Necessidade de ser entendido, todos temos.
Fato!
Só és entendido na medida em que o outro se entende. Quando isso não acontece, aquilo que tens para oferecer não é valorizado, tampouco levado em conta. Isso não quer dizer que o problema é teu.
Não ter profundidade é viver na superfície.
Foto: Unsp
Não. Apenas o outro é superficial.
Uma boia não é âncora, ela não salva; apenas te faz esperar pelo salvamento, que sempre vem da tua decisão. Assim, se a única condição para te salvares for nadar, precisas decidir nadar; ninguém nadará por ti. Se precisares de ajuda, sem decidir pedir ou informar, ela não chegará.
Ouvir a si mesmo é o bastante; não é preciso esperar para ser entendido.
Foto: Lau Baldo
Adiar a própria vida apoiando-se no “quando” é o mesmo que esperar uma condição que nunca vai chegar. Em vez de dizeres que estás com medo, para não ser diminuído ou deixado de lado, usas a condição “quando”.
Veja, não é constrangedor mostrar teu medo, desde que ele não seja teu guia, tua condição.
Dizer: “quando tiver dinheiro, farei; quando tiver tempo, irei; quando me sentir melhor, começarei” é mentira. A verdade é que não farás, não irás, tampouco começarás.
O “quando” é a condição para que a decisão seja sempre adiada, sem que seja preciso aniquilar o medo. Porque é isso que ele faz: te convence a sempre condicionar, para continuar vivendo em ti e não ser destruído. Faz-te esperar o momento certo, que nunca chega.
Foto: Natalia Blauth
Ficar na zona de conforto é decisão da mente; sair dela é decisão da alma. Permanecer na inércia de ser o ideal para o outro é perder a chance de caminhar sendo o ideal para ti mesmo.
Ser o ideal para ti mesmo é a tua escolha. Ela pesa? Pesa. Porém, essa decisão fará com que não carregues o peso da escolha alheia.
Não seja tolerante com quem quer te manipular. Faça a opção pela coragem de decidir e dar as cartas, caso queiras sentir a tua verdadeira essência. A tolerância é a condição para a aceitação de tudo o que querem para ti. É uma das fantasias usadas pelo medo: medo de sentir o abandono, a decepção do outro.
Em todos os momentos em que tolerares, dirás a ti mesmo que o melhor é não descobrir as verdades da tua alma. Tolerar não é ter paciência; é ter medo de falar o que se sente.
A gente não morre por decidir pela coragem; morre ao condicionar nossa escolha pelo medo de ser quem realmente somos.
Foto: Natalia Blauth
Impor a condição de usar a máscara do “estou bem”, “sem problema”, “como quiseres”, cria amargura, ressentimento e falsa felicidade; é, como dizem, uma bomba chilena. Um dia, teu balde da tolerância transbordará e tua alma explodirá. Quando isso acontecer, ninguém enxergará teu balde cheio, e os porquês acerca da tua mudança choverão.
A decisão pelo autoconhecimento não é um estado da alma; é um processo que estará eternamente nos construindo.
A decisão de ter amor-próprio, de não tolerar, não é tornar-se ruim; é aceitar-se, é deixar de brigar consigo mesmo, é não engolir em seco aquilo que te dá uma falsa paz. É uma construção.
Terás trabalho?
Sim, ele é um dos mais pesados; contudo, durante o processo, conseguirás conhecer, e fazer com que conheçam, tua verdadeira grandeza interior.









