Baby Pignatari, neto de Francisco Matarazzo, o maior industrial do país à época, começou a trabalhar com o pai muito cedo e, aos 20 anos, herdou a Laminação Nacional de Metais. Chegou a ser conhecido como o rei do cobre do Brasil. Sua Companhia Brasileira de Cobre (CBC), fundada no Rio Grande do Sul, era um modelo. Construiu uma cidade, bancando várias vilas de moradores (mais de 5.000), com hospital, clínicas odontológicas, clubes de lazer, campo de aviação, rodoviária, cinema e muito mais.
Baby Pignatari e Nelita Alves de Lima, em ensaio fotográfico da revista norte-americana Life, em 1947 ▪️ Foto: Dmitri Kessel
Até aqui contei a parte empresarial; porém, o que me fascinou em Pignatari foi sua vida pessoal. Do alto dos seus quase dois metros de altura, bronzeado e boa pinta, namorou as mais famosas atrizes do mundo e, entre seus quatro casamentos, um ficou mundialmente famoso.
A Princesa Ira von Furstenberg casara aos 15 anos com um príncipe e era herdeira da Fiat. Ela conheceu Baby cinco anos depois. Foi amor à primeira vista, e a diferença de 24 anos entre suas idades não impediu que
Princesa Ira von Furstenberg,filha do príncipe Tassilo de Fürstenberg, atriz e designer de joias italiana ▪️ Fonte: Mondadori Publishers (DP)
Porém, a última das esposas de Baby é que deveria estrelar um filme. Aos 46 anos, conheceu Regininha (18 anos), que “trabalhava” na Casa da Wanda. Levava-a, e às colegas de “trabalho”, para sua mansão, franqueando os armários que ainda estavam cheios com os vestidos da princesa. Nas ceias à luz de velas, elas desfilavam com modelos exclusivos Givenchy, Chanel e Dior. Baby tirou Regininha da “atividade”, casando-se com ela e introduzindo-a na alta sociedade paulista.
Se eu tivesse mais espaço, traria a continuidade dessa história — é do balacobaco. Consultem a Memória Paulista.
Mas por que quase playboy? Porque Baby trabalhava, e playboy que se preza não comete esse desatino. Está nos livros.








