O Sertão Educa não é apenas um livro sobre o sertão; é um livro escrito a partir do sertão. Essa distinção é fundamental para compr...
O Sertão Educa, de Gilmar Leite
Da Série: Deixemos Homero falar – Parte VII No que diz respeito à terra dos Ciclopes, objeto deste ensaio, a tradição aponta, como...
A Nostalgia da Memória III ou Meu nome é Ninguém
Na minha juventude , era comum a gente se apaixonar por algum artista famoso. Isso fazia parte da vida e era um acontecimento especial....
O tempo passou... que pena!
IGARAKUÊ significa “canoa virada”. Era assim que os povos nativos reconheciam e nomeavam o peixe-boi quando ele subia para respirar....
Igarakuê
Não, eu não tinha perdido para sempre, como supunha, nem emprestado sem retorno o “Zélins, Flamengo até morrer”, livro contendo crônic...
O livro que a traça não comeu
Não será novidade a sensação de estranheza que acomete boa parte da Humanidade terrestre nesse período de ocaso expiatório-provacional ...
Atribulados e perplexos!
A obra não se entrega à leitura passiva, tampouco se acomoda à linearidade do discurso tradicional. Seu projeto poético parece nascer ...
Abril Alienado, do poeta Percio Lima
A indignação que surge ao perceber o abismo entre o cidadão comum e o poder público é tão antiga quanto a própria civilização. Gastar...
A paz no travesseiro
Aqui, nessas latitudes menores, que revelam nossa proximidade com aquela linha que divide o Hemisfério em duas partes, não é possível...
Confissões num domingo chuvoso
Reflexões éticas sobre a prudência, o arbítrio e a integridade da consciência Era uma daquelas noites em que a conversa escapa ...
Entre dois males
A escrita, até mesmo para os escritores mais profícuos, tem sido fonte de sofrimento e de prazer. Esse misto de sensações é reforçado ...
O mal-estar na escrita
Em “Zen e a arte da escrita acadêmica”, o autor retoma a ideia de “bancar” a imprecisão como forma de seguirmos adiante em nossos projetos de escrita e de autoconhecimento, processos intimamente interligados. Nas palavras de Cruz:
Ainda em “Zen”, aborda-se a relação do corpo na escrita, lembrando-nos do quanto a utilização das mãos e da postura corporal diante do texto são relevantes para o efeito psicológico na escrita. O ritmo e o som da digitação, o bailar dos dedos, a respiração consciente, tudo isso e outros aspectos têm influência na confecção textual.
Robson Cruz há anos se dedica ao estudo de escrita criativa no meio acadêmico, aos sofrimentos psíquicos oriundos desse contexto e como a política gerencia esses sintomas. É psicólogo, professor da Puc-Minas. Seus textos merecem ser lidos por muitas pessoas que sofrem desse mal-estar na escrita, para compreensão de que não necessariamente precisamos nos livrar dessa angústia, mas aprender a escrever com ela, sem romanceá-la, conciliando as múltiplas sensações do processo criativo.
Amigos residentes nesta cidade convenceram-me a levá-los ao sítio onde havia me criado. Isso foi há cinco décadas, talvez. Mas as lem...
Ainda é possível sonhar
Para o meu filho Daniel e minha nora, Bruna Já em São Paulo, a perplexidade foi em visitar a Cidade Matarazzo. Um megacomplexo de luxo...
São Paulo das Artes
Além do Hospital, outros edifícios históricos, como a Maternidade Condessa Filomena Matarazzo (1943) e a Capela Santa Luzia (1922), também foram restaurados. Fiquei zonza de ver tanta coisa linda: jardins exuberantes, exposições de arte várias, em especial a
Em uma de suas crônicas, Luis Fernando Veríssimo afirmou que nunca tinha usado o ponto e vírgula. A observação do escritor gaúcho, que ...
Pontuar
Certa noite , quando o mundo parecia cansado de existir, o tempo encontrou a morte sentada à margem de uma estrada. Não havia relógi...
Vencer o tempo ou fugir da morte
Que a velhice é um fardo, isso é a realidade. Que poucos cuidam de seus velhos em um país cada vez mais envelhecido é um fato.
Olhos vazios
Dizem os físicos que o tempo só corre para a frente, mas a psique humana ignora solenemente as leis da termodinâmica. Há dias em q...
