Pra eu não morrer de saudades Resolvi tocar pra ti velar teu sono agitado consolar teus negros dias pintá-los com cores cá...

Pra eu não morrer de saudades

 
 
 
Pra eu não morrer de saudades
Resolvi tocar pra ti velar teu sono agitado consolar teus negros dias pintá-los com cores cálidas quero ainda agradecer por nossas tardes tranquilas quando eu estava perdida em meu labirinto infrene Chegaste devagarinho trazendo o fio de prata cantando antiga valsa enfrentaste o minotauro Quero louvar a coragem bravo Teseu de amores contigo os desertores cansariam da viagem Os invejosos caíam ante a tua bravura amigo meu, a ventura em cruzar tuas estradas será guardada, qual vara com o condão do despertar das agruras e pesadelos Os homens deste lugar!
Quiçá por um segundo
Procurei a ti sem obter resposta num tempo esvaído e me dando as costas, precioso tempo por mim malbaratado queria por milagre ter mais um bocado do tempo que um dia me foi ofertado. Queria tuas mãos quiçá por um segundo oscular teus olhos esquecida do mundo tão pequeno para nosso amor nascente que morreu por falta do olhar atento. Bem queria ter-te em meu beijo ardente qual a água do alambique em festa fazer de teus cabelos anéis e correntes enfeitar meu colo, reluzindo a prata Hoje choro o tempo que não mais retorna cumpro a sentença por desídia imposta Olho as tardes quentes que já foram mornas cúmplices dos encontros dos corpos em brasa. Ah como eu queria um milagre agora juntaria as mãos em inspirada prece pediria a Deus e ao grande universo que o tempo o amor, mais uma vez trouxesse!
Até que não nos sobre nada
De quantas ilusões somos construídos quantas quimeras argamassaram o edifício do ego, crescendo em direção ao caos? De quantos encômios precisamos ainda para subirmos mais um degrau olvidando as conquistas reais superação de nossos vícios dubiedades e frustrações? Quantas mãos frias apertarão as nossas darão ainda tapinhas nas costas apunhalarão na próxima temporada serão muitas, como nossas dores Os outrora amigos, agora desertores brindarão com outros enganados as coroas pesadas curvarão nossa coluna e viveremos dos aplausos do passado osculando e arrotando nossas sombras nossas asas de cera, nos deixará imóveis até que não nos sobre nada!

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