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Se eu te disser que as respostas para a sua ansiedade de domingo à noite, para o algoritmo que dita o seu humor e para essa sensação es...

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Se eu te disser que as respostas para a sua ansiedade de domingo à noite, para o algoritmo que dita o seu humor e para essa sensação estranha de que estamos todos correndo numa esteira que não sai do lugar foram escritas em 1548... você acreditaria?

Dizem que os livros escolhem seus leitores. Se isso for verdade, Jardim Brasil: Contos, de Ronaldo Lima Lins, passou anos me dando um ...

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Dizem que os livros escolhem seus leitores. Se isso for verdade, Jardim Brasil: Contos, de Ronaldo Lima Lins, passou anos me dando um drible digno de Copa do Mundo. Nossa história começou em julho de 2000, sob o pretexto de um romance que o tempo, com sua sabedoria costumeira, transformou em uma daquelas amizades que a gente carrega para a vida inteira.

O que Dorian Gray nos diz sobre a Era do Feed Infinito Quando Oscar Wilde publicou O Retrato de Dorian Gray no final do século XIX,...

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O que Dorian Gray nos diz sobre a Era do Feed Infinito
Quando Oscar Wilde publicou O Retrato de Dorian Gray no final do século XIX, ele não estava apenas escrevendo um romance gótico ou uma crítica à hipocrisia vitoriana. Ele estava, sem saber, desenhando o rascunho psicológico do século XXI. A história do jovem aristocrata que preserva sua juventude impecável enquanto uma pintura secreta envelhece e apodrece em seu lugar é a metáfora

Ler O Corcunda de Notre-Dame hoje é como encostar o rosto num espelho antigo, daqueles que já viram gerações passarem, mas que ainda ...

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Ler O Corcunda de Notre-Dame hoje é como encostar o rosto num espelho antigo, daqueles que já viram gerações passarem, mas que ainda devolvem a nossa imagem com uma honestidade que chega a doer. Victor Hugo não escreveu apenas sobre uma Paris distante, medieval, feita de pedras frias e sinos barulhentos. Ele escreveu sobre o que teima em persistir dentro de nós, mesmo quando juramos que já evoluímos. É por isso que essa leitura incomoda tanto. Ela nos reconhece por dentro antes mesmo que a gente perceba o impacto.

Você já marcou um encontro com um livro? Não falo daquele gesto automático de abrir qualquer página para matar o tempo. Falo de compro...

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Você já marcou um encontro com um livro? Não falo daquele gesto automático de abrir qualquer página para matar o tempo. Falo de compromisso mesmo, quase um ritual silencioso, desses que a gente prepara sem perceber que está preparando. Um encontro com hora, lugar e uma expectativa que não se explica direito, mas que fica ali, rondando o peito como quem sabe que algo importante vai acontecer. Porque há livros que não são lidos. São encontrados. Quando isso acontece, não é você quem escolhe o momento. É o momento que te escolhe.

Há lembranças que não se deixam organizar pela lógica do tempo. Elas ficam ali, meio suspensas, como se não pertencessem nem ao pa...

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Há lembranças que não se deixam organizar pela lógica do tempo. Elas ficam ali, meio suspensas, como se não pertencessem nem ao passado nem ao presente. A minha infância é uma dessas zonas de dúvida. Às vezes penso que ela existiu; noutras, parece apenas um sonho persistente. Mas há uma cena que resiste, firme, como raiz em pedra: meu avô materno, José Rodrigues dos Santos, declamando versos com uma intensidade que eu, menino, não compreendia, mas sentia.

Um mergulho em Azeite, Senhora avó!, de Aldo Lopes de Araújo Há livros que não são feitos apenas de palavras. São feitos de algo...

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Um mergulho em Azeite, Senhora avó!, de Aldo Lopes de Araújo
Há livros que não são feitos apenas de palavras. São feitos de algo mais espesso, mais íntimo, quase como se o autor tivesse arrancado pedaços de si e costurado em forma de narrativa. Livros assim não se leem apenas com os olhos, mas com aquilo que a gente guarda por dentro. Azeite, Senhora avó! é um desses.

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