A inveja não tem fronteiras. Infiltra-se nos bastidores, cochicha nas sombras e alimenta-se da pequenez. Pessoas falam pelas costas e, de forma deletéria, formulam conceitos e preconceitos sem a mínima coragem de sustentar o que dizem frente a frente.
A vaidade impera em nichos estreitos, onde quem não se curva aos padrões é excluído. Confundem e invertem valores com espantosa facilidade. Quem tem o que mostrar, quem produz, quem trabalha, quem constrói passa a ser tratado como intruso, porque o brilho alheio incomoda os que vivem na penumbra.
GD'Art
Não edifica: sabota.
Não aplaude: murmura.
Sua crítica não nasce do senso estético, mas da frustração. Seu julgamento não vem da ética, mas da incapacidade de suportar o mérito alheio.
Há ainda o escritor que não é reconhecido e, por não suportar a própria invisibilidade, tenta diminuir quem sequer conhece. Fala sem saber a história, a trajetória, os livros, as lutas do outro. Julga sem leitura. Opina sem estudo. Ataca sem fundamento. Supõe que o ruído possa substituir a obra.
A verdade é simples: reconhecimento não se conquista desmerecendo ninguém. Constrói-se com trabalho, disciplina e grandeza de espírito. Quem precisa derrubar alguém para aparecer já revela o tamanho da própria estatura.
É preciso, dignamente, furar certas bolhas — reforça-se: dignamente. Porque a diferença está justamente no caráter. Dignidade não se negocia, não se vende, não se dobra.
GD'Art
O sol nasce para todos, todos os dias; também nasce sobre a nossa João Pessoa. Mas nem todos suportam a luz alheia. Quem é poeta, escritor, crítico, cronista ou contista deve prosseguir. Produzir. Publicar. Ler. Estudar. Crescer... O incômodo que surgir será apenas sinal de que a voz ecoa para além das pequenas rodas seletivas.
Enquanto alguns murmuram, outros constroem.
E a dignidade, essa sim, permanece incólume.
Sabe-se, contudo, que na própria seara literária há quem deseje ver tombar quem se ergue, não por divergência estética, mas por desconforto diante do brilho do outro. Tentam minar reputações onde não conseguem alcançar a obra literária. Confundem divergência salutar com crítica deletéria e intriga rasteira. Enganam-se. A literatura é vasta demais para comportar pequenas trincheiras. Quem planta queda colhe irrelevância... Mas quem cultiva trabalho colhe permanência...
E eu estou do lado de quem cultiva e semeia o bem.