O eco do tempo no peito: Reflexões sobre a saudade
Dedico à professora Neide Medeiros, devota de Graciliano. Penso — e, mais que penso, sinto — que o Nordeste e o nordestino geral...
Estereótipo nordestino na crítica de S. Bernardo, de Graciliano Ramos
Recentemente, em Salvador, um repórter estava fazendo uma entrada ao vivo diante de um hospital quando um cachorro de rua se aproximou...
O que podemos fazer?
Nascida por volta de 1507 a.C., Hatshepsut (que significa “a primeira das nobres senhoras”) era uma princesa legítima, filha do rei T...
A majestade do Templo de Hatshepsut (Parte 2)
Apesar de encravada numa garganta de serras do meu mundo particular, num dos vales mais profundos ou mais misteriosos da minha paisage...
Onde fui achar Ricardo
Quem imaginaria que um dia o bicho gente voaria para lá e para cá nas asas de um passarão de metal movido a hidrocarbonetos? Incrív...
Bem-vindos a bordo
Existem livros que procuram explicar um poeta. Existem outros, mais raros, que procuram devolver-lhe a complexidade. A Sombra e a Qui...
A sombra e a quimera: a crítica como forma de reencontrar Augusto dos Anjos
Desconheço um escritor brasileiro que brinque mais com as palavras do que Guimarães Rosa , demonstrando um profundo conhecimento de no...
Oito palavras, em Guimarães Rosa
Estava discutindo com amigos sobre feriados, festas e outros que tais nestes tempos escuros. De repente, ante um comentário idiota, me...
Se me fosse dado escolher, a figura de Deus seria feminina
Sempre gostei de pensar. E deixo meu pensamento solto para refletir sobre o que algumas frases me dizem e mergulho em perguntas como ...
O apreço não tem apreço
Na minha vida, há frases que me fizeram pensar e crescer, e muitas delas saíram de dentro de casa, da casa da minha mainha. Meu pai, o Neguinho Durval, gostava de nos educar e de nos mostrar ensinamentos por meio de frases, pedindo para a gente parar e pensar sobre elas.
Não são muitas , são 15, no máximo, as palavras da língua portuguesa iniciadas com o dígrafo “lh”. Vamos lá: lhe, pronome pessoal obl...
Gil, o lhano
Na janela se debatiam as gotas de chuva, e elas tinham o seu sentido de permanência no vidro. Primeiro se chocavam no mesmo ponto e,...
O salto
A pequena tela acima — com o retrato que fiz do Hamlet menino — não sei que fim levou. É fruto da cena que trago aqui, de meu romance ...
Por isso tanta angústia!
Melancolia — Sempre esta melancolia, estas sobras de um dia triste. Estou assim, hoje. Procuro alguma coisa atrás das coisas. N...
Sempre esta melancolia...
Sempre senti uma vontade genuína de construir relações de verdade. Em um mundo onde o ódio e o rancor ganham espaço com tanta fac...
Entre afetos e algoritmos
O Cenário Santana, um bairro na Zona Norte de São José dos Campos. Foi onde ocorreu o fato que vou relatar. Comecemos por minha casa...
Uma pequena trapaça
... queremos um mundo colorido, onde haja sempre espaço para o vermelho, o azul, o amarelo, o verde, o cinza... Edison Borba , Apre...
Livros artísticos
“Contra o silêncio e o ruído invento a Palavra, liberdade que se inventa e me inventa a cada dia.” Octavio Paz Deitei a toalha br...
Silêncio refletido
"Quando eu era moleca, uma vez meu pai chegou em casa com a cara assustada. Naquele tempo não tínhamos a imediatez de hoje. Nem...
Rose: Uma alegria que se dissolveu no ar
Havia descido do ônibus no bairro onde moro, com exemplar do jornal A União na mão. Aguardando para atravessar a rua, um carro para ...
Jornal impresso
Como estão teus relacionamentos com as pessoas que te são caras? Estás realmente valorizando o que recebes? Ou acreditas que quem se...
Relacionamentos
Em mais uma dessas reportagens sobre hábitos de vida, leio que a maioria dos brasileiros é de sedentários. São raros os que fazem exer...





















































