Segundo me contaram, COR, CORDIS, seria coração em latim. Tanto é assim que palavras como coragem e concordar tem a ver com o coração do s...

Estamos mais cordatos

maratona paris 2022 pandemia
Segundo me contaram, COR, CORDIS, seria coração em latim. Tanto é assim que palavras como coragem e concordar tem a ver com o coração do ser humano. Cordato desembesta pelo mesmo caminho. É que lá nos antigamentes pensava-se que o coração era quem comandava a bagunça humana. Só depois se descobriu o cérebro. Deve ter sido numa cacetada que um neandertal deu na cabeça de um homo sapiens, mas deixa pra lá.

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O que importa é um cheiro de mudança no comportamento dos sobreviventes da pandemia. Dou três exemplos.

Começo pelos franceses. Principalmente os parisienses. Pois não é que estão menos chatos? Os narizes desempinaram, aceitam que conversemos em outras línguas que não o francês e, pasmem, dão informações turísticas de muito boa vontade. Sugestões ainda não, já seria demais. Porém não se negam a apontar atalhos e até riem do barulho que os brasileiros fazem em restaurantes.

Por sua vez, os ingleses também estão com o coração a toda. Levei mãe Leca a alguns musicais e qual não foi a minha surpresa ao ver, ao final do engraçado “Mamma mia”, toda a plateia do centenário teatro londrino ficar de pé e dançar as derradeiras músicas do Abba com uma alegria incrível, principalmente as bisavós que estavam perto de nós.

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Mas a mais bela surpresa aconteceu durante a maratona de Paris. Numa cena que foi incorporada pela direção da prova e viralizou, nosso amigo Otávio estava nos últimos quilômetros do percurso quando avistou, mais à frente, um argentino que corria embrulhado na bandeira portenha. O paraibano apressou o passo, exibiu a nossa verde e amarela e ambos concordaram em chegar juntos ao final. Ocorre que, uns 200 metros antes, quando o locutor oficial já fazia apologia daquela inusitada dupla, Otávio deixou cair a bandeira no chão. Acreditem queridos leitores, pois não é que o hermano parou e esperou que Otávio fosse buscar o pavilhão nacional? Depois do resgate, o Brasil e a Argentina terminaram a prova juntos. Até o asfalto do Arco do Trunfo arrepiou-se. O locutor foi à loucura. O povo aplaudia insanamente porque nossa rivalidade é conhecida no mundo, principalmente por conta do futebol.

Por essas e outras é que sinto no ar um bem vindo cheirinho de dias melhores para a humanidade. AMÉM!

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  1. O registro é válido, mas omite que o pioneirismo nos pertence e vem sendo gestado há muito tempo.
    Veja lá!
    Quem, de santa consciência, acreditaria em ver Lula e Alckmin aos beijos e abraços?
    Nessa pisada, daqui para o final dessa campanha eleitoral - que tem de tudo, não nos causará espanto vermos Bolsonaro e Lula usando o mesmo palanque, tirando a vez de quem fala primeiro, na porrinha e as coordenações de campanha a informar que esse procedimento foi adotado por medida de economia, pois os partidos abriram mão dos recursos do fundo eleitoral, alegando que seriam mais bem em empregados em socorrer os migrantes venezuelanos, que querem retornar ao seu paraíso.

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