Um rapaz andou dezenas de quilômetros para encontrar um mestre muito respeitado em sua aldeia por sua destacada sabedoria. Quando ali chego...

Duas grandes lições de um sábio

Um rapaz andou dezenas de quilômetros para encontrar um mestre muito respeitado em sua aldeia por sua destacada sabedoria. Quando ali chegou o mestre estava no centro de uma pequena multidão que, silenciosa e atentamente, ouvia seus ensinamentos. O rapaz se aproximou e, como os demais, passou a ouvi-lo. O mestre disse:

“Certa manhã dois amigos saíram para caçar. Eles entraram na mata na tentativa de encontrarem algum animal cuja carne bastasse para alimentar suas famílias por um ou dois dias. Depois de percorrerem certa distância, e já cansados, avistaram dois animais.

Um dos rapazes sussurrou: vamos atirar no mesmo tempo, pois nenhum vai se espantar e fugir. E assim ficou combinado. Mas apenas um dos rapazes atirou, e acertou bem no alvo. Assustado, o segundo animal fugiu.

E o amigo disse, irritado:

- Mas o que deu em você? Por que não atirou?

- Aquele animal não era tão grande. Eu quero um maior – respondeu o outro.

- Mas era o que você precisava! – disse enquanto se aproximavam do animal abatido.

- Veja, eram do mesmo tamanho, o suficiente para alimentar sua família pelos próximos dias.

- Eu quero um maior, já disse!

Ele estava certo de que encontraria um animal bem maior e que certamente iria abatê-lo. No seu orgulho, ao chegar na vila onde viviam, todos iam admirar sua habilidade de bom caçador.

Então, o rapaz que tinha a caça e a garantia de alimento, voltou para casa. No fim do dia, já próximo do anoitecer, o outro chegou à vila. E todos correram para ver o que ele tinha caçado.

Estava exausto e não trazia caça nenhuma. “

E o sábio concluiu: O que não é necessário, é caro!

Vendo que todos continuavam em sua volta, ele contou outra estória:

“ Certa vez um monge caminhava por uma estrada que cortava uma densa floresta. Chegando numa curva ele percebeu que havia uma pequena clareira onde também havia um menino, que olhava para o chão, como se estivesse procurando alguma coisa.

Então o monge se aproximou, e perguntou:

- O que faz aqui, garoto? Pelo jeito, parece que procura alguma coisa.

- Isso mesmo, senhor. Procuro as chaves da minha casa. Meu pai perdeu esta manhã enquanto pegava lenha na floresta.

- Mas espere um instante... se ele estava na floresta pegando lenha, então deve ter perdido as chaves dentro do mato, e não aqui na clareira? – perguntou intrigado o monge.

- Sim, senhor, foi isso mesmo - disse o menino.

- Então, por que você procura aqui quando deveria estar procurando lá?

- Porque aqui é claro e limpo, lá é escuro e tem mato por toda parte.

E o sábio concluiu: Não se pode encontrar procurando onde não se perde. Procure com esperança, não com certeza. Com esperança se procura onde se perde, com certeza apenas onde sabe que não vai encontrar, porque disso você já tem certeza.

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