O som que me circula
Me faz rodilha
E de mim também feito de som
Assimétrico aos meus limites, ele
É a ponte sobre o que eu era e a
Água corrente que me torno
E me despeço da pele
Deixando-a entre pedras
E musgos, como num leito de rio
Me esfacelo em lógica
Me ato em puro éter
E recebo o sentido do que se move
Corto-me em dissonâncias
Amarrando-me aos braços de guitarras
Para ouvir serias
Tudo isso se passa
Por dentro e por fora de mim
Quando me torno música
De bigode espesso
Negro em pele branca
Róseos lábios
Um beijo pronto
No desejo e
O medo não
Ah, se fosse eu
O vento
E não haverias de me negar
Negro bigode
Ranhuras
De nucas
E dormiria eu janelas
Ao vento
Ventanas plenas de desejos
O teu bigode
Um tapete
De flores
Minh'asas
Arco no céu
Esticadas
Azul luz
Para o pouso
Caminho
E eu pergunto
Nos olhos
Poços cheios de lágrimas
O vento partido
Incerto pouso
E mais nada
Nada mais
Do que é e flutua
Estrada
Um perfume
De rosa
Esperando ao sol
Sou pus
Tenho vida
Que transforma
Vida
Sou mistério
Ebulição
Sou construção
E latejo
Pústula
Erupção
Romper
Das carnes mortas
Renovação!
5.10.26
O som que me circula Me faz rodilha E de mim também feito de som Assimétrico aos meus limites, ele É a ponte sobre o que eu e...
Assinar:
Postar comentários (Atom)





