Podas e faxinas
Necessito podas, mais um pouco de luz e lembretes. Distante de mim mesmo, me assusto, mas é porque já passou tanto tempo. Ainda que necessário seja medir essa distância, também desconstrói. Só mantemos intactos, no mais das vezes, os vícios. E são deles que precisamos cuidar e definir: quais são os bons e os eternos! Tão difícil jogar fora, ainda que saibamos que nosso próprio enterro é exatamente isso. Podas e faxinas são próprias dos ricos? Como eliminar excessos? Talvez seja mais que isso: ato próprio dos libertários! Podas e faxinas, excessos e desapegos, apenas trocas. Sim, trocas, porque as almas das coisas, assim como as nossas, também se mudam. Morro com alegria
Ato cotidiano, tresloucado e belo. Morro por necessidade e cansaço de ser. Há os que nem nascem e os que nem veem. Morro com alegria, porque me caso com o ocaso e, até agora, com sua magia de viver o lúmen que vem de Órion. Não que isso seja eterna conquista e vantagem, mas é que há mais tempo para se ler um bom livro e respeitar os seres mais frágeis, compreender as tragédias e fazer dos olhos lunetas para ver um “Deus”. Morro, sim, cotidianamente, na mesma proporção em que nascem meus futuros eus... Luneta que é Deus, sendo ele próprio ambos os lados do monóculo. Então que veja Ele os pescoços e os cutelos… Paz
Doer, reordenar o amor. Roer a flor roxa do coração. Arrancar dele a paixão e doar para o altar das dores. Lua negra, noite azul sobre o mar, o som das águas que banham areias. Passos incertos e o deserto esplêndido, cheio de cor e de mim. Tocar a luz, fazer a paz, sorrir para o rapaz que também ri. Negar os monstros de verdade e fazer de pelúcia aqueles que dormiram conosco: os mais amados, os impossíveis, os assexuados, os que são nós mesmos, que acariciamos o mundo.
Necessito podas, mais um pouco de luz e lembretes. Distante de mim mesmo, me assusto, mas é porque já passou tanto tempo. Ainda que necessário seja medir essa distância, também desconstrói. Só mantemos intactos, no mais das vezes, os vícios. E são deles que precisamos cuidar e definir: quais são os bons e os eternos! Tão difícil jogar fora, ainda que saibamos que nosso próprio enterro é exatamente isso. Podas e faxinas são próprias dos ricos? Como eliminar excessos? Talvez seja mais que isso: ato próprio dos libertários! Podas e faxinas, excessos e desapegos, apenas trocas. Sim, trocas, porque as almas das coisas, assim como as nossas, também se mudam. Morro com alegria
Ato cotidiano, tresloucado e belo. Morro por necessidade e cansaço de ser. Há os que nem nascem e os que nem veem. Morro com alegria, porque me caso com o ocaso e, até agora, com sua magia de viver o lúmen que vem de Órion. Não que isso seja eterna conquista e vantagem, mas é que há mais tempo para se ler um bom livro e respeitar os seres mais frágeis, compreender as tragédias e fazer dos olhos lunetas para ver um “Deus”. Morro, sim, cotidianamente, na mesma proporção em que nascem meus futuros eus... Luneta que é Deus, sendo ele próprio ambos os lados do monóculo. Então que veja Ele os pescoços e os cutelos… Paz
Doer, reordenar o amor. Roer a flor roxa do coração. Arrancar dele a paixão e doar para o altar das dores. Lua negra, noite azul sobre o mar, o som das águas que banham areias. Passos incertos e o deserto esplêndido, cheio de cor e de mim. Tocar a luz, fazer a paz, sorrir para o rapaz que também ri. Negar os monstros de verdade e fazer de pelúcia aqueles que dormiram conosco: os mais amados, os impossíveis, os assexuados, os que são nós mesmos, que acariciamos o mundo.





