Percebo que a institucionalização exclusiva do fazer ou do produzir da arte, empobrece-a sobremaneira, hoje. O Artista precisa ser. Preci...

A Arte há de ser sincera


Percebo que a institucionalização exclusiva do fazer ou do produzir da arte, empobrece-a sobremaneira, hoje.

O Artista precisa ser. Precisa expressar-se em seu âmago, em sua sinceridade ainda que idiossincrática.

Quando a instituição toma para si a tutela da obra, subordina o Artista que, pouco a pouco vai se tornando minúsculo.

Os concursos, como já dizia Bèla Bartòk, são competições para cavalos, não para Artistas.

Em nome de necessidades empregatícias, o Artista vira artista, e a Arte (des)arte, apequenada por circunstâncias burocráticas e de uma pseudo e forçosa comparatividade inexistente para o foro íntimo de quem se expressa e busca expressar-se…

O Artista é autêntico quando se entrega ao seu que-dizer próprio, quando sua voz interior fala e o seu âmago se faz ouvir.

Do contrário não há Arte sincera.

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  1. Um texto que bem sintetiza a perspectiva da mímesis, àquela desde os Gregos perspectivada. Pois que "Arte sincera" em nossos tempos é coisa cada vez mais rara. O fácil de ser ver ou ouvir está imerso na dimensão do prosaico associado a uma expressão de uma realidade deteriorada, cada vez mais.... e mais... Onde as pessoas se apoucam...

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    1. Esse quase aforismo, é resultante de reflexões de anos. Mestre Cris, sabes muito bem o que percebo da relação entre Arte e institucionalismo. Hoje, indubitavelmente as instituições não cabem os Artísticas (se é que algum dia há os coube...).

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    2. Mestre Cris, o Artista que se esconder nos intra-muros institucionalistas deixa de o ser, ou, noutro pensar, revela-se como nunca tendo sindo...

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  2. Arte é uma prerrogativa de um ARTISTA!!!
    Este um é um especial SER .

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