Mostrando postagens com marcador Cláudio Wagner. Mostrar todas as postagens

Ler O Corcunda de Notre-Dame hoje é como encostar o rosto num espelho antigo, daqueles que já viram gerações passarem, mas que ainda ...

quasimodo  esmeralda  frollo  exclusao  humanidade  intolerancia victor hugo
Ler O Corcunda de Notre-Dame hoje é como encostar o rosto num espelho antigo, daqueles que já viram gerações passarem, mas que ainda devolvem a nossa imagem com uma honestidade que chega a doer. Victor Hugo não escreveu apenas sobre uma Paris distante, medieval, feita de pedras frias e sinos barulhentos. Ele escreveu sobre o que teima em persistir dentro de nós, mesmo quando juramos que já evoluímos. É por isso que essa leitura incomoda tanto. Ela nos reconhece por dentro antes mesmo que a gente perceba o impacto.

Você já marcou um encontro com um livro? Não falo daquele gesto automático de abrir qualquer página para matar o tempo. Falo de compro...

leitura livros encontro transformacao autoconhecimento literatura
Você já marcou um encontro com um livro? Não falo daquele gesto automático de abrir qualquer página para matar o tempo. Falo de compromisso mesmo, quase um ritual silencioso, desses que a gente prepara sem perceber que está preparando. Um encontro com hora, lugar e uma expectativa que não se explica direito, mas que fica ali, rondando o peito como quem sabe que algo importante vai acontecer. Porque há livros que não são lidos. São encontrados. Quando isso acontece, não é você quem escolhe o momento. É o momento que te escolhe.

Há lembranças que não se deixam organizar pela lógica do tempo. Elas ficam ali, meio suspensas, como se não pertencessem nem ao pa...

augusto_dos_anjos memoria tamarineira poesia morte eternidade
Há lembranças que não se deixam organizar pela lógica do tempo. Elas ficam ali, meio suspensas, como se não pertencessem nem ao passado nem ao presente. A minha infância é uma dessas zonas de dúvida. Às vezes penso que ela existiu; noutras, parece apenas um sonho persistente. Mas há uma cena que resiste, firme, como raiz em pedra: meu avô materno, José Rodrigues dos Santos, declamando versos com uma intensidade que eu, menino, não compreendia, mas sentia.

Um mergulho em Azeite, Senhora avó!, de Aldo Lopes de Araújo Há livros que não são feitos apenas de palavras. São feitos de algo...

memoria nordeste familia avo pertencimento literatura
Um mergulho em Azeite, Senhora avó!, de Aldo Lopes de Araújo
Há livros que não são feitos apenas de palavras. São feitos de algo mais espesso, mais íntimo, quase como se o autor tivesse arrancado pedaços de si e costurado em forma de narrativa. Livros assim não se leem apenas com os olhos, mas com aquilo que a gente guarda por dentro. Azeite, Senhora avó! é um desses.

Postagens mais visitadas