DA ROSA Orvalho e sombra, na rosa amarela. Brilho e lágrima, tão próprios dela. É, decerto, o espinho que a mantém

Da rosa

poesia paraibana marineuma livro entre parenteses
DA ROSA
Orvalho e sombra, na rosa amarela. Brilho e lágrima, tão próprios dela. É, decerto, o espinho que a mantém assim: tão rude e tão bela!
DO EFÊMERO
A flor vermelha, tão linda na planta, dura só um dia, murcha e cai. Descobri, por acaso, que o jabuti adora comê-la. Nós e essa mania de querer que poesia tenha uma utilidade específica, quase fisiológica.
LIBERDADE
Um gato na janela, à espreita, olha o pássaro que canta lá fora. No alcance natural do possível pulo, a liberdade está por um fio, agora...
PARADOXO
Um pássaro pousa no fio molhado de alta tensão em débil equilíbrio entre o amparo que mata e o voo que trai.
SILÊNCIO
Voraz, o aço do teu olhar cortou minha voz, e o canto, ferido, nunca mais se escutou.
VESTÍGIOS
No rastro dos rostos, a réstia do resto. Na sombra dos sonhos, a senha do signo. Na marca do marco, um tênue desejo de morrer de viver.
Do livro Entre parênteses à venda nas livrarias Leitura, dos shoppings Manaíra e Mangabeira, e Livraria do Luiz, em J. Pessoa. Disponível em e-book na Amazon.

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