Mostrando postagens com marcador Durval Leal Filho. Mostrar todas as postagens

“O combinado é o justo? E o justo é o combinado?” Semanticamente, essas frases fazem um malabarismo perigoso. “Combinado” é algo con...

politica brasil corrupcao conveniencia banco master stf
“O combinado é o justo? E o justo é o combinado?” Semanticamente, essas frases fazem um malabarismo perigoso. “Combinado” é algo contingente, temporal, muitas vezes fruto de poder assimétrico, cansaço ou pura preguiça. “Justo”, por sua vez, carrega a pretensão de algo que transcende o mero acordo, pelo menos na tradição ocidental que ainda fingimos respeitar.

Há momentos em que a história deixa de ser uma sequência de fatos e passa a operar como um espelho incômodo de quem busca revisitar a...

decameron corrupcao hipocrisia instituicoes satira brasil
Há momentos em que a história deixa de ser uma sequência de fatos e passa a operar como um espelho incômodo de quem busca revisitar a história e a literatura. Foi assim que me ocorreu revisitar o Decameron, de Giovanni Boccaccio, não como erudição, mas como quem busca um espelho antigo para entender o presente.

Na década de 1990, o Brasil atravessava um tempo de virada, desses em que a História parece abrir uma janela e dizer: “entrem depressa,...

Na década de 1990, o Brasil atravessava um tempo de virada, desses em que a História parece abrir uma janela e dizer: “entrem depressa, antes que a esperança desista”.

Muitas das vezes, eu sinto vergonha de mim mesmo, por achar que temos que ser justos e entender o que há de verdade e de justiça.

supremo tribunal federal corrupcao alexandre morais banco master
Muitas das vezes, eu sinto vergonha de mim mesmo, por achar que temos que ser justos e entender o que há de verdade e de justiça.

A minha descoberta do disco O Grande Circo Místico , em 1984, foi na rádio Universitária FM, da UFPB, onde iniciei minhas atividades...

edu lobo chico buarque circo mistico
A minha descoberta do disco O Grande Circo Místico, em 1984, foi na rádio Universitária FM, da UFPB, onde iniciei minhas atividades profissionais, não se deu como um simples encontro musical, mas como uma abertura de fissura no imaginário, e uma mudança de perceber a construção de um disco, como obra de arte.

Eu tenho prazer em cozinhar; essa brincadeira, para mim, é puro deleite. Me deixa muito feliz por vários aspectos. O primeiro de tudo ...

prazer cozinhar gastronomia compartilhar momentos
Eu tenho prazer em cozinhar; essa brincadeira, para mim, é puro deleite. Me deixa muito feliz por vários aspectos. O primeiro de tudo é que eu sou guloso: gosto de comer, gosto de comida e gosto de comer o que é do bom e do melhor.

Uma coisa tenho prestado atenção ao longo da minha formação: a sinceridade não é uma coisa muito aceita. A sinceridade parte de você ...

politica sociedade polarizacao
Uma coisa tenho prestado atenção ao longo da minha formação: a sinceridade não é uma coisa muito aceita. A sinceridade parte de você querer se expressar, dizer o que sente e o que pensa. No entanto, falar o que se sente raramente encontra acolhimento. Verdades não existem além do fato fático.

Há momentos em que a realidade política brasileira parece ter sido escrita por um físico quântico com senso de humor duvidoso. Nada...

politica brasileira corrupcao lavajato escandalo banco master petrolao poder judiciario
Há momentos em que a realidade política brasileira parece ter sido escrita por um físico quântico com senso de humor duvidoso. Nada é exatamente o que parece, mas também nada deixa de ser o que aparenta.

Uma vez um colega me perguntou, depois de ler um texto meu denunciando bandidagem, por que eu escrevia com raiva. Fiquei pensando em...

corrupcao indignacao banco master stf roubo
Uma vez um colega me perguntou, depois de ler um texto meu denunciando bandidagem, por que eu escrevia com raiva. Fiquei pensando em responder. A pergunta não era simples. Talvez porque quem lê imagine que a indignação é raiva mal disfarçada.
corrupcao indignacao banco master stf roubo
GD'Art
Mas eu não escrevo com raiva. Não tenho raiva de ninguém. Às vezes tenho raiva de mim mesmo, isso é verdade. O que sinto profundamente é outra coisa. O que sinto é indignação, ela que nasce quando observo certos comportamentos humanos. Uma indignação que, às vezes, chega a doer. Dói porque vejo atitudes que ferem aquilo que deveria sustentar a vida em sociedade: a ética pública. Dói porque algumas criaturas humanas, de baixas atitudes, conseguem ocupar espaços de poder na política, na Justiça e no Executivo. Não é um incômodo passageiro. É uma dor cívica que já dura quase os meus sessenta e dois anos. Uma dor de cidadão que observa o que acontece à sua volta.

Na era do scroll infinito, onde o span de atenção mal roça os oito segundos, deparei-me com um livro antigo na estante, ali no canti...

literatura digital leitura virtual blog literário
Na era do scroll infinito, onde o span de atenção mal roça os oito segundos, deparei-me com um livro antigo na estante, ali no cantinho, despercebido.

Sou fascinado por cheiros; além de tudo, alucino-me por essências. “Árvores são fáceis de achar: ficam coladas no chão”, como bem diss...

cannabis maconha marijuana haxixe ervas cheiros aromas
Sou fascinado por cheiros; além de tudo, alucino-me por essências. “Árvores são fáceis de achar: ficam coladas no chão”, como bem disse Arnaldo Antunes. Dias atrás tive uma felicidade rara: ver uma árvore abrindo, com solenidade discreta, o filme Hamnet e perceber que ela não entrava em cena sozinha. Entrava a natureza inteira, dançando sem coreógrafo, sorrindo com os lábios e, ainda assim, convincente.

Postagens mais visitadas