Decifração de gotas A nuvem escreveu com água e "enchuvou" a janela frases aleatórias pingadas nas telhas ao longe,...

Flor de hora marcada

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Decifração de gotas
A nuvem escreveu com água e "enchuvou" a janela frases aleatórias pingadas nas telhas ao longe, embaços desuniformam pessoas e o mundo antecipa a noite em pleno dia avante decifrações ditas pelas meras gotículas que em código relata: não é tempo ainda de invernada mas é bem-vinda a quase chuva inesperada dota clima diferente por estas temporadas escorre pela pele de vidro poeirenta, cicatrizes lava e fria queima feito o cinzeiro tosco de larva escorre para o mar do vazio, no parapeito da varanda na falta de para-quedas entre o céu e a terra
Céu diluído
Da areia, em frente ao mar esperando nuvem 'desondar' águas do alto, correnteza pássaro líquido não se aquieta céu diluído a espreita mergulha à terra para se banhar começa sempre com uma gota pequeno aceno que liberta molha o mundo, se mistura planta a terra, outras fontes abraça é rio diferente, flecha que pinga canta, grita, gira, assopra a alma
Doce algodão
Pedaço do céu rosa, azul ou branco é multicolor máquina do tempo do coração menino gira e ganha forma uma pequena viagem e no fim da tarde pelas ruas circula surge, transporta imagens atrai odores idos transborda cores magia de açúcar essência do gosto um sorriso infantil em doce algodão
Flor de hora marcada
Pequenas bolhas na manhã brotam e desbotam e renovam em amarelo, branco e preto flor com hora marcada tem pacto de ser efêmera e nem sabe o que é por do sol espia o dia, bebe e chora da água da chuva e logo está de partida se fecha em si, aperta-se, abraça-se talvez poupe suas cores, amores paciente, espera horas até outro dia, outra vinda para o verde mato pincelar em despertar fugaz, adormecer mordaz

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