.9.12
E la está em tudo. É como Deus. Sim, ela é divina. Daí merecer nossa constante reverência. Daí minha apreensão quando soube que ela ia se ac...
A agua está em tudo
Ela está em tudo. É como Deus. Sim, ela é divina. Daí merecer nossa constante reverência. Daí minha apreensão quando soube que ela ia se acabar, antes do tempo, conquanto saibamos que, um dia, tudo termina, normalmente, para se renovar, consoante a lei da transformação. Mas o caso, aqui, é que são os homens que vão extingui-la, segundo fui informado, assim como o petróleo. O homem é um excelente destruidor. Mas continuemos com a crônica que também vai acabar , sem esquecer o cronista. Que pena!
Mas vamos ao âmago da questão. Ela vai se extinguir antes do tempo, por imprudência humana. Ela, uma das coisas mais importantes da vida. E por falar em vida, ela é a própria vida. Estamos nos referindo à água, leitor. Quando os descobridores do Cosmo conseguem descobrir um planeta, nas suas demoradas pesquisas, a primeira coisa que procuram é saber se existe vida nele. E como saber isto? Verificam se existe água, esse precioso liquido. Existindo água, existe vida.
A água, portanto, é a nossa maior riqueza. Basta dizer que quando entramos no mundo é pelo ventre materno. E nesse ventre está uma bolsa d'água. Uma piscina maravilhosa que vai nos sustentar durante nove meses. Saímos do ventre molhados e chorando. E no choro estão as lágrimas que são água.
A água está mesmo em tudo. Se trabalhamos, ela aparece no suor, se comemos, está na saliva. E o sangue, que não passa de um rio vermelho correndo dentro de nós.
Sem ela que seriam das plantas? E das frutas, com que fazemos os sucos? E a melhor fruta é a que mais água tem, como a laranja, a melancia, e o caju.
Lembrar que Jesus curou um cego, apenas com terra e cuspe. E este é tão importante que deu nome a uma igreja protestante chamada Igreja do Cuspe de Jesus, segundo me informou o escritor Rubem Alves.
Mas não esquecer que a água pode ser envenenada pelas bebidas alcoólicas, notadamente, a aguardente, que passa na goela que nem fogo, e ainda é atração turística nos chamados caminhos do frio...
E para terminar a crônica, que o leitor, certamente, está achando chata, lembremos que Jesus, no alto da cruz, todo ensanguentado, morto de sede, pediu que lhe dessem um pouco d'água. A turba enfurecida e fanatizada, deu-lhe vinagre. Que maldade...
Saiamos da crônica que eu vou já, já, tomar um copo de água de coco, repetindo o título: a água está em tudo!