Os seios de Dinah eram pequenos, bonitos. Sua pele era um pouco mais clara que a dela e também tinha marcas.
Mas o que lhe chamou a atenção foi uma que trazia na coxa esquerda; esta tinha memória. Era igual à dela. E ela o viu abraçando Dinah, deitado sobre o seu corpo, deslizando as mãos, contornando sua pele com a língua. Sim, era ele.
GD'Art
E veio o ódio. Conceição vestiu sua túnica, sua touca e, finalmente, seu véu azul e foi atrás de Dinah.
GD'Art
Dinah estava no último andar do prédio. Conceição a ameaçou, mas, antes, deixou que ela também colocasse o seu hábito.
As duas brigaram. Dinah não queria entrar no elevador, que era daqueles panorâmicos, voltados para o abismo das ruas.
Mas, antes de tudo, Conceição ligou para Gabriel e pediu que a encontrasse ali embaixo do prédio. Disse que sabia de tudo.
Conceição empurrava um estilete nas costas de Dinah, chutava-a para dentro do elevador. Ela resistia e pisava em seus pés. Vieram os cortes, veio o sangue e o desespero. Caíram no elevador, que desceu em busca do terreno de encontro. Gabriel corria desesperado. Sabia que Conceição não mentia. Ela fazia sempre o que dizia; ela também sabia deixar marcas.
GD'Art
Encontrou Dinah desacordada no chão. Não sabia se estava morta. Mas havia muito sangue.
Conceição, recostada na parede, delirava. Sangrava pela boca e sussurrava:
— Tinha que ser eu...
— Só podia ser eu...
Gabriel partiu, desconsolado. Desistiu de entender. O sol se punha. A água do mar estava quente. Era muito bonito ver Dinah com os cabelos molhados procurando sua boca. Conceição a beijava. Era a beleza.
As duas deram-se as mãos e foram pisando nas rochas, nas sobras do mundo, e pegaram a escada para subir novamente.
E estavam nuas.










